quinta-feira, 30 de setembro de 2010

É tudo igual, só muda de endereço...e sexo!

Eu e algumas amigas minhas sempre brincamos dizendo que, quando ficarmos muito desapontadas com os homens, vamos mudar de time e virar lésbicas. Não sei porque, mas tínhamos falsa ideia que o mundo gay era beeeem mais simples. Aí que mora o erro...

O mundo gay não tem nada de simples. Eu já disse aqui - não é novidade - que tenho vários amigos gays. Já disse também que não gosto do termo homossexual. Acho chato. Gay é mais animado e bonitinho. Pois bem...tenho amigos gays solteiros, namorando, casados...todos os estados civis possíveis e imaginários. E preciso confessar que conversar com eles foi uma decepção...! Os problemas de relacionamento são exatamente os mesmos que os problemas heteros...

Minha certeza veio essa semana. Um desses amigos meus estava saindo com um cara um pouco mais velho. Acho que a coisa caminhava para quase um mês de relacionamento "semi-sério". Eram mensagens e mais mensagens, encontrinhos para drinks, bate papo ao telefone...até que um dia, numa dessas saídas, o quase-casal encontrou o ex de um deles. No caso não era ex desse meu amigo, era o ex do rolo dele.

Situação do encontro: o quase-casal encara a saia justa. O meu amigo fica com cara de pastel de alface e o rolo dele trata o ex super mal. Ponto positivo para esse meu rolo do amigo, certo? Errado. Isso tudo aconteceu na quinta. No fim de semana...cadê o rolo? Sumiu.

Chega segunda-feira, meu amigo no desespero me pede ajuda. "Liga pra ele", foi o que eu disse. Pra mim telefone é o que há para resolver mau entendido. Ligou. Nada. Mandou mensagem. Nada. Às 19h e tanto da noite o rolo manda a seguinte mensagem: "Cara, estava trabalhando. Preciso conversar. Podemos nos encontrar depois das 20h?". Meu amigo me liga e solta: "Pé na bunda, certeza.". Pedi que me ligasse depois do encontro.

Pois bem... quase 21h, me liga o amigo. Tomou um pé na bunda. Agora, vejam só... o rolo, aqueeeeeele que foi rude com o ex na quinta, VOLTOU COM O EX no sábado. Contem comigo: quinta, sexta, sábado. Três dias e os caras voltaram. Alguém aqui entende??

Felizmente uma coisa no mundo gay é bem diferente do mundo hetero...nós mulheres sofremos horrooooores quando tomamos um fora. Choramos,nos descabelamos, comemos uma caixa cheia de chocolates. Os gays não...eles falam: "Pois é, que coisa... não entendi nada. Mas tudo bem... outros virão". E simples assim partem pra outra. Coisa de macho mesmo.

Ou seja, pessoal, homem é tudo igual...só muda de endereço...ou preferência sexual...

Até que a morte nos separe...

Um anônimo deixou uma sugestão linda para eu falar aqui no blog...casais velhinhos que continuam apaixonados. Achei o tema fofo e resolvi mudar o que eu tinha planejado para agora cedo e falar sobre isso. Anônimo, obrigada...queria saber seu nome para poder agradecer direitinho. Pode me contar depois??

Hoje em dia os casamentos tendem cada vez mais a dar errado. Acho que é porque as pessoas estão se casando por motivos errados. Antigamente a coisa era mais levada a sério e até o divórcio era demorado. Se casar, portanto, era uma decisão série e - muitas vezes - única na vida. Isso implica que as pessoas se casavam realmente quando se amavam e tudo caminhava bem. Geralmente o casamento só terminava com a morte de um dos cônjuges.

Claro,pessoal, que existiam discussões,brigas e desentendimentos. Mas, diferentemente de hoje, os casais sentavam, conversavam e se entendiam. Não era a zona que é hoje. Sim,porque hoje a tendência é discutir e separar.

Na minha família, minhas duas avós ficaram viúvas. Não sei muito sobre o relacionamento da minha avó materna, mas a paterna posso descrever.Minha avó Ada e meu avô Luciano - até onde me lembro - se davam bem. Ele era italiano e, portanto, meio friozão. Mas nunca o vi destratando a minha avó. Na verdade, só vi eles discutirem uma vez...quando ele resolveu ensinar a minha avó a arrumar a geladeira! Aquele dia ela quis morrer. Ele arrumou a geladeira toda e, quando terminou, minha avó disse: "Terminou? Ótimo...agora posso tirar tudo e arrumar do meu jeito. Ou você também vai querer cozinhar?". Só. Uma única discussão. Talvez meu pai e minhas tias saibam mais, mas isso é o que eu lembro.

Tenho um casal de alunos que não é velho...eles estão na faixa dos cinquenta e poucos anos. Mas são casados há 27. Não tem filhos, não tem cachorros, só plantas. Mas é nítido o amor que um nutre pelo outro. Vinte e sete anos...uma vida. Eu tenho 27! Eles estão casados desde o ano que eu nasci. E me dizem que, apesar de vez ou outra tentarem se matar, eles vivem em harmonia e sabem que será para sempre.

De verdade, de verdade? Acho que é isso o que todos nós buscamos...um companheiro para a vida toda. Como disse a Clau, do Vaquinha Gertrudes , procuramos uma testemunha para a nossa vida. Quando a gente encontra a pessoa certa, acho que a vida se torna plena. A gente não passa sozinho, não morre sozinho. A gente tem alguém ao nosso lado. Filhos são maravilhosos, mas acho que não preenche o mesmo espaço.

Todos nós queremos alguém junto a nós...na alegria, na tristeza, na saúde, na doença...até que a morte nos separe....

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

#FF: Fetiches e Fantasias

Fetiche pela Wikipedia: Um fetiche (do francês fétiche, que por sua vez é um empréstimo do português feitiço cuja origem é o latim facticius "artificial, fictício") é um objeto material ao qual se atribuem poderes mágicos ou sobrenaturais, positivos ou negativos. Inicialmente este conceito foi usado pelos portugueses para referir-se aos objetos empregados nos cultos religiosos dos negros da África ocidental. O termo tornou-se conhecido na Europa através do erudito francês Charles de Brosses em 1757.Em psicologia o fetichismo é uma parafilia. O objeto do fetiche é a representação simbólica de penetração, tem conotação sexual, é um objeto parcial e não representa quem está por trás do objeto. Os fetiches mais comuns na sociedade ocidental são os pés (no Brasil, a adoração por pés recebe um nome especial: podolatria), os sapatos e a roupa íntima. Os objetos usados na prática do sadomasoquismo são os fetiches.



Não importa qual seja...todo mundo tem um fetiche ou uma fantasia que divide ou não com o parceiro. Ou parceiros, dependendo da situação. Eu acho saudável e natural, na medida do possível de cada ser humano. Acho também que, entre quatro paredes e com uma pessoa especial, vale tudo. Ou quase tudo.

Esses dias ressucitou no meu Skype um cara de Vinhedo que eu não falava há muito tempo, o D. Falei dele no blog já. Resumindo para os que não vão querer ir lá atrás buscas: esse cara foi apaixonado por mim quando eu era bem mais nova (coisa de 10 anos atrás) e nunca demos certo. Ponto. O cara, depois de anos, voltou no meu MSN e mostrou a sua tara por pés. No começo era uma coisa que eu nem entendia...ele perguntava quais sapatos eu mais gostava, como era o meu sapato do dia e por aí vai.Vez ou outra eu mandava as fotos do sapato. Um dia ele me explicou que o fetiche dele eram pés...que ele gostava de passear no shopping e ver as mulheres calçando sapatos em lojas. Confesso que achei a coisa bizarra. Pé? Pé é nojento...a gente fica em cima dele o tempo inteiro...tem casca, formam bolhas. Por mais que todas as pedicures do mundo me falem, eu acho meu pé horroroso!

Aí ontem ele ressurge do nada. O cara tá noivo, mas sem data pra casar. A namorada pode ouvir o nome do diabo, mas não o meu. E depois do tudo bem, ele solta: "E aí, e seus pezinhos?". Cortei na hora. Disse que estão bem. Ele perguntou se comprei sapatos novos, eu disse que sim. Pediu foto. Disse que não. Que agora só faria isso para a pessoa que estivesse ao meu lado e valesse a pena. O cara ficou mudo.

Entendo que ele goste de ver. Não vejo nada de mais e nem quero pensar em como ele se sente ao andar na rua e ver o pé da mulherada. Mas a ideia de um cara achar o máximo o pé de uma mulher e ficar animado só de ver um pé é meio esquisita!

Uma amiga minha tem nojo de pés. Acho engraçado. E concordo com ela. Imagina você tendo que massagear o pé do seu namorado depois que eu ficou o dia inteiro com um sapato de couro, andando na rua. Pensa no cheiro...broxante!

Fantasias eu acho legais...as pessoas deixam a imaginação correr solta e sai cada coisa. Minhas amigas e eu conversamos vez ou outra sobre isso e sempre demos muitas risadas. Somos todas bem convencionais. Eu confesso (Oi pai, a leitura está boa?)que sou bem tradicional. Nunca me vesti de coelhinha da Playboy, empregada, enfermeira ou qualquer coisa do gênero. Acho que não combina comigo. Eu tenho surto de risos por qualquer coisa e acho que morreria de tanto rir se me olhasse no espelho vestida de colegial. Também nunca me relacionei com pessoas que fizessem questão.

Mas...calma povo, também não sou adepta do estilo Bridget Jones e suas calçolas gigantes. Eu aposto em belas lingeries em noites especiais. Aliás, eu sempre uso lingeries bonitas, até mesmo para mim. Acho que a mulher fica mais poderosa e sensual. Mais bonita até. Os leitores homens podem comentar depois se preferem uma mulher com uma bela lingerie ou uma fantasia de empregada. Adorarei saber as opiniões masculinas.

Fato é que, do alto da minha pouca experiência, acho que uma bela lingerie vale muito mais do que qualquer fantasia. Uma lingerie e um saltão,por favor. Aprendi isso depois de muitas conversas com amigas, muitas risadas e - por que não - algumas experiências esquisitas?

Esqueçam os pés, meninos...temos coisas muito mais interessantes para vocês...

Tudo para ficar com ele

Esse é o filme do momento...eu tinha que assistir de novo e de novo e de novo. Mas não vou porque, como não estou sendo monitorada, o perigo do filme me inspirar é enorme. Isso porque, não sei se comentei com vocês, o casamento do Mr.Right está perto. Quando eu digo perto é muito perto... menos de 20 dias. No dia vocês saberão porque, certeza, farei um post sobre isso. Se o Lexotan assim permitir,claro!

Enfm...a história é beeem parecida com a minha. Mulher conhece homem na balada. Mulher se apaixona por homem. Mulher descobre que homem está noivo e vai se casar, tipo, alguns dias depois. Mulher pega suas duas melhores amigas e partem rumo ao casamento. Mulheres juntas se metem em várias encrencas. Mulher se arrepende momentaneamente de ter ido ao casamento. Mulher encontra a noiva. Mulher ajuda a noiva. Noiva entra na igreja. Mulher vai embora curtir a fossa. Amigas ajudam a mulher a não entrar (muito) numa fossa maior ainda. PARTE HOLLYWOODIANA: homem volta e para na rua da mulher, que o reencontra e ficam juntos para sempre. Basicamente até o noivo vai se casar, a história é igual. Depois que elas decidem ir atrás do cara, esqueçam a minha semelhança.

Lembrei desse filme porque a minha super amiga Taci (que adora ser citada aqui) me mandou um e-mail hoje perguntando como eu estava e questionando se já fiquei pirando sozinha em invadir o casamento, sequestrar Mr,Right e fugir com ele. Claro que eu jamais faria isso. Jamais mesmo. Não por falta de vontade, mas porque isso só funciona em Hollywood.

Confesso, porém, que já me peguei várias e várias vezes imaginando que eu fosse louca e duas amigas mais loucas ainda (quem se habilitaria?) pegando o carro, viajando hooooooooooooras para barrar um casamento. Eu acho que usaria uma roupa bem casual, para não aparecer mais do que a situação. Aliás, acho que iria de calça jeans, regatinha branca, meu colete cinza a la Jennifer Aniston e um keds branco. Explico: o keds e ajudaria a correr melhor se o povo enfurecido corresse atrás de mim. Ou então eu poderia ir de salto, elegantérrima.. na hora que o padre falasse se alguém tem alguma coisa que impede o casamento, eu surjo linda e loira. Mas daí o salto não ajudaria a fugir das convidadas enfurecidas.

Brincadeiras a parte, meu coração se aperta cada vez que penso que falta pouco, muito pouco para que ele se case. Daqui a pouco ele vai ficar longe por um mês inteiro. Um mês sem contato. Mas isso não é o pior... meu lado masoquista anda mais forte do que nunca. Fico pensando em como será a cerimônia, o que ele vai vestir, o que ela vai vestir, o que vão falar um para o outro, como será a festa...

Mas o pior não é nada disso. O pior é pensar: será que neste dia ele vai pensar em mim??

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Amores de faculdade...

Hoje foi dia de limpar meu Hotmail. É meu e-mail de MSN então eu não uso para nada. Vira e mexe eu entro para limpar as mensagens e só. Hoje eu estava na minha caixa de entrada e tive um surto de risos. Vi um e-mail - vírus - do meu ex-professor de Diretio na Faculdade. Resolvi postar sobre amores universitários.

Quem aqui nunca se apaixonou por um professor ou professora? Não adianta mentir...tudo mundo teve uma paixonite por algum mestre! Eu tive...Aldo, professor de direito da Esamc. Esse eu vou falar o nome porque não tem nada de comprometedor na história e alguém pode se manifestar para me contar se ele continua chamorso.

Enfim...o Aldo foi meu professor de direito na Esamc, mas não me lembro qual semestre. Ele era poucos anos mais velho do que a gente. Eu tinha 17 e ele tinha 20 e tantos. Pouco,vai. Novo, bem-sucedido e advogado. Quer coisa mais charmosa pra uma garota na faculdade?

Eu e a torcida do Corinthians éramos apaixonadas por ele. Mesmo. Literalmente. Ele tinha uma legião de fãs na faculdade. Daí.... um dia eu descubro que teria o JUCA (jogos universitários que não aconselho a ir a não ser que você goste de zona). Todo mundo ele. O Aldo eu. Logo, eu ia!

E todo mundo foi na sexta. Eu, trabalhadora, fui no sábado porque dava aula de manhã. Peguei um ônibus e saí de Vinhedo em direção a Campinas. De Campinas fui para Araraquara. Sei lá quantos anos de viagem. Chegando na cidade...cadê o alojamento? Não sei...perdi o endereço. Com calma, respirei fundo. Peguei um táxi e fiz uma corrida de oitenta reais um tour pela cidade até achar o maldito alojamento.

Achei. Que alegria,não? Não. O lugar era uma zona e fui recebida por um baseado tamanho família. Cai no choro, liguei para os meus pais pedindo que fossem me buscar. Eles não foram. Lembrei que o professor estava lá e fiquei até mais felizinha!

À noite: balada. Na medida do possível eu me arrumei o máximo que pude e fui com o povo. Objetivo da noite: o professor. Conversa vai, conversa vem com o pessoal... resolvi pegar uma bebiba qualquer e foi aí que vi...UMA AMIGA MINHA FICANDO COM O PROFESSOR!!!

Acho que foi o primeiro "Momento Maysa: Meu mundo caiu" que eu tive na vida. Cena de novela: não conseguia ouvir o som alto das pessoas e nem a música da balada. Eu só conseguia ver a minha amiga aos beijos com o cara. Reação: peguei o primeiro amigo que eu vi e...saí da balada.

Pessoas...eu e o R fomos andando até o alojamento que era, até onde me consta, beeeeeem longe da balada. Ele andando sem entender e eu chorando sem explicar. Cheguei na zona/acampamento e dormi. Na volta a minha amiga era o assunto do momento.

No dia seguinte eu acordei cedo e não quis olhar para os novos pombinhos. Fui andando até a rodoviária e peguei um ônibus para São Carlos porque era o dinheiro que eu tinha para viajar. Minha santa mãe me pegou de carro lá e voltamos para Vinhedo.

Lições que aprendi:
1 - Professores não pegam as estudiosas...eles pegam as gostosas mesmo.
2 - Não vá ao JUCA por causa do professor. Vá se você gostar de zona.
3 - Leve o endereço do alojamento e economize dinheiro.
4 - Evite desenvolver paixonite pelo professor...assim você não vai precisar das dicas acima...aprenda com o meu erro...

Depois disso nunca mais fui ao JUCA.

PS: Continuo amiga da menina...ela não sabia que eu era a fim dele.
PS2: Eles continuaram ficando por um tempo.
PS3: Eu acho que ele ainda está solteir...

Mini post 11

Apenas para esclarecer...eu acho que o MENSAGEM ERRADA foi técnica.

Preciso confessar que já usei essa algumas vezes e não só com ele. Aquela coisa de não saber o que falar, mas para aparecer, mandei uma mensagem e depois disse que era engano.

Shame on me... hahahahaha

Mini post 10

Quero sugestões de temas para falar aqui no blog.
Sobre o que querem que eu fale?

Vamos lá, pessoal...só colocar nos comentários e eu vou escrevendo conforme vão surgindo assuntos...

Procuro psicóloga bacana...pago bem!!

Tudo bem...é mentira. Eu não pago bem. Mas se alguma psicóloga boazinha quiser me atender for free em troca de propaganda aqui no blog eu super agradeço. Prometo dizer só coisas boas para que você consiga outras pacientes tão surtadas legais como eu.

Eu estou, definitivamente, surtando. Ou já estou surtada e nem sabia disso. Ou o surto já passou e o que ficou são restos do quadro clínico. Eu não sei,não sou terapeuta para saber. (E aí, terapeutas, já estão com dó de mim e vão me atender?)

Antes que pensem que eu estou sob o efeito de alucinógenos, vou explicar. Eu realmente achei que estava começando a melhorar e seguir a vida. Isso não significa que saí com ninguém. Significa que, de sexta até hoje (segunda à noite, momento que escrevo) eu não tinha tido nenhum tipo de contato com Mr.Right. Nenhum. Nada. Tá certo que ajudou o fato dele não ter entrado no Skype hoje,maaaaaas...mérito meu não ter mandado mensagem no celular dele. Por favor, me cumprimentem por isso.

Tá...aí estava saindo do trabalho e mandei mensagem (ok, não fui tão bem assim) perguntando se ele estava em São Paulo. Sem resposta. Até aí, ok...estava até confirmada. Até que...

Onze e pouquinho da noite. Estava saindo do banho quando o meu telefone que todos têm o contato toca a música de mensagem. Achei que fosse um ex-cliente que estou atrás por causa de uma nota em uma revista. Aperto o OK para ler a mensagem e aparece o remetente: MR.RIGHT. Tremi. Literalmente. Ou seja, tremi literalmente quando vi a mensagem dele.

“Tá à toa?”

Eu estranhei. Primeiro porque não entendi nada e segundo porque não é o telefone que ele sempre me manda mensagem. Estranhei mais ainda porque parece ser uma menção honrosa àquela mensagem do cara da balada (“Tá de boa?”). Não acham?

Respondi que estava em casa e ele manda:

“Desculpe. Mensagem errada.”

E só. Assim. Tipo propaganda da Sagatiba. Não se explica. Indecifrável. Incompreensível. Indescritível. E eu, imbecil. Sim, porque tremer por conta de uma mensagem chega a ser ridículo.

Não sei mesmo o que acontece comigo. Adoraria poder explicar racionalmente. O simples toque do meu telefone ou ver que é o nome dele que aparece no visor me faz tremer, sentir frio na barriga...essas coisas que, numa outra situação, seria maravilhoso.

Fiquei esperando o dia que esses sentimentos e sensações fossem tomar conta da minha pessoinha, embora nunca botei fé que isso poderia realmente acontecer. Mas aconteceu. E agora, como lidar com isso? Porque, convenhamos, isso deveria ter passado depois de quase três meses de término. Pelo menos sempre foi assim comigo.

Mas Mr.Right causa em mim reações que não posso controlar, não posso explicar, só posso sentir. Acho que ele deve ter um radar...cada vez que estou caminhando, alguma coisa acontece e a gente se tromba. Primeiro foi meu celular que ligou sozinho para ele. Agora essa mensagem “por engano”.

Daqui a pouco vou achar que são sinais para que a gente se encontre frente a frente...de propósito.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Smile though your heart is aching...




Traduzindo: sorria ainda que seu coração esteja doendo. Essa frase é de uma música de Charles Chaplin e acho que traduz todo o legado que ele cultivou: não importa a situação caótica que você se encontra, tudo melhora quando se está sorrindo. Concordo com ele. Sorrir é sempre o melhor remédio. E, melhor ainda, não dá rugas.

Esse post surgiu de uma oportunidade. Resolvi comentar. Tenho uma conhecida que trabalhou comigo numa agência. Ela entrou e tinha grandes chances de subir na empresa se fizesse um bom trabalho. Capacidade essa pessoa tem. O que ela não tem é otimismo. Durante a nossa convivência diária, sempre ouvi que ela não era boa o bastante, não tinha namorado, a família não dava apoio, não entendia o que ela fazia e por aí vai. Conversar com ela era saber que ela soltaria o muro das lamentações em cima de você.

Meses depois soube por essa pessoa que ela tinha sido demitida. No começo fiquei chateada por ela mas depois conversei com algumas pessoas que conviviam no trabalho e a justificativa era unânime: ela era pessimista demais, se autosabotava e a coisa não ia para frente. Tive que concordar com eles. Tentei falar com ela no MSN e dizer que ela precisava de mais garra, mais força, mais vida. Sem sucesso. Nos posts de Twitter e frases do MSN, sempre a mesma coisa: nada para fazer, mais uma manhã cinzenta...e blá blá blá.

Fico pensando que tem gente que está pior do que essa conhecida, mas mesmo assim está cercada de amigos, rindo e vivendo. Essas pessoas com certeza, apesar das dificuldades, vencem na vida ou, se não alcançam 100% do sucesso, sorriem e são felizes com o que conquistaram.

Sorrir é sim o melhor remédio. As lágrimas vão cair, mas depois elas secam e a vida continua. E, como diz a letra da música, Smile, what's the use of crying? / You'll find that life is still worthwhile / If you just smile.

Morte e Vida (mas não é Severina)

Incrível como as coisas na vida mudam de um segundo para outro. E mais incrível ainda é pensar que em apenas 48 horas eu presenciei a vida sendo celebrada e a morte, lamentada.

Esse fim de semana começou com uma notícia bem chata. A mãe de uma tia do coração faleceu. Ela estava doente e no hospital, mas a gente nunca está preparado para esse tipo de notícia. Encarei meus medos e fui ficar com a minha tia no velório.Sim, leitores, a minha balada de sexta foi no Cemitério do Araçá.

Apesar da situação, preciso comentar que o local é interessante. Você vê gente de tudo quanto é tipo: os que choram, os que não sabem o que fazer, a turma da piada, os parentes que não se conhecem, os que vão para comer e por aí vai. É uma misturada de gente que não tem tamanho!

Sábado foi dia de comemorar o casamento de um moço que trabalha na agência. Uma alegria só. Casamento é muito bom. Eu adoro. Levei a Maria Eduarda comigo que, no começo do dia, insistia em dizer que o casamento era meu. Tadinha...deve ter batido a cabeça. RS

O casamento foi emocionante. Preciso dividir com vocês uma coisa linda:na hora da benção das alianças, o tradicional “Ave Maria” foi cantado pela mãe da noiva. Gente, para tudo...roubou a cena!! Achei lindo!!

A festa foi super animada, condizente com a felicidade dos noivos. Desejo felicidades eternas aos dois. Eles merecem!

No domingo acabei pensando em como a vida muda de repente, assim, do nada. Em um dia estava usando preto, chorando com a minha tia a tristeza dela e no outro, estava toda radiante, comemorando com meus amigos o ínicio de uma nova vida para eles.

Viver e morrer...palavras tão oposta, mas que caminham tão lado a lado que até dá medo!

Eu e Madu no casamento do Thiago...

domingo, 26 de setembro de 2010

Quanta diferença...

Hoje é domingo, mas a notícia de sexta chamou minha atenção. Demi Moore e Ashton Kutcher completaram cinco anos de casados em meio a dois grandes boatos de traição dele. Não sei se acredito ou não porque, afinal de contas, o cara é casado com a Demi Moore. O que mais ele pode querer? Ela também. Acho que é um casal que tem que se dar por satisfeito...(rs)

Mas a história toda me fez pensar nessa coisa de diferença de idade. Acho que, se tratando de coração, a idade é relativa. Mas tudo complica quando pensamos na cabeça e no psicológico.

Conheço vários casais com grande diferença de idade. Há algum tempo atrás trabalhei com uma pessoa que tinha - acho eu - 14 anos de diferença para o marido. Ela era mais nova. O relacionamento era completamente harmonioso porque a cabeça dela era mais velha do que a idade física e ele era maduro, porém com espírito jovem. Eles estão juntos até hoje. Se conheceram pela internet e ela largou a vida em outro estado para viver com ele.

Acho que o relacionamento funciona melhor quando a mulher é mais nova do que o homem. Isso porque a mulher, comprovadamente, amadurece mais cedo. Ou seja, o casal fica compatível. O conflito de interesses passa a ser menor, uma vez que as afinidades são parecidas.

Por outro lado, custo a entender casos como Susana Vieira e Ana Maria Braga. As duas, creio eu, devem ter sérios problemas com relação ao envelhecimento. Já viu uma das duas circulando com homens de idades próximas às delas? Eu não. Susana Vieira deve ter como pré-requisito o homem ter 20 e poucos anos. Ana Maria Braga também. A Susana não aprendeu nem depois do episódio do ex-marido, morto por overdose de qualquer coisa que não me lembro agora.

Fico me perguntando o que leva essas duas mulheres e outras tantas que são anônimas a se relacionarem com homens bem mais novos e imaturos. Medo de envelhecer? Necessidade de auto-estima e afirmação? Prazer em sofrer? Não sei. O que eu entendo que é, cedo ou tarde, a incompatibilidade vai surgir e o relacionamento entrará em crise. E aí se forma o circulo vicioso de casa-separa/casa-separa.

O amor não tem idade, isso é fato. Mas a cabeça e o bom senso, esses têm.

sábado, 25 de setembro de 2010

Ser bonita cansa...

Caaaaaaalma leitoras e leitores, este não é um post "Eu me amo, eu sou a melhor". É um desabafo mesmo. A mulherada vai entender. Ser bonita (independentemente do padrão de beleza que você tenha) cansa. E muito. Custa. E muito também.

Esse mês eu peguei para me colocar para cima. Aquela coisa que faz barba, cabelo e bigode - como diz a minha mãe. Retoquei as luzes no meu cabelo. E,gente,não tem momento que a mulher fique mais estranha do que este. Imaginem vocês ficar com tirar de papel alumínio na cabeça, formando um capacete que - concordo com a Sandra Bullock em Miss Simpatia - é capaz de captar o sinal da HBO. E são horas (quase três)para que você saia de lá simplesmente deslumbrante. Eu não reclamo muito das luzes,não. Eu até gosto. É um tempo que dedico a mim e me sinto sempre mais bonita. Mas dá trabalho. E eu não desejo que ninguém do sexo oposto (que seja hetero) me encontre num momento desses.

Mas cabelo não é nada se compararmos com depilação. Sério. Deus, por que é que você inventou os pelos se nós precisamos nos livrar deles a cada quinze dias?? Explica,por favor porque eu ainda não entendi. E,gente, como isso é dolorido! A gilette sempre me pareceu a melhor solução só que não tenho saco paciência para a cada três dias repassar a lâmina. Vai a cera quente mesmo. Perna, axila, virilha (a pior parte de todas). Você sai em carne viva, mas compensa. Sem pelo nenhum. (Meninas, esqueçam que algumas de nós sofre com encravamento)

Fora academia, drenagem, manicure, pedicure...isso para ser superficial!! As mulheres precisam de muito tempo (e dinheiro) para carregar uma aparência descansada, apresentável. E, o melhor de tudo, a graça está em fazer tudo isso e parecer que não fez nada.

Adoro quando fico horas me arrumando, saio de casa parecendo que não fiz nada e ouço: Nossa, você está tão bonita, mas não fez nada...

Nada...não fiz nada...só gastei horas de sono para parecer assim: bonita naturalmente. Definitivamente, beleza cansa...

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

AA - Alcoólicos Anônimos e Amadores Anônimos...

Morro de curiosidade de perguntar para um alcoólatra o que ele sente quando vê um copo de bebida ou uma garrafa de qualquer coisa. Não conheço nenhum que possa me explicar,mas acho que deve ser bem parecido com o que sentem os apaixonados quando se encontram ou quando lembram um do outro.

Pausa para ver se acho alguma coisa no Google sobre o assunto e não achei nada consistente

Li alguns depoimentos de dependentes da bebida e acho que realmente a sigla AA pode servir para quem bebe e para quem ama. Isso porque, para o alcoólatra, a bebida é a companhia que falta. É o sopro de consolo, é a válvula de escape, é a companhia para a solidão, a coragem para quem é covarde. O companheiro de uma pessoa que ama é tudo isso também. Acho que isso me ajuda a explicar muita coisa que aconteceu e tem acontecido comigo. (Não,pai e mãe...não estou bebendo!). Aquilo para mim foi algo novo, o encontro com Mr.Right. O simples fato dele estar perto me fazia acelerar o coração, ficar ruborizada, não saber como agir. E era recíproco. Um dia estávamos jantando e ele me disse: "Estranho...fico nervoso ao seu lado. Não sei como agir, o que falar...". Acho que ele sentia a mesma coisa que eu.

Hoje eu brinco com ele, sempre que conversamos, que somos ao mesmo tempo a bebida e o alcoólatra. E,pior, não seríamos parabenizados na reunião do AA. Quantas vezes prometemos "Não vamos mais conversar" e a promessa durou não mais do que meio dia?? Quantas vezes tentamos nos manter longe, mas qualquer coisa era motivo para um contato mesmo que virtual? Isso é condenável no AA. Vergonhoso até.

Dia desses estava conversando com uma amiga e ela me perguntou porque eu estava tão certa de que Mr.Right era mesmo o Right. E a minha resposta deixou a pessoa de boca aberta e, confesso eu, que me assutou também. Eu disse a ela que sei disso porque só de estar ao lado dele eu me sinto mais calma, mais tranquila...só de saber que ele está lá, todos os dias online no meu Skype me faz entender que a distância não é nada e que ele está, na verdade, um clique longe de mim. Me assustou - e contei isso para ela - quando, no começo do relacionamento, quando eu ainda nem tinha entendido que estava apaixonada - ele foi me devolver a chave de uma sala, tocou a minha mão e a minha alma se arrepiou só do toque dele (não tenham a mente poluída...não é nada do arrepio que vocês estão pensando)

É...somos Absinto, vinho, espumante...somos o vício e o viciado. E sempre tentamos melhorar. Mesmo que por um dia. E só um dia.

Ou meio, no meu caso...

Mini post 9

Mais uma mensagem do cara da balada:

"Tati, vc tá de boa?"

Francamente..."estar de boa" é coisa que o mano do meu irmão fala para os manos dele. Respondo o quê pra isso?? "Tô de boa, mano e você, firmeza?"

História de Aquecer o coração: Anos depois....

Adoro histórias de amor. Daquelas bem clichês com direito a reencontro, vilão e felicidade sem fim! Hoje, lendo as notícias do G1, encontrei essa:

Reencontro após 33 anos termina em casamento em hospital de BH
O casal já havia tido um romance na década de 1970, mas se separou.
Depois de tanto tempo, eles se encontraram pela internet.


Para ler a notícia toda, cliquem aqui .

A história tem enredo comum: casal que namorou em 1970 se separou, ele casou, ela casou, os dois se separaram, 30 anos depois se reencontram pela internet e casa. Mais filme de Hollywood, impossível. Mas é história real...está aí pra gente ver.

Isso é lindo...saber que o amor é um sentimento tão forte que nem o tempo, nem a distância podem apagar. Você vive a vida, mas ele está ali. E saber que, mesmo depois de três décadas, você pode recomeçar.

Não conheço o casal, mas espero que eles sejam felizes. Eles merecem. A nós cabe apenas torcer e esperar que esse sentimento tão lindo encontre a gente e nos permita viver a mesma felicidade.

O amor é uma dor...

Quem aqui não se lembra do Zezinho, célebre participante do Caldeirão do Huck que recitou um poema de autoria:

O amor é uma dor,
É um tédio sem remédio...


O menino foi um sucesso de público e crítica! Se bobear, joga no You Tube que ele está lá!

Estava conversando esses dias com uma pessoa muito querida (prima de coração) e, como sempre, o amor entrou em pauta. Ela me disse que está conformada que a missão dela é vir ao mundo para saber o que é o amor, mas sem poder vivê-lo. Eu falei para ela que achei isso absurdo. Como pode alguém amar e não poder viver tudo isso. Ok, eu sei que no momento a minha situação não é das melhores, mas por um tempo eu e Mr. Right vivenciamos esse sentimento e até hoje, de um jeito torto, a gente vive.

Essa pessoa convive comigo há quase vinte anos. É uma mulher independente, forte, meiga...uma amiga para todas as horas. Merece estar ao lado de uma pessoa que saiba valorizar tudo isso. Mas não...ela sempre escolhe (ou é escolhida) os caras errados. Ou melhor, os que não são certos para ela. Um deles sumiu..assim, do nada, sem deixar vestígios. O outro gosta dela, ela dele mas a coisa não anda. "Por orgulho dos dois", segundo ela.

A conversa não teve um fim definido. Nos distraímos com algum comentário qualquer sobre política. Mas fiquei pensando nisso depois. Será que Zezinho está certo? Será que amar é mesmo sentir dor e, pior, uma dor que não tem remédio?

Veremos...sentiremos...amaremos...

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Mini post 8

Ontem à noite o cara da balada ligou. Estava secando o cabelo e não atendi. Ele deixou recado na minha caixa postal:

"Oi, aqui é o cara da balada. Estou ligando para saber como você está. Precisamos marcar de tomar alguma coisa, dar risadas. Me liga quando pegar este recado".

Não liguei até agora....

Should I?

Tempo...




Quanto tempo precisamos para saber se aquela é a escolha certa, se aquele é o caminho certo, se aquela é a pessoa ideal? Um mês? Um ano? Dez anos?

Hoje é um dia especialmente complicadinho...há exatos seis meses entrou na minha vida o Mr.Right, assim, sem pedir licença. Em pouquíssimo tempo, conquistou meu coração de tal forma que não se explica, não se escreve, não se conta. Se sente. Incrivelmente, hoje eu não acordei triste como nos outros dois dias 23 anteriores. Hoje eu senti uma coisa gostosa...um sentimento bom que a gente sente quando encontra a pessoa que quer passar o resto da vida ao lado. Esquecendo todas as complicações, o sentimento é sempre bom!

Junto com todas essas reflexões, ontem à noite eu estava conversando com uma amiga muito querida, que tenho pouco contato, mas que eu gosto muito. Estávamos colocando as novidades em dia quanto eu pergunto “E aí, namorando?” e ela “Nem te conto...”. Segue o diálogo:

Tati – Namorando?
Amiga – Mais...
T – Noiva?
A – Mais...
T – CASADA???
A – Aham...não vai ter um treco!

Claro que eu tive um treco. Quando eu disse que não converso muito com ela, eu quis dizer que nos falamos tem pouco mais de dois meses. E,naquela época, casamento não passava pela cabeça dela. Em cinco minutos ela começou a se explicar: “Nos conhecemos por intermédio da minha prima, estamos juntos desde maio e depois que eu briguei com a minha mãe, resolvemos morar juntos”.

Façam as contas... maio, junho, julho, agosto e setembro. Cinco meses e ela se casou. Pergunto: tempo é realmente uma questão importante quando se trata de relacionamento? Precisamos nos reter àquelas convenções da sociedade que diz que precisamos namoraaaaaaar, depois noivaaaaaar e depois casar? Porque não pode ser namorar e casar, simples assim?

Muita gente me questiona sobre toda essa história do Mr.Right. Já ouvi de tudo. “Ah,mas foi tão pouco tempo de convivência” ou “Em metade do tempo que ficaram juntos, você vai ver, nem vai lembrar mais de nada disso” e ainda “Ai, que exagero esse chororô todo por causa de três meses...o que são três meses?”. Me questiono se essas pessoas todas já gostaram de alguém. Acho que não.

Sabem por quê? Porque quando se trata de amor, um dia pode valer por um ano...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Só sei que nada sei...

Mundinho estranho esse que a gente vive. Acho que, no fundo no fundo, tudo era mais simples quando os casamentos eram arranjados, a gente sempre terminava amando o marido que escolheram pra gente e ponto final. Hoje em dia a mulher tem que ser mulher, mãe, esposa, trabalhadora e ainda psicóloga, pra entender o que querem dizer os homens.

Os homens...ahhh, a personificação daquele ditado: Ruim com eles,pior sem eles. Quando se tem um homem ao seu lado, vários problemas surgem com ele. Quando NÃO se tem um homem ao seu lado, outros vários problemas nascem junto com a situação. Daí me pergunto: com qual tipo de problema eu quero lidar?

Hoje, no meu momento atual, sei que estar sozinha me parece ser a solução mais sensata. Já está sendo complicado demais lidar com uma não-relação, imagine juntar a isso uma relação. Muita preocupação para uma cabeça loira só.

E aí é que a coisa começa a complicar. Parece que, quanto mais se foge dos homens, mais eles "correm" atrás de você. E a coisa fica uma loucura...

Explico: depois do Mr.Right eu estou fechada para balanço.Período indeterminado. Não estou caçando homem e o episódio do cara da balada foi mero acaso. Aliás, depois daquela mensagem de "Precisamos marcar um encontro" nunca mais ouvi falar dele. Melhor assim. Não queria mesmo. Mas o problema não é o cara da balada, é o cara do táxi.

O cara do táxi dividiu um carro comigo quando fui ao Ásia 70, se lembram? A história dele é a seguinte: fui ano passado (percebem como faz tempo) a um bar com a minha prima e o,naquela época, namorado dela. Ela inventou de levar um amigo, o tal cara do táxi. Pois bem...a pessoa era interessante, bonita, trabalha no mercado financeiro. Um homem com potencial. Sabe-se lá Deus porquê, depois de e-mails trocados, o cara some. Diz que não está pronto para compromissos e some. Simples assim. Continua ON no meu MSN, mas sem dizer uma palvra.

Pois bem...depois de quase um ano, ele divide comigo o táxi para a casa da minha prima. Conversas de elevador, uma balada que - como sabem - ele ficou com uma menina e eu com outro menino. E qual não é a minha surpresa, depois daquela balada, o cara começa a me chamar no MSN?

No começo a conversa era agradável, engraçada...agora se tornou um saco. Tentei ser uma pessoa que não sou e agora o cara acha que pode falar qualquer besteira comigo e está tudo bem. Não, não está. Não sou a pessoa modernosa que ele acha que eu sou. E,por mais que eu tenha me explicado, me parece que ele tem um certo problema de compreensão porque, bem,ele não me entendeu.

Aí penso...quando eu fui eu mesma, sem querer ser a mulher fatal, o cara me dispensa. Porém, depois de me ver na balada e achar que eu sou - Ui! - um furacão, ele vem atrás de mim. E não pensem vocês que ele quer uma relação séria agora, que está pronto - diferentemente do que era ano passado. Não...ele quer apenas saber qual é o poder de uma loira (hahahaha) entre quatro paredes. E vai continuar querendo... ou pelo menos vai ter que achar outra loira que faça isso.

Pois é... ruim com eles, pior sem eles. E depois de tudo isso,só sei que nada sei...

Mini post 7

Que emoção... 4000 visitas no meu blog!!! Um ótimo número para uma Zé Ninguém como eu...!!

O Cafa...

Esse tipo todo mundo conhece e já conviveu com um. Quem não conheceu, vai conhecer. Estamos falando do famoso “Cafa”...

Eles estão em todos os lugares: nas ruas, no trabalho, na padaria que você frequenta, na farmácia que você compra remédio,na sua casa. Ele pode ser seu cliente, seu funcionário, seu chefe, seu amigo e – se você tiver muito azar – seu marido. E,minha amiga, se ele for seu marido, aí é que mora o perigo.

O “cafa” geralmente é um sujeito, como dizia a minha avó, bem apessoado e sedutor. Começa naquele jogo de olhares, piadinhas dúbias e, quando você viu, já está completamente presa no game que ele construiu especialmente para que você caísse na teia dele. E o jogo é bom...ahhh, como é bom...

Para quem precisa de uma injeção no Ego, um Cafa é sempre bem-vindo. Ele vai te elogiar mesmo que seu cabelo esteja oleoso, sua maquiagem borrada e seu perfume muito forte. Porque o objetivo do Cafa é que você entre na conversa dele. Ele quer que você seja mais uma na longa lista de conquistas. E,para isso, não mede esforços. Geralmente o Cafa consegue as vítimas que quiser. Ele sabe como cativá-las e sempre chega lá.

Eu mesma já conheci vários desse tipo. Vários. Um deles, um ex-chefe de um lugar que eu trabalhei. Devo falar que esse Cafa tinha estilo. Ele tinha um “quê” de Fábio Assunção (tipo físico idêntico, eu juro). Conversas no MSN, piadinhas de duplo sentido e elogios fora de hora traçaram nele o perfil do típico Cafa. A coisa não foi para frente graças à minha caipirice. Mas também, não ia muito além daquilo não... Aquele Cafa só tinha prazer em seduzir. Agarrar a vítima não era parte do plano.

Outros Cafas passaram pela minha vida. Alguns deles disfarçados de cordeirinhos. Caí na lábia de um (Hello, Austrália!). Consegui escapar da teia de outros (Hello,ex-aluno). Mas todos..todos eles me fizeram sentir muito bem.

Fica aqui meu conselho...toda mulher precisa ter um bom vestido preto, um ótimo batom, um sapato de matar e um Cafa para estar sempre aos seus pés...

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Todo mundo tem que ter...

...um amigo como eu tenho!

Existem pessoas na vida que a gente gosta de graça, sabem? Aquelas que chegam devagar e quando você vê, já te chama de folgada, chata mas te ama. Eu tenho um amigo assim. E saber que ele está sempre lá, ao toque de um telefonema, me faz sentir muito mais feliz.

Nos conhecemos no finalzinho do ano passado, por intermédio da escola que eu trabalhei. Aliás, como as coisas são engraçadas na vida...fiquei menos de um ano lá, mas conheci pessoas que mudaram a minha vida.

Não sei direito como foi que começou a amizade, mas sei quando. Eu tinha combinado de ir a um bar com vários amigos e amigas minhas (sim, o Skye) e acabei comentando com ele que eu iria para lá. Não sei se fui eu (acho que foi) ou ele, mas acabamos no convite do "Quer ir comigo?". E lá fomos nós, depois da aula. Acho que foi a melhor coisa que poderia ter acontecido ele ir comigo porque todo mundo me deu o maior bolo e acabamos eu e ele,rindo horrores.

Naquele dia a gente conversou bastante e a amizade só cresceu. Esse meu amigo foi responsável por diversas pernoites no sofá da casa dele, quando eu tinha aula cedo e saía sempre tarde da escola. Foi testemunha de toda a história com Mr.Right e nunca me julgou por isso. Em contrapartida, sou olheira de tudo o que acontece com ele.

Esse meu amigo já foi muito de balada. Saía horrores, ficava com as pessoas...sempre em relações vazias. Mas, no fundo no fundo, tudo o que ele queria era alguém para chamar de seu.

Essa pessoa parece ter aparecido. Estou torcendo...esse meu amigo merece uma pessoa especial, que mexa com ele e o faça muito feliz. Ele merece.

Amigo...love ya biatche! hahahahahahaha

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O cara da balada

Provavelmente vocês devem se perguntar porque eu não me permito sair com o cara da balada. Ou porque eu ainda não saí (o dia de amanhã a gente nunca sabe). Respondo: acho que pode ser uma pessoa séria e não seria direito fazer com ele algo que não gostaria que fizessem comigo. Porque entrar nesse relacionamento seria, com certeza, uma grande mentira. Hoje eu digo isso. Amanhã, não sei. Mas hoje é fato.

O cara da balada tem 31 anos e mora na zona norte de São Paulo. Tem cabelos curtinhos , escuros, olhos escuro, é alto e atlético, mas sem ser bombado. Ele trabalha na Polícia Federal e fez academia do Barro Branco, a escola da Polícia. Coincidentemente ele foi aluno do meu tio na academia e sabe o lugar que ele mora, quantas filhas tem e por aí vai.

Me pareceu ser uma pessoa séria porque eu disse que tinha filha e ele não saiu correndo, como eu já contei para vocês todos. Além disso, ele ligou no dia seguinte da balada. Uma pessoa que não seja séria não faz esse tipo de coisa.

Não sei...é uma pessoa legal e interessante. Mas meu coração não foi tocado. Não senti nada que me fizesse querer seguir em frente. E o ataque de ciúme do Mr.Right, confesso que tornou tudo ainda mais difícil.

Vamos esperar os próximos posts e ver no que vai dar...

Mini post 6

Não sei se será tão mini, mas enfim...

Acho o blog super liberal.A gente pode dar a nossa opinião sobre tudo. Quando me propus a começar a escrever, não sabia bem como seria. Recebi um comentário de uma pessoa anônima (sim,porque na hora de criticar,ninguém quer mostrar a cara) dizendo que não tenho auto-estima e estou só.

Pois bem,pessoa, este post é seu. Não sei se te conheço e, se conheço, provavelmente não te dou muita bola. Desculpe por isso. Se não te conheço, a coisa fica pior. Para saber quem sou, precisa me conhecer pessoalmente. O que está aqui nesse blog é parte da minha história e não quem eu sou por completo.

Note você que não falo somente de mim...conto casos de pessoas que são próximas. Minha vida não é sozinha, não é vazia.

Sobre a parte de precisar de terapia, acho que até posso concordar com você. Minha mãe diz que todos precisam de um bom terapeuta. Quer dividir comigo a sessão??

A difícil arte de amar...

Taí um post que não consigo pensar em como começar. Pensei que fosse ter um tom de comédia, depois pensei em drama e depois resolvi deixar a coisa fluir. O título do post é o nome de um filme bem antigo com a Meryl Streep e o Robert De Niro. A história é sobre um casal que começa com uma vida linda e termina separado. Mostra exatamente que amar é uma arte.

Depois desse fim de semana, eu realmente acredito que amar é uma arte e que deveria ser ensinada na escola. Poxa, a gente tem judo, ballet, natação. Por que não ter uma aula sobre o amor?

Vamos à história...

O fim de semana começou normal, como todos os outros. Saí do trabalho e fui para uma reunião com uma amiga e nova cliente. Depois disso fui para casa. Sábado eu resolvi umas coisas corriqueira e depois parti para o centro espírita que frequento e tem reunião a cada 15 dias. O que eu não contei...na sexta eu mandei uma mensagem para o Mr.Right contando sobre essa nova cliente. Não esperei ele responder. Mandei porque queria compartilhar a boa nova com ele.
Pois bem...sábado estava rumo ao centro quando abro meu e-mail e vejo: Parabéns. Meu coração gelou e foi até a boca. Remetente do e-mail: Mr.Right. O texto me parabenizada e desejava que essa fosse a primeira de zilhões de conquistas. Encerrou o texto com ABRAÇOS.

Abraços?? Como assim, abraços?? Fiquei revoltada e entre no msn para desabafar minha indignação com uma das amigas. Mas, qual não foi a surpresa quando, no meio da minha lista de contatos, está o motivo da minha semi-raiva!! Falei para ele mesmo. Segue parte do diálogo inicial:

T – Vi seu e-mail. Pode mandar beijos quando falar comigo porque não vou achar que são beijos na boca.
MR – Ahn? Do que você esta falando?
T – Do seu e-mail. Abraços no fim. Tá achando o quê?
MR – Nossa, desculpa. Nada a ver...é assinatura normal. Trabalho com homens, sabe como é o costume.

E fomos conversando no caminho. Sobre coisas da rotina, sobre a vida, sobre nós. Cheguei no centro 18h mas só entrei na reunião às 19h30. Uma hora e meia discutindo a não-relação. A gente fala que não vai se falar, mas é mais forte do que a gente. Isso é engraçado. Eu rio. Se fôssemos do AA, estaríamos perdido. Somos os dois a bebida e os alcoólatras e não conseguimos perder o vício.

Enfim, contei para Mr.Right que estava no centro e desliguei. Fui para reunião. Saí de lá perto da meia-noite e, como de costume, chequei os celulares. Tinham três ligações no meu telefone que causa arrepios, todas do Mr.Right. No meu celular normal mais seis ligações e seis mensagens. Todas ele. Achando que eu não estava no centro, mas com o cara da balada. Estava indignado que não tinha atendido nem respondido as ligações e jurava me apagar da vida dele.

Liguei desesperada. Não pelo que ele falou, mas pela ação. Isso não é típico dele. Nem de longe. Expliquei que estava no centro e meus celulares estavam na bolsa. Ele não acreditou e paguei o mico de pedir que meu paidrasto falasse um alô para que ele reconhecesse a voz. Começamos a semi-discutir e disse que ligaria assim que chegasse em casa.
Cheguei na minha casa e liguei para ele. A esta altura ele pedia desculpas, disse que teve uma crise de ciúme que não poderia ter. Disse que me imaginou com o cara da balada e perdeu a cabeça, por isso começou a me ligar.

O resto da conversa, vocês conhecem...eu gosto de você, você gosta de mim. E não podemos fazer nada agora. Prometemos nos ver antes do casamento. Para quê, vocês me perguntam. Não sei, eu respondo. Mas alguma coisa me diz que precisamos fazer isso.

Desta vez não prometemos não nos falar mais. Ele me disse que a Natasha está na cidade fazendo um curso (pensem no meu surto solitário,mas não demonstrado) então não podemos mandar mensagem no celular um do outro até quarta-feira. Isso eu consigo fazer. Mas ele me disse que podemos conversar no Skype até lá.

Realmente não me entendo e não o entendo. Chega a ser engraçado...fui dormir com aquela sensação boa de amor correspondido. Acho que ciúme é bom, mostra que a pessoa gosta e se importa com a gente. Fui dormir muito feliz mesmo.

Hoje quando acordei, me toquei que o cara da balada mandou mais uma mensagem. “Precisamos marcar um encontro,né?”. Como assim?? Isso eu falo para cliente meu... “Precisamos marcar uma reunião”. Nem respondi. Hoje ele me ligou. Queria ir a um barzinho. Disse que estava esperando a Maria Eduarda chegar.

Não sei. Meu coração não está preparado. Senti naquele dia da balada que estava traindo não só ao Mr.Right, mas a mim mesma. Estava traindo o meu coração, o meu amor...

domingo, 19 de setembro de 2010

A Lista

Eu conheço pessoas que fazem listas para tudo: lista de mercado, lista de afazeres, lista de sonhos, lista de listas. Mas uma dessas pessoas faz uma lista interessante: a lista dos caras que ela beijou. E não é uma lista comum...é uma lista com comentários, datas e repetições. Coisa organizada,profissional. Junto com essa lista, tem foto de cara um dos homens.

Eu achei uma ideia maravilhosa. Imagina que boa ideia registrar as pessoas que você ficou e ainda deixar comentários!! Era como um livro de memórias sentimental! Tá ali...você vê.

Sentei domingo para fazer a minha lista e...bom,ela é beeeeem pobre. Se eu contar que prezo pela qualidade e não quantidade, minha listinha fica bem digna!

Resolvi dividí-la com vocês. E provavelmente com o meu pai e minha mãe. Quer mico maior?

Vamos lá...

1 – O carinha que eu gostava na adolescência: foi o primeiro beijo,então sabem como é. As lembranças são ótimas...!
2 – O cara que foi fazer MBA na Austrália: Fiquei com ele uma vez e eu lembro que o beijo foi muito, muito bom. A coisa não foi para frente porque acho que era muito mais empolgante no computador.
3 – Pai da Maria Eduarda: prefiro não comentar... a relação foi tão conturbada que nem sei dizer direito o que eu sinto quando penso no beijo.
4 – Um ex-aluno meu de anos atrás: Gente,foi bom. Mas não foi aqueeeela coisa. Acho que era muito mais carência afetiva do que qualquer outra coisa. Ficamos três vezes, mas eu não queria nem amarrado!
5 – O cara do financeiro de uma agência que eu trabalhei: Quando o ditado “Onde se ganha o pão, não se come a carne” é ignorado, dá nisso. Arrependimento eterno. Mas,por outro lado, ele namorou uma garota famosa então...peguei um cara da Caras!
6 – Um ex-cliente da agência que eu trabalhei: CALMA! Não era cliente meu. Foi na festa de fim de ano da empresa. Ele apareceu do nada e acabamos ficando no fim da festa. Literalmente no fim. Na hora dele ir embora aconteceu o beijo. Eu estava meio alta então não lembro muito. O cara era bonito. Fui pesquisar ele no Google e BOMBA! O cara namora uma socialite famosa, dona de uma balada super badalada. Ou seja, o cara que namora a modelete quis ficar comigo. Tava podendo nesse dia! E olha que nem tava bonita...
7 – O dono de uma academia de Yoga: Conheci no Skye (aham, eu gosto muito de lá). Um amigo meu falou alguma coisa para ele e acabamos ficando. Esse eu tinha que ter colocado nome e telefone aqui no blog para vocês, meninas, saírem correndo. Eu já ouvi histórias de gente que beija mal, mas não como esse. E,pior, ele se achava. Nem dei meu telefone e nem falei nome completo. Vai que ele me achava no Google...ECA!
8 – Dizem que oito é um bom número. Sabiam que 8 é o numero do infinito?? Aham...vira o oito de lado e ele é o símbolo do infinito. Sabe de quem é a oitava posição? Dele mesmo, Mr.Right. Sem comentários. O melhor beijo da minha vida (tá certo que a lista não é lá aquela coisa enorme, mas tenho repertório...). Desde o nosso primeiro beijo a gente sentiu alguma coisa especial. Ai ai ai..sinto falta.
9 – O cara da balada: não senti a mesma coisa que senti com Mr.Right, mas nem tinha expectativa que fosse acontecer. Não tenho como avaliar estando com o coração ocupado.

Putz... grande,né? Quando eu digo que sou caipira e ninguém acredita, taí a prova. Vinte e sete anos, nove caras beijados.

Fala sério...minha irmã de 18 deve ter uma lista beeeem maior que a minha.

sábado, 18 de setembro de 2010

Quem é Mr.Right?

Acho que muita gente que lê meu blog se pergunta quem é o tal Mr.Right. Pelo menos eu acredito que, das mais de 3000 visitas que tive em um mês de blog não são apenas das amigas chegadas que o conhecem. Sei que muita gente que me visita, me acompanha fielmente, mas não tem noção da pessoa que estamos falando. Pensei que um post de “apresentação” pudesse dar a vocês uma noção de quem ele é.

Mr.Right é uma pessoa que teve uma criação parecida com a minha. Os pais são separados, ele tem irmãs, sobrinhos e sobrinhas. Ele não é de São Paulo. É do interior, mas de outro estado. Mudou para São Paulo por causa da profissão. Uma boa chance profissional fez com que ele largasse a família e se aventurasse em São Paulo. Isso, minha gente, faz com que ele se perca dirigindo aqui.

Ele gosta de pescar, tem idade próxima a minha e tem o mesmo signo que o pai da Maria Eduarda. Mas isso não faz dele uma pessoa com a mesma personalidade. Pelo contrário, são opostos. É super organizado, usa um perfume delicioso em duas versões: para o trabalho e para o passeio. Gosta de trabalhar de calça social e camisa, mas se permite uma calça jeans vez ou outra. Ouve a Kiss FM, mas me deixava ouvir outra rádio de vez em quando.

Não gosta de pijama para dormir. Prefere apenas um short, sem a camiseta. Mesmo em dias frios. Aliás, eu “brigava” com ele para que dormisse agasalhado e evitar dores de garganta. Acredita em Deus, é católico e sempre que dormíamos juntos ele me “abençoava” antes de dormir.

Quando ficamos a primeira vez, ele fez em mim o mesmo gesto que o Nicholas Cage fazia na Meg Ryan em Cidade dos Anjos, passando a mão quase sem encostar no rosto dela.

Tem cabelos escuros, olhos escuros, é bem alto e está em forma. Segundo um dos meus amigos gays “é bem gostoso”. Na cozinha, minha função era preparar a comida e a dele era lavar a louça. No quesito bebida, ele sempre escolhia os vinhos e preparava a caipirinha. Aliás, vinhos de uva Moscatel, segundo ele, são os melhores e mais gostosos.

Gosta de crianças e pensa em ter filhos daqui uns cinco anos. Assiste jogos de futebol, mas sem fanatismo. Já deixou de ver um jogo do time dele para irmos ao shopping bater perna.

Fala quando dorme. Muito. Principalmente quando está nervoso. Se mexe bastante também. Chora em filmes tristes e quando fala na família. Diz que quer ser diretor na área que trabalha e busca constantemente essa posição, sem puxar o tapete dos outros.

É tradicional e valoriza os bons costumes. (Por mais incrível que possa parecer, dada a nossa história) Gosta de caminhar, ver filmes e assistir televisão no sofá da sala. Lê sempre a revista Exame.

Caiu de pára-quedas na minha vida, sem avisar e ganhou meu coração...para sempre.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

História para alegrar o coração...4

Eu queria ter feito uma mini entrevista para este post,mas resolvi escrever do meu jeito mesmo.

A Taci eu conheci no colégio, lá em Vinhedo. Faz tempo, visto que ela dançou na minha festa de 15 anos e isso foi há doze anos atrás. Nós nos tornamos amigas de cara e não poderia ser de outro jeito. Meus professores me chamavam de Taciana e ela de Tatiana. E nessas acabamos amigas. Claro que eles só confundiam o nome quando não estavam com as nossas provas em mãos. As notas dela sempre foram maiores do que as minhas.

Um dia a Taci mudou de colégio, mas a amizade continuou. A maior pena foi ela não ter feito parte da nossa formatura do colegial, mas estava de coração. Ela passou em engenharia na USP (entenderam quem era a inteligente,né?) e a vida começou a mudar. Logo no começo da faculdade ela conheceu o Daniel.

Como eu posso descrever o Daniel? Primeiro, ele não gosta de palmito. Descobri agora, quando no meu aniversário eu fiz consumê de palmito e a Taci queria que ele pedisse Habib's. Ele acabou comendo o “sorobô” de um risoto que fiz na noite anterior. Mas, além de não comer palmito, o Daniel é uma pessoa do bem. Nunca vi ele bravo, de mau humor ou coisa parecida. Certamente a Taci viu, mas nunca na nossa frente.

Um dia, do nada, recebo a notícia de que eles iam se casar. Achei o máximo!! A Taciana foi a primeira do grupo a se casar então a gente vai sempre lembrar do casamento dela de uma maneira especial. Eu mais ainda. Não fui ao casamento dela porque eu estava grávida e passei mal. Nem sabia que a Maria Eduarda estava vindo, mas faltei na cerimônia.

Isso tem quase três anos. E hoje, três anos depois, eu ainda olho esse casal e vejo o mesmo brilho no olhar de quando eles eram apenas estudantes de engenharia. Eu os adoro e espero ter um dia a felicidade que os dois têm juntos.

Mini post 5

Me sigam no Twitter @tatianafanti
Beijos

Tentação...

Quando Eva comeu a maçã, ela só fez porque não tinha nada mais tentador. Tenho certeza. Ela não tinha, por exemplo, um celular que manda mensagens ilimitadas para qualquer número da mesma operadora. Porque, se ela tivesse, com certeza não teria comido fruto nenhum, preocupada em contar para Adão sobre o que estava fazendo ou, sabe-se lá, mandar mensagem para algum paquera que morasse com eles no paraíso e que a gente desconheça.

Acho que mensagens de celular são mais tentadoras do que a maçã do paraíso. Ou são os novos frutos proibidos. Fala a verdade, não tem nada mais gostoso do que mandar uma mensagem e ficar na expectativa da resposta,tem?

Eu estou, como sempre, escrevendo os posts á noite. Agora já é beem tarde, quase 2h da manhã. E acaba de apitar meu celular. Mensagem. Saio correndo porque não é o celular qualquer. É O celular. Aqueeeeele que faz meu coração pular cada vez que toca. É ele. Mr. Right. Mandei uma mensagem faz tempo, no começo da noite, quando ouvi a nossa música. Ele não respondeu. Nem esperava que fizesse. Mas agora mandou um boa noite e disse que está sem sono. Falei para ele tomar um leite quente e lembrei que semana que vem temos mais um dia 23 chegando. Aliás, dia 23 foi o dia que a gente ficou a primeira vez.

Agora sei que, depois desse lembrete, ele não vai me mandar resposta nenhuma. Toquei numa parte delicada....o coração....

UPDATE DA MANHÃ: ele respondeu minha mensagem...mas a conversa foi de elevador mesmo...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

MIni post 4...

O cara da balada mandou mensagem genérica dizendo que não tem nada programado para o fim de semana.

O que fazer? Sair? Não sair? Alguém tem sugestão?

O amor e poder...




Não, eu não sou fã da Rosana. O post de hoje não é uma homenaegem àquela música “Como uma deusaaaaaaaa”. O tema de hoje é amor, poder e ser mulher.

Muitas de vocês não sabem (muitos também, acho que têm homens que estão lendo meu blog...), mas eu trabalho desde os 16 anos. Não, meus pais não eram exploradores, eu fui trabalhar porque eu quis. E,ao longe desses 11 anos de vida trabalhadora (abafa o caso da idade...) eu conheci muitos tipos de mulheres. E sempre me perguntei porque as mais “poderosas” eram poderosas...e sozinhas...

Meu primeiro contato com esse tipo de mulher foi quando eu trabalhei no Banco de Eventos. Foi uma das melhores épocas da minha vida e sinto saudade daquela vida badalada, cheia de gente bonita e interessante. Pena que eu era muito nova para reconhecer tudo isso. Enfim...lá no Banco de Eventos eu trabalhei com muitas mulheres. As “peoas” – como eu – tinham casa, marido, filhos e trabalho. Mas as sócias, as grandes produtoras...todas essas eram casadas com o trabalho. E não eram mulheres feias e chatas, pelo contrário...eram bonitas, vistosas e seguras de si. Eu as olhava, queria ser como elas, mas queria ter o que tinham as “proletárias”,como eu.

Muito tempo depois, já com a Maria Eduarda nascida, fui trabalhar em uma grande agência de comunicação. Tive duas chefes maravilhosas, por quem tenho carinho até hoje, apesar da falta de contato. As duas eram (são, não estão mortas...) legais, bonitas, divertidas, cultas...e solteiras. Apaixonadas pelos sobrinhos e desenvolveram um carinho imenso pela minha filha. Eu nunca entendi porque elas não se casaram ou não tinham namorado. Falta de tempo? Muito trabalho? Opção de vida? Não sei...nunca perguntei.

Tiveram outras mais...clientes minhas, conhecidas de conhecidas, mulheres famosas...todas cheias de poder e nada de família. Não as condeno. Não as julgo. Pelo contrário...tenho até uma certa admiração por todas essas mulheres. Primeiro porque elas estão em lugares que, em teoria, seriam dos homens. Segundo porque, mesmo com todo trabalho, fazem questão de ser mulheres – se vestem bem, vão ao cabeleireiro, academia... Mas, ao mesmo tempo que as admiro, tenho um pouco de pena. Pena porque muitas delas queriam uma vida em família e não conseguiram ter. Minhas duas ex-chefes queridas (queridas mesmo, sem ironia) olhavam a minha filha e eu podia sentir de longe aquele sentimento de nostalgia por algo que não tiveram.

Acho que a vida acaba sendo assim mesmo. Somos obrigados a fazer certas escolhas que vão nos doer a vida toda. Será mesmo que é impossível ter tudo? Será que a gente não vai conseguir nunca alcançar o patamar de poderosa e com família e tudo mais? Será que sempre vai ficar faltando alguma coisa na nossa vida? Será que sempre vamos ter que conviver com pelo menos uma pergunta que começa com E SE...???

Abrindo a gaiola das loucas




Caaaalma!! Eu não sou homofóbica. Não me julguem pelo título do post. Mas, na verdade, qual gay não ama esse filme?? Todos os que eu conheço,pelo menos. Já que esse blog fala sobre a eterna busca do amor e bla bla bla (perceberam que ando revoltada com o amor,né?), nada mais justo do que falar do amor homossexual.

Eu tenho vários amigos gays. Vários. Lésbicas nem tanto, mas gays sim. Não sei...acho que me dou melhor com gays do que lésbicas. Ah, vai entender,né? Mas, então... eu converso muito com eles, para entender o universo masculino. Não adianta muito...a maioria deles, sentimentalmente, são tão mulheres quanto eu.

Um desses meus amigos (claro que não falarei o nome de nenhum deles) nos disse que era homossexual (ai,detesto essa palavra...) não faz muito tempo. Mas depois que contou...ele faz relatos detalhados de todas as suas conquistas. Hoje eu acho normal e me divirto,mas já foi bem estranho para mim. Imaginar um amigo seu de longos anos dividindo a cama com mais uma pessoa que, PS, é homem. Ele pode ser considerado muito a versão gay da Samantha, de Sex and the City. Imaginem que ele conheceu um rapaz na rua, enquanto resolvia algumas pendências e depois de algum tempo de conversa, foram parar no quarto do hotel que o estranho estava hospedado. Mais Samantha, impossível!

Um outro amigo não revela para todo mundo sua opção sexual. Ainda vive aquele dilema entre o ser e o ter que ser alguma coisa que não se é. Entenderam o que eu quis dizer? Eu imagino que para ele deve ser muito difícil ter que ser na frente dos outros uma pessoa que, na verdade, ele não é. Qual é o problema em gostar de uma pessoa do mesmo sexo? Isso não te dá mais ou menos caráter, nem te faz uma pessoa melhor ou pior. Conheço heteros que não valem o pão que comem e gays que mereciam dominar o mundo. Eu converso bastante com esse amigo e ele diz que não pretende contar quem ele é para a família. O pai não aceitaria, é muito tradicional.

Um outro amigo meu, que conheço há alguns anos, eu nem desconfiava que era gay. Até que ele me contou a história dele num dia que eu estava bem triste. Não vou dividir com vocês tudo o que ele me disse porque, bem, a história não é minha. Aliás, vou pedir a ele se posso contar e, quem sabe, um dia a gente fale sobre isso. Enfim, esse amigo meu, numa tentativa de me fazer ver que a vida é boa e merece ser valorizada, me contou a história da vida dele. Eu tenho o maior carinho e respeito por essa pessoa. Não foi fácil e ele é um vitorioso. O que eu mais admiro nele é que ele não se esconde das pessoas. Ele diz quem ele é, o que ele gosta e que o mundo aceite. É casado com uma pessoa tão maravilhosa quanto ele e me orgulho de fazer parte da vida dos dois. Acho que os dois são a prova de que o amor existe e não tem barreiras que impeçam que duas pessoas fiquem juntas. (Ahn? Quê? Estão pensando na minha história? Abafa...)

Eu recomendo a todas que tenham um amigo gay. Ou vários. Eles são pessoas sinceras. Não são maldosos como as mulheres. Você pode ficar sossegada porque, se estiver usando um vestido ridículo, esses amigos vão olhar para você e vão falar: “Ta ridícula!”. Mulher não. Você coloca o mesmo vestido e pergunta a uma mulher e ela responde: “Tá lindo...onde comprou?”, mesmo que você saiba que está horroroso.

Fora que, vamos combinar, um amigo gay sempre faz a caridade de te chamar de gostosa quando você se sente um trapo. Mas, e daí que ele é gay?? Um homem te chamou de gostosa...e isso é fato!

Mini post 3...

Apenas para curiosos e curiosas...nem sinal do L, o cara da balada de sábado.
Quem aposta que ele liga no fim de semana? É sempre assim...
Valendo um álbum de figurinhas "Amar é..."!

Vende-se felicidade...

Calma,gente...não estou transbordando felicidade para sair assim, vendendo. Mesmo porque, felicidade não tem preço e nem se compra. Mas...andei pensando em algumas histórias que conheço e acho que a gente pode vender a nossa felicidade. Explico com um “case”

Tenho um amigo que conheço há bastante tempo. Ele é casado e pai de dois filhos lindos. Não tenho muito contato com a mulher dele, mas ela sempre pareceu uma pessoa muito simpática e preocupada com as crianças. Somos boas conhecidas, digamos assim. Não amigas, mas gosto dela então somos “boas conhecidas”.

Para quem vê de longe, o casamento dos dois é um mar de rosas. Ela tem a vida dela, ele tem a dele e os dois têm a vida em comum, de casados. Família semi margarina,de longe.

A coisa muda de figura quando você conversa com esse meu amigo. Não sei o que estávamos conversando um dia quando ele solta a bomba: se eu não tivesse filhos, certamente estaria separado já. Até aí, OK...muita gente pensa assim. Eu me assustei porque, na minha cabeça, o casamento deles estava ótimo.

Daí ele começa a explicar que as coisas não são fáceis, que ele não é fácil e ela também não. Que o amor acabou, mas sobrou respeito e carinho e que a ideia de não ver os filhos todos os dias faz com que ele mantenha esse relacionamento. Antes que vocês pensem, ele não traiu a mulher. Segundo palavras dele: “Não saio de casa com amigos, não vou para bares. Tudo para não cair em tentação. Fujo de mulher”.

No dia que eu comentei com ele sobre a minha situação com Mr.Right, ele me disse: “É...tem gente que vende a felicidade em troca de uma situação respeituosa ou para não ir contra princípios”. E completou dizendo que ele vendeu (ele o meu amigo) a felicidade em troca de uma vida com os filhos. Perguntei a ele o que ele pensa em fazer quando os filhos crescerem e batere as asas. Ele ficou mudo. Depois me disse: “Espero que quando isso acontecer, eu posso buscar novamente a felicidade que eu vendi”.

É...até lá pode ser que ela já não esteja mais disponível para compra...

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Com que roupa eu vou??



Recebi um texto da Flávia, ex-aluna e leitora querida, de uma mulher escrevendo sobre a batalha que é se arrumar para um primeiro encontro. Confesso que chorei de rir e achei impossível a gente não se identificar um pouco com cada situação.

Pensei um pouco nos meus primeiros encontros e se falar para vocês que eu acho que nunca passei por nada parecido, vocês vão acreditar? Calma, eu explico. Geralmente, nos (pouquíssimos) relacionamentos que eu tive, a coisa foi virar relacionamento depois que a gente já se conhecia. Então não teve aquela coisa de “hoje vamos sair a primeira vez, pode ser que role o primeiro beijo então tenho que estar decentemente arrumada”. Mas já passei por poucas e boas em datas especiais, que me valeram como primeiros encontros.

Vou ser rápida para contar porque, sabem como é,né? A primeira vez que saí com o Mr.Right (depois de termos ficado no aniversário da nossa amiga em comum) fomos ao Skye (super recomendo esse bar aqui em São Paulo). Eu lembro que deixamos meio que combinado que sairíamos naquela sexta então eu, na quinta, pensei no que usaria. Claaaaro que a gente sempre pensa em estar 100% arrumada, mas eu não queria passar aquela imagem de “me arrumei só porque ia sair com você”. Optei por uma calça jeans skinny, regata branca, um colete comprido (não sei explicar direito como é) cinza e um scarpin preto. Colar de pérolas comprido, brincos e escova no cabelo.

Aliás, não sei o que se passa comigo. Sempre que eu tenho alguma coisa importante, eu faço escova no cabelo. Preciso de terapia?? Hahaha

O look funcionou,claro. Mas, sem querer parecer muito idiota, quaquer coisa que eu vestisse para eles estava lindo. Mas sempre quis me arrumar muito para ele. Sempre mesmo. (Paro por aqui para não chorar...hehehe)

Uma preocupação que eu sempre tenho, mas que é totalmente infundada é combinar a lingerie que eu estou usando. Sério. Não consigo usar calcinha de onça com sutiã de zebra,por exemplo. Calma,pai...não é isso que você está pensando. Eu já disse que sou caipira então não sou nada adepta da teoria “ir para a cama no primeiro encontro”. Não condeno quem faça (e eu conheço muita gente que faz) mas eu não consigo. Só que isso não me faz não pensar que eu tenho que estar com um conjunto de lingerie bonito. Explico: imagina se (toc, toc, toc) eu sofro um acidente no carro da pessoa. Vem a ambulância e tem que tirar a minha roupa para ver ferimentos. O que o médico vai pensar: Jesus, a menina está com um cara e com essa calcinha de bichinho e sutiã de listrinha?? NÃÃÃO! Não quero ser conhecida como a sem gosto para underwear então eu valorizo muito essas peças que nunca aparecem.

Acho que é a minha maior encanação. Claro que eu sempre penso em estar o mais bonita possível, mas é sempre aquele “bonita, porém casual”. A imagem que eu – sempre – quero passar para o homem é que eu ando naturalmente daquele jeito. Não foi para ele. Quero dizer, foi para ele...mas eles não precisam saber disso,né?

Mini post 2...

Este post não conta nenhuma história super consistente. Mas eu preciso - de novo - falar que este blog tem me trazido tantas coisas boas. Tenho conhecido gente que nunca conheceria.Tenho lido coisas que jamais liria. Isso é muito engraçado...a tecnologia aproxima pessoas que jamais se cruzariam. (Será??)
Tenho feito novas "amizades". Daqui a pouco vou ter que começar a pensar num encontrinho de bloguettes...hahaha
Melhor ainda...SE um dia der certo e eu casar com o Mr.Right, vou ter que convidar todo mundo...hahahahahahaha

E Mr.Right abre o coração... e eu tb...

Eu tinha pensado em outro post no lugar deste aqui. Mas mudei tudo devido aos acontecimentos de ontem à noite. Antes de começar, porém, quero fazer um agradecimento especial para uma pessoa que nem me conhece, lê meu blog e deixa sempre comentários de incentivo. Ana Lúcia, obrigada mesmo por suas palavras. Obrigada por torcer, rir, chorar, viver junto comigo essa história, ainda que a gente nem se conheça.

Quando eu comecei o blog, confesso que eu não tinha muita ideia do que ele ia virar. Eu achei que quase ninguém fosse ler e, se lesse, seriam as minhas amigas. Estou surpresa porque tenho quase três mil acessos em menos de dois meses de vida. Acho que, de certa forma, quem me lê ou se identifica com a minha história ou acha que parece uma coisa de novela... Enfim, agradeço a todos vocês que estão lendo, torcendo, rindo e chorando comigo. Não tenho palavras para agradecer a cada mensagem de carinho que recebo.

Eu não contei para vocês, mas o post da carta que eu escrevi, na verdade foi um e-mail que mandei ontem para o Mr.Right. Ele me respondeu, mas foi uma resposta semi-fria. Pedindo que eu siga a vida, dizendo que sentiu algo muito bom e muito forte por mim,mas que agora não pode ser mais vivido. Entendi como um banho de água fria e resolvi deixar de vez isso...

Mas...não sei se porque tudo tem um motivo, se foi acaso do destino ou um caminho que eu e ele decidimos trilhar antes de nascermos, ele me ligou à noite. Ligou pedindo desculpas pela frieza. E foi aí que deixou a cabeça de lado e falou com o coração.

Mr.Right abriu seu coração pra mim. Disse que não me esqueceu. Disse que tem vontade de me ver, de estar comigo, do meu cheiro, do meu toque, do meu beijo. Disse que não está preparado para uma mudança de vida que vai acontecer daqui a menos de um mês. Disse que não sabe nem se vai estar preparado no dia. Disse que sente algo diferente por mim, mas não podemos viver isso mais. Não é certo com nenhum dos envolvidos. Disse que para ele seria muito fácil e muito cômodo manter duas vidas, mas ele não consegue. Não consegue e nem quer me prender numa situação dessas. Ele disse que no dia que eu o vi, semana passada, ele podia sentir de longe meu perfume...que sabia que eu tinha me arrumado pensando nele, posto a blusa que ele me deu para que ele percebesse que eu ainda estou com o coração ligado ao dele. A gente conversou quase uma hora. Uma conversa sincera, de duas pessoas que se gostam, mas que não têm solução para o momento.

Desligamos com a promessa de não esquecermos um do outro e pedi que me procurasse o dia que estiver livre. Eu disse que vou pedir a Deus que ele tenha coragem de largar tudo quando não estiver mais suportando tamanha “infelicidade” (não achei palavra melhor). Ele disse que espera ter coragem de fazer isso, como eu fiz com o pai da Maria Eduarda.

Cheguei em casa e liguei para a minha mãe. Pensei que, mesmo com nossa relação às vezes turbulenta, ela pudesse me dizer algo. Ela me disse coisas que me fizeram pensar. Eu sei que cada um tem a sua religião e estou longe de ser pregadora... não faz parte do meu feitio. Mas eu fui criada na doutrina espírita, que diz que tudo acontece por um motivo e que nós fazemos acordos antes de encarnarmos na Terra. Minha mãe disse que pode ser que a gente tenha feito esse acordo. Talvez a gente precise de um momento separado para podermos passar por isso. Talvez a gente fique junto daqui 1, 2, 10 anos. Talvez a gente só fique junto de novo quando a gente voltar para o plano espiritual. Ou talvez ele tenha que cumprir uma missão com essa menina e depois a gente possa viver a nossa. Talvez eu mesma tenha que aprender que sentimento é esse e depois vivê-lo. Não sei. Mas minha mãe me fez entender que preciso ter fé e confiar naquilo que acredito.

Lá no centro falaram que nossos caminhos vão se cruzar...falaram que isso está marcado para acontecer. Preciso acreditar nisso para seguir a minha vida. É estranho explicar, mas parece que, sabendo que lá na frente a gente vai se reencontrar, ganho forçar para viver o dia de hoje.

Estou mais fragilizada. Em menos de 30 dias ele estará casado. Não será mais meu. Não poderei ser mais dele. Pelo menos até que a gente cumpra aquilo que nos foi mandado.

Hoje meu dia está cinzento...achei que ouvir o coração dele fosse me fazer mais feliz. Mas não fez tanto assim...porque dói pensar em duas pessoas que se gostam tanto, se querem tanto não poder viver um sentimento desses...

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Amores platônicos...quem não teve?

Estamos precisando de um post para relaxar.Depois dos acontecimentos nas últimas 24 horas, acredito que todos querem dar um pouco de risada. Flávia, minha ex-aluna fofa,me mandou um e-mail com uma frase que rendeu post. Este post.

Quem é que nunca teve aquela paixão absurda, de morrer, por alguém simplesmente inatingível? Não, não estou falando daquele seu amigo lindo de morrer que nunca olhou na sua cara, nem naquele cara da academia que você nunca teve coragem de dar OI. Estou falando daquele amor que nunca, em hipótese alguma vai acontecer...

Explico. Quando era era beeeeeem mais nova, tipo 15,16 anos, eu era apaixonada pelo Evaristo Costa. Gente, fala a verdade, que homem é esse?? Eu não perdia Jornal Hoje nem por decreto lei. Não trocava almoço nenhum em restaurante badaladinho pelo jornal das 13h! Ele era a minha personificação de homem perfeito: cara de bom moço, bem-humorado e tem tudo para ser o novo William Bonner. E,bom, naquela época eu achava que super poderia ser a Fátima Bernardes dos anos 2000. Um trabalho de sei lá o quê me colocou em contato com ele. Gente...para tudo. Eu falei com o Evaristo Costa pelo telefone. E não foi uma vez não. Foram várias. Ele até me chamava de Tati. No meu mundo perfeito a gente se encontraria casualmente, casaríamos e eu apresentaria o Jornal Hoje com ele e, anos depois, o Jornal Nacional. Eu cresci e ainda não acreditam nos forte rumores de que ele é gay. Como pode? O amor de minha adolescência ser gay? Várias pessoas já me falaram. Várias já confirmaram. Mas eu ainda não acredito.

Não pode ser gay...não pode!!


Aí vem a Flávia...A Flávia ainda é apaixonada pelo Marco Luque. Ela jura de pé junto que esse amor é forte. Bem,amiga, o e-mail que você me mandou dá margens para entender isso. E,olha que coincidência?? A namorada dele, que está grávida, chama-se Flávia. É amiga...isso é destino.

A Flávia jura que vai casar com ele. Problemas com nome ele não vai ter...


Daí tem a Natasha, do Guia Beaute (vejam nos "Eu leio")...a gente se conheceu porque eu li o blog dela (eu não lembrei disso, ela que me contou) e acabamos virando amigas. Aliás, no nosso mundo perfeito,eu casaria com o Evaristo, ela com o Márcio Gomes e seríamos comadres e colegas de trabalho na Rede Globo. Eu bem que achava uma vida digna...hahahaha

Amor da Natty...

Posso dar vários outros exemplos...de amigas que, como eu, amavam um ídolo da TV. E a gente se divertia horrores pensando em nosso futuro como socialites.

O tempo passou...hoje a gente não pensa mais assim. Hoje a vida é séria, cheia de compromissos e rotinas que nos matam. Não podemos mais sonhar assim, voando alto, porque a vida pode passar a gente não perceber. Temos que viver e viver e viver.

Mas...psiu,Evaristo... se um dia você mudar de time, pode me procurar,tá?

Uma carta de amor...

“I carry your heart...I carry it with me...I carry it in my heart...”

Quantas vezes te mandei isso por mensagem e quantas vezes você me respondeu dizendo que era recíproco? Quantas vezes a gente planejou viagens que não aconteceram, passeios que não fizemos e planos que não seriam realizados? Quantas vezes a gente visualizou um futuro que saberíamos que não chegaria? Quantas vezes falamos sobre quanto o sentimento era diferente de qualquer coisa que tínhamos sentido antes?

Várias...foram vários os planos, vários os carinhos, várias as brincadeiras. Uma história muito intensa que teve um final não feliz. Não sei se foi a hora errada de duas pessoas se encontrarem ou se precisamos desse começo torto para ter um final feliz. O que eu sei hoje é que você ainda está no meu coração e não será fácil tirá-lo. Penso em você quando acordo. Penso em você quando vou dormir. Penso em você quando vejo algo engraçado. Penso em você até quando penso em não pensar em você.

Me disseram que isso pode ser amor. Mas, que amor é esse que não pode ser vivido? Será que seremos como Romeu e Julieta, que morreram se amando e não viveram essa história? Será que a gente será como “As pontes de Madison”, onde o casal se amou intensamente por quatro dias, mas a mulher não teve coragem de deixar a família por esse amor? Será que Deus está colocando tantas dificuldades para termos certeza do que sentimos? Não sei...

O que eu sei, hoje, é que preciso deixar você ir. Te colocar num lugar lindo na minha memória e no meu coração. Dele você não vai sair. Mas preciso continuar. Você me pediu isso. De um jeito um pouco frio, é verdade. Mas preciso seguir. De que me adianta ficar te esperando se eu sei que você não vem. E, pior, como ficar esperando que você volte quando o tempo parece não passar? Passava rápido quando estávamos juntos, mas agora custa... demora. É chato.

Não sei o que esperar do futuro. Espero te reencontrar para viver esse amor, mas não sabemos se isso realmente vai acontecer. Se não acontecer, vamos estar para sempre um no coração do outro, como lembrança boa de um sentimento intenso. Se acontecer, vamos saber que tinha que ser assim...que o caminho para a felicidade real sempre tem momentos difíceis. Entendo que hoje não posso ser sua e você não pode ser meu. E respeito isso.

Só não esqueça...eu te dei a chave do meu coração. É sua. Você abre quando quiser...

“I carry your heart with me...I carry it with my heart...”

Mini post...

Tem um leitor (ou leitora) que tem me feito pensar...
Quem será você, anônimo, que tem deixado mensagens tão bonitas e tão profundas??

The show must go on...

Eu sempre gostei de escrever. Acho que quando escrevo, eu deixo os sentimentos fluírem, coloco as ideias no lugar e repenso o que acontece na minha vida. Quando eu criei este blog, queria que ele funcionasse como uma terapia solitária...eu coloco no papel virtual aquilo que eu sinto e depois leio. Com a vantagem de ter pessoas maravilhosas que comentam e me ajudam a pensar.

Hoje não foi um dia fácil. Estou escrevendo este post e já é meia noite, mas como eu não dormi ainda, resolvi considerar que meu dia não acabou. Vai acabar quando eu acabar este post e for deitar.

Num post anterior eu me perguntei como a Carrie deixou Mr.Big de lado e se aventurou em um romance com o Aidan. Disse ainda que eu não saberia. Mas hoje eu descobri. O Mr.Big falou para ela tocar a vida para frente...

Prometi a mim mesma, depois de todas as mensagens que mandei no celular do Mr.Right, que não falaria mais com ele pelo Skype por,pelo menos 48 horas. Até estava bem sucedida na missão. Saí do trabalho e peguei o ônibus até a minha aula. No meio do caminho meu telefone toca. Mr.Right aparece no visor, a mesma foto feliz de quando estávamos juntos. Desliguei. No mesmo instante, meu outro celular apita mensagem. Era o L, o rapaz de sábado. Mandei mensagem no celular do Mr.Right. Segue conversa:

“Você me ligou?” (Eu)
“O que acha?” (Ele)
“Que sim. O que houve?” (Eu)

Silêncio. Liguei para ele. A conversa foi pesada. Não brigamos e eu nem sei explicar o conteúdo todo. Mas, basicamente, ele pediu para que eu siga a minha vida. Disse que não pode me prometer o futuro porque a gente nunca sabe o que vai acontecer. Disse que não vai esquecer o que passamos, que foi intenso e que o sentimento foi diferente de tudo o que ele sentiu, mas que agora não pode sentir isso devido aos acontecimentos de um futuro próximo. Disse que não quer que eu me sinta mal e nem espere sentada a volta dele porque eu preciso levar a vida para frente, se tiver que nos reencontrarmos, isso vai acontecer. Ele disse que sabe me achar e que vai me procurar SE um dia o futuro casamento acabar. Eu não fiquei quieta. Disse que não vou esperar sentada, mas que não posso jogar pela janela uma história tão intensa. Eu disse que viveria e, se ele me procurar um dia, vamos ver no que vai dar. Comecei a ficar irritada porque eu não ouvia as palavras que queria e nem sabia interpretar direito o que ele me dizia. Homens quando querem sabem falar por interrogações.

Foi aí que soltei a bomba. “Eu não vou esperar sentada. A minha vida vai andar. Tanto que saí sábado e fiquei com uma pessoa. Não sei ainda o que eu acho disso, mas não me senti bem a princípio”. Foi assim que ele soube o que aconteceu. Combinamos de não nos falarmos mais pelo telefone e não nos deletarmos dos meios virtuais de comunicação, mas eu disse que não o procuraria mais. E fui dar aula. Achei que ele estivesse satisfeito. Pronto, se livrou de mim.

Mas... apita a mensagem... “Ficou com alguém mesmo no sábado ou falou para se defender?”. Pronto. Ele se sentiu incomodado e eu mais confusa ainda. O que essa mensagem queria dizer? Ciúme? Indignação? Orgulho ferido? Respondi: “Que diferença vai fazer para vc?” E ele: “Quinta disse que não sentia vontade de ficar com ninguém e no sábado diz que ficou! Já tenho a resposta que eu queria.”

Eu mandei várias mensagens ao mesmo tempo, assim: Qual resposta? Mudaria algo? Eu gosto de você? / Eu fiquei sim e me senti péssima. Tipo como se tivesse te traído. / Bebi, fiquei com um cara e pensei em você na hora e depois. / Mudaria algo se fosse só defesa?
Ele respondeu: Uma palavra sobre sábado. Libertação. Deu certinho com o que te pedi agora pouco. Espero que seja feliz e tenha aprendido alguma coisa.
Eu respondi e ele não escreveu mais. Não entendi o motivo dessas mensagens e queria entender. Mas acho que tão já ele não vai querer explicar.

Depois disso fiquei mal. Dei uma aula péssima pensando em tudo isso e saí pensando mais ainda. Tive um bom caminho pensando até chegar em casa e fui direto para o banho. Não chorei (muito). Apenas algumas lágrimas. E resolvi seguir a vida...

Se Deus quiser que a gente fique junto, não importa o estado civil dele, meu e do mundo...alguma coisa vai acontecer e a gente vai se reencontrar. Não adianta eu querer fazer parte da vida dele ou ele da minha porque isso agora é impossível. Não podemos ser amigos agora e não sei o que será mais tarde. O que eu sei é que não posso continuar querendo algo que – hoje – não vai acontecer. Não posso mais. Não tenho mais força, energia e – desculpem a expressão – saco para tudo isso.

Eu gosto do Mr.Right, meu coração é dele e ele sabe disso. Mas não posso deixar que meu coração domine a minha vida. Ele não está fazendo isso. Se estivesse fazendo, provavelmente hoje meu post seria de uma noite divertida que passamos juntos. Mas não. Ele está agindo com a cabeça e eu preciso começar a agir assim também. Vou fraquejar, vou chorar...mas sei que vocês que estão me lendo vão estar ao meu lado entendendo cada lágrima. Vou ser forte e participar da minha vida e não ficar sentada vendo ela passar.

Se o meu centro estiver certo, vamos nos reencontrar. Não vou forçar mais nada. Não vale a pena. Não porque o Mr.Right não valha a pena, mas porque a situação não será resolvida agora.

Peço a Deus que me ajude a viver...que me ajude a superar tudo isso. Entendi como Carrie esqueceu o Big e se entregou ao Aidan...ela descobriu que precisava viver...

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Reflexões sobre o amor...

“Toda forma de amar é bonita
Ainda que se ame só
Toda esperança nos leva adiante
Imaginando sempre um futuro melhor
Amar,desamar, amar
Nada pode ser mais importante
Ame sempre,porque a vida vale a pena.”

O amor é o sentimento mais puro e mais carinhoso que carregamos dentro da gente.

Minha professora de inglês preferida, a Nancy, escreveu esse acróstico num diário meu. Ela foi a professora que mais me marcou e eu devo a ela o fato de ser professora de inglês,além de assessora de imprensa.

Hoje eu fiquei pensando no amor, nas formas de amar e lembrei do recadinho. Quis dividir com vocês. Acho um sopro de inspiração no meio de tanto tormento sentimental...hahahaha

É engraçado como um mesmo sentimento pode se apresentar de diversas formas. Explico. Òdio é sempre ódio. Você odeia uma comida do mesmo jeito que odeia uma música. Saudade é sempre saudade. Você sente saudade de um momento, de uma pessoa, de um cheiro...mas é sempre saudade. Amor não. O amor nunca é igual. Pensei nisso quando vi a minha filha chegando da casa do pai dela.

A gente ama diferentes pessoas, diferentes coisas, de diferentes formas. O sentimento se transforma de pessoa pra pessoa, de situação para situação.

Eu tive uma cachorrinha poodle chamada Leila. Ganhei do meu pai, avó e tias quando eu tinha 14 anos. Ela viveu até meus 23, eu acho. Choro até hoje quando lembro dela e já me peguei chamando a minha cachorra atual, a Mel, de Leila durante o sono. Amei a Leila de um jeito que não vou amar mais bicho nenhum. Ela foi o meu amor canino. E ponto final.

Família. Taí um amor engraçado. Uma coisa meio forçada já que a gente tem que conviver com aquele pessoal querendo ou não. É um amor que se constroi e se destroi. Graças a Deus na minha família não temos caso de ódio entre membros. A minha sorte maior é que a minha família é, com certeza, bem maior do que a sua. Explico antes que me xinguem. Meus pais se divorciaram quando eu tinha menos de dois anos de idade. Minha mãe conheceu meu padrasto (hoje ex-padastro) quando eu era bem pequena. Resultado: eu passei minha infância fazendo dois presentes de dia dos pais e falava para todo mundo que eu tinha dois pais, um pai publicitário e um pai policial. Foi um amor que eu construí pelo meu padrasto. Hoje minha mãe não está mais com ele, mas meu almoço de Natal é na casa dele, junto com toda a família que me acolheu e hoje é parte da minha. Sou muito sortuda...cresci tendo dois pais, três avós, três avôs, várias tias, tios e primos. Uma família especial. Meu pai casou de novo e me deu dois presentes lindos que eu tenho paixão: minhas duas irmãs. Não convivemos mais porque não existe família perfeita e meu relacionamento com a mulher dele é um tanto quanto delicado. Essa relação complicada já foi um grande problema para mim. Hoje, o que eu mais sinto é não poder conviver ou ter convivido tanto quanto gostaria com as minhas irmãs.

Meus amigos e amigas são a família que escolhi para mim. Amo todos eles e não sei o que seria sem o apoio das minhas amigas de infância. Lelê, Vivi, Isis, Helene, Fernanda, Taciana, Ana Paula, Ana Carolina, Mirella, Ligia, Olivia, Larissa, Carolina...são tantas...e únicas. Um amor que não se explica. Pessoas tão diferentes, pensamentos diferentes...mas que não se desgrudam! Vai entender. Meu tio Vitché, amigo da família, mas facilmente pode ter sido meu pai numa vida passada...não podia não falar dele aqui!

Minha filha. Um amor tão grande, tão intenso e que me fez mudar tanto....Nunca pensei, apesar de sempre querer ser mãe, que um dia eu seria. Não é fácil. Sendo mães solteira a batalha é mais complicada. Mas é fato que não consigo sequer pensar em como seria a minha vida sem a minha filha. Me coloco no lugar da mãe da Isabela Nardoni e só de pensar me sinto agoniada. Não sei mas viver sem a Maria Eduarda.

Mas esses amores aí de cima são todos simples... a gente sente e pronto. Não temos dilemas, não temos complicações. Amor confuso é aquele que envolve casal...homem/mulher, mulher/mulher, homem/homem (o mundo está mudado e homossexuais sofrem como os heteros então eles estão inclusos neste grupo). Hoje eu pensei muito, principalmente depois da balada de ontem, e concluí que eu realmente não havia amado ninguém até agora. O que eu sinto hoje é muito mais forte e inexplicável do que qualquer outro sentimento. Eu estou consciente de que viver esse amor hoje não é possível. Mas me pergunto como posso manter isso vivo até que a gente possa viver essa história. Como é que eu vou sair com outras pessoas e amar uma pessoa que não pode ser minha? É possível deixar amor em stand-by? É justo estar com uma pessoa amando outra?

Pensei hoje naquela maratona Sex and the City que eu fiz há uns meses atrás. A Carrie sempre amou o Big. Sempre pensava nele. No entanto, ela quase se casou com Aidan. Será que ela conseguiu colocar o amor pelo Big em stand-by ou simplesmente decidiu deixá-lo de lado já que seria impossível?? OU será que ela se forçou a sair com Aidan para que o Big saísse da cabeça dela? Não sei...Carrie não existe então não posso mandar um e-mail para ela perguntando. A resposta vou ter que me dar sozinha.

Não fui ao cinema com Mr.Right hoje (o post está na segunda, mas estou escrevendo domingo à noite) e nem saí com o L, que me chamou para ir ao cinema. Não. Ao invés disso mandei mensagens para Mr.Right perguntando se ele me acharia quando o relacionamento dele não der certo. Ele não respondeu as mensagens e nem esperava que respondesse. Eu só queria ter a certeza de que ele vai saber me achar quando o relacionamento que ele tem agora não der certo. Queria que ele me dissesse que vai me procurar. Porque eu vou estar lá para ele. Meu coração não consegue se desligar. Minha cabeça ontem conseguiu, mas meu coração não.

Comecei a entender a Clau, quando disse que passou por vários relacionamentos superficiais antes de reencontrar o Leandro. Falei deles aqui. Eu acho que a Clau não se envolveu seriamente com ninguém porque o coração dela estava tomado por outra pessoa. Será que vai ser assim comigo também??

Hoje eu estou meio surtada...não sei se é porque passei o dia sozinha em casa, mas comecei a pensar em como vai ser quando eu,por acaso, ver uma foto do casamento do Mr.Right. Ver a Natasha (obviamente não é esse o nome da garota...mas era o nome da mulher do Big...hehehe) vestida de noiva ao lado dele. Porque eu vou achar uma foto no orkut, no google...eu vou caçar essa foto acho que até no inferno. Talvez eu precise desse baque para tentar levar a vida para frente.

Me pergunto, diante de tudo isso, como pode ser o amor a melhor coisa do mundo se nem sempre a gente pode viver esse sentimento. Ou será que pode, mas na hora certa? Será que a gente se conheceu agora para viver isso depois porque agora não daria certo? Será que ele tem que errar para depois acertar? Será que eu ainda tenho solução? Será, será, séra.... hoje em dia é a palavra que domina meus pensamentos....Será que um dia eu vou ter um post contando que apresentei Mr.Right para os meus pais?

Eu espero que sim.... torçam e rezem por mim....