segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Como agarrar uma esposa....

Eu sinceramente acho que 90% dos meus leitores são mulheres. Percebo isso pelos comentários e acho uma pena que na análise do Blogspot a gente não possa ter acesso a informações mais detalhadas sobre quem nos lê. De todos os mais de 200 comentários que recebi até agora, acho que três foram de homens. O resto, tudo mulherada. Entendo...o blog conta a minha história e trata dos relacionamentos sob a ótica feminina. Normal os homens lerem calado ou não lerem.

Hoje o post é voltado para os meus leitores homens (vocês existem? Manifestem-se). Ele veio de uma Direct Message (DM) que recebi de um dos meus seguidores do Twitter. A sugestão dele: Homens bons que têm que passar pela desconfiança excessiva das mulheres por conta de amores passados que não deram certo.

Achei super interessante! Até agora confesso que tenho falado somente sobre o nosso lado (das mulheres) e nunca preparei um post especialmente para os homens. Acho que é porque ultimamente tenho tido bastante dificuldade em saber como funciona a cabeça de vocês. Mas vou tentar, meninos, prometo!

O universo é feito de opostos: noite, dia, claro, escuro, quente, frio, em cima, embaixo, bem, mal, homem, mulher...e esses opostos todos se complementam. O que seria do quente se não existisse o frio? Como viveríamos sem a noite ou sem o dia? São dualismos que precisam existir para que o mundo continue em equilíbrio. E assim nasceu o ditado de que os opostos se atraem. Não podemos ficar sem o nosso “contrário”. E acho que por sermos tão opostos fica complicado entender a cabeça do outro. O resultado disso é o eterno desencontro entre os sexos.

Não tem nada mais complicado, concordo com os meninos, que entender sobre TPM, alma feminina, necessidades de ir ao shopping de modo constante e por aí vai... mas nós também não conseguimos entender a verdadeira emoção de uma luta de vale tudo, um jogo de futebol ou demonstrações escatológicas na frente dos amigos. Ou seja, ninguém se entende. Mas não conseguimos ficar longe. Precisamos de vocês tanto quanto vocês precisam da gente.

Para explicar o que meu seguidor do Twitter colocou, vou traçar um paralelo... pensem em um tecido muito fino, como o cetim. Agora pensem uma pessoa que não sabe lidar com o cetim e vai para uma festa, esbarra em uma parede. Como fica o cetim? Cheio de fios puxados e machucado. Ótimo. Agora pensem que essa pessoa resolva vender esse – sei lá – vestido de cetim para um brechó. Uma pessoa cuidadosa o compra. Como fica o tecido? Ainda machucado. Ele não muda de forma só porque mudou de dono ou dona.

Assim funciona o coração... nós carregamos marcas de cada relacionamento anterior – assim como vocês homens. A diferença é que, na minha leiga opinião, vocês conseguem superar tudo muito mais rápido. Ou pelo menos sabem fingir que superaram. A impressão que temos na maioria das vezes, é sempre bom falar, é que os homens conseguem nos esquecer num piscar de olhos. Ou numa ida ao bar. Pode ser que não seja assim. Conheço meia dúzia de homens que não são assim. Fiquei com um que não é assim e tem meu coração até hoje. Sim, ele mesmo. Nem preciso falar quem. Hehehe

Quando uma mulher tem o coração partido a tendência é que ela deixe de acreditar na raça masculina e aí sempre o próximo relacionamento é o que sofre. Vou me usar de exemplo para tentar explicar: tive um começo de relacionamento muito bom com o pai da minha filha. Mas, com o passar do dias, a coisa foi piorando. Acho que a notícia da gravidez e o comportamento infantil dele fez com que a gente se desgastasse mais rápido. Foi um término difícil pela situação e me deixou marcas. Sei que meus pais (minha mãe eu vou saber se lê, mas meu pai eu sei que sim) estão lendo e provavelmente se surpreenderão com algumas coisas que escrevo, mas me propus a levar o blog a sério e mostrar quem eu sou. Enfim...

Meu relacionamento com o pai da Maria Eduarda deixou “traumas” que eu carreguei para meu relacionamento com o Mr.Right. O pai da Madu,acho eu, não queria um relacionamento. Ele queria uma mulher com quem pudesse ter sexo sempre que quisesse. E isso foi o inferno na nossa vida. Porque fora do quarto nós tínhamos vários problemas e ele não se preocupava com nenhum. Isso fez com que a gente brigasse muito. Trocamos ofensas que, para ele, em nada afetaram...mas eu me senti extremamente incomodada. Ele criticava meu corpo, o modo como eu me comportava...resultado: quando entrei no relacionamento com Mr.Right, ele que teve que aguentar.

A solução foi muita conversa, muita campanha para desmanchar o que o namoro anterior tinha deixado de lembranças ruins e posso dizer que adiantou. Ele me fazia ter vontade de estar ao lado dela, me fazia querer estar bonita, estar cheirosa. Ele me lembrava (ou me mostrava) que eu era bonita. E assim eu cicatrizei essas feridas todas. Hoje eu sou um cetim que foi “reformado” por uma boa costureira.

Meu conselho, amigo do Twitter, é entender que toda mulher é como um frágil cetim...tudo o que precisamos é de um costureiro que saiba nos consertar. Somos todas belos vestidos em potencial...

3 comentários:

Accácia disse...

Lindo esse seu post!
Talvez se os homens prestarem mais atenção ao nosso interior e menos no exterior,um dia a nossa convivência seja mais pacífica,não acha?
Gostei do teu cantinho!
Passarei mais vezes aqui!
beijo!

Peter Pan disse...

Acho que para o homem o amor tem um papel diferente em sua vida do que na vida da mulher. Na maioria dos casos é assim. Por isso que, depois de conquistar uma mulher, relaxam e se tornam displicentes. Acham que o deles já está garantido e dão importacia para outras coisas: Trabalho, amigos, etc etc. Não são todos, mas tirem suas próprias conclusões.
Algumas mulheres conseguem prender e dominar o coração de um homem e fazem dele o que quiser.
Nas relações humanas o 1+1 pode ser 3, 4, 5. Mas na MAIORIA das vezes é 2.

Flávia disse...

Adorei a comparação. Nao sei dizer se meus relacionamentos me deixaram tantas marcas assim. Mais sei que as que deixaram quero que um super Victor Valentin me reforme...rsrsrs...
Falando serio. É complicado falar das marcas que ficam depois de um relacionamento que começou como um lindo sonho. Elas existem, claro, mas nada melhor que bons amigos com boas conversas para distrairmos e fazer com que nao lembramos com frequencia. Depois a gente se acostuma e acabamos rindo de tudo o que houve.
Tento, sempre, ver da melhor maneira possivel. Afinal ninguem é perfeito, acabamos dando mancadas, e como sempre digo o mundo gira, gira, gira... nunca para... e quem sabe outra pessoa o(a) faça o que me(te) fez...