quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O amor e poder...




Não, eu não sou fã da Rosana. O post de hoje não é uma homenaegem àquela música “Como uma deusaaaaaaaa”. O tema de hoje é amor, poder e ser mulher.

Muitas de vocês não sabem (muitos também, acho que têm homens que estão lendo meu blog...), mas eu trabalho desde os 16 anos. Não, meus pais não eram exploradores, eu fui trabalhar porque eu quis. E,ao longe desses 11 anos de vida trabalhadora (abafa o caso da idade...) eu conheci muitos tipos de mulheres. E sempre me perguntei porque as mais “poderosas” eram poderosas...e sozinhas...

Meu primeiro contato com esse tipo de mulher foi quando eu trabalhei no Banco de Eventos. Foi uma das melhores épocas da minha vida e sinto saudade daquela vida badalada, cheia de gente bonita e interessante. Pena que eu era muito nova para reconhecer tudo isso. Enfim...lá no Banco de Eventos eu trabalhei com muitas mulheres. As “peoas” – como eu – tinham casa, marido, filhos e trabalho. Mas as sócias, as grandes produtoras...todas essas eram casadas com o trabalho. E não eram mulheres feias e chatas, pelo contrário...eram bonitas, vistosas e seguras de si. Eu as olhava, queria ser como elas, mas queria ter o que tinham as “proletárias”,como eu.

Muito tempo depois, já com a Maria Eduarda nascida, fui trabalhar em uma grande agência de comunicação. Tive duas chefes maravilhosas, por quem tenho carinho até hoje, apesar da falta de contato. As duas eram (são, não estão mortas...) legais, bonitas, divertidas, cultas...e solteiras. Apaixonadas pelos sobrinhos e desenvolveram um carinho imenso pela minha filha. Eu nunca entendi porque elas não se casaram ou não tinham namorado. Falta de tempo? Muito trabalho? Opção de vida? Não sei...nunca perguntei.

Tiveram outras mais...clientes minhas, conhecidas de conhecidas, mulheres famosas...todas cheias de poder e nada de família. Não as condeno. Não as julgo. Pelo contrário...tenho até uma certa admiração por todas essas mulheres. Primeiro porque elas estão em lugares que, em teoria, seriam dos homens. Segundo porque, mesmo com todo trabalho, fazem questão de ser mulheres – se vestem bem, vão ao cabeleireiro, academia... Mas, ao mesmo tempo que as admiro, tenho um pouco de pena. Pena porque muitas delas queriam uma vida em família e não conseguiram ter. Minhas duas ex-chefes queridas (queridas mesmo, sem ironia) olhavam a minha filha e eu podia sentir de longe aquele sentimento de nostalgia por algo que não tiveram.

Acho que a vida acaba sendo assim mesmo. Somos obrigados a fazer certas escolhas que vão nos doer a vida toda. Será mesmo que é impossível ter tudo? Será que a gente não vai conseguir nunca alcançar o patamar de poderosa e com família e tudo mais? Será que sempre vai ficar faltando alguma coisa na nossa vida? Será que sempre vamos ter que conviver com pelo menos uma pergunta que começa com E SE...???

Um comentário:

Flávia disse...

Concordo com suas palavras, mais acho que colhemos o que plantamos. Tambem penso que tudo acontece por um proposito. Pode ser que a "missão" delas será essa, fica solteira sem filhos, porém deixando uma boa contribuição nesta vida, se é que me entende...