domingo, 10 de outubro de 2010

Mas eu me mordo de ciúme...

Tá legal, eu confesso...eu quase tenho ciúme até da minha sombra. Isso é um defeito (enorme) que preciso melhorar. Eu acho que melhorei bastante, mas não o suficiente. Acho que para chegar nesse patamar, preciso me tornar um ser tão iluminado quanto o Chico Xavier, então desconfio que seria ciumenta quase que para sempre.

Eu lembrei de escrever sobre isso porque essa semana eu fui almoçar na casa do meu tio Vitché. Não sei se já falei dele aqui...(quer dizer, expliquei quem ele é). Tio Vitché é um amigo da família desde que eu tenho, sei lá, dois anos. Ou seja, ele me conhece há 25 anos. Acho que ele deve ter sido meu pai em outra encarnação porque não posso explicar o amor que eu sinto por ele. Muito menos o ciúme.

Meu tio foi casado duas vezes. O primeiro casamento foi com o amor da vida dele, que morreu há um tempão atrás. Daí ele se casou novamente com uma pessoa que eu amo de paixão e que agora mora na Bahia. Isso mostra, portanto, que ele se separou da segunda esposa. Até aí, separações são naturais. O problema veio depois...

Um dia ele me conta que está namorando. Até aí, achei ótimo...ele precisa de companhia. Ah! Pausa na história...meu tio declarou que eu sou a filha que ele não teve, ou seja, filha de coração. Despausando a história. A namorada dele eu conheço e gosto muito. O problema detectado: ela tem dois filhos, um menino e uma menina. Por muito tempo eu não fui na casa dele de ciúmes mesmo. E depois, cada vez que eu o encontrava, a menina (filha da namorada dele) se pendurava no pescoço dele. Eu me lembro que uma vez eu ensaiei uma discussão com a menina e me senti ridícula porque ela é dez anos mais nova que eu. Eu sinto que andei um passo para a evolução no quesito ciúme. Mas...no fim de semana eu dei quinhentos passos para trás.

Domingo passado eu combinei de almoçar na casa dele. Fui. Cheguei lá e ele não estava. A empregada me disse que ele tinha ido ao aeroporto. Liguei e ele me mandou esperar. Quando ele chegou (duas horas depois que eu), comemos rápido e ele me disse que tinha que levar a namorada para fazer sei lá o quê. Até aí, OK. Ela chegou e nós saímos.

No carro, conversa animada e civilizada (da minha parte, claro...geralmente a grossa sou sempre eu) até que ele solta:

 A . estava toda feliz porque eu era o único pai que foi ao aeroporto. As amigas estavam todas falando e a A dizia que eu era só dela, até que uma pediu para me dividir e ela deixou.

“COMO É QUE É??? Que mané pai, garota? Quer morrer?” foram os pensamentos mais publicáveis que eu tive naquele momento. Na verdade eu fiquei muda... acho que qualquer coisa que eu falasse ia mostrar indignação extrema e certamente eu seria indelicada. Mas eu fiquei com isso na cabeça.. pai... quem é que ela pensa que é? Menor abandonada? Se liga... o MEU tio é namorado da SUA mãe. Isso eu aceito, fico feliz e faço votos que sejam felizes para sempre. Mas daí a ele ser seu pai? Não, não e não... aí a briga fica feia e é comigo.

Pena que você não lê meu blog! Se lesse, aprenderia muita coisa... a primeira delas: eu me mordo de ciúmes do meu tio...se quiser continuar “bem na fita” é bom entender isso de vez...

E tenho dito...

2 comentários:

Dani disse...

Tati,

Conheço bem esse ciúme...só cancerianas podem compreender... *.*

Bjo.

Flávia disse...

uahuahuahuahuhauuahua... Parece historia de filme!!! hahahahahaha... To rindo demais aqui...