quinta-feira, 14 de outubro de 2010

"Não" beijo e "não" me liga!

Ontem eu estava caçando pautas para o blog e resolvi fuçar no Facebook de um ex-aluno que - desculpem a sinceridade - não vale o prato que come. História resumida: o cara namorava uma mulher mais velha e, claro, traía a menina (que também não me parecia ser muito flor que se cheirasse) com as torcidas do Flamengo e do Corinthians juntas. Casaram em maio de 2009, mais por convenção do que qualquer outra coisa. Casamento de gente grande, buffet de 85 mil reais e por aí vai.

Vida de casado. Traições que continuaram. Perdi o contato com a pessoa, mas esses dias ele me adicionou no Facebook. Foi aí que constatei...desde março ele namora uma outra pessoa. Contem comigo...maio, junho, julho, agosto, setembro, outubro, novembro, dezembro, janeiro, fevereiro: DEZ meses de casamento. Achei absurdo? Não...achei previsível.

Casamento, segundo os casados, não é fácil. Eu fui "falsamente" casada com o pai da Maria Eduarda e a coisa não funcionou. Não tinha amor. Minha mãe e meu pai eram mais amigos do que qualquer outra coisa. Não funcionou. Meu paidrasto e minha mãe se amavam, mas tiveram diferenças de personalidade que culminaram no divórcio. São amigos até hoje.

Fiquei pensando em separação. Acho que já foi um tabu muito grande. Hoje não é mais. Acredito muito que podemos errar e depois consertar esse erro. Talvez a sensação do "dever cumprido" e da tentativa feita seja melhor do que aquela dúvida de como teria sido. Eu mesma fiz isso com o pai da Madu. Prefiri errar,sabendo que era um erro, mas tentei. Separei. Quer dizer, terminei. Não éramos oficialmente casados. Mas, se fossemos, não teria sido o papel ou a igreja que teriam me impedido de realizar um divórcio.

Minha amiga Taci pode achar que estou banalizando a coisa...mas ultimamente tenho pensado que a separação é nada mais, nada menos, do que pegar o caminho de volta quando se percebe um erro. Não preciso ficar eternamente ao lado de fulano só porque o padre disse que seria até que a morte nos separasse.

Desculpem todos mas...na situação que me encontro, eu comemoro a existência do divórcio...! Mas não o banalizo. Nunca.

10 comentários:

Dani disse...

Sou totalmente a favor de que a frase "até que a morte os separem" seja alterada para "até que o amor dure".

É, o amor também acaba.

Anônimo disse...

Eu sei que não tenho nada haver com o assunto, mas você concorda que quando se está prestes a casar a única vontade da pessoa é ficar junto com esse "amor"? Afinal, o que leva o outro que vai casar em menos de um mês trair a futura esposa? Pode não ser fácil acabar com um relacionamento de tanto tempo, mas acho covardia da parte da pessoa deixar rolar o casamento sabendo que no fim não vai dar certo e com certeza acabará machucando alguém.

Afinal, o que leva alguém a trair? Acho que as vezes uma paixão repentina acontece, mas deve-se ter a coragem de enfrentar as consequências e terminar tudo com a "esposa".

Tati disse...

Anônimo...acho que existe a traição por busca de aventuras - caso do ex-aluno que contei e casos de vc se apaixonar por outra pessoa qdo o caminho já está complicado na relação. Mas aí precisamos pensar na história de cada um para poder conceber um pensamento...
Não julgo ninguém sem antes conhecer a história....

Accácia disse...

Quem vai pro altar já pensando em separar,na minha concepção,é um(a) babaca!
Pra que casar então?
Casamento é compromisso e comprometimento!
É nele que se inicia um FAMÍLIA...e as facilidades que existem hoje em dia(de ambas as partes diga-se de passagem)é que põe muito deles em risco!
E pra avaliar o que é um não basta viver junto...tem que participar de um!
Talvez assim quem imagina que é fácil casar e depois separar,reveja seus conceitos!

Aline Braga disse...

Tati,
concordo totalmente com vc! O que adianta ficar casada se você não é feliz ou se você não ama a pessoa ou por qualquer outro motivo?!?!?! Não acho certo banalizar o divórcio igual certos artistas que mudam de marido igual mudam de roupa.
Mas se não tá dando certo pra que insitir? Pra que trair?? O melhor é cada um seguir o seu caminho e correr atrás da sua felicidade!!

Bjussss

www.myfabspace.blogspot.com

MUNDO FASHION DA TATI disse...

Quando duas pessoas não se amam mais ou não se entendem mais, com certeza o divórcio é a saída!
Como vc falou errar faz parte, e todos nós estamos sujeitos ao erro!
Antes tarde do que nunca perceber e poder partir pra outra!
Beijos.

mundofashiondatati.blogspot.com

Isis Coelho disse...

Realmente amiga, casar não é fácil. Assim como muitas coisas na vida. Mas eu ainda acredito que possa haver um final feliz, como o dos meus avós, bem nos moldes de até que a morte os separe.

Quero ficar velhinha ao lado do Dan, mas acredito no que vc falou. Se o amor acabar ou se o respeito começar a faltar, retomo minha caminhada. Agora não mais sozinha, pq eu sempre terei a Amelie comigo!;)

Amo vc amiga!

beijos Mil

Taciana disse...

Tati, eu acho errado banalizar a separação, casar já com o intuito de se separar ao menor problema - afinal, como todo grande projeto na vida, manter um casamento dá trabalho, precisa de esforço e dedicação. Para casar, tem que pensar nisso tudo antes - está disposto a colocar mãos na massa??
Agora, a gente sempre tem o direito de se errar (casar sem considerar tudo o que vem no pacote com o compromisso, ou outros problemas), se arrepender e mudar de caminho.
Bjs!

Amanda disse...

Viva a modernidade, com ela percebemos que existe vida após o divórcio e todo mundo tem o direito de tentar ser feliz. Fui casada por dois anos e meio e só durou isto td porque acreditava demais no instituto do casamento, mas na boa, comi o pão que o diabo amassou. O cara era um lunático de ciúmes e fez da minha vida um real inferno. Hj penso o seguinte: vale mais eu ser feliz, só ou me divertindo por aí, com amigos ou peguetes mesmo do que passar pelo terror de outrora.

Flávia disse...

Vou apenas dar um RT no comentário da Dani, primeiro comentário desse post. Nada mais.