quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Quer brincar de casinha?

Uma pessoa que trabalha comigo sugeriu falar de namoro quando se tem filhos de relacionamentos anteriores. Achei ótimo já que é esse o meu caso. Achei também que, sendo meu caso, seria fácil escrever um longo post, mas a coisa não é tão simples assim.

Quando eu me separei do pai da Maria Eduarda a minha primeira grande preocupação foi terminar meus dias sozinha, abandonada. Eu achava que ninguém iria ficar com uma pessoa que já viesse com “kit casinha” (lê-se filha e cachorra, no meu caso). Por outro lado, também pensei que a minha mãe casou-se duas vezes. A primeira com o meu pai e depois com o meu paidrasto. E, quando eles se conheceram, EI!, eu já existia. Depois que ela se separou do meu paidrasto a minha mãe namorou por quatro anos um homem que tinha três filhos e ela dois. Somaram? Cinco filhos numa relação que eles mesmos não tinham nenhum.

Minhas amigas sempre me falaram que a Madu se tornaria um imã de caras que valem a pena e acho que isso pode ser verdade. Já fiz o teste nas poucas vezes que fui para uma balada de verdade depois que tive filha. E é fato...os caras que não querem nada com nada simplesmente fogem quando você diz que é mãe. Os que ficam depois da fatídica frase são, portanto, pessoas que valem a pena em potencial.

Depois que terminei com o pai da Madu eu só tive um relacionamento sério, com Mr.Right. Ele sempre aceitou a Maria Eduarda e nem sempre foi fácil. Já fizemos contornos enormes para conciliar os dois núcleos. Já encaramos passeios mico para ficarmos juntos, sem sacrificar meus momentos com a minha filha e acho que o que mais me encantou nele foi quando ele disse: Sabe, se um dia ficarmos juntos de verdade, como tem que ser, vou amar a sua filha como se ela fosse minha também. Isso para mim vale mais do que todos os presentes do mundo!

Meu paidrasto foi assim. Ele me criou como filha de sangue. A família dele é minha família. Avôs, primos, tias, tios...todos me tratam como se eu tivesse o sangue deles. Isso não tem preço para mim, esse amor gratuito.

Coragem mães solteiras...a gente tem esperança!! E ela é a última que morre...sempre!

5 comentários:

Afrodite disse...

Nem todo homem que aceita o fato de sermos mãe,é sinal de ser bom caráter!
Muitos estão mais interessados na facilidade de ter um caso com alguém que já tem uma casa pra rolar o que eles na verdade buscam:sexo!
Eu já passei por isso milhares de vezes!
E foi doloroso descobrir essa realidade!
HÁ BONS E MAUS HOMENS POR AÍ...COMPETE A NÓS ESCOLHERMOS COM CAUTELA!
Pensa nisso!
Afrodite

Tati disse...

Ai amiga, concordo com vc, acho que quando se tem um filho muda tudo né? e quem se aproxiar de vc, sabe quem tem algo maior envolvendo vocês.
E sabe também que tem uma pessoinha muito importante na sua vida. néaaam?
beijos
Tati

Claudia disse...

Gostei, Tati.

Aline Braga disse...

Tati, adorei esse post, acho que o carinha que realmente gostar de vc, o filho vai ser um complemento, um bônus e não um peso como certos caras acham.
Eu até entendo que pra certos homens é até difícil aceitar um filho de outra cara, geralmente os homens são muito orgulhoso e não aceitam certas coisas, mas isso é uma idiotice.
O cara certo é aquele que tratar a sua filha/filho como se fosse dele!

Bjusss

www.myfabspace.blogspot.com

Flávia disse...

Deve ser muito bom mesmo quando vocês, mães solteiras, sintam essa segurança. Conheço algumas. E tenho um amigo que tem a guarda do filho. Ele namora minha amiga do coração. E são muito felizes.
Gostei do texto.