domingo, 31 de outubro de 2010

Clube da Lulu

O mundo que me perdoe, mas as melhores amigas do planeta são as minhas. E elas têm nome e sobrenome: Clube da Lulu.

Me mudei para Vinhedo aos 8 anos de idade e, na época, pensei que minha mãe estava me tirando da cidade para me levar para um lugar parecido com a vida do Chico Bento,sabem? Eu pensei que não tinha carro em Vinhedo, para ter uma ideia da coisa. No meu primeiro dia de aula, como forma de tortura incentivo, minha mãe me mandou com um laçarote no cabelo a la Minnie Mouse. Ridícula era pouco para me descrever. Nem preciso dizer o meu sucesso na sala de aula. Não tinha um que não comentasse sobre a menina nova com laçarote vermelho. Uma das poucas pessoas que não falou nada (pelo menos não na minha frente) foi a Fernanda. Fernanda era uma menina estudiosa, quieta e muito legal...com as pessoas que ela conhecia. Não fui com a cara dela assim, de primeira. Na feira de ciências ela era do grupo rival e ficou em segundo lugar. O trabalho dela era sobre o sistema solar e o meu, reprodução humana. Acho que, nessa ocasião, ela deve ter lembrado que eu era a "garota do laçarote horrível". Não sei como e nem porquê, nos tornamos amigas. E foi assim que começaria o que, no futuro, seria o Clube da Lulu.

Anos se passaram... no grupo entraram a Mirella, a Ligia, a Ana Paula, a Ana Carolina, a Taciana, a Larissa e a Olivia. Essas, junto comigo e com a Fernanda, são os membros oficiais do grupo. O resto é agregado porque somos boazinhas e aceitamos novas amizades.

Aos longo desses, no total, 20 anos de amizade acho que passamos por tudo: nascimento de filhos (a minha filha, no caso), casamentos (Taci, Fér e Oli), morte, separações, namoros, noivados desfeitos... E fica aqui a minha homenagem para vocês todas, que estão comigo em todas, TODAS as ocasiões da minha vida...rindo comigo, me dando ombro para chorar e acreditando sempre na nossa amizade.

Em um mundo onde é tão difícil achar quem esteja ao nosso lado e testemunhe a nossa vida, eu sou uma pessoa de sorte...tenho um grupo que está comigo sempre.

Meninas...vocês são minhas almas gêmeas de amizade! Amo muito vocês...

Clube da Lulu

Casamento da Olivia....

sábado, 30 de outubro de 2010

Miss Simpatia

Não, este não é um post em homenagem à Sandra Bullock (apesar de eu ter tido uma boa ideia para outros post). Este é um post sobre as amigas dos namorados. Li uma matéria na revista Gloss deste mês que fala exatamente sobre isso. Como lidar com essas pessoas amáveis, que fazem de tudo para agradar o namorado...dos outros e, no caso, o seu.

Fiquei pensando sobre isso. Acho que nunca tive amigas grudentas, que queriam ser o terceiro elemento da relação. Não que eu lembre e,bem, me conhecendo como me conheço, certamente eu lembraria.

Li em um dos blogs que eu sigo sobre uma menina que resolveu ser amiga da amiga do namorado. Acho essa a técnica mais inteligente. Sabem aquele ditado? "Mantenha seus amigos perto e seus inimigos mais perto ainda"? É beeeeem por aí mesmo. Acho que a melhor tática é tentar se aproximar da menina. Na pior das hipóteses você vai ter que aturar a criatura maaaaas...também pode ser que ela seja uma pessoa agradável e daí você ganha uma amiga. Olha que bacana...dois pelo preço de um!!

Fato é, meninas, que os namorados de vocês têm amigas. E, sejamos realistas, vocês também têm amigos e os namorados sentem ciúmes sim. A melhor forma é usar a política da boa vizinhança e estabelecer um relacionamento bom com todo mundo.

Mas se a amiga em questão for folgada...aí eu apoio todo e qualquer tipo de extermínio...

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Casadas X Solteiras

A inspiração deste post veio de um post da Clau, do Vaquinha Gertrudes. Achei ótima a reflexão que ela fez e penso que o tópico é super pertinente ao nosso espaço.

Tenho amigas que já casaram e continuamos super amigas até hoje (Oi Taci! Oi Fér! Oi Olivia!). As três são as casadas do grupo e convivem em plena harmonia com as solteiras. Acho que vai muito da personalidade de cada pessoa. No caso, somos todas amigas há anos e o estado civil de todas nós não importa muito. O que a gente quer mesmo é estar junto. E os maridos e agregados acabaram se juntando à confusão.

Maaaaas....acho que existe, de maneira geral, uma rivalidade entre solteiras e casadas. E o motivo é mais ou mesmo: uma gostaria - na maioria das vezes - de estar (mesmo que por algumas horas apenas) no lugar da outra. Fato. Que casada não pensa em ser solteira novamente por um dia e que solteira não inveja um pouquinho a vida da casada? Vamos lá...assumam! Isso é natural do ser humano. Só que também não é motivo para uma guerra fria.

Momento poético: a beleza da vida está na diversidade. Acho ótimo trocar conselhos e contar histórias com as minhas amigas de aliança na mão esquerda.

Mais engraçado ainda é: elas casaram...mas a única que tem filha sou eu...

(IN)substituíveis

Quando eu tinha 14 anos eu ganhei uma poodle da família do meu pai. Dei a ela o nome de Leila, que era o nome da médica que me passou o endereço para comprá-la. Não me perguntem o que a veterinária achou da homenagem porque eu nunca tive muita coragem de perguntar. Enfim...quase 10 anos depois de muita convivência, a Leila foi para o céu dos cachorros.

Ela era uma cachorrinha especial... vivia atrás de mim, dormia comigo e ficou cega aos 6 anos de idade, numa briga com a minha boxer (também já falecida). Por incrível que pareça ela se adaptou perfeitamente à nova condição visual e até passear de coleira ela passeava. Era a minha "alma gêmea" canina.

Com a morte da Leila, acabou entrando na minha vida a Mel, uma yorkshire. Ah,sim...Mel de Melanie, por favor. (Podem dizer que tenho um gosto duvidoso para nomes de animais....renderia um post). A Mel veio porque eu não sei viver sem cachorros e preciso da companhia de um bichinho. Acho o amor que os animais têm o mais puro do mundo. Sério. Nem seu filho vai te amar tão de graça quanto o seu cachorro e isso é fato.

Dias atrás eu acordei de madrugada com a Mel fazendo sei lá o quê e dei um mini berro: Poxa, Leila, vai dormir!!! Assim...do nada. A cachorra entendeu que era com ela porque era o único ser que estava no meu quarto, mas não associou ao nome dela. Eu falei o nome da minha antiga cachorrinha.

Isso me fez pensar em substituições. Será que a gente consegue, realmente, substituir as pessoas, os animais e as coisas que perdemos? Será que esses todos que vêm depois são meros "prêmios de consolação"? Será que é verdade que "nada como um amor novo para curar a dor do velho"?

Não sei...o amor que tenho pela Mel não é tão forte, nem tão intenso quanto o que eu tive pela Leila. Anos se passaram desde que ela morreu e eu ainda choro a sua perda. Ainda me pego pensando nos aniversários dela e nas coisas legais que passamos juntas. Acho que isso é amor verdadeiro e, gente, se for assim com um "certo alguém"...bem, podem vir milhares de outros amores...mas "aquele" será sempre especial.

E, como sempre, nosso mantra: O que tiver que ser, será....

PS: Já viram a promoção? Corre no post Solteiras de São Paulo .

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Solteiras de São Paulo: Novidades aqui!!!

Há muito tempo atrás eu me lembro de ter lido uma matéria na revista NOVA sobre os melhores lugares para conhecer gente interessante e solteira. Não me lembro exatamente de todos eles, mas o Pão de Açúcar da Gabriel Monteiro da Silva era citado. Vários outros também.

Fiquei pensando nesses dias em alguma atividade que movimentasse as leitoras paulistanas e fui buscar no Google. Achei, no meio de muita besteira, um espaço super bonito e que tem uma proposta bem bacana: networking. Não, não estamos falando daqueles encontros às escuras, com pessoas que têm oito minutos para contar uma vida inteira. Estou falando de um encontro de duas horas com um grupo variado e um consultor emocional.

Sérgio Savian é o responsável pelo programa "Ponto de Encontro", uma reunião de 30 pessoas com o objetivo de networking. Uma boa oportunidade de conhecer gente interessante e que, como você, está procurando aumentar o círculo de contatos. Achei a proposta séria e sugeri à equipe do Sérgio uma parceria com o blog. E, o mais legal de tudo isso, ele aceitou!

Aí vem a novidade: vamos sortear um convite para participar, junto comigo, do próximo "Ponto de Encontro", que vai acontecer no dia 4 de dezembro, um sábado, das 17h30 às 19h30, no Espaço Sentir Bem. O Espaço fica na Alameda Lorena e todo mundo está convidado para conhecer, independente do dia.

Para participar do sorteio, quero que vocês escrevam no comentário deste post: POR QUE EU QUERO IR COM A TATI AO "PONTO DE ENCONTRO"? Vou apresentar aqui a comissão de juízes, que vão decidir a melhor frase no dia 30 de novembro. Quero ver todo mundo participando,hein?

Mais sobre o evento
“Ponto de Encontro: um evento destinado a conhecer pessoas novas e aumentar seu networking!”
Sergio Savian, consultor de relacionamentos, será o mediador do PONTO DE ENCONTRO!
Vagas limitadas a 30 participantes
Dia 04/12, sábado
Valor R$ 160,00
Das 17h30min às 19h30min
Inscreva-se: (11) 2361-8678
Informações: contato@sentirbem.com.br
Local: Espaço Sentir Bem
Al. Lorena, 355

O que inclui o investimento (ou tudo o que a ganhadora terá direito no dia!):

- recepção com espumante ou vinho tinto
- petisco ou similar
- CD
- workshop e dinâmicas de integração com Sergio Savian

Vamos lá, meninada! Quero só ver quem é que vai comigo... ah,sim...e depois a vencedora terá direito a um post no "Como Agarrar um Marido" sobre o evento!

História de Aquecer o coração: Último suspiro

Pessoal...essa história é linda e emocionante. Acho que vai render comentários fofos.

Eu conheço uma senhora muito fofa há mais de dez anos. Na minha cabeça ela sempre foi casada com aquele que sempre andava com ela. Vamos chamar a senhora de Maria e o senhor de João. Não sei se eles gostariam que eu colocasse o nome deles de verdade.

Eu conheci a Maria quando eu era pequena. Ela ia (ainda vai) ao centro que eu frequento desde os meus sete anos de idade. Quando eu era mais nova e ela ia somente como visitante, eu passava hooooooooras conversando com ela. Sempre meiga, sossegada e amorosa. Ela acompanhava o João, que fazia parte do grupo e precisava trabalhar. Na minha cabeça eles sempre foram casados.

Um dia o João adoece. Não me lembro exatamente o que ele teve, mas sei que passou por internações e acabou falecendo. Maria ficou um ano sem sair de casa, mas retomou a vida dela. Até aí, nada de aquecer nosso coração,né?

A parte linda da história deles é que eles nunca se casaram porque os filhos do João não queriam que o pai "manchasse" a imagem da mãe deles. Mas, talvez sabendo que morreria, João pediu que uma advogada providenciasse os papéis. Ele se casaria com Maria.

O casamento aconteceu em um sábado, no hospital mesmo. João estava fraco, mas ainda assim celebrou o sentimento que existia entre o casal há mais de 30 anos. A parte triste da história é que João, que se casou no sábado, faleceu no dia seguinte.

Mas, mesmo assim, realizou seu último pedido: casar-se com a pessoa amada.

Tudo tem um lado bom...

Ok,pessoal. Sei que a dor de coração é a pior que a gente pode sentir. E olha que eu já enfrentei dor de dente, cólica menstrual e até dor de parto. Mas, sem dúvida, a pior dor é aquela que vem do amor. Mesmo porque, para essa, não existe remédio.

Maaaaaas... nem tudo é 100% ruim na vida, certo? Um término de relacionamento,bem lá no fundo, pode trazer algum benefício (Aham...sei que estão duvidando de mim...eu mesma estou...). Um exemplo: ontem eu encontrei uma amiga que não via há muito tempo. Ela sabe bem por cima da história toda da minha novela sentimental. E o comentário:

Tati do céu,não sei quem é esse cara, mas você realmente está sofrendo. Você está um palito de magra!!

Ou seja, meninas...terminar emagrece. Portanto, minha dica de dieta: terminem o namoro de vocês. Sério. É um santo regime. Há uns dois meses atrás eu estava com 52 quilos e hoje eu estou com 48. Meu peso ideal (na minha cabeça).

Claro...tem o lado ruim. Nenhuma calça me serve mais (até as "38" ficam largas), todo mundo pergunta se eu estou doente maaaaaaaas...estou magra!! Isso não tem preço.

Brincadeirinhas à parte...fiz esse post para descontrair. O clima no blog estava meio pesado.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Novidades por aí...

Gente... Logo mais trarei novidades legais!!
Estou quaaaase conseguindo um sorteio bem a cara do blog. Solteiras de plantão e que morem em São Paulo, preparem-se!!

Mini post: Para quem comenta...

Oi pessoal anônimo!!!
Leio com carinho todos os comentários de vocês e alguns deles eu respondo com posts especialmente elaborados para vocês.
Ontem li o de uma pessoa que mora em São Paulo e vive um dilema parecido com o meu. Gostaria de entrar em contato com você. Pode me mandar um e-mail?

Um pedido para todas...prometo responder individualmente porque tomei uma bronca - merecida - admito. Mas, por favor, escrevam um nome ou um apelido. Prometo que todos os dias de manhã farei um post de respostas.

E caiu a ficha...

É pessoal...uma hora a ficha tem que cair e a minha caiu hoje. Ele casou. Escolheu viver uma realidade onde eu não faço parte do plano inicial. Natasha é o presente e, até onde consta na ordem natural das coisas, é o futuro do Mr.Right. Não desejo para eles o "felizes para sempre", muito menos o "até que a morte os separe", mas sei que ele não vai ficar provocando situações que causem a separação. Conhecendo Mr.Right como eu conheço, ele vai tentar fazer essa relação dar certo...não por amor ou qualquer outra coisa, mas porque foi a vida que ele escolheu para ele.

As coisas acontecem por um motivo. Já disse milhares de vezes isso e acho que é verdade. Algum plano existe para nós dois. Não sei qual é esse plano e nem como as coisas vão acontecer. Mas uma coisa é fato: se estiver em nosso destino ficarmos juntos, vamos ficar. Não vai ser o casamento dele, o meu casamento (se um dia eu tiver) ou qualquer outro obstáculo que vai impedir que a gente fique junto.

Mas isso não vai acontecer hoje. Não vai acontecer mês que vem e provavelmente nem o ano que vem. Eu não posso fazer mais nada a curto prazo. Game over momentaneamente. O dia que tiver quer acontecer, vai acontecer. Não foi agora porque não é agora que vai ser.

A mim resta tentar acalmar meu coração...que hoje está sangrando muito. Tudo o que eu queria fazer hoje é chorar até soluçar. Chorar até pegar no sono. Chorar, chorar e chorar...Vou chorar hoje, vou chorar amanhã, vou chorar semana que vem. Mas uma hora vou parar de chorar.

O sentimento existe...ele permanece. Mr.Right me disse uma semana antes do casamento que nunca vai esquecer o que vivemos e, se for para acontecer novamente, vai acontecer. A mim resta apenas acreditar que o destino vai se encarregar de fazer a vida seguir em frente da maneira que tiver que ser.

"Se não for hj,um dia será.Algumas coisas,por mais impossíveis e malucas que pareçam,a gente sabe,bem no fundo,que foram feitas p/ um dia darem certo."


Ahn? Quem?




Este post é para todas as pessoas que estão me escrevendo para falar de amor...e para todas as pessoas que pedem que a gente esqueça esses amores. Ele é, inclusive, para mim.

Acredito que o ser humano funcione de duas formas: racional e emocionalmente. A razão é aquele lado que mostra para todos nós o lado prático da vida. É aquele anjinho que fica martelando na nossa cabeça o caminho que precisamos seguir. E este caminho é sempre o mais correto. É aquele que, em teoria, vai nos fazer sofrer bem menos. Aí tem o outro lado...o da emoção. Este...ah,este....O lado emocional é aquele que nos deixa louca, nos fazer perder o sentido de tudo e esquecer que existe a razão no mundo.

Quando a gente termina um relacionamento (ou é terminado) raramente nos deixamos levar pela razão. Se assim fosse, poderíamos seguir a vida e partir para a outra sem grandes problemas. Mas o nosso coração não deixa.

Coração. Um órgão responsável por bombear sangue para o nosso corpo, filtrar as impurezas e....tirar o nosso sono. Sim,porque acho que a insônia deve ser causada por ele...! Passamos hooooooras pensando no ser amado (isso quando estamos juntos ou separados), não dormimos de emoção, não dormimos de tristeza. Enfim, o coração é nosso guia. Na maioria das vezes.

Quando entramos em um relacionamento apostamos as nossas fichas e entregamos nosso coração para a pessoa que está ao nosso lado. A entrega é maior ou menor, dependendo daquilo que você sente. Quando acaba, fica o vazio. Como resolver a falta que fica no coração? Aí é que mora a complicação...

Já passei por todo tipo de situação: terminei relacionamento e no dia seguinte fui à uma festa, já demorei meses para me recuperar (três, no máximo) e já fiquei bem chateada, como estou agora. Já vi pessoas que conseguem se curar rapidamente e pessoas que, por mais que os anos passem, não esquecem um grande amor.

A questão é: o que fazer? A resposta é: não sei. (Aham....aposto que acharam que eu era a dona da fórmula mágica!) Acho que cada um sabe o que é melhor para si. Uns precisam viver a dor ao máximo, chegar ao fundo do posso e depois levantar. Outros preferem esconder a dor e continuar. E outros não conseguem se livrar do vazio. Para essas, só o tempo.

Uma pessoa conhecida me contou que teve um grande amor e, por um motivo que eu não sei direito, não ficou com essa pessoa. Isso tem cinco, seis anos. Até hoje essa pessoa conhecida procura esse grande amor. Não tem sinal de onde possa estar essa pessoa e a procura ainda hoje. Essa conhecida namora uma outra pessoa, mas sempre pensa em como seria se estivesse com aquela anterior. Psiu,você, eu disse que tentaria achar essa pessoa e estou procurando,viu?

Enfim...acho que não existe fórmula. Falar "Esquece isso" para as pessoas é fácil. Nós falamos isso a nós mesmos. O cérebro entendeu. Só falta o coração...

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Amores (IM)possíveis

Essa história não é minha. É de uma conhecida. Tinha tudo para ser uma história de amor, mas na verdade é de semi-sofrimento. Achei que colocá-la aqui poderia ajudar essa conhecida a ver alguma luz no fim do túnel. Quem sabe ela leia bons comentários por aqui?

Vamos chamar a conhecida de Ana. Ana é uma mulher na faixa dos 30 anos, formada, trabalha e está começando o próprio negócio. Há alguns anos, Ana viveu uma história de amor com Romeu. Pensem na pessoa que você quer ao seu lado para o resto da vida...um príncipe encantado que não veio a cavalo, mas de carro. Assim era o Romeu. Ana e Romeu viveram uma história de amor com direito a pedido de casamento e tudo mais. Ingredientes perfeitos,não?

Só que não foi assim... Ana é uma princesa que tem uma princesinha e Romeu, ciumento, não aceitou dividir o castelo dele com a princesinha de outro príncipe. E assim colocou Ana na parede: era ele e o conto de fadas ou a vida ao lado da princesinha. Coração de mãe sempre fala mais alto, mas Ana não teve coragem de renunciar ao amor cara-a-cara. Ela,talvez para fugir da situação,pegou seu tapete mágico e a pequena princesa e foi para bem longe daquela terra. De Romeu não sei muito. Não sei como reagiu, mas a dor deve ter sido grande.

Anos se passaram. Ana conheceu um outro homem, não tão príncipe, mas de bom coração. Se casaram e ganharam mais um membro na família. Ana, Pedro(nome igualmente inventado), a princesinha (que agora é mais crescida) e um príncipesinho (z ou s?). Família perfeita? Talvez...

Todos os dias Ana fecha os olhos e pensa em como seria a vida ao lado de seu Romeu. Como seria se Romeu aceitasse Ana plenamente (incluindo os herdeiros)? Seriam felizes? Ele saberia dividir seu castelo e construir uma linda família no reino dele? Ou seria Romeu ainda muito individualista?

Pelo sim,pelo não Ana não pagou para ver. De Romeu recebe pequenos, médios ou longos e-mails, dizendo-se arrependido e pronto para levar Ana e os herdeiros para um reino distante, prometendo amar aos filhos como se fossem sangue do sangue dele. Ana é receosa. Teme pelo futuro dos filhos e pensa em Pedro que, mesmo com todos os defeitos, ainda é uma boa pessoa (apesar de ter madrastas e bruxas no reino dele).

Qual é o fim do conto de fadas? Não sabemos...Ana não sabe se acredita em Romeu e corre em busca do verdadeiro amor ou se aceita o conforto e carinho que Pedro proporciona.

Na vida e nas histórias, a estrada para o amor verdadeiro é sinuosa e cheia de obstáculos e as pedras no meio do caminho só podem ser retirardas por uma única pessoa: você.

Por trás de todo homem poderoso...

...sempre existe uma super mulher!! Mas o contrário nem sempre é verdadeiro.

Dia desses estava conversando com a Talita, minha prima, sobre relacionamentos. Depois que comecei o blog, todo mundo discute comigo assuntos que depois podem virar post. Nós estávamos falando sobre o mundo corporativo e não sei como surgiu o assunto. Já falei aqui sobre mulheres poderosas...e solteiras. Não mudo nada do que eu já tinha escrito aqui.

Pensem em Oprah, Anna Wintour, Condolezza Rice e várias outras mulheres. O que elas têm em comum? Poder e solidão. Não, elas não são coitadas. Essa é a vida que elas escolheram e são muito felizes assim. Agora...pensem em homens poderosos: Obama, Bill Clinton, Bill Gates, Silvio Santos. O que eles todos têm em comum? São casados.

O mundo corporativo valoriza muito mais os homens que constróem uma família. Raras são as vezes que vemos um alto executivo sem família, solteirão. As empresas valorizam aquele que tem valores tradicionais como casamento, filhos e família. E incentivam o convívio entre os colaboradores. Em contrapartida, as mulheres sozinhas são valorizadas e reconhecidas. Entendi isso. De verdade.

Uma mulher que escolheu priorizar a carreira, não casou (ou, se casou não teve filhos) pode se comprometer muito mais do que aquela que tem uma criança para cuidar. Nossas preocupações e prioridades mudam quando temos o filho; o trabalho deixa de ser nossa primeira preocupação e passa a ficar em segundo plano. Por isso as empresas nomeiam mulheres "avulsas" para grandes cargos.

Preconceito? Talvez sim. Penso que uma mulher que tem filho, trabalha e ainda gere uma casa pode muito bem ser presidente de uma empresa. Mas não podemos negar que ela vai ficar estremecida na primeira gripe do filho...diferentemente daquela que não precisa se preocupar com doença nenhuma que não seja a sua.

Engraçado esse mundo corporativo. Sempre esbarra na mulher. Como eu já disse: por trás de todo grande homem, existe uma grande mulher. E por trás de toda grande mulher, sempre existe ela mesma.

Amores infantis...

Não, não estou falando daquele seu primeiro namoradinho ou namoradinha do pré-primário. Mas, se quiserem saber, o meu foi o Paulinho, um japonesinho simpático que vivia atrás de mim. Tenho duas fotos com ele no meu álbum. Será que Paulinho virou uma boa pessoa? Curiosidade..

Mas não é sobre esse amor que eu vim falar...é sobre aquele amor do passado, que todos nós temos e não conseguimos - ou conseguimos - ficar com ele. No monte de e-mails e comentários que eu recebo,sempre vem uma história de amor inacabada e com curiosidade de saber sobre essa pessoa. Acho engraçado isso...

Eu já gostei de muitas pessoas e já tomei vários foras (dei vários também). E sempre fico com aquela vontade de saber o que aconteceu com fulano, com ciclano. E está aí a santa (ou infernal) internet para nos ajudar.

Acho que a graça está em saber como vai a pessoa. Saber se casou, se está bem, se tem filhos...como está a vida.

Problema começa quando a gente se questiona: E se eu tivesse ficado com ele? (ou com ela para os meninos)

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Maria que amava João que amava Lili e Maria...

Tenho recebido alguns e-mails de mulheres que me contam as suas histórias. Adoro, leio com carinho e respondo individualmente. Acho legal o que cada pessoa me escreve. Meninos, se quiserem se pronunciar, fiquem à vontade.

Fico espantada com o número de situações de triângulos amorosos que existem e a gente nem sonha. Sabe, histórias de novela mesmo: Clara que ama Totó, que está com a Felícia, mas acha que ainda ama a Clara. E nessa a gente nunca sabe se torce pra Clara, pra Felícia ou pro Totó.

Semana passada isso aqui foi um reboliço de polêmica, com pessoas falando que defendo a infidelidade e a traição. Na verdade, não. Eu sou a favor do sentimento verdadeiro, independente de como ele começa.

Acho que o ruim do triângulo amoroso é quando a gente se prende a ele de tal forma que não conseguimos sair. Querendo ou não, eu saí do meu. Talvez exista a ligação sentimental, mas não existe traição mais. Não consumada. Talvez possa existir no pensamento. Mas não no físico. Se existir em pensamento, a culpada não sou eu. Enfim, acho que quando existe amor, precisamos repensar tudo. E dessa vez não estou falando de mim.

Este post vai hoje para todas as pessoas que estão me escrevendo pedindo que eu dê minha opinião sobre as suas situações. Umas perguntam se acham que devem se revelar para as Lilis, outras perguntam se João precisa de um ultimato. Outras só querem saber o que eu faria.

Meu conselho, de coração: jamais se revelem para as mulheres dos seus homens. Elas, de verdade, não têm culpa (ou até têm, mas não é da sua conta) da situação que estão e acho que não é justo com ela e nem com vocês essa exposição. Já disse que tive inúmeras oportunidades de mostrar a verdade para a Natasha mas eu não o fiz. Por quê? Primeiro porque perderia Mr.Right para sempre. Segundo porque acho que esse assunto, apesar de estar nele, não é da minha conta. Terceiro porque acho que o cara deve decidir com quem ele quer ficar, seja lá pelo motivo que for.

Uma hora a escolha terá que ser feita... meu conselho é que, se você acha que esse cara (ou essa mulher) vale a pena, vá em frente. Tente com todas as armas que você tiver. Mas jamais jogue sujo. Aí você começa a perder a razão...e o coração de quem ama.

Euamovocê.com.br


Hora do almoço no trabalho sempre rende boas risadas. Quando é só mulher então...além de risadas, me rende pautas para o blog. Hoje o tema, meio sem querer, foi namoro pela internet.

Fiquei pensando no meu passado virtual. Minha mãe, quando eu tinha meus 15, 16 anos, estava em uma fase que precisava desesperadamente de um genro para chamar de seu. A solução não veio a cavalo, mas de mouse. Ela criou um ICQ (cheiro de naftalina no ar) em meu nome, fez uma busca nos pretendentes da região e conversou animadamente com alguns deles. O resultado nunca foi positivo, mas rendeu risadas durante anos. Minha mãe, super corajosa, chegou a marcar encontros com alguns desses escolhidos e, bem, a Tatiana que ela apresentava não condizia muito com a realidade.

Me lembro de um desses encontros. Minha mãe chamou o cara que, acho eu, se chamava Rafael para um jantar em casa. Claro que eu era contra essa ideia, mas estamos falando da minha mãe então não adiantou argumentar contra. Eis que aparece o cara. Não me lembro dele fisicamente, mas sei que a personalidade dele e a minha eram compatíveis como a água e o óleo. Entenderam? Química ZERO! Para completar a situação, já não agradável, resolvi colocar um CD de uma das minhas cantoras preferidas da época, Céline Dion. O cara, simpático como ele só, fez questão de "elogiar" meu gosto musical chamando o CD de lixo. Ficamos em total silêncio por meia hora. Até que eu, num gesto simpatissíssimo, disse que estava tarde e precisava dormir. E fui para o quarto, deixando a minha mãe e o cara sozinhos. Não preciso dizer que nunca mais eu tive notícias do moço. Nem que eu e minha mãe tivemos uma briga por conta disso. Fato é que ela não desistiu...

Na lista de encontros que não deram certo vocês podem contabilizar um cara que era gago (mas nunca mencionou isso antes de encontrar pessoalmente comigo), um que dançou comigo na minha festa de 15 anos a pedido da minha mãe (e depois de tomar um "não" de um pedido de namoro, virou punk e com pensamentos suicidas) e vários outros que eu consegui evitar o contato real e ficamos só no virtual e depois, nem isso.

Eu acredito em amores virtuais. Mesmo. Conheço casos bem sucedidos. Meu paidrasto conheceu a Cris, mulher fofa dele, pela internet. São casados há mais de 10 anos. Uma amiga de uma amiga minha (ou prima dessa minha amiga, não me lembro) casou com um cara que conheceu na internet. E assim, tantas outras histórias deram certo.

Acho que é porque nenhuma dessas histórias contaram com a presença da minha mãe no meio delas...

Decisões...

E chegou a segunda-feira. Confesso que pedi para que chegasse rápido porque não tem nada melhor do que a rotina para esquecermos das coisas que nos chateiam.
Minha prima Talita foi uma santa esse fim de semana e me resgatou na sexta-feira de casa, quando eu já estava de pijama, pronta para ficar sozinha. E só me deixou agora, quando acabo de colocar o pé no escritório. Parte de mim é totalmente agradecida a ela e outra parte ainda não chorou o que tinha para chorar.

Tomei uma decisão ontem à noite: vou focar minhas energias no trabalho agora. Não quero saber de relacionamento amoroso. Não estou pronta. Por mais que todos vocês me desejem boas energias e um novo amor, agora isso é impossível. Ainda estou totalmente ligada a tudo isso e um lado meu deseja que esse casamento não dê certo o quanto antes. Sei que isso é feio...sei que eu deveria desejar felicidades ao Mr.Right e à Natasha, mas eu não sou um ser iluminado.

Sei que ele fez a escolha dele, baseada em valores tradicionais muito fortes. Sei que ela pode gostar muito dele (ou estar desesperada para casar), mas eu não consigo achar que esse final foi o certo para todos. Mr.Right está cumprindo a palavra dele, não casou por amor... Natasha vai viver uma "falsa" felicidade (já que o homem que está ao lado dela não a ama) e eu vou ficar aqui, pensando que o cara que gosta de mim e que eu gosto não pode estar comigo. Percebem? Difícil...

Enfim...eu prometi a mim mesma que vou focar tudo no trabalho. Vou pensar em crescer, ganhar mais dinheiro e dar uma vida linda para a minha filha. Não quero pensar em relacionamentos agora.

Como vivo dizendo aqui...o que tiver que ser, será. O que é do homem, o bicho não come. E eu ainda acho que muita coisa pode acontecer nisso tudo...

domingo, 24 de outubro de 2010

Carrie Quote

"There is a moment in every relationship where romance gives way to reality" OU "Há um momento em todo relacionamento que o romance dá lugar para a realidade"

Em poucas palavras: é aí que a gente dança se o amor não existe. Porque, sinceramente minha gente, a realidade, a rotina e tudo mais...essas são de matar qualquer pessoa. Ter de enfrentar tudo isso a dois e sem amar o parceiro é quase impossível.

E tenho dito.

Ele simplesmente não está a fim de você



Citaram este filme no blog em alguns comentários ao longo de vários posts. Curiosamente eu estava falando sobre ele ontem, com uma amiga do trabalho. Ela estava comentando sobre uma pessoa que ela não consegue esquecer e que,pior,não sabe qual é a dele. Estava eu, essa amiga e mais uma, que trabalha com a gente. Todas tentando entender o que se passa na cabeça do moço. Até que, depois de vários conselhos e justificativas, começamos a rir, pois nos vimos como as meninas daquele famoso filme: Ele simplesmente não está tão a fim de você.

Todas as mulheres precisam ler o livro (ou assistir ao filme, caminho mais curto) porque ele é verdadeiro. E acho que somos daquele jeito mesmo. Muitas vezes os sinais estão na nossa frente, mas não queremos ver. Eu mesma já passei por várias situações que, para me tocar, precisei levar o pé na bunda do jeito tradicional.

O que mais me marcou e exemplifica isso é o cara da Austrália. Ele não respondia meus e-mails, me bloqueou no MSN, Skype e qualquer outro método de comunicação e excluiu meu perfil do orkut dele. E eu? Bom, eu achava – e várias amigas concordavam – que ele tinha qualquer outro motivo para agir assim, menos não estar a fim de mim. Até o dia que me mandou um e-mail dizendo que estava se envolvendo com uma garota na cidade que ele estava morando (aqui no Brasil mesmo). Pronto. Resolvido. Tradicionalmente foi dado o pé na bunda.

Fico pensando os motivos que nós mulheres alimentamos as ilusões das nossas amigas. E atire a primeira pedra quem nunca fez isso. Tenho certeza de que todas nós, um dia, apoiamos uma amiga sabendo que o cara não queria nada com ela e, por bondade, falamos que o cara era tímido ou confuso ou qualquer outra coisa que não a exata verdade. Mentimos? Sim. Mas para não deixar a amiga triste.

Hoje eu espero ter aprendido a reconhecer quando um cara realmente não está a fim de mim. E tiro meu time de campo. Meu fã clube recém adquirido (leiam com tom de ironia) vai me apedrejar e dizer que, se eu realmente tivesse aprendido, esqueceria DE VEZ o Mr.Right. Como eu já expliquei a situação e não quiseram entender, só vou falar que, de todos os sinais do livro, ele não apresenta nenhum deles. Mas não vou mais entrar nesse mérito aqui.

Acho que a maturidade que adquirimos com o passar dos anos faz com que a gente seja menos boazinha e mais realista. Sim...tem caras que conhecem a gente e depois conhecem uma pessoa mais legal e aí a gente roda. O que fazer? Partir para outra. Fácil? Não. Mas necessário.

E, sempre vamos pensar no nosso lado... quantas vezes não acontece o oposto. E daí, meninos leitores, falem para seus amigos: ELA SIMPLESMENTE NÃO ESTÁ TÃO A FIM DE VOCÊ!

sábado, 23 de outubro de 2010

Carrie Quote

You can't stop being who you are because you're afraid OU Você não pode parar de ser quem é só porque está com medo

Verdade. Deixar de ser quem voce é por medo ou comodismo é se negar. Nunca deixe de ser quem é. Perfeito, nem Jesus foi considerado. Por que nós temos que ser?

Eu sou quem sou...com qualidades, defeitos, acerto, erro...mas nunca me traio. Tem quem goste, tem quem não goste. Mas, antes ser uma pessoa de extremos do que ser mais ou menos.

Não me lembro exatamente quem me disse ou se li em algum lugar...mas prefiro ser quente a ser morna ou fria...

Levanta, sacode a poeira e (tenta) dá a volta por cima...

Foi. Casou. Doeu em mim? Sim...sinceramente sim. Chorei? Muito...de quinta até o dia de ontem passar. Pensei em cometer uma loucura e invadir o casamento? Não. Mesmo porque seria bem complicado. E agora? Pois é....e agora?

Agora, minha gente, é como diz o ditado: Levantar, sacodir a poeira e dar a volta por cima. Pelo menos, tentar. Eu tenho a minha fé e acredito que, quando as coisas têm que ser da gente, elas voltam. Se eu e Mr.Right vamos viver uma história novamente, só o tempo pode dizer. Meu coração não apagou a história. O coração dele também não. Como vai ser daqui em diante, só o tempo e o destino podem nos mostrar.

Eu chorei o que eu tinha que chorar. Sofri o que eu tinha que sofrer. Tentei o que podia tentar. Tentaria mais se pudesse fazer algo. Mas hoje eu não posso mais chorar todos os dias. Sei que eu vou cair de vez em quando. Amor é um sentimento que não se tira do coração. Ele fica ali, quietinho.

Um amigo meu, que tem me ajudado muito, disse que o tempo ajuda a acalmar o coração. É isso que espero. Que o tempo acalme o meu.

Sei, de verdade, que hoje eu e Mr.Right não poderíamos ficar juntos. Seria complicado demais, envolveria muita gente e muita explicação. Então, a mim resta torcer para que o tempo passe rápido e que, se tiver que ser assim, que seja da forma mais indolor possível. Para todos nós.

Não desisti dessa história. Não desisti de nós dois. Mas vou deixar que o tempo e o destino façam seu trabalho.

“...e no final, eu sei que vai voltar...”

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Impressões...

O dia está acabando e eu não programei posts para hoje. Fim de semana o blog continua no ritmo de sempre (apesar da minha popularidade ser mais baixa aos sábados e domingos).

Resolvi fazer, como post de fechamento da semana, um balanço de tudo o que aconteceu nesses dias e nos meses que passaram. São apenas as minhas impressões:

- Aprendi que o tempo é relativo: passa muito rápido quando a gente quer que ele não passe e é muito devagar quando a gente quer que ele corra;

- Aprendi que só a gente consegue entender o que se passa com a nossa cabeça e mais ninguém;

- Aprendi que julgar alguém apenas pelo que lê sobre ele pode causar uma confusão tão grande e, ao mesmo tempo, tão boba que nem vale a pena continuar;

- Aprendi que nem toda história de amor precisa acontecer na sequência linear e dar certo direto;

- Aprendi que os caminhos do coração são inexplicáveis, mas profundos, sinceros e fortes;

- Aprendi que nosso coração briga com a nossa razão e que a razão pode vencer por se tratar de valores e princípios;

- Aprendi que a verdadeira amiga é aquela que não precisa concordar com você,mas te segura sempre que você está prestes a cair;

- Aprendi que uma pessoa de bom caráter pode ter seus valores contestados e pensados da noite para o dia;

- Aprendi que existem pessoas especiais e você pode conhecê-las de formas diferentes;

- Aprendi que as coisas só acabam quando terminam;

- Aprendi a amar... e isso foi o que valeu - e vale - cada dia que eu vivo.

Espero que hoje termine rápido. Preciso disso. Sinto vontade de chorar o dia inteiro, mas eu sei que - se está sendo assim - é para ser assim.

Gostaria que nosso espaço voltasse ao ritmo normal. Com essa semana, acabam as brigas entre meus verdadeiros amigos e o resto do pessoal. Não precisamos disso. Esse blog foi criado para ser lido por quem quiser. Quem não quer ler, não apareça por aqui. Simples.

Um agradecimento especial para todas as minhas amigas do Clube da Lulu, que me mandaram e-mails e conversaram comigo no MSN. Um obrigada carinhoso para a Fér, que atrasou a janta dela apenas para conversar comigo lá de Paris durante o meu dia difícil. Um obrigada para a Claudia, do Vaquinha Gertrudes, que fez um post especial para mim no blog dela. Obrigada para as amigas virtuais, que me colocam sempre pra cima e postam coisas lindas para eu me distrair. E um agradecimento especial para a outra Claudia, que se deu ao trabalho de ler o blog todo e entender o que se passa nisso tudo e ainda querer dizer a verdade que existe nisso tudo (em tempo: não precisa...). Vocês todos moram no meu coração.

(IN)segurança



Antes de começar o post,melhor esclarecer:

1-Eu acredito no casamento, quando ele acontece por um único motivo: amor
2-Eu acredito que casamento de verdade não é aquele que acontece com festa e vestido, mas quando duas pessoas se unem para construir algo maior juntos.

Pronto.

Apesar de toda confusão recente – e todos os milhares de comentários recebidos – pensei em fazer uma homenagem geral. Nomes não serão citados,mas cada um saberá se reconhecer.

Tenho amigas casadas, solteiras, namorando, enroladas e encalhadas. Todas são felizes ao seu modo. Todas riem, choram, ficam bravas, fazem compras, se arrumam, comem chocolate... vivem. Independente de terem ou não um homem ao lado delas. É isso que quero dizer quando falei que casamento não traz felicidade.

A felicidade é resultado do seu estado de espírito e o modo como você leva a sua vida. Eu sou feliz. Poderia estar mais feliz e realizada se tivesse ao meu lado a pessoa que tem meu coração. Mas o fato de não estar ao lado dele não me faz infeliz. Engano de vocês se pensam que passo os meus dias chorando ou trancada dentro de casa. Não. Eu preciso viver. Eu sou feliz assim. Mas o post não é sobre isso.

Percebi em alguns comentários que só somos felizes casando. E quem é que disse que casamento é igual a felicidade? Pensem só... hoje em dia, concordo, ninguém deveria se casar por nenhum outro motivo que não seja o amor. Maaaaas... a coisa, na vida real, não acontece exatamente assim. Explico.

Engravidei aos três meses de namoro e vivi um casamento com o pai da minha filha. Foi por amor? Não, foi porque engravidei. Eu não amei o pai da minha filha, no entanto me casei com ele. Outras pessoas casam porque honraram um compromisso com a família. Outras de casam por medo de ficarem sozinhas. Outras, por querer usar um vestido branco e fazer uma festona. Pensem comigo: de todos os exemplos acima, qual é o que tem chance REAL de dar certo (e isso eu me incluo). Para mim a resposta é simples: NENHUMA. Quer dizer, pode durar por um tempo...mas a chance de ser para sempre é quase nula. Uma hora uma das partes vai querer correr atrás da felicidade.

Por outro lado, os casamentos que acontecem por amor, esses sim dão certo. Porque aconteceram pelo motivo certo. Duas pessoas que se amam e querem construir e levar a vida juntos. Essa é a beleza e a mágica dos relacionamentos. Esse é a razão de querer estar com alguém: amar essa pessoa. Amar com todos os defeitos, amar com todas as qualidades. Amar...independente de tudo. Essa é a fórmula do sucesso do casamento. E a beleza de todas as histórias de amor.

Os comentários que recebi mostraram pessoas que vivem lindas histórias e pessoas que se escondem atrás do estado civil CASADA. Essas pessoas são infelizes,mas mostram para a sociedade (que eu ainda acho que supervaloriza o casamento) que estão encaixadas no perfil.
Por isso digo: prefiro ser feliz, mas fora de um contexto social a ser uma pessoa amarga e que perde tempo discutindo no meu blog. E, para todas vocês que fazem isso, cuidado...o tempo voa!

E viveram felizes para sempre??

Minha filha de dois anos está na fase dos contos de fada. Não passamos um dia em casa sem assistir "Branca de Neve" e "A Bela e a Fera". Sem contar as histórias da Cinderela, A Bela Adormecida e por aí vai. Não é de hoje que eu penso nisso: todas as histórias acabam felizes com o casamento das princesas. Mas...e depois? Será que elas viveram felizes para sempre?

Sempre me perguntei como seria a vida da Cinderela depois que ela casou com o príncipe. E a Branca de Neve, nunca mais cozinhou, varreu, limpou? E a Bela Adormecida?

Não é estranho pensar que nunca ninguém contou o que acontece depois? Por quê? Será que é porque os casamentos delas foram confusos, elas não suportaram os príncipes e zarparam o barco? Ou será que é porque os autores não conseguiram pensar no que aconteceria depois?

Um autor, que agora não me lembro qual, escreveu uma comédia mostrando o que aconteceu depois. Mas não vale...ele tirou sarro de todas as histórias. Acho que alguém poderia pensar em alguma interpretação mais séria, baseada naquilo que - sei lá - a psicologia explica.

Uma coisa é certa... casamento não é sinônimo de felicidade. Mas isso eu deixo para outro post....

ATUALIZADO: Mini post: E viva a censura!!!

Seguinte...cansei de ser boazinha...cansei de ler gente que nem me conhece e coloca a minha filha e os meus pais no meio. A vida é minha, eu faço o que eu quiser, escrevo o que eu quiser e cansei de gente frustrada, invejosa, moralista e covarde (sim,porque nem para assinar o verdadeiro nome é mulher ou homem).
Não permito mais comentários anônimos. Como disseram várias blogueiras: querem xingar, OK....mas assumam e coloquem seus nomes.

A vida continua... minhas amigas e meus amigos são pessoas de ouro e não merecem ser colocados como estão sendo por gentinha.

De gentinha, quero distância.

ATUALIZAÇÃO: COLOQUEI MODERAÇÃO NOS COMENTÁRIOS...LEMBREI QUE EXISTEM AMIGAS E AMIGOS QUE NÃO TÊM CONTAS PARA PODER COMENTAR E, PENSANDO NELES, VOLTEI A PERMITIR ANÔNIMOS, MAS AGORA ESTOU MODERANDO TUDO.

É hoje...

...e já aceitei.

Dizem que as coisas só acabam quando chegam ao final. Não cheguei ao final ainda. Só vai acabar quando todo mundo quiser. E eu ainda não quero. Já disse que a batalha foi perdida, mas não a guerra.

Não vou comentar como estou me sentindo porque, bem, nem eu sei definir isso direito. Então vou usar esse post para dizer que eu adoro cada leitor que entra e se dispõe a entender a história inteira. Obrigada para quem entende a verdade nisso. Obrigada para quem sabe que não sou uma pessoa fácil. Obrigada para quem procura entender o que existe nisso tudo. Obrigada para as minhas amigas que me levantam sempre que estou triste. Obrigada para um amigo especial, que sabe o quanto me faz bem. Obrigada para a minha mãe, que soube de tudo por mim e diz que o que tem que ser, será e não me julga. Obrigada pelo meu pai, que eu sei que lê diariamente meu blog e não diz que eu sou uma filha perdida. Obrigada para minhas amigas virtuais que torcem por mim e não torcem o nariz. Obrigada para todo mundo...de coração.

Acho que esse espaço tomou uma dimensão maior do que eu poderia imaginar. E acho que, mesmo depois dos acontecimentos chatos, eu preciso continuar. Esse blog me dá força...cada pessoa que comenta me dá força. Ou para seguir com tudo isso ou para me fortalecer como pessoa. Ser chamada de FÁCIL e AMORAL por pessoas que sequer sabem a minha história é triste. Mas sou maior do que tudo isso.

Sou uma fênix...sei ressurgir das cinzas.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Cantinho do Leitor...1

Fiquei pensando em quem mandaria a primeira história para o "Cantinho do Leitor"... daí chegou essa daqui. Leiam:

Quando eu tinha uns 6 ou 7 anos, arrumei uma amiguinha, que logo se tornou uma das minhas melhores amigas. Ela morava em uma cidade do interior, o que deixava nossa amizade ainda mais interessante. Nossas férias escolares eram divididas: metade aqui, metade acolá.
Quando não estávamos juntas, mandávamos cartas (pelo correio mesmo) para compartilhar histórias ou até mesmo para passar o tempo em alguma aula chata de matemática. As cartas tinham, no mínimo, 5 folhas e hoje elas enchem uma grande caixa que deixo guardada em casa.
Vivi grandes aventuras com essa minha amiga. Compartilhamos nossas experiências mais marcantes como o primeiro beijo, a primeira menstruação, a aprovação no vestibular, o primeiro dia de faculdade... Nosso passatempo favorito era assistir filmes emotivos (como Pontes de Madison) comendo uma porção enorme de batatas fritas e um saco de bombom sonho de valsa.
Ela era o meu oposto. Estava sempre muito maquiada e de salto alto, enquanto eu vestia minha calça jeans básica, meu tênis ou sandalinha rasteira.
Logo depois que entramos na faculdade, tivemos uma briga e deixamos de nos falar. Eu sempre pensava nela quando algo importante acontecia, mas o orgulho ferido me impedia de ligar pra ela. Esse hiato em nossa amizade, durou uns bons 5 anos. Até que ela ficou grávida e percebemos que o amor que tínhamos uma pela outra era muito maior do que uma briga boba. Demorou para que nossa amizade voltasse a engatar, mas creio que hoje temos algo muito mais maduro e experiente. De verdade, nunca deixamos de ser amigas, apenas passamos um tempo separadas para que aprendêssemos coisas que não poderíamos ensinar uma para outra (inclusive dar valor às verdadeiras amizades).
Essa minha amiga é a Tati e por conhecê-la desde sempre, resolvi mandar a história de nossa amizade, pois gostaria que ficasse registrado aqui o quão importante ela foi e sempre será em minha caminhada pela vida!

A primeira história é da Isis, minha companheira de férias, de leituras de livros sobre magia, de roubar fruta no pé e cair de patins. Confesso que fiquei surpresa com o e-mail.. ainda mais porque, juro, eu ia postar uma carta que me escreveu há anos atrás, quando não nos falávamos. Somos assim...transmissão de pensamento.


Amo você, amiga...e fico feliz por, depois de 20 anos, nossa amizade existir e ser tão forte...independente do tempo e da distância!

Semana que vem tem mais "Cantinho do Leitor"...

E se eu fosse o Mr.Right?

Recebi comentários perguntando porque Mr.Right vai se casar. Uns perguntam se é porque ele não tem coragem de jogar tudo para o alto. Outros dizem que ele não gosta de mim. Outros pedem que eu explique. Vou ser sincera, como sempre, com vocês. Parte da história não posso contar. A parte que não é nossa, mas da Natasha. Essa eu não posso falar mesmo. Até porque seria um risco grande de todo mundo saber coisas que ele me pediu para não dividir com ninguém.

Mr.Right é de uma família de pais separados, mas tradicional. Ele foi criado com o segundo homem da casa e,na separação dos pais, assumiu o posto. O caráter e a palavra contam muito para ele. Não foi uma, nem duas vezes que eu o peguei chorando enquanto ele achava que eu estava dormindo. Ele está dividido (estava,na verdade) entre o coração e a razão. O coração é essa história da gente...que aconteceu seis meses antes do casamento, sem querer, por destino. A razão é a palavra que ele deu no dia que disse que se casaria e na honra que precisa ter com a família.

Me pergunto o que eu faria se estivesse no lugar dele e,posso ser sincera? Eu faria a mesma coisa. Eu seguiria com o casamento. Não por ser fraca, covarde ou qualquer coisa. Mas porque honrei a minha palavra com duas famílias. Acho que não existe amor entre ele e a Natasha. A Adri, que comentou sabiamente, disse que ele não sairia comigo (e,Adri, mais forte ainda...não teria se envolvido comigo) se amasse de verdade a Natasha. Quem ama não olha para o lado. Quem ama não se envolve. Quem ama não fica em silêncio quando a pessoa pergunta: "Você me ama?". Mas, mesmo com tudo isso, há poucos meses do casamento, eu não largaria a Natasha.

Vou dividir com vocês um e-mail que ele me mandou na sexta passada:
As vezes fico pensando em como seria se eu “chutasse” tudo e ficasse com você....Imagina se alguém da minha família e amigos iriam te aceitar? Que imagem eles teriam de você? Será que você seria bem quista?.... Você sabe as respostam bem como eu.

E ele tem razão...como seria explicar para uma família que você está largando tudo para ficar com outra, assim...do nada? Por mais que todos nós sejamos modernos, na cabeça de uma família tradicional, a coisa não funciona assim. Todos sabemos que não.

Resumindo:o casamento vai acontecer... isso é fato. Não, eu não acho que ele goste dela. Acho que, se a gente tivesse mais tempo, talvez ele nem se casasse e terminasse tudo. Talvez não. A gente não vai saber. A única coisa que eu tenho certeza é que o sentimento existe e é mútuo e,como disse um sábio amigo, se for verdadeiro, volta para mim. O tempo não é nada quando o amor existe...e o amor existe então...leve o tempo que levar, ele vai voltar.

Enquanto isso, a vida segue. Não sei como, mas segue...

Feliz Aniversário...Mr.Right


A internet é uma benção e uma maldição...a gente tem como conhecer pessoas que jamais conheceríamos, podemos expor nossas ideias e saber que um monte de gente vai ler, visitamos países sem sair da nossa mesa do escritório. Esse é o lado bom. O lado ruim é que, do mesmo jeito que a curiosidade matou o gato, ela mata as pessoas. E a internet é a arma. Não há como esconder informação nenhuma. A gente descobre tudo. Tudo mesmo. Eu descobri que Mr.Right se casa amanhã, sexta. Como? Simples. Visitei o orkut da Natasha, que é travado. E, cliquei em uma amiga dela que me pareceu familiar (mas que eu NÃO conheço). E estava lá um recado: Nos vemos no casório, dia 22. Simples assim. Com um clique eu descobri que a sexta é o dia D. A informação completa a semana que já estava sendo a minha semana infernal...

Mr.Right não esta mais em São Paulo. Acho que foi para a cidade dele na terça-feira, dia que eu quase enlouqueci e, milagrosamente, não chorei. Quer dizer, chorei o caminho todo para a minha casa, mas não chorei em casa. Não queria que a minha filha me visse – de novo – chorando. Liguei para a Talita e conversamos quase uma hora (AMO a TIM, que me permite pagar apenas R$0,25 por uma ligação ilimitada!). Quarta eu amanheci melhor, mas hoje o dia será punk. Hoje é aniversário do Mr.Right. Finalmente chegou o dia que eu sempre pensei em como seria...

A minha ideia inicial era montar para ele um scrapbook, mas lembrei que ele não poderia carregar com ele por causa da Natasha. Depois pensei em passarmos um fim de semana em um lugar legal. Isso tudo no começo do ano. Daí, depois de todas as ideias, lembrei que não seria comigo que ele passaria o aniversário dele. Vai ser com a família dele...e como ela. Resolvi dar meu presente adiantado,na semana passada. Nada de mais...uma barra de um chocolate muito gostoso.

Não sei explicar para vocês o que eu tenho sentido essa semana inteira. Mas é um vazio enorme...a sensação de tirarem de você uma parte do seu coração. Eu não fiz nada para impedir, não vou fazer nada. Vou confiar no destino. Se ele soube nos unir, vai saber nos reunir de novo. Eu sei que vai. Ele sabe também e muitas pessoas que converso, também acreditam nisso.

E também estou contanto com a filosofia que a Diandra me disse: Tati...quanto mais rápido ele casar, mais rápido ele vai se separar. A ideia é Poliana demais, mas funciona.

Ao Mr.Right só posso desejar que tenha um dia especial. E que ele saiba que daqui, de longe, estou pensando e rezando por ele. Não vou desejar felicidades na nova vida porque...bem.... eu não desejo isso mesmo. Mas espero que os sonhos profissionais dele se realizem e que, um dia, ele possa seguir o seu coração... E nesse dia, vamos nos reencontrar.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Mini post: As pessoas pensam que ofendem...

...quando me chamam de mãe solteira. Engano de vocês.

Tenho orgulho de criar a minha filha sem um marido ao meu lado. E saber que ela é bem criada, bem educada e tem tudo o que quer. Não preciso de um marido para assegurar que a Maria Eduarda seja bem criada.

Ainda bem...prefiro ser mãe solteira do que insegura e precisar de um homem ao lado...

Direito de resposta...

Meu primeiro post de hoje eu sabia quepoderia ser polêmico. Antes de mais nada, não quis ofender ninguém. Nem chamar ninguém de invejoso ou frustrado. Da mesma forma que não gostaria de ser chamada de nenhum desses nomes, ainda que eu ache que - no fundo - todos temos invejas e frustrações.

Um dos comentários que recebi diz que sou uma pessoa que quer platéia para um teatro que crio pensando e querendo a infelicidade de um casal. Vendo por esse lado, parece que sou a bruxa má do oeste e quero matar a Dorothy. Não quero a infelicidade de ninguém, mas eu seria muito hipócrita se desejasse felicidade ao quase novo casal. Ou novo quase casal. Eu teria sido estúpida se botasse a minha cara em um blog que vive uma história solitária. Ou, pelo menos, seria burra. Sim, porque qualquer um que me conhece sabe que esse espaço existe e, no mínimo, teria me sugerido uma internação por loucura.

Conhecer a minha história (e pior, julgá-la) quando se lê apenas uma parte dela (e foi o que essa leitora fez) e dizer que isso é um circo criado é, para ser delicada, ignorância. Como você vai analisar um livro ou um processo criminal sem ler todo o conteúdo? E ler com os olhos de ver e não de olhar.

Muitas pessoas que estão lendo tudo o que escrevo são pessoas que me conhecem e outras até conhecem Mr.Right. Deve ter gente que nem me conhece, mas o conhece. Para todos vocês: que me conhecem, o conhecem, nos conhecem...a hora da verdade chegou. Criei um circo e busco uma plateia que queira um bom teatro ou estamos falando de uma história verdadeira? Não estou perguntando como ela vai acabar, mas apenas se - de tudo o que vocês sabem - existe algo criado e imaginado por mim ou se é tudo verdade.

Não precisam assinar comentários...só queria que colocassem para essa leitora que eu não invento nada e nem vivo uma realidade paralela. Dou a minha cara para o tapa por uma história real...

História de Aquecer o coração: Se tira, se vai, se ganha....

Essa história é especial para mim. A pessoa não é minha amiga fisicamente, mas virou a minha amiga virtual por – pasmem! – termos o mesmo nome. Ela é TatianE e eu sou TatianA, mas somos duas Tatis. Enfim...viramos amigas pelo blog e hoje ela é minha companheira diária de conversas no MSN. E numa dessas conversas, quando as duas abriam o coração, ela me contou a sua história. E, mais do que isso, me deixou dividi-la com vocês. Aqui vai...

Eu acredito em anjos. Já falei sobre isso em outro post. E eu acredito também que a nossa vida aqui na Terra é uma passagem. Quando a gente morre, vai para outra dimensão, outro plano. E, de lá, a gente dá uma força para quem ficou aqui...até chegar o dia de todo mundo se reencontrar. Acredito que meus avôs, minha avó e minhas cachorras que já morreram estão todos no céu olhando por mim e me ajudando quando eu preciso e chamo. Acredito que muitas das coisas boas que aconteceram por mim foram mandadas por essas pessoas (e bichos) especiais que não moram mais aqui com a gente. A Tati, do Phinerrima, acredita nisso também.

Há sete anos atrás a Tati passou por um período bem complicado. Ela perdeu o pai repentinamente, vítima de um infarto no miocárdio. Ele sempre foi o melhor amigo dela. Imagino que ela deva ter perdido o chão. Foi difícil. Mais difícil ainda foi começar o curso de fotografia, que o pai havia incentivado a fazer, apenas um mês depois desse baque. Mas ela foi, firme e forte. Fotografia era a paixão do pai e Tati fez a inscrição no curso por causa dele. E seguiu em frente...

Quatro meses depois da morte do pai, Tati arrumou um emprego e, ainda que desanimada, enfrentou esse novo recomeço. E foi lá, nesse local, que ela conheceu um novo amigo. Sabe aquela pessoa que é “tão legal que você nem acredita”? Aquela pessoa que você sempre quis ter ao seu lado, mas nunca pensou que teria? Pois é...a Tati conheceu essa pessoa, que viria a ser seu futuro marido. Sabem qual é a profissão dele? Fotógrafo. Sim, isso mesmo. A paixão do pai da Tati era a profissão do futuro marido dela. Coincidência? Não. Não acredito nisso.

Tati e o marido se casaram. Ela não foi em frente com o curso de fotografia. Na verdade, ela saiu do curso assim que começaram a namorar. Segundo ela, “eu nem gostava de fotografia e nem sei porque é que eu realmente aceitei fazer esse curso”. Eu sei, Tati...no fundo, no fundo, seu pai quis preparar você para conhecer essa pessoa especial na sua vida.

Hoje, aos 28 anos, Tati está casada com a pessoa que vai poder tirar dela o melhor retrato: o da felicidade.

No dia do sim...

Humpf!

Vou confessar uma coisa nada bonita: eu sou uma pessoa que, vez ou outra, inveja os outros. Tenho inveja (boa, mas inveja) da Helena Bordon porque ela é filha da Donata Meirelles e, bom, eu adoro a Donata. Tenho inveja de quem come, come, come e não engorda. Tenho inveja de quem ganha milhaaaaaaaares de dólares com o trabalho e ainda ama o que faz (eu amo o que eu faço, mas estou longe de ganhar grandes cifras). Enfim...a gente sempre tem inveja de algo ou de alguém. A inveja não é ruim quando ela não te faz desejar o mal da pessoa. Por exemplo: eu invejo a Helena Bordon, mas nem de perto quero que algo ruim aconteça com ela. Primeiro porque nem a conheço e segundo, a invejinha que tenho dela é aquela que me faz querer fazer de tudo para ser tão bem-sucedida como ela. Tenho (essa eu tenho mesmo) inveja da Natasha porque ela vai se casar com Mr.Right. Mas, apesar de tudo, não quero o mal dela. Pelo contrário...quero que ela se apaixone por outro e seja feliz. Aliás, pensando bem, no momento que escrevo esse post... não deveria ter inveja dela...ela vai se casar, mas é meu o coração de Mr.Right. Enfim...não vou entrar nesse mérito no post. Penso que esse sentimento – a inveja – pode ter dois papéis opostos na vida: ou ele nos impulsiona para frente (meu caso com a Helena Bordon) ou nos deixa estagnados. Muitas vezes a gente se prende na própria inveja e esquece de viver. E aí é que inveja e frustração caminham juntas, de mãos dadas.

Tenho lido vários blogs, sobre vários assuntos e muita gente está comentando os meus posts. Adoro. Adoro ler cada comentário... as opiniões sobre as histórias que posto são sempre curiosas. Muitos comentários sobre a minha história não vão de acordo com o que eu acho e é aí que eu adoro mais ainda o que vocês escrevem. Meu intuito não foi escrever a minha e tantas outras histórias para que todo mundo passasse a mão na minha cabeça; eu queria mesmo ouvir o que todo mundo pensa, acha, sente, torce. E acabei ganhando amigas, amigos, “fama” (essa parte é super brincadeira) e uma nova distração. Me divirto chegando em casa e lendo tudo aquilo que vocês escrevem. Mesmo que, alguns comentários sejam “cruéis”. Acho que isso é o que me faz querer seguir com o blog. Saber que tem gente que separa um tempo do dia para ler...e, mais do que tudo isso, ainda divulga. Mais uma vez, obrigada pelas 10.000 visitas em dois meses e cinco dias de blog.

Enfim...voltando ao assunto inicial. Alguns comentários falam sobre histórias parecidas com a minha. Alguns aconselham a seguir em frente com Mr.Right, outras dizem que deveria deixar para lá, outras pedem que eu vá em frente porque não tiveram essa coragem e esperam que eu tenha. Acho lindo. Todos. Dos que me apóiam aos que tentam me fazer deixar para lá. Uma dessas pessoas me disse uma vez que passou por uma situação semelhante. “Esperar” por alguém que nunca veio. E essa pessoa me pede sempre que eu desista do Mr.Right porque ele não me quer e não vai voltar. Respeito a opinião dessa pessoa e fico triste que, com ela, a história não tenha tido um final feliz. Infelizmente não a conheço pessoalmente (a graça na internet está em conhecer muita gente que não conheceríamos nunca), mas adoraria saber a história de vida dela. Porque, de verdade, penso que muitas vezes ela me fala para desistir por conta de uma frustração da vida dela. Me fiz entender? Não sei. Explico... o fato do cara que ela amou e esperou não ter voltado, não faz com que a minha – e tantas outras histórias parecidas – tenham o mesmo final. Talvez essa pessoa não queira tanto me ajudar, mas me fazer ter o mesmo final que ela. Não sei.

Acho curioso, e agora não falo desta ou de qualquer pessoa específica, como o ser humano se porta diante de suas frustrações. Não aceitamos. Podemos ignorar, fingir que nada aconteceu...mas não aceitamos. Não aceitei o fato de não ter tido a casa da Barbie, não aceitei o fato de que eu não sei matemática e todo mundo que eu conheço sabe...talvez isso faça com que eu tente que a minha filha tenha tudo o que eu não tive. (Não pensem que não sou feliz com tudo o que tive...eu sou e muito...mas quero que ela tenha coisas que eu não tive e passe por coisas legais que eu não passei). E entendo que seja completamente natural querer que nossos filhos tenham o que não tivemos...e que outras pessoas (que não sejam nossos filhos) NÃO tenham o que NÃO tivemos.

Enfim...este post não é uma crítica aos comentários contrários ao meu pensamento. É completamente o contrário. Quero continuar recebendo porque, a partir do momento que todo mundo concordar comigo, vou saber que tem gente que não está sendo verdadeira. E quero neste espaço a verdade, sempre. Porque é assim que eu sou com vocês... 100% eu mesma e 100% verdadeira...

Mini post: comentários sumidos...

Tenho sentido falta de comentaristas assíduos: Claudia, Accacia, Mrs. Anna... Acho que esse pessoal cansou de mim. Hahaha

Mas, por outro lado, obrigada pelas 437 visitas de ontem. Adorei!! Fizeram meu dia melhor... E o dia não foi fácil. Mr.Right saiu de São Paulo. Quando voltar, as coisas estarão bem diferentes para ele... A mim resta torcer para que o fim do casamento chegue rápido. Mas, sobre isso, falo depois...

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Carrie Quote

Mais uma nova seção no blog: Carrie Quote. Achei um programinha bacana que me dá frases de Sex and The City, daquelas mais reflexivas. Todos os dias à noite vou falar sobre uma delas. A primeira é:

IT TAKS HALF THE AMOUNT OF TIME YOU DATED SOMEONE TO GET OVER THEM ou Você precisa de metade do tempo que saiu com alguém para esquecer dessa pessoa.


Quem disse isso foi a Charlotte, em uma das vezes que Carrie terminou com Big. Nunca botei fé nisso, mas seria legal se a coisa funcionasse desse jeito,né? Pelo menos saberíamos que a tristeza e a melancolia teria começo, meio e fim. Mas não é assim... isso não é lógica, nem matemática...é amor...

Mini post: Cantinho dos Leitores

Quero fazer uma homenagem a todos vocês que estão lendo a minha história diariamente. Pensei em uma maneira de fazer com que vocês se sintam mais próximos do blog e de mim,então criei a "coluna" Cantinho dos Leitores.

Vai funcionar assim: quero coletar as histórias legais que vocês têm para contar. Pode ser de amor, de amizade, com cachorro, de briga, problemas de relacionamento. O que vocês tiverem vontade de compartilhar comigo (e com todo mundo que acessa nossa página).

Para participar, mande a sua história e algumas fotos para tatiana.comoagarrarummarido@gmail.com

Vamos lá... quem vai começar??

E quando eles são diferentes??

Uma vez uma amiga muito querida me apresentou virtualmente a um amigo dela que - segundo essa amiga - poderia ser um cara bacana para mim. Perfil dele: engenheiro, não me lembro a idade, gostava de crianças e de relacionamento sérios. Conversei com o cara algumas vezes e, depois de três ou quatro mensagens, ele disse que esperava levar a minha filha ao parque para brincar. Aí começou o problema...

Existem homens que fogem do padrão comum. São homens que querem um relacionamento sério e - desculpem - beiram o desespero. Esse é um tipo e falei isso para ele. Sei que ele lê o blog e espero que não fique chateado. Sabe por que não dei uma chance para ele? Porque ele queria que as coisas acontecessem rápido demais. Em um dia você dá "oi" para a garota e no outro, um anel de noivado. Não é assim. Da mesma forma como vocês se assustam com nosso desespero, nos assustamos com o de vocês.

Um outro amigo meu sempre me chamava para sair. Na verdade, sou mais amiga da mãe dele do que dele propriamente dito. Mas ele sempre dizia que achava que seríamos um casal modelo. De verdade? Fisicamente ele não me atraiu em nada. Nada mesmo. A começar pela altura, que era quase como a minha. Depois que ele decidiu que não ia mesmo sair comigo, resolveu me chamar no MSN para perguntar qual amiga solteira poderia ser uma companhia legal. Pensei em uma amiga que poderia gostar dele e fiz o contato virtual dos dois. A coisa até que estava indo bem, até que ele a convidou para sair e cancelou por conta de um trabalho para digitar. Acreditam? O cara jogou fora a chance de conhecer uma pessoa legal por conta do computador. Nem preciso dizer que o romance do casal acabou por aí.

Hoje esses dois amigos, até aonde me consta, continuam solteiros. Pouco falo com eles, mas sempre disse que eles deveriam controlar o desespero, assim como nós controlamos o nosso.

Acho que é ótimo que existam caras como esses dois...que querem a mulher para um relacionamento sério e não para brincadeiras que não levarão a nada. Mas, meninos, às vezes precisamos ir atrás de vocês. Disponibilidade demais torna a coisa "chata". Entenderam?

O que eles querem?

Fiquei pensando em algum tema para postar nesta terça-feira e comecei a lembrar das minhas amigas que estão, assim como eu, solteiras. Tentei montar um padrão para saber o motivo da solteirice de todas nós e, assim, tentar entender a cabeça dos homens. Como se isso fosse tarefa fácil... Paralelo a isso, comecei a pensar em tudo o que já ouvi e li que veio do sexo masculino. E aí é que a coisa complicou...

Homem não quer mais uma Amélia. Não quer mais aquela bonequinha criada para lavar, passar, cozinhar e viver às custas dele. Ele quer uma mulher moderna, que trabalhe e coordene a casa à distância. Ele quer uma mulher que tenha conteúdo e saiba conversar sobre política, moda e aquecimento global. Se puder falar sobre futebol, melhor ainda. Lindo,né? Um sonho dourado. Maaaas...

Quando o homem encontra uma mulher dessas, ele simplesmente foge. Sim, porque a mulher que não é Amélia, é independente. E mulher forte e independete assusta aos homens. Pelo menos é o que tenho percebido sempre que penso em muitas amigas minhas. Todas trabalham em bons lugares, são independentes, viajadas, lindas, donas de si...e solteiras. Algumas por opção e acho isso maravilhoso. Outras simplesmente são areia demais para os caminhõezinhos que encontram por aí. E o círculo vicioso se forma: conhece o cara, ele a conhece, ele pula fora. Simples assim. Para eles. Para nós é um dilema.

Dia desses eu encontrei um livro chamado "Os homens gostam das mulheres poderosas". Aham...gostam para quê? Porque certamente não é para casar (e por casar eu digo construir uma vida juntos e não uma festa de casamento tradicional). Talvez seja para lidar com alguém de igual para igual e isso acaba levando ao mérito do sexo casual. Será que os homens preferem as mulheres poderosas porque as poderosas não esperam um relacionamento sério?

Não sei. Entender o que eles querem é uma eterna charada...

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Carrie X Bridget X Becky...

Becky Bloom OU

Bridget Jones OU...

Carrie Bradshaw?













 Se eu pudesse escolher ser uma personagem, certamente seria Carrie Bradshaw. Ela não é exatamente um padrão de beleza, mas é ditadora de tendências, trabalhar com o que gosta, é conhecida, tem um closet que eu - como dizem por aí - venderia a minha mãe para ter. Para completar, casou-se com Mr.Big (tá certo que depois de 10 anos), o amor da sua vida. Mas...

Por um período da minha vida eu me achei Bridget Jones. Cheia de esperança, buscando um grande amor, mas sempre caindo nas garras dos cafas. Bridget foi, na sua época, líder da categoria das solteironas. Acho que, naquela época, foi até engraçado se comparar a ela. Hoje não é mais...ser Bridget Jones pode ser - quase - digno de pena! A cena de "All by myself" é lembrada por todas nós como "Eu passei por isso um dia".

Daí vem Becky Bloom. Muita gente disse que é meio parecida comigo, mais pelo vício em sapatos do que qualquer outra coisa. Já foi bem parecida, mas Becky não tem problemas nos relacionamentos. Becky tem um problema de relacionamento é com o gerente do banco dela. Fato.

Já quis ser a Rachel, de Friends, também. Uma parte hilária da minha vida.

Não sei direito se eu poderia ser comparada a qualquer uma dessas mulheres. Primeiro porque elas não existem...foram construídas, apesar de representarem um esteriótipo de mulher. Segundo porque os problemas delas são sempre resolvidos. Um roteirista é responsável por dar e tirar o problema de todas elas. Quase um Deus da nossa vida. Engraçado isso. Pensei nesse instante.

Fato é que a fantasia nos ajuda a entender a realidade. A minha hoje é uma novela...um seriado... qualquer coisa. Engraçado,né? Sou a personificação daquele slogan: Acontece nos filmes. Acontece na vida. Acontece na TNT. Deveriam completar com : Acontece com você, Tati!

Fico pensando no que deveria fazer diante de tudo isso... escrever um livro e virar a nova Carrie?

Once upon a time... ou Era uma vez...

Esse é em homenagem à Diandra, que pediu detalhes...

Sexta-feira foi aniversário da sócia do meu pai. Já falei sobre isso no post do sábado. E disse que encontrei na festa um antigo affair. Eu não sei se seria uma boa explicar como é que ele estava nessa festa, mas saibam que ele estava. Enfim...ele conhece a aniversariante e estava lá.

Como sempre foi o momento constrangedor da noite. Mesmo porque ele tem uma namorada que,aparentemente, deve saber que um dia nós tivemos um affair rápido e não me cumprimenta. Sério. Ela deu oi para a família inteira e ignorou a minha presença. Até aí...sem problemas. Não tenho mais nada com o cara, mas confesso que não acho nada legal ver os dois juntos. Vai ver que é porque meu santo não bateu com o da menina mulher.

Festa vai, festa vem...eu estou dançando com as minhas amigas até que chega o affair perto da gente e vem dançar. Nada de mais, pessoal. Dançar apenas. Mesmo porque, com o barulho que estava, falar que não daria. Eis que, do nada e de repente eu tomo um "leve" esbarrão da namorada ciumenta, que se colocou na frente do affair e começou a dançar ao lado dele. Eu, uma lady, virei para o lado e continuei dançando com as minhas irmãs.

Na hora de ir embora fui dar tchau para todo mundo, incluindo o affair. Como eu sou educada, dei tchau para a tiazona namorada. Ela teve que ser semi-simpática. Segundo uma das minhas irmãs, quando eu virei de costas e saí dançando, ela ficou me encarando.

Achei ótimo...adoro ver que eu evoluí! Saí por cima, o que é importante. Não sinto mais nada pelo affair, a não ser um desejo imenso de que ele me veja sempre bem...e linda.

Mini post: Esqueci de contar...

Eu esqueci de contar para vocês... Mr.Right sabe do blog mesmo. Como eu sei disso?? Eu imprimi a centésima postagem (clique aqui
para ler).
Ou seja, agora eu sei dizer que ele realmente sabe que o blog existe...

Só queria contar para vocês.

Espero....esperar....esperança...tempo

Tenho uma lista de posts interessantes para colocar aqui, mas resolvi "furar a fila" e falar sobre tempo, apesar de já ter falado anteriormente.

Explico: depois do encontro de quinta com Mr.Right e quase 20 e-mails trocados na sexta, não cheguei - como sempre - à conclusão nenhuma. Nem vou chegar. Nem agora e nem amanhã.
No sábado eu tive reunião no centro e resolvi "testar" aquilo que sempre me falam quando vou lá. Mudei de pessoa que me atende. Resolvi escutar uma segunda opinião. De verdade? Eu esperava que alguém me falasse que não nos encontraremos mais, que a história já passou e agora é seguir em frente. Acho que assim seria muito mais fácil seguir com a vida.
Mas não foi o que aconteceu...a pessoa com quem conversei disse, com essas palavras, que a nossa roda da vida está predestinada a se reencontrar e que temos uma história muito linda para ser vivida. E completou dizendo que deveria ser ruim ouvir isso sabendo que,por ora, não tem o que ser feito.

Fiquei pensando nisso quando cheguei em casa... imagina só se tivéssemos a possibilidade de saber o que vai acontecer lá na frente, com tempo e tudo mais. Será que nós viveríamos ou somente esperaríamos? E mais, se esperássemos, será que não ficaríamos parados e as coisas não aconteceriam por falta de ação? Ou o que tem que acontecer, vai acontecer, independente de estar parada no tempo e no espaço?

Não sei... não tenho as respostas e nem as terei. Mas acho interessante termos "meios" de saber que nem tudo está perdido e as coisas podem acontecer. Não falo só de mim, mas de tanta gente que - independente da religião - consegue saber um pouco sobre o que a vida nos reserva.

Prometi para essa pessoa que não vou esperar sentada...ela queria que eu prometesse que esperaria namorando, mas prometi apenas que vou tentar. As coisas não são fáceis quando o assunto é coração.

Mas...no fim das contas fiquei feliz... uma segunda opinião também acredita que a guerra não está perdida.

domingo, 17 de outubro de 2010

Dia de domingo...

Pessoal! Não programei posts para o fim de semana, mas vim dar um hello aqui.

Ontem foi dia de centro e nova confirmação. Vou fazer um post amanha sobre como seria a vida se a gente pudesse ver o futuro.

Será que viveríamos ou seriamos prisioneiros daquilo que sabemos? Complicado,não?

Ainda estou processando tudo o que ouvi...

Life is...viver e aprender.

sábado, 16 de outubro de 2010

O mundo vai acabar...e ela só quer dançar!

Pois é... depois dos últimos acontecimentos, que vou atualizar com um post na segunda, eu me acabei de dançar na festa surpresa da sócia do meu pai.

Ontem à noite comemoramos os 60 anos dela em um buffet aqui em São Paulo. Festa linda, com direito à homenagem e ao meu pai chorando (muito) quando foi entregar o presente que ele e os funcionários da agência deram para ela. Emocionante. Aliás, acho linda essa parceria e amizade dos dois. Sempre achei. Penso que são almas gêmeas que não se envolveram romanticamente porque os dois super se completam. Só quem conhece, sabe como é a coisa.

Enfim...a melhor parte foi aparecer linda, loira, cheirosa e poderosa na frente do meu ex-affair. Todo mundo sabe que eu tive um tererê pequeno com o filho mais velho dele, que hoje namora uma mulher beeeeeem mais velha e, desculpa, muito chata!

Conto os detalhes desse encontro nos posts que seguirão... só vim dar o ar da graça hoje porque não quero passar um dia sem alimentar o blog.

Volto amanhã para falar sobre esse encontro com o "casal bizarrro"....

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

História de Aquecer o Coração: feitos um para o outro

Li essa história em uma das mil revistas semanais que eu leio e achei linda...mostra que o tempo não apaga um sentimento verdadeiro.

José Pedro tem 84 anos e é primo de Nhanhá, de 91. Se conhecem, obviamente desde sempre e dizem que o sentimento que os uniu foi um grande afeto. A vida dos dois seguiu separadamente...ambos casaram, tiveram filhos. Um enviuvou e o outro se separou. Daí, como o que tem que ser, será e o que é do homem o bicho não come, depois de anos, José e Nhanhá resolveram contar a todos que se amavam.

O casamento dos dois foi cheio de emoção...com direito a tudo que uma festa tradicional pede: igreja, padre, entrada com os pais e a benção da família. A estrela da festa foi a mãe de um dos noivos, de 104 anos.

Parte da família se disse ressabiada no começo do relacionamento desde casal, mas depois, vendo que o sentimento era verdadeiro, apoiaram a união.

José Pedro e Nhanhá estão casados e provam que para o amor, o tempo é apenas um substantivo abstrato. Concreto mesmo é o sentimento.

Mr. Right e Eu...o encontro...

Para vocês entenderem o motivo do encontro... na terça teve festinha de Dia das Crianças no centro que eu vou e nesse dia as crianças benzem moedinhas ou brinquedinhos e dão para os convidados. Complexo demais, então não vou entrar em detalhes.

Enfim...estava na festa quando recebo uma ordem inusitada. Uma das crianças benze um anel de brinquedo azul e diz que preciso fazer chegar ao Mr.Right. Assim, simples... Fiquei me perguntando como é que eu faria isso porque nem saber se ele estava em São Paulo eu sabia. Resolvi confiar no meu instinto e decidi deixar na portaria do prédio dele. Na pior das hipóteses ele pegaria a lembrancinha depois de um mês, mas chegaria nele.

Ontem eu decidi que seria o dia de deixar lá. Não por coincidência, era o dia que ele teria aula lá na escola que eu trabalhei. Maaaas, diferentemente das outras vezes, achei melhor não provocar um encontro e deixar o presente na portaria, como havia planejado.

Tá bom que, entre essa decisão e realmente fazê-la, fiquei 40 minutos no meio do caminho me perguntando se eu não estaria jogando fora a chance de vê-lo. Mas achei que, se tivesse que encontrar com ele, eu esbarraria com ele no meio do caminho, depois de deixar o pacote na portaria.

Missão cumprida. Deixei o pacote e peguei o caminho do ponto de ônibus. Estava voltando, meio que fula comigo pela falta de coragem de ir até a escola quando olho para o outro lado da rua e quem está?? Ele mesmo, Mr.Right!

Vou tentar resumir porque o post corre o risco de virar um livro. Ele me perguntou se eu queria companhia até o ponto de ônibus e eu disse que ele poderia ir comigo se quisesse. Ele foi.

Conversas de elevador...trabalho, como está a minha vida... nada empolgante. Constrangedor até. Até que ele diz: e aí, você tem algo que queira me dizer? Eu sinto que você tem. (Tá, eu até tinha...mas eu sou banana...perdi a coragem e não conseguia pensar direito no que dizer). Devolvi a pergunta: VOCÊ tem algo a me dizer? E ele: Nada que você não saiba já. Nada mudou.

Daí eu resolvi dizer que nada do que eu ou ele falássemos agora poderia mudar o rumo da história. Ele concordou. Mais um pouco de conversa de elevador até que, lá ao longe, aparece meu ônibus. Do nada eu disse: "Se você tiver alguma coisa inteligente para me dizer, diz agora porque aquele é meu ônibus". Quando o ônibus parou ele disse: "Não entra nesse. Entra no próximo". Deixei o ônibus ir e ele fala: "Foi a primeira coisa inteligente que me passou pela cabeça. Espero que você tenha gostado".

Mais conversas de elevador até que eu falei qualquer coisa sobre a gente e segue o diálogo:

MR: O que você sente quando está do meu lado?
T: Eu sinto muita coisa...não sei explicar.
MR: Mas não é a mesma coisa de antes,né?
T: Fale só por você...
MR: É..estou falando por mim. Mas é diferente.
T: É diferente sim...não podemos fazer mais nada. Mas diferente não é ruim.
MR: Não...diferente não é ruim. Mudanças são ruins. (tipo, eu não entendi essa parte..)

Aí mudamos de assunto.

Assim pessoal...a situação foi engraçada. Eu adorei vê-lo e poderia ter ficado lá a noite inteira, mas precisava ir embora. Não teve beijo, embora eu ache que bastava que um dos dois tomasse a iniciativa, mas não tivemos coragem. Ele me disse que queria ser cafajeste para viver nossa história como desse e eu disse que, se um dia isso acontecer, ele pode me ligar. Daí ele disse que eu tinha dito a minha frase inteligente da noite.

Foi assim...entrei no ônibus. Ele estará aqui este fim de semana. Vai para a cidade dele acho que na terça-feira. E aí, it's over.

Mas depois de ontem, depois de pensar muito... acho que muitas e muitos de vocês vão me condenar e chamar de louca. Mas a loucura pode trazer a felicidade. Nessa história toda eu tenho duas opções: ou esqueço isso tudo de vez, enterro a história, enterro os sentimentos, ignoro os fatos e esqueço do Mr. Right OU encaro que perdi essa batalha, mas muita água pode rolar e eu posso tentar fazer o final da história ser do jeito que eu e ele gostaríamos.

Eu escolhi aceitar que perdi a batalha, mas não a guerra. Eu escolhi vencer a guerra...e viver esse sentimento. Custe o que custar, leve o tempo que levar...

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Começo da fama...

Brincadeira pessoal!!
Notícia bacana: hoje eu dei entrevista para a Gloss!!! Sobre namoro e maternidade! Talvez tenha foto e tudo!!
Adorei!! Te cuida, Carrie Bradshaw!! hahaha

"Não" beijo e "não" me liga!

Ontem eu estava caçando pautas para o blog e resolvi fuçar no Facebook de um ex-aluno que - desculpem a sinceridade - não vale o prato que come. História resumida: o cara namorava uma mulher mais velha e, claro, traía a menina (que também não me parecia ser muito flor que se cheirasse) com as torcidas do Flamengo e do Corinthians juntas. Casaram em maio de 2009, mais por convenção do que qualquer outra coisa. Casamento de gente grande, buffet de 85 mil reais e por aí vai.

Vida de casado. Traições que continuaram. Perdi o contato com a pessoa, mas esses dias ele me adicionou no Facebook. Foi aí que constatei...desde março ele namora uma outra pessoa. Contem comigo...maio, junho, julho, agosto, setembro, outubro, novembro, dezembro, janeiro, fevereiro: DEZ meses de casamento. Achei absurdo? Não...achei previsível.

Casamento, segundo os casados, não é fácil. Eu fui "falsamente" casada com o pai da Maria Eduarda e a coisa não funcionou. Não tinha amor. Minha mãe e meu pai eram mais amigos do que qualquer outra coisa. Não funcionou. Meu paidrasto e minha mãe se amavam, mas tiveram diferenças de personalidade que culminaram no divórcio. São amigos até hoje.

Fiquei pensando em separação. Acho que já foi um tabu muito grande. Hoje não é mais. Acredito muito que podemos errar e depois consertar esse erro. Talvez a sensação do "dever cumprido" e da tentativa feita seja melhor do que aquela dúvida de como teria sido. Eu mesma fiz isso com o pai da Madu. Prefiri errar,sabendo que era um erro, mas tentei. Separei. Quer dizer, terminei. Não éramos oficialmente casados. Mas, se fossemos, não teria sido o papel ou a igreja que teriam me impedido de realizar um divórcio.

Minha amiga Taci pode achar que estou banalizando a coisa...mas ultimamente tenho pensado que a separação é nada mais, nada menos, do que pegar o caminho de volta quando se percebe um erro. Não preciso ficar eternamente ao lado de fulano só porque o padre disse que seria até que a morte nos separasse.

Desculpem todos mas...na situação que me encontro, eu comemoro a existência do divórcio...! Mas não o banalizo. Nunca.

Quer brincar de casinha?

Uma pessoa que trabalha comigo sugeriu falar de namoro quando se tem filhos de relacionamentos anteriores. Achei ótimo já que é esse o meu caso. Achei também que, sendo meu caso, seria fácil escrever um longo post, mas a coisa não é tão simples assim.

Quando eu me separei do pai da Maria Eduarda a minha primeira grande preocupação foi terminar meus dias sozinha, abandonada. Eu achava que ninguém iria ficar com uma pessoa que já viesse com “kit casinha” (lê-se filha e cachorra, no meu caso). Por outro lado, também pensei que a minha mãe casou-se duas vezes. A primeira com o meu pai e depois com o meu paidrasto. E, quando eles se conheceram, EI!, eu já existia. Depois que ela se separou do meu paidrasto a minha mãe namorou por quatro anos um homem que tinha três filhos e ela dois. Somaram? Cinco filhos numa relação que eles mesmos não tinham nenhum.

Minhas amigas sempre me falaram que a Madu se tornaria um imã de caras que valem a pena e acho que isso pode ser verdade. Já fiz o teste nas poucas vezes que fui para uma balada de verdade depois que tive filha. E é fato...os caras que não querem nada com nada simplesmente fogem quando você diz que é mãe. Os que ficam depois da fatídica frase são, portanto, pessoas que valem a pena em potencial.

Depois que terminei com o pai da Madu eu só tive um relacionamento sério, com Mr.Right. Ele sempre aceitou a Maria Eduarda e nem sempre foi fácil. Já fizemos contornos enormes para conciliar os dois núcleos. Já encaramos passeios mico para ficarmos juntos, sem sacrificar meus momentos com a minha filha e acho que o que mais me encantou nele foi quando ele disse: Sabe, se um dia ficarmos juntos de verdade, como tem que ser, vou amar a sua filha como se ela fosse minha também. Isso para mim vale mais do que todos os presentes do mundo!

Meu paidrasto foi assim. Ele me criou como filha de sangue. A família dele é minha família. Avôs, primos, tias, tios...todos me tratam como se eu tivesse o sangue deles. Isso não tem preço para mim, esse amor gratuito.

Coragem mães solteiras...a gente tem esperança!! E ela é a última que morre...sempre!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Escolhas...

Existe uma hora que precisamos sair da bifurcação que nos encontramos. Cheguei nessa fase. Só não sei ainda qual lado seguir e quais riscos eu corro. A vida se apresenta como um jogo e chegou a minha vez de escolher: acreditar num amor e investir nisso leve o tempo que for ou desistir?
Qual caminho escolher: o do coração ou o da razão? Não sei...

Cuidado: amor

Deveria existir uma vacina. Deveria haver um sinal, uma campainha, um sino...qualquer informação sonora que nos fizesse cair fora. Deveria...poderia...seria melhor. Mas não tem. Não temos remédio quando o assunto é amor. Não temos vacina nem antídoto. Não temos médico nem PhD especialista no assunto. Temos só a vida.

Acho que, se eu pudesse escolher, simplesmente não me apaixonaria. Pelo menos não sem antes ter a certeza de que aquela pessoa é a certa para mim. Sei que muitos de vocês vão me condenar, mas hoje eu questiono se vale à pena a gente se apaixonar por uma pessoa que não pode ser nossa. Para que alimentar um sentimento que não pode ser vivido? Pelo menos não por ora. E,pior, nós mesmos alimentamos esse sentimento porque, depois que a gente se apaixona e é correspondido, fica complicado – quase impossível – se “desapaixonar”.

Outubro está passando depressa. Não sei se isso é bom ou se é ruim. E minha agonia chega ao fim (ou será que só está começando?). Sei que meu caminho certo é me desapaixonar por Mr.Right. Ou pelo menos enterrar esse sentimento no meu coração até que – um dia – a gente esteja (ele, no caso) livre e desimpedido ou até que apareça outra pessoa que me faça esquecer dele. Não acho que o segundo caso vai acontecer. Tenho conversado com uma pessoa que diz que o passado sempre volta, em cada nova pessoa que a gente conhece. E se for mesmo amor o que sentimos por esse passado, nunca viveremos um presente pleno.

Confesso que tenho medo do meu futuro. Tenho medo de que as coisas não aconteçam como eu acho que vão acontecer. Tenho medo que Mr.Right se esqueça de mim, de nós...medo de que ele escolha o caminho “mais fácil” que é viver deixando a maré o levar...e que essa maré não o traga de volta pra mim.

Por isso hoje eu digo que escolheria não me apaixonar. Ou melhor, escolheria me apaixonar por ele quando pudéssemos viver esse sentimento. Por outro lado, penso que se não fosse assim, não teríamos certeza (eu tenho, não sei se ele tem) desse sentimento e da força dessa história. Ele não me falou e ele não vai me falar...não nessa altura do campeonato.

Mas...enfim...vamos esperando...chorando...rindo...vivendo...amando, sempre.

Sobre pais e filhos...

A Raquel, leitora do "Como agarrar um marido?" pediu um post sobre pais e filhos. O assunto é bem amplo, mas interessante.

Minha mãe sempre me disse que eu entenderia melhor meus pais quando eu me tornasse mãe. Nunca acreditei muito nela, mas sempre me prometi que faria muita coisa diferente quando eu tivesse meus filhos. Não sei bem se estou cumprindo aquilo que prometi, mas garanto a todos que entendi muito mais meus pais depois que me tornei mãe.

Minha filha foi qualquer coisa, menos planejada. Eu engravidei aos três meses de namoro e confesso que foi por burrice. Hoje em dia ninguém engravida "sem querer". As informações estão aí, a proteção está ao alcance de uma farmácia, ou seja, só engravida quem é burro. Eu fui burra e voilá! Desde o momento que peguei o meu resultado positivo, aborto não passou pela minha cabeça. Talvez pela cabeça do pai da Maria Eduarda, mas não pela minha. Fui em frente. Se soube fazer, saberia cuidar.

Fato,pessoas, é que na teoria é tudo lindo. Eu pensei que poderia conseguir a minha família "Doriana" e a coisa não foi bem assim. Não foi nada assim,aliás. O pai da minha filha e eu não nos entendíamos mais e tudo desandou. Meus pais foram maravilhosos e sempre estiveram ao meu lado, mesmo não concordando com muitos dos meus passos.

Quando a Madu nasceu, instantaneamente eu pude entender toda a proteção, zelo e - às vezes - excesso de cuidado que meus pais tiveram comigo. Hoje eu entendo as chatices, os nãos, os castigos...entendo tudo. Acima disso, eu penso que foi o que puderam fazer de mais precioso por mim.

Para todos os pais...obrigada por acertarem e errarem conosco. A gente realmente acredita que vocês tentavam sempre acertar!

Para os filhos...cuidado... um dia vocês poderão assumir o outro lado do papel. E é aí que o bicho pega...

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Mini post: Claudia

Sua sugestão de pauta foi ótima: agarrei um marido. Maaaaas... Não posso escrever sobre isso. Eu NÃO agarrei nada...
Você vai arrumar um para mim? Hehe

História de aquecer o coração

Nada acontece por acaso. Essa é uma frase que eu não canso se dizer (e nem de escutar). E acho que é a mais pura verdade... as coisas na nossa vida acontecem por uma razão que, não necessariamente, entenderemos logo de cara. Mas um dia entenderemos.

Essa história é real e aconteceu com uma pessoa que eu não conheço pessoalmente. Recebi via Twitter e achei que seria legal dividir com vocês. Como sempre, nomes não serão citados. Mesmo porque nem eu sei o nome real das pessoas. Para facilitar, chamaremos as personagens principais de João, Maria e Luzia. Sem razões. Acabei de inventar.

João é amigo de uma amiga minha. Isso é verdade. Ele namora Maria já tinha alguns bons anos. Acho que quase três. Resolveram noivas. As famílias se adoravam. Os pais do casal ajudaram a comprar um apartamento e os dois estavam comprando as mobílias, se preparando para o casamento. Até aí, tudo lindo. Mas o amor se apresenta em momentos que não temos como controlar e, quando aparecer o amor verdadeiro, a coisa complica.

Luzia é prima de Maria, noiva de João. Família. Pessoa próxima. Mas João e Luzia se apaixonaram. De verdade. Forte. João se viu no meio de um dilema: seguir em frente com a Maria ou assumir o risco com Luzia? Ele escolheu assumir os riscos. Terminou com a Maria, conversou com as famílias e se casou com Luzia.

Muita gente virou a cara para o novo casal. As festas de família são sempre divididas entre os que entenderam o amor e os que acham isso errado. A vida é feita de escolhas e ele seguiu o coração.

Acho que essa história é interessante...a gente vê que a vida nos coloca em situações que precisamos escolher e nem sempre essas escolhas são fáceis. Acho João um baita cara corajoso. Não sei se eu teria a mesma coragem. Meus pais com certeza vão falar que eu não teria. Mr.Right não teve. A situação dele é mais complicada do que a de João, talvez por isso ele não tenha escolhido correr riscos. Não o julgo.

Não julgo João e nem julgo Mr.Right. Eu sempre torço pelo amor. Que ele venha sempre...ou jogando tudo para o alto pela pessoa certa ou cometendo um erro, esperando um tempo e depois indo para a pessoa certa. Entendeu??