terça-feira, 31 de agosto de 2010

Letra e Música...

Essa é uma história totalmente baseada em fatos reais e que pode ser comprovada por quem é de Vinhedo (ou Valinhos!!). Risadas são garantidas por alguns pontos – absurdos – da história.

Era uma vez uma escola em Vinhedo que inventou a obrigatoriedade de cursos extracurriculares em horário oposto ao das aulas. Isso significa que eu e minhas super amigas estávamos condenadas a ficar na escola toda santa quarta-feira o dia inteiro. As opções eram pintura, fotografia, marcenaria e coral. (Essa é a hora que todo mundo de Vinhedo começa a rir porque sabe qual é a história que virá...)

Eu escolhi fotografia, baseada sabe-se lá em qual argumento. O resto do meu grupo se dividiu em pintura e coral. E lá fui eu para a minha aula de foto. E, no primeiro dia, decepção... não sei se me senti sozinha ou se não fui com a cara do professor Girafales, mas fato é que eu odiei. Saí da aula direto para a sala da coordenadora implorando para entrar para o coral (explicação: todas as minhas amigas estavam lá). A Dani, que era a nossa coordenadora e super boazinha, deixou que eu entrasse, mesmo que as vagas estivessem esgotadas. Acho que a fama de chorona que eu tinha na escola ajudou a convencê-la.

Na outra semana, lá estava eu na aula, junto com as minhas amigas. Na verdade, não estava muito ansiosa pela aula em si, mas queria conhecer o professor que, segundo minhas amigas, era maravilhoso.

(Pausa para minha análise: vamos lembrar que eu tinha 16 anos e nosso conceito de maravilhoso era bem diferente do que é hoje)


Entrei na sala de coral...nada de novo. Tá, tinha um piano na sala de aula, mas fora isso, nada de especial. Até que ouvem-se alguns suspiros das meninas que estavam perto da porta. E eis que entra o professor de coral. Era a hora que as meninas,sempre matracas, calavam a boca. Fato é que todo mundo era semi apaixonadinha por ele.

E seguiram as aulas...eu e as minhas amigas sempre tivemos o dom de fazer amizade com os professores. Amizade de fazer um jantar na casa da professora de redação,entendem? E aí acabamos ficando todas amigas do professor de música.

Agora, leitores e leitoras, pensem numa pessoa que entende de redação e ainda sabe compor uma melodia. Assim era nosso professor. Ou seja, galanteador do primeiro fio de cabelo até a última unha do dedo do pé esquerdo.Ele dava aula numa faculdade e a fama que tinha lá era: Não faz xixi em pé, usa saia e não é escocês, ele pega. Era mais ou menos por aí...

E aula vai e aula vem...a amizade com o professor continuou e ele tinha nossos msns e e-mails. Aí começam as confusões. Ele dava em cima, descaradamente de mim e de todas as minhas amigas. Começou comigo (acho eu,nem me lembro...todo mundo teve a chance de ser “A Favorita”) e foi indo, indo, indo...

Lembro que, para mim, ele disse que havia sonhado comigo, cantou uma música na frente de toda a sala (sim, eu acabei odiada por todas que não eram minhas amigas...aliás, eu e minhas amigas éramos odiadas) e começou com conversas fiadas no MSN.

Resumindo a missa: apenas uma de nossas amigas (que não era tão amiga minha assim) acabou caindo na conversa dele. Eles ficaram algumas vezes e, nessa época, eu achei absurdo ela ter caído na rede dele. Vou confessar: tive uma paixonitezinha por esse professor mas ele era tão galinha e tão criança que eu acabei nem dando trela para a conversa dele.

No dia do aniversário das gêmeas, a gente resolveu (a gente = minhas amigas e eu) fazer uma festa surpresa para elas...na casa do professor. Chegamos lá e a menina estava já na casa dele (detalhe...se a gente tinha 16,ele tinha 28 anos). Organização da festa acontecendo eu – idiota! – resolvo anunciar que estou com fome. O professor diz: Vou comprar uma pizza!. E...me pega pela mão e diz:Vamos,Tati. Eu,claro,fiquei passada...a menina ficante me olhando com aquele meigo olhar de “Vamos brincar de Isabela Nardoni? Eu sou a madrasta e você é a Isabela”. Acabei indo com ele, já que o dito cujo me puxou e saiu me levando.

Quem me conhece sabe como sou delicadinha...fui com a cara mais fechada do mundo e fui fechando cada vez mais. A simpatia em pessoa! Nesse dia, durante a festa, a ficante acabou ficando com um amigo nosso. (Isso é história para outra hora...)

Anos se passaram... o professor sumiu da nossa vida. Até que, dez anos depois, ele me acha no orkut e volta a falar comigo. Diz que nunca me esqueceu, que acha que deveríamos sair e coisa e tal... Mas,como diz o ditado, “pau que nasce torto nunca se endireita” e ele continuava o mesmo Peter Pan de sempre.

Nosso contato acabou com uma carta mal-humorada (dele) e uma resposta mal-educada (minha). Mas ficou uma letra de música que achei no site dele. O nome: Tatiana. (Fui procurar a letra, mas saiu do site dele...hahahahaha. Acho que por revolta...)

2 comentários:

Taciana disse...

Tati, tinha outra opção de curso!!! Animação gráfica, que eu, que nunca soube cantar em coral, fui fazer, hahahaha!

Era bom pq era com o professor fofo e nada xavequeiro, o fêêêê! Lembra?

bjs!

Fernanda disse...

hahaha só confusão... Afff tô tentando lembrar como é que a festa das gêmeas foi parar na casa dele mas não faço ideia... A gente tinha cada uma que vou te falar!