segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Reflexões sobre o amor...

“Toda forma de amar é bonita
Ainda que se ame só
Toda esperança nos leva adiante
Imaginando sempre um futuro melhor
Amar,desamar, amar
Nada pode ser mais importante
Ame sempre,porque a vida vale a pena.”

O amor é o sentimento mais puro e mais carinhoso que carregamos dentro da gente.

Minha professora de inglês preferida, a Nancy, escreveu esse acróstico num diário meu. Ela foi a professora que mais me marcou e eu devo a ela o fato de ser professora de inglês,além de assessora de imprensa.

Hoje eu fiquei pensando no amor, nas formas de amar e lembrei do recadinho. Quis dividir com vocês. Acho um sopro de inspiração no meio de tanto tormento sentimental...hahahaha

É engraçado como um mesmo sentimento pode se apresentar de diversas formas. Explico. Òdio é sempre ódio. Você odeia uma comida do mesmo jeito que odeia uma música. Saudade é sempre saudade. Você sente saudade de um momento, de uma pessoa, de um cheiro...mas é sempre saudade. Amor não. O amor nunca é igual. Pensei nisso quando vi a minha filha chegando da casa do pai dela.

A gente ama diferentes pessoas, diferentes coisas, de diferentes formas. O sentimento se transforma de pessoa pra pessoa, de situação para situação.

Eu tive uma cachorrinha poodle chamada Leila. Ganhei do meu pai, avó e tias quando eu tinha 14 anos. Ela viveu até meus 23, eu acho. Choro até hoje quando lembro dela e já me peguei chamando a minha cachorra atual, a Mel, de Leila durante o sono. Amei a Leila de um jeito que não vou amar mais bicho nenhum. Ela foi o meu amor canino. E ponto final.

Família. Taí um amor engraçado. Uma coisa meio forçada já que a gente tem que conviver com aquele pessoal querendo ou não. É um amor que se constroi e se destroi. Graças a Deus na minha família não temos caso de ódio entre membros. A minha sorte maior é que a minha família é, com certeza, bem maior do que a sua. Explico antes que me xinguem. Meus pais se divorciaram quando eu tinha menos de dois anos de idade. Minha mãe conheceu meu padrasto (hoje ex-padastro) quando eu era bem pequena. Resultado: eu passei minha infância fazendo dois presentes de dia dos pais e falava para todo mundo que eu tinha dois pais, um pai publicitário e um pai policial. Foi um amor que eu construí pelo meu padrasto. Hoje minha mãe não está mais com ele, mas meu almoço de Natal é na casa dele, junto com toda a família que me acolheu e hoje é parte da minha. Sou muito sortuda...cresci tendo dois pais, três avós, três avôs, várias tias, tios e primos. Uma família especial. Meu pai casou de novo e me deu dois presentes lindos que eu tenho paixão: minhas duas irmãs. Não convivemos mais porque não existe família perfeita e meu relacionamento com a mulher dele é um tanto quanto delicado. Essa relação complicada já foi um grande problema para mim. Hoje, o que eu mais sinto é não poder conviver ou ter convivido tanto quanto gostaria com as minhas irmãs.

Meus amigos e amigas são a família que escolhi para mim. Amo todos eles e não sei o que seria sem o apoio das minhas amigas de infância. Lelê, Vivi, Isis, Helene, Fernanda, Taciana, Ana Paula, Ana Carolina, Mirella, Ligia, Olivia, Larissa, Carolina...são tantas...e únicas. Um amor que não se explica. Pessoas tão diferentes, pensamentos diferentes...mas que não se desgrudam! Vai entender. Meu tio Vitché, amigo da família, mas facilmente pode ter sido meu pai numa vida passada...não podia não falar dele aqui!

Minha filha. Um amor tão grande, tão intenso e que me fez mudar tanto....Nunca pensei, apesar de sempre querer ser mãe, que um dia eu seria. Não é fácil. Sendo mães solteira a batalha é mais complicada. Mas é fato que não consigo sequer pensar em como seria a minha vida sem a minha filha. Me coloco no lugar da mãe da Isabela Nardoni e só de pensar me sinto agoniada. Não sei mas viver sem a Maria Eduarda.

Mas esses amores aí de cima são todos simples... a gente sente e pronto. Não temos dilemas, não temos complicações. Amor confuso é aquele que envolve casal...homem/mulher, mulher/mulher, homem/homem (o mundo está mudado e homossexuais sofrem como os heteros então eles estão inclusos neste grupo). Hoje eu pensei muito, principalmente depois da balada de ontem, e concluí que eu realmente não havia amado ninguém até agora. O que eu sinto hoje é muito mais forte e inexplicável do que qualquer outro sentimento. Eu estou consciente de que viver esse amor hoje não é possível. Mas me pergunto como posso manter isso vivo até que a gente possa viver essa história. Como é que eu vou sair com outras pessoas e amar uma pessoa que não pode ser minha? É possível deixar amor em stand-by? É justo estar com uma pessoa amando outra?

Pensei hoje naquela maratona Sex and the City que eu fiz há uns meses atrás. A Carrie sempre amou o Big. Sempre pensava nele. No entanto, ela quase se casou com Aidan. Será que ela conseguiu colocar o amor pelo Big em stand-by ou simplesmente decidiu deixá-lo de lado já que seria impossível?? OU será que ela se forçou a sair com Aidan para que o Big saísse da cabeça dela? Não sei...Carrie não existe então não posso mandar um e-mail para ela perguntando. A resposta vou ter que me dar sozinha.

Não fui ao cinema com Mr.Right hoje (o post está na segunda, mas estou escrevendo domingo à noite) e nem saí com o L, que me chamou para ir ao cinema. Não. Ao invés disso mandei mensagens para Mr.Right perguntando se ele me acharia quando o relacionamento dele não der certo. Ele não respondeu as mensagens e nem esperava que respondesse. Eu só queria ter a certeza de que ele vai saber me achar quando o relacionamento que ele tem agora não der certo. Queria que ele me dissesse que vai me procurar. Porque eu vou estar lá para ele. Meu coração não consegue se desligar. Minha cabeça ontem conseguiu, mas meu coração não.

Comecei a entender a Clau, quando disse que passou por vários relacionamentos superficiais antes de reencontrar o Leandro. Falei deles aqui. Eu acho que a Clau não se envolveu seriamente com ninguém porque o coração dela estava tomado por outra pessoa. Será que vai ser assim comigo também??

Hoje eu estou meio surtada...não sei se é porque passei o dia sozinha em casa, mas comecei a pensar em como vai ser quando eu,por acaso, ver uma foto do casamento do Mr.Right. Ver a Natasha (obviamente não é esse o nome da garota...mas era o nome da mulher do Big...hehehe) vestida de noiva ao lado dele. Porque eu vou achar uma foto no orkut, no google...eu vou caçar essa foto acho que até no inferno. Talvez eu precise desse baque para tentar levar a vida para frente.

Me pergunto, diante de tudo isso, como pode ser o amor a melhor coisa do mundo se nem sempre a gente pode viver esse sentimento. Ou será que pode, mas na hora certa? Será que a gente se conheceu agora para viver isso depois porque agora não daria certo? Será que ele tem que errar para depois acertar? Será que eu ainda tenho solução? Será, será, séra.... hoje em dia é a palavra que domina meus pensamentos....Será que um dia eu vou ter um post contando que apresentei Mr.Right para os meus pais?

Eu espero que sim.... torçam e rezem por mim....

5 comentários:

Guia disse...

Ja te falei e vou repetir. Siga em frente e o que tiver que ser será. E lembre dos efeitos contrários SEMPRE! =) Tudo vai dar certo!
Beijao!!!!
Natasha

Anônimo disse...

Teu coração é furacão. Teu amor é pólvora. O Mr.Right é bumerangue (???). Tua vida é um conto antigo. Amar amar, sofrer sofrer. Quem ama sofre. O amor (eros) só é amor, quando vem acompanhado de sofrimento. Amar é sofrer? não. Mas quem ama, está condenado a sofrer.
Tenho certeza de que aquela sexta vai chegar. Mas quem ama sempre espera. Maktub.

Tati disse...

Que sexta vai chegar???

Anônimo disse...

=)

Flávia disse...

Anjo lindo...
São lindas suas palavras... é comovente esse amor que sente por alguem que nao pode ser totalmete seu... Mas to aqui pra torcer por ti, sempre! So nao vou perdoar se por ventura deixar uma oportunidade passar... (espero que tenha me entendido)...