quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Meu primeiro beijo...

Essa história vai surpreender principalmente o meu pai, eu acho. Aliás, ele é leitor do meu blog. Não sei se fico feliz ou com vergonha...!


A gente nunca esquece as nossas “primeira vez”: primeira professora (tia Jaque, Recreio Feliz), primeira amiga (Lelê e Vivi,filhas do melhor amigo do meu pai e que conheço desde que eu era um feto), primeiro namoradinho (Paulinho, um japonesinho da escola), primeira nota vermelha (matemática,claro) e por aí vai.

Hoje eu resolvi falar pra vocês sobre o meu primeiro beijo. E isso só porque falei dele num post anterior e achei que seria justo compartilhar a história.

Eu nunca fui de ficar por ficar. Aquela coisa de conhecer alguém na balada, beijar e ficar por isso mesmo. Eu sempre quis sentimento, relacionamento. Uma coisa beeeeem caipira e antiga, mas tenho orgulho dessa minha característica. E,por isso, demorei muito para dar o meu primeiro beijo. Muito mesmo. Não revelo a idade, mas foi algo entre 15 e 20 anos. Pensem o que quiserem...hahaha

As minhas irmãs e meu irmão são mais evoluídos. Uma beijou aos 13, a outra eu não sei direito e meu irmão deve ter sido com,sei lá, 11. Ou seja, beeem mais cedo do que eu.

Mas meu primeiro beijo foi especial. Com certeza uma memória boa. Muito melhor do que muita história de amiga minha.

Vou resumir. Nomes,claro, serão escondidos, mas tenho certeza que alguns de vocês saberão de quem estou falando. Por favor, não comentem nomes, ok?

Eu tive uma paixonite na adolescência. Ele era alguns anos mais velho do que eu. Pouca coisa. Acho que 4 ou 5,nem sei. Era conhecido da família e aprovado, acho eu. Pelo menos ninguém nunca falou nada contra. Talvez eu descubra alguma coisa depois desse post. Família,manifeste-se, se quiserem. Enfim...eu gostava dele mas a coisa era meio platônica, quase ridícula.

Nas minhas conversas com as minhas amigas eu vivia dizendo que ele era a pessoa com quem eu gostaria de dar o meu primeiro beijo. Obviamente eu não imaginava que seria assim.

Alguns anos se passaram e eu fui passar férias na casa desse meu amigo. Um dia, aqueles que a gente está bem baranga sem maquiagem e eu – sim, juro – estava de pijama, acontece o seguinte diálogo:

- Tati, queria te falar uma coisa, mas não sei se devo. (Atenção leitores...sempre que alguém te fala algo desse tipo, pode contar VEM BOMBA)
- Ué, fala... (bem blasé e assistindo Plantão Médico)
- Faz muito tempo que quero te falar isso.
- Aham...acho que essa é a hora então... fala logo.
- Eu queria te dar um beijo. Posso?

Não,pessoal...não foi assim que o beijo aconteceu. Na verdade, eu tive um ataque psicótico interno e comecei a falar que não podia ser assim, que eu estava desarrumada, sem maquiagem, de pijama de bichinho e na casa dele. Vendo toda a minha desculparada (inventei a palavra, eu sei...), ele solta:

- Se a gente for pra varanda ou para fora da casa ajuda? Não ligo sobre o pijama...é até bonitinho...

A minha caipirice falou mais alto e eu disse não. Me arrependi no milésimo de segundo seguinte e fui dormir. No dia seguinte, agimos como nada tivesse acontecido. E no mês seguinte. E no ano seguinte.

Anos se passaram (uns três!) e um dia, estávamos em um luga comum e uma pessoa pediu que eu acompanhasse o tal fulano em uma missão de carro. Me lembro que eu estava com muita preguiça e não queria ir, mas fui delicadamente obrigada.

Fui. Fazer o quê. Expulsa totalmente do recinto. Conversa de elevador vai, conversa de elevador vem até que fulano solta a pérola:

- Sabe, ainda me pergunto o que aconteceu com você naquele dia em casa. Não entendi nada. Eu queria muito ter ficado com você.

Eu, atônita:
- Ahn? Nossa... achei que o cadáver dessa história já tivesse até entrado em putrefação. (Sim, eu usei essa palavra...)
- Não...eu te vejo sempre e sempre penso nos motivos de você ter surtado.

Aí, pessoal, eu surtei mesmo... falei várias. Expliquei por A mais B os motivos que me levaram a não beijá-lo. Não vou entrar em detalhes sobre essa parte do diálogo porque a identidade do fulano será facilmente revelada.

Sei que, num surto mais psicótico ainda, eu acabei dizendo:
- Você quer saber se eu me arrependo daquele dia? Todos os dias. Não tem um dia que eu não pense em voltar atrás para poder ter mudado o meu comportamento tosco. Mas, o que há de se fazer. Já foi.

Fulano,claro, ficou surpreso. Não sei se pelo meu arrependimento ou pela minha loucura de ter falado tanta coisa pra ele num intervalo de, sei lá, 10 minutos.

Sei que nessas o carro dele estava parando num farol. Na hora que o carro parou, ele me olhou e perguntou se tudo o que eu disse era verdade. Eu disse que sim. Se falasse que não ele me internaria no hospício. Quando eu disse o SIM, ele disse:
- Então vamos resolver isso agora.

E me beijou. Não durou muito. O tempo do farol abrir. Mas não teve nada daqueles comentários que a gente ouve de “nojento, babento, horrível” e afins. Foi um beijo delicado, esperado, conquistado. (Pai, perdoa por você saber dessas coisas por aqui, mas nunca pensei que você leria isso...hehehe)

Uma amiga minha ligou e acabou com o clima. Ele pedia que eu desligasse o telefone, mas por ansiedade eu não parava de falar. Voltamos para o ponto de partida (não do beijo, do trajeto mesmo) e eu fui pra minha casa.

Lembro que liguei para várias amigas minhas para contar sobre o beijo no fulano e a comoção foi geral. Tipo último capítulo de novela.

A história não teve final feliz. Depois daquele dia nós ficamos apenas mais uma vez. E foi meio que de despedida mesmo. Ele ia viajar para o exterior e tinha muita coisa que tornava o relacionamento delicado. Muita coisa mesmo.

Não restou nada daquele sentimento que tinha há aaaaanos atrás. Nada mesmo. Restou sim a curiosidade de saber o que ele realmente sentiu por mim. Restou o fato de não entender de verdade os motivos de não nos falarmos direito mais. Minhas irmãs sabem dessa história porque um dia me perguntaram e eu não escondi. Meus pais sabem mais ou menos. Quer dizer, agora sabem mais.

Fato é que guardo lembranças boas do meu primeiro beijo. Principalmente porque foi com a pessoa que eu queria que fosse.

4 comentários:

Mari (ALeitora.com.br) disse...

Que fofa sua história, e acho ótimo cada um esperar o seu momento, é muito melhor apreciado. ;) O meu foi nova, com um amigo do meu irmão e eu odiei pq foi roubado, não qria beijar ele (ñ q ele ñ fosse um gato, só q ele era 7 anos mais velho e amigo do meu irmão, rsrsrs), os que vieram depois foram bem melhores, rs. ;)

Isis Coelho disse...

Foi com quem vc queria e com quem as amigas (principalmente eu) enchiam o saco!!!!! hahahahahaha
Lembra? Acho que ainda tenho um bilhetinho do Luau falando sobre isso!!! Vou ver se acho!!!! rs

Super beijo minha amiga!

Claudia disse...

Meu primeiro beijo também foi roubado,que merda...

Flávia disse...

hahahaha... Cara, mto engraçado... ri mto na parte das desculpas ao papai por contar com detalhes...hahahaha...
Eu achei que fosso pior que o meu... Que foi aos 7 anos (acredita, danadinha eu ne?!? rs) com o meninos mais gato da minha sala (1º serie)...
Na hora do intervalo fomos pro patio e ficamos num canto escondido, onde tinha um palco para apresentações... Enfim, estavamos conversando e como sempre fui danadiiinha fui ate aquela boca linda, carnuda, gostosa (negrão, sempre tive tara por negro, ja vem desde pequena hein..rsrs) e dei um longo beijo... ele ficou assustado pela minha "esperiencia" parecia que sempre havia feito aquilo... Era o 1º dele tbm.
O grande lance é que foi com gosto de passatempo... Foi mto bom o beijo, nunca esqueço mais tive um pouco de nojo com o gosto da bolacha misturado com saliva... ECA! prefiro nao comentar mais... rs...