segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite...

Eu estou escrevendo este post ainda com aquela dorzinha de cabeça típica de quem não dormiu muito e bebeu um pouco. Dessa vez bebi bem pouco mesmo,já que eu sou fraquinha e não queria encher a cara.

Na verdade, vou começar do começo...sábado era um dia de bode pra mim. Trabalhei e resolvi entrar no MSN. Quem estava online? Mr.Right. Eu sugeri de comermos alguma coisa ou irmos ao cinema, mas ele disse que não estava boa companhia naquele dia. Daí veio com uma conversa de não acreditar na amizade entre homem e mulher quando existiu um relacionamento anterior então ele não sabia me dizer se cinema era uma boa. Enfim, não preciso dizer que fiquei fula da vida e me sentindo péssima. Aliás, combinamos de talvez irmos ao cinema no domingo,coisa que até agora (domingo,13h32) não aconteceu. Nem vai acontecer. Mr.Right e eu não sabemos ser amigos. Acho que não vamos ser nunca. Vamos ser pessoas que se relacionaram. Ponto final e simples assim. Ou talvez daqui um tempo a gente aprenda a ser amigos. Não consigo pensar nisso agora, com dor de cabeça.

Enfim...tentei falar com várias amigas e todas tinham programa. Combinei com a Clau, do Married with Children (para ler,clique aqui) de jantar na casa dela e,quem sabe,dormir lá. Acabei mesmo dormindo no sofá – da minha casa. Quando acordei no susto era bem tarde e entrei no MSN para ver quem eram os perdidos por lá. Minha prima estava on e me chamou para sair. Disse que ia com um amigo dela que conheci uma vez no Skye,um bar daqui de São Paulo. Falei com o tal amigo, que se chama R, e dividimos um táxi até a casa dela.

A minha real intenção na noite era saber qual era a do R. O cara falava comigo de vez em nunca no MSN e no dia do aniversário dele, quando eu mandei parabéns virtual, veio com uma conversa esquisita. Muito esquisita. Teor acima dos 18 anos,sabem? Cortei na hora. Então,por curiosidade, resolvi dividir esse táxi para saber mais do cara.

Me arrumei (shorts, blusa, sandália de salto e maquiagem) e fui encontrar R e companhia. Três mulheres (eu, minha prima e uma amiga) e ele acabamos indo no Asia 70. Recomendo o lugar. Boa música, não muito cheio e pessoas educadas. Não vi nenhum bêbado chato no pé de ninguém que estava comigo. Confesso que, quando cheguei e por grande parte da balada, não consegui parar de pensar que poderia estar lá com o Mr.Right. Ou poderia estar em qualquer outro lugar, desde que fosse com ele. Mas não estava. Não estava,não poderia estar e nem estaria mais tarde. Resolvi seguir o conselho que me deram no centro que eu frequento: aproveitar a vida enquanto nossos caminhos não se cruzam de novo.

Minha prima e eu fomos para a pista, já no fim da noite. Eu estava no bar quando conheci L. L trabalha na Polícia Federal e fez academia do Barro Branco. Detalhe: ele conhece meu tio, irmão do meu “paidrastro”! Simplesmente sabe onde mora meu tio, como e quem são as filhas dele, conheceu o meu avô (que foi comandante geral da PM há muito tempo atrás). Ou seja, mundo minúsculo. L tem 31 anos e era bem simpático. Resolvi testar o termômetro “esse homem vale a pena ou não” e soltei a frase: Eu tenho uma filha de dois anos. O cara não fugiu, não deu uma desculpa esfarrapada. Ele continuou lá, perguntando da Maria Eduarda, o que ela fazia, quantos anos tinha...e na balada!!

Conversa vai, conversa vem, acabamos nos beijando. Vou confessar para vocês que foi um beijo bom, mas não foi como meu primeiro beijo com o Mr.Right. Mr.Right quando me beijou pela primeira vez fez eu sentir aquelas “borboletas no estômago” e cada vez que ele olhava para mim eu me arrepiava inteira (de nervoso por estar perto dele). Sempre. Desde a primeira vez que ficamos. Dessa vez, com o L.,não teve nada disso. Mas ele era um cara legal. E eu precisava tentar me desligar do Mr.Right.

Saímos juntos da balada, mas ele foi para o carro dele e eu para o meu táxi. Dei meu telefone a ele porque estava com preguiça de anotar o dele. Ontem mesmo, de manhãzinha, ele me mandou mensagem para saber se eu tinha chegado bem. Fofo,né?

Hoje, quando eu acordei, mandei uma mensagem para ir ao cinema com o Mr.Right. Ele está na casa de um amigo. Não falou nada sobre o cinema.

Me senti meio mal por beijar outra pessoa tendo o meu coração tão tomado por esse sentimento estranho que dói, mas ao mesmo tempo é bom e que muitos chamam de amor. Eu trocaria toda essa noite divertida por algumas horas de conversa com Mr.Right numa padaria,sabem? Eu beijei o L e pensei que poderia estar meio que “traindo” o Mr.Right.

Estou meio confusa...como posso seguir a minha vida sabendo que ele gosta de mim, eu dele e não podemos ficar juntos? Eu espero, saindo e me divertindo,mas não ficando com ninguém ou me dou a chance de conhecer pessoas que possam me ajudar a levar a vida enquanto a gente não fica juntos de novo? (Podem me chamar de tonta, mas eu realmente acredito que a gente vai ficar juntos de novo....eu acredito com toda a força do meu coração).

Não consigo organizar muito meus pensamentos...parte por confusão da história, parte por dor de cabeça e cansaço e parte por não estar preparada para essa vida de turbilhão sentimental....

Maaaaaaas...recomendo a balada, meninas e meninos!!

Ah sim... o cara do táxi?? Ficou com uma baixinha feiosa e foi embora sozinho pra casa. De táxi.

2 comentários:

Claudia disse...

Essa noitinha de sábado foi muito estranha né? E eu que me perdi, dei mil voltas pela cidade, cheguei em casa as 10, te liguei, vc não viu a ligação..que loucura!! Darling, vai dar tudo certo. Relax, ok? Take care.

Flávia disse...

Será que se vc parar um pouco de comparar o Mr.Right com os caras que vc acaba de conhecer, vc poderá se dar uma oportunidade melhor???
Pense nisso miga!