sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Em 2011 eu quero...

...tantas coisas! 2010 foi um ano mágico para mim. Apesar de tantas confusões, muitas lágrimas, vários tropeços e metidas de pés pelas mãos, fecho o ano sabendo que vivi e isso me faz bem. Mas quero muito mais para 2011. Quero (e decidi que vai ser) que 2011 seja o meu ano de realizações. Quero sentar na frente do computador e falar que chorei menos de tristeza e mais de alegria. Quero que o balanço seja totalmente positivo e que as lembranças sejam as melhores possíveis. Por isso, decidi que em 2011 eu...

- vou fazer algum tipo de exercício físico (nem que seja subir e descer escadas durante uma hora);
- vou me empenhar ao máximo no emprego novo, já que larguei um lugar maravilhoso em busca do trabalho dos meus sonhos;
- vou ficar mais tempo com a minha filha ou fazer valer o tempo que temos juntas;
- vou continuar usando calças 36, mesmo sem ter estomatites;
- vou pensar menos no Mr.Right (mas secretamente desejando que ele fale comigo);
- vou viver um romance que valha a pena (não que os outros não tenham sido ótimos, mas espero ter menos problemas);
- não vou ter medo de me arriscar e ser feliz;
- vou tomar menos refrigerante (mesmo porque eu não vou poder tomar Coca-Cola por um ano);
- vou manter os posts diários do nosso espaço porque vocês me dão super força;
- vou ser mais feliz do que em 2010;
- vou controlar meus gastos (isso é importantíssimo)!

E viva o nosso 2011! Espero que todos sejam felizes, conquistem sonhos e busquem novos objetivos!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Maria Helena

Quem nunca fuçou no orkut alhei que atire a primeira pedra! Ninguém vai jogar nem palitinho de dente. Todo mundo, todo mundo meeeesmo, já dei uma fuçadinha na página do ex (e na da atual dele, claro). Mas...quem é esperto não deixa rastros, cria um fake. Isso mesmo, um fake, ou perfil falso. Eu criei a Maria Helena, que tem nome e sobrenome mas o sobrenome eu não vou dar aqui...sabem como é, questão de segurança. E a Maria Helena tem história.

Maria Helena nasceu quando eu estava enrolada com o cara que foi para a Austrália. No começo tudo era lindo, noites sem dormir para bater papo com ele até que a coisa começou a esfriar. Ele dava alguns perdidos, ficava ausente no MSN ou simplesmente online e me ignorava. Percebi que poderia estar sendo verdadeiramente enganada e sumariamente descartada. Aí, num ato de loucura busca pela verdade, nasceu a Maria Helena. Uma garota que poderia ser sua vizinha, sua amiga ou, se você for homem, sua namorada. Inteligente, bem educada, fez intercâmbio na Austrália e tem comunidades de gente normal. O álbum de fotos foi cuidadosamente criado com fotos da mesma pessoa, totalmente roubado do Google. E assim, despretensiosamente, Maria Helena adicionou meu rolo por ter com ele muitas coisas em comum.

Scrap vai, scrap vem e eu precisava de mais. Maria Helena, que já tinha e-mail, ganhou um MSN onde o único contato era o meu rolo australiano. Eu consegui ser ninja e instalei dois programas do messenger então eu ficava logada no meu e no MSN da Maria Helena. E qual não foi a surpresa quando percebi que eu era ignorada e Maria Helena tinha atenção total? Sim, leitores e leitoras, eu (Tatiana) não conseguia um bom dia do cara da austrália mas eu (Maria Helena) tinha horas de conversas sobre a vida de intercambista. Eu me tornei expert em Austrália nem nunca ter posto o pé na terra dos cangurus e ele nunca desconfiou da minha farsa.

Aí vocês me perguntam: e Tatiana nisso tudo? Bom...eu, como boa tonta que sou, comecei a ter ciúmes da Maria Helena. Eu falava para as amigas: Gente, como pode essa Maria Helena ter mais atenção que eu?? E ela: Tati, ela é você. Ela não existe. E eu insistia que não era eu, que era uma outra pessoa, milimetricamente criada para ele. E ele caiu como um patinho. Moral da história: um tempo depois eu tomei um pé na bunda e de vingança contei que a amiguinha virtual dele e eu éramos a mesma pessoa.

A Maria Helena ainda existe e se tornou pública. Várias amigas, parentes e afins utilizam esse perfil quando querem, ao melhor estilo Pedro Bial, dar aquela espiadinha no orkut alheio sem deixar traços. Maria Helena já fuçou o perfil da Natasha (ex-noiva e hoje esposa de Mr.Right) várias vezes. E dos amigos dela também. Maria Helena já entrou no perfil da família, dos amigos e dos amigos dos amigos de vários amigos meus. Ela é nossa álibi para investigações.

E também uma prova concreta da nossa louca necessidade de não deixar para trás aquilo que passou. Ou investigar o passado e presente daquilo que temos em nossas mãos.

Qual é o preço que se paga por isso???

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Acabou por quê?

Muita gente que me acompanha nunca me perguntou, mas deve ter se perguntado porque terminei com o pai da Maria Eduarda. A história não é simples. Muito menos "bonitinha", do tipo: Não nos gostamos mais.

Conheci o pai dela numa época em que minhas amigas todas estavam namorando. A gente se conheceu pelo orkut e começamos a conversar. Um belo dia, combinamos de nos encontrar, fomos ao cinema e o resto é história. Isso tudo em maio. Em setembro eu descobri que estava grávida. A verdade seja dita, minha gente...hoje em dia só se engravida porque quer ou de burrice. A minha gravidez foi burrice. Ponto final.

Naquela época ele era gerente de marketing de uma academia, trabalhava e vivia uma vida relativamente regrada. Pelo menos era o que ele transparecia. Mas não. No meio do caminho da gravidez ele perdeu o emprego e aí conheci o verdadeiro cara que eu namorava. Ele não correi atrás de nada. Passava o dia jogando no computador. No fundo, no fundo, nunca esteve preparado para ser pai e acho que não tinha dimensão do tamanho da bomba.

Madu nasceu e nada mudou. Por 8 meses (contatos em meses da Madu pós-nascimento) eu vivi debaixo do teto dos pais dele. Escolha minha, para ficar ao lado do pai da minha filha. Mas não aguentei. Aquela não era a vida que eu havia sonhado pra mim. Resolvi alugar um apartamento e dei a ele a escolha de vir junto, contanto que tomasse jeito na vida. Ele resolveu me seguir.

Um mês se passou. Foi o tempo que aguentei morarmos sozinhos. A vida da gente era de colegas de casa e não de casal. Meu pai que me perdoe falar essas coisas aqui, mas a gente nem tinha vida sexual mais. Éramos dois colegas (nem amigos posso classificar) que dividiam o mesmo teto e a mesma cama. Coisa mais esquisita... Eu dizia para as amigas mais chegadas que me separaria quando acontecesse alguma coisa muito grave, imperdoável. Aconteceu.

Um dia, voltando do centro que eu frequento, encontrei a casa virada para baixo numa tentativa (frustrada) de faxina. O pai da Madu tentou arrumar a casa toda e só conseguiu desarrumar. Descobri no dia seguinte o motivo do comportamento milagroso: ele tinha cheirado cocaína com amigos. Simples assim. Escolheu cheirar uma porcaria dentro da casa que eu sustentava.

Na mesma hora que eu descobri, ele foi para fora de casa e nunca mais nos relacionamos. Nunca mais tivemos revival nenhum. Nunca mais eu senti nada por ele. Não que eu sentisse algo antes disso, mas nem admiração pelo pai que ele tentava ser. Nada.

E aí, depois disso, comecei a iver. E a descobrir que não é fácil ser mãe solteira, por mais que o mundo se diga moderno.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Procuro um amor que goste de cachorros...e crianças

Dia desses, pouco depois do Natal, para ser precisa, assisti pela milésima vez aquele filme com a Diane Lane, "Procura-se um amor que goste de cachorros". O filme é daquelas histórias clichês que eu AMO assistir quando estou sozinha em casa: mocinha separada e descrente no amor conhece sujeito bonachão e depois de muita confusão e muito desencontro, acabam juntos. Ok, contei o fim do filme, mas ele é de 1900 e guaraná de rolha então estou perdoada.

A história deve ter sido lançada bem na fase do boom da internet porque aborda justamente o relacionamento virtual. E, vamos encarar, está cada vez maior o número de relacionamentos que começaram pelo computador. E numa dessas a personagem da Diane Lane se dá bem. O bonachão é fofo e,claro, sofre por amor. Coisa de filme. Enfim...a gente termina de assistir e tem aquele sentimento bom de que a vida pode dar certo e ser como um filme bonitinho.

Eu também procuro um amor. Mas o meu precisa gostar de cachorros e crianças. Será que é este o momento de encarar um perfil no Par Perfeito? Não sei...acho que pode dar certo para alguns, mas não para todos. A internet é o palco perfeito para um mundo onde podemos ser aquilo que não somos e vender essa imagem é a coisa mais fácil do mundo.

Fato é que estou querendo ser achada por alguém especial. Quem se habilita, diga EU!

De toco em toco...conta-se uma história

Semana passada estava passeando pelo mundo virtual quando vi a resenha de um livro chamado "O Guia do Toco". Logo pensei que seria uma ótima pauta para o blog e munida de toda a minha cara de pau, procurei a assessoria de imprensa da Editora Best Seller e fiz a minha propaganda (e a do blog,claro). Super simpáticos, eles me mandaram um exemplar para que eu pudesse conhecer mais sobre o livro. Adorei.

Crédito: Divulgação
 "O Guia do Toco" foi escrito por duas jornalistas, a Letícia Rio Branco e a Fabi Cimieri, duas pessoas que confessaram ter tomado e dado muitos tocos. Toco, aliás, é o vulgo "fora" ou "pé na bunda". De uma maneira deliciosamente "didática", a dupla divide os diversos tipos de toco em três grandes categorias: dos clássicos aos mais esfarrapados, muitas das situações que as autoras colocam, a gente pensa: Puuuutz, já vivi isso.

A leitura é daquelas que passam rapidamente. Recebi o livro em pleno 24 de dezembro e terminei no dia 26 e só demorei esses dois dias porque não pude ler tudo de uma vez. Por várias vezes me vi em situações descritas e outras tantas entendi o tipo de toco que eu levei. Fato é que elas prepararam um guia utilíssimo e que precisamos ter.

Quem é que nunca teve um chato que queria dispensar, mas não sabia como? Ou então aquele cara que a gente ainda não decidiu se quer ou não então precisa manter por perto? As meninas te contam como fazer...

Como conversa de amigas o livro se desenvolve e termina com gostinho de quero mais dessa dupla que, por favor, eu preciso conhecer pessoalmente!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O risco em correr riscos

Quando nascemos, nasce também uma vida cheia de oportunidades. E nessa, nascem também os nossos SIMs. Isso porque o NÃO nós já temos e cabe a cada um de nós avaliar os riscos que corremos por cada uma de nossas escolhas. A nossa vida é fruto de tudo aquilo que escolhemos viver ou deixar passar. E o que escolhemos decide ou modifica aquilo que havíamos planejado para o nosso futuro. Podemos dizer,portanto, que somos fruto daquilo que escolhemos para nossas vidas.

"A gente colhe o que a gente planta" ou "Aqui se faz e aqui se paga" são apenas dois dos tantos ditos populares que falam sobre escolhas e caminhos trilhados. Frases clichês? Não, crueis verdades. Somos resultado de nossas decisões. E qual é o valor que se paga em correr riscos? Depende.

2010 foi um ano que paguei preços por todas as minhas escolhas. Não sei avaliar se paguei alto ou não por cada uma delas, mas sei que não me arrependo de algumas e gostaria de repensar outras. Escolhi viver uma história de amor complicada e pago um preço por isso até hoje: meu coração está entregue a uma pessoa que não pode ser minha. Preço alto? Altíssimo. Complicado? Complicadíssimo. Me arrependo? Nadinha. Prefiro poder falar que vivi com alguém um amor especial a ter passado sem esse sentimento na vida. Depois disso vivi uma fase de não estar muito aí com o fubá e saí com pessoas que jamais sairia, beijei caras que não tinham nada a ver e não me arrependo. Paguei um preço por isso, mas não foi alto o suficiente para me arrepender. Me arrependo de ter ido com muito desespero ao pote com o cara do bar e dancei bonito por isso. Aí veio o amigo. Esse eu ainda não posso avaliar muito, visto que as coisas estão meio escuras. Ficamos depois de alguns anos de amizade e não sei aonde a coisa vai levar. Não é, como sempre, uma história simples (embora beeeeeeem mais fácil do que Mr.Right)mas se arriscarmos, pode ser alguma coisa. O quê? Não sei. Precisamos ver quais os riscos corremos e se queremos correr tais riscos.

Qual é o risco em correr riscos? Qual é o risco em NÃO corrê-los? Não sei...cada um precisa avaliar por si só. Sempre lembrando que estamos na Terra para uma única coisa: VIVER.

Voltando à ativa....

Pessoal querido do meu coração...deixei o blog abandonadinho por dois dias. Culpa do wireless de casa e não minha, viu? Espero que o natal de cada um de vocês tenha sido especial e que o saco do Papai Noel tenha sido beeeem cheio de presentes e boas energias.

Hoje escrevo o post diretamente da minha mesa do escritório, bem diferente dos anteriores, escritos em casa. A pauta não é homem...dessa vez é mulher e filhos. Contei para vocês que a Madu me disse que a babá estava batendo nela, certo? Até aí, cartão vermelho para a moçoila mas...o que fazer quando se trabalha e tem filhos, mas não marido? E,mesmo se tivesse um marido, como eu faria?

Tenho amigas que têm filhos e trabalham todos os dias. Os filhos delas ficam com a avó ou na escolinha. Acho a escola a melhor alternativa mas, como fazer quando ir para a escola é um tormento? A Madu começou no Planeta Azul com 7 meses de idade e saiu com pouco menos de 2 anos. Por quê? Bom, sair com ela na chuva e no frio me cortou o coração e foi por isso que a babá entrou nas nossas vidas. Me pareceu mais seguro colocar alguém dentro de casa do que tirar a Madu dela. E foi assim de fevereiro deste ano até dezembro agora. Ano que vem, fevereiro, ela volta para a escola e está esperando por esse momento mais do que criança esperando sobremesa depois de sopa de legumes.

Tenho amigas que têm filhos e não trabalham. Foi escolha delas e eu as admiro demais. A Clau, do Vaquinha Gertrudes, é um exemplo. Ela escolheu ser mãe em tempo integral e só Deus sabe o quanto eu a admiro por isso. Ela é guerreira. Não é fácil tomar conta de duas crianças e viver o fantástico mundo da maternidade 24 horas por dia, 7 dias da semana. Parabéns para ela.

Eu confesso para vocês que jamais seria mãe em tempo integral. Não consigo. Não tenho paciência. Eu preciso trabalhar, me distrair, fugir de casa por um tempo. Não, não é que eu não ame a Madu, mas a minha cabeça não funciona apenas para ficar em casa. Fora que trabalho doméstico me deprime demaaaaaaaaais. A solução foi colocar a Madu na escola e depois a babá mas, e agora? Agora que eu deixei a minha pequena com a Dona Eudênia,uma senhora que mora no meu prédio e se aposentou. Ela cuida do netinho e montou um esquema de "curso de férias" no meu prédio. A Madu começou hoje e já ficou empolgada porque essa senhora tem um cachorrinho.

Agora estou aqui... pensando em como a gente se sente incompleta depois de mãe. Esquece essa coisa de "maternidade me completou". Mentira! Nunca mais você se sente completa: você trabalha e sabe que não conseguirá ser 100% profissional porque pensa na sua filha que está na escola e não consegue ser 100% mãe porque precisa trabalhar e não sabe como fazer nascer 100 reais naquela árvore de laranja que tem no quintal de casa.

Verdade seja dita, meu povo...ser mulher, mãe, esposa, amante e o que mais a gente precisar não é fácil. Mas a gente dá conta. Ô se dá...

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Desafio dos 7...

A Chuchu (veja o blog dela na minha lista!!) fez o desafio dos 7 e eu resolvi seguir. Olha só:

Desafio dos 7

7coisas para fazer antes de morrer:

* Conhecer Nova York (no Natal)
* Aprender francês e italiano
* Casar (não necessariamente com aquela festa)
* Ter mais um filho
* Ter minha própria agência de comunicação ou gerenciar uma
* Ser menos teimosa
* Fazer novos amigos

7 Palavras que mais falo

* Mentira?!
* Jesus me chicoteia!
* Alô?!
* Obrigada
* Por favor
* Aiiiiiiiiiiii (isso é palavra?)
* Afffffffffff...

7 coisas que sei fazer

* Amar
* Cozinhar
* Falar inglês
* Fazer chapinha e escova no cabelo
* Dirigir
* Chorar (hahaha)
* Escrever

7 Defeitos

* Teimosia
* Orgulho
* Exagero
* Gulosa
* Carente
* Tagarela
* Não ver maldade em nada

7 coisas que amo

* Minha filha
* Minha família (pais, irmãos, tios, tias, avós e etc)
* Moda e beleza
* Minha cachorra
* Meu blog
* Victoria's Secret
* Chocolate

7 Qualidades

* Amiga
* Fiel
* Sincera
* Boa de garfo (amo comer e cozinhar)
* Simpática
* Bem humorada
* Loira (hahahaha)

E aí, quem se habilita a responder ao jogo?

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Balanço amoroso 2010...

Lembro que um dos primeiros posts do blog foi a minha (NADA) longa lista de caras que eu beijei. Sim, a lista é pequena e resulta da minha criação vinhedense somada à minha personalidade caipirona.

Mas, fato é que só em 2010 essa lista cresceu horrores. Isso quer dizer que ela quase dobrou. Ainda é micro (e eu me orgulho disso), mas deu uma avançada. Se isso significa algo pra mim? Nada... não me acrescentou muita coisa e o melhor fato do ano - ainda que seja o mais complicado também - foi Mr.Right.

Vamos lá:

- Começo do ano: saí com um ex-aluno meu e me arrependo até a alma porque ele era casado. Hoje eu sei que se divorciou, mas desse eu quero distância.

- Março: Mr.Right, meu ex-aluno também. Estava noivo e hoje casou. Abri o blog por causa dessa história e hoje, muitos meses depois, ele ainda é dono do meu coração e domina grande parte do meu pensamento (momento em que minhas amigas me tacam pedras...)

- Cara da balada: saí com ele algumas vezes e depois de um "Te ligo" ele nunca mais ligou...

- Cara do bar: ainda não sei se a louca fui eu ou se foi ele. Eu fui com muita sede ao pote e ele assustou ou se ele já era mesmo meio pancada (voto por essa segunda opção)

- O amigo: depois de muita conversa, ficamos. Acho que perdi o amigo, mas o beijo foi ótimo, preciso confessar.

Numa análise geral acho que o ano foi bom...consegui me conhecer mais, saber mais o que eu procuro ou não e pela primeira vez na minha vida eu gostei de alguém de verdade.

Que venha 2011...e que ele seja cheio de amor para todos nós!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Coração apertado...

Nunca é fácil dizer adeus, fechar uma porta e começar um caminho novo; o coração fica apertado e olhar para frente dá medo. O novo é assustador e, ao mesmo tempo, desafiador. Não, não estou falando de término de namoro. Estou falando de mudança de emprego.

Quando eu comecei a trabalhar com assessoria de imprensa eu tinha 19 anos. Nesse meio tempo sempre disse que gostaria de trabalhar em empresas especializadas em moda, beleza, social e entretenimento. O lugar dos sonhos era a Alice Ferraz, que hoje virou Ferraz Moda. Mandei meu currículo trocentas vezes e nunca fui nem chamada para uma entrevista. Até que, depois de vários bolos meus, fui convidada para uma conversa e recebi o convite para ser assessora no núcleo de beleza. O convite dos meus sonhos, para trabalhar na empresa dos meus sonhos! Parece...um sonho?? Não é bem assim.

Para correr atrás de uma coisa dessas, eu teria que deixar outras para trás. A MLA, por exemplo, que é o lugar que trabalho hoje e tenho muito carinho. Entrei aqui há seis meses atrás e em duas semanas eu já era tratada como se fosse da família. Cresci, acertei, errei, comemorei sucessos e dividi fracassos. E agora, seis meses depois, precisei escolher entre ir atrás do sonho ou continuar na estabilidade. Eu escolhi ir atrás do sonho. Meu coração me diz que é o certo.

Sim, fico triste e com o coração em frangalhos por deixar o pessoal que eu aprendi a amar e que me diverte todos os dias, o tempo todo. Fico chateada por sair daqui e deixar uma chefe que - sem sombra de dúvida - foi a melhor que eu poderia ter na minha vida. Fico receosa pelo futuro novo que me espera. Mas mudar é preciso, viver é preciso e só quando a gente dá a cara ao tapa é que consegue saber como seria ou não.

Em 2011 começo um desafio novo que agora vai ser maior por ter que dar adeus a todos que me ajudaram sempre que precisei.

Como andar de salto alto?

A Taci, do Ler ou não Ser é suuuuper amiga minha. E ela me emprestou um livro dizendo que tem tudo para o blog e é verdade.
"Como andar de Salto Alto" é um guia para a cinderela moderna. E querem saber? Homem não é fundamental nesse livro.

O negócio funciona assim: o livro é um guia para quem quer se portar melhor e se virar também. Fala sobre viagens e trocas de lâmpadas, passando por galerias de arte e troca de pneus. A resenha de verdade eu deixo por conta dela. O que eu quero falar aqui é que achei legal o fato de ter falado aqui no blog muita coisa que ela falou no livro. A parte do "Como sobreviver a um fora" é demais e com dicas super preciosas.

Taci, deixo por sua conta a resenha. Não achei no seu blog...

Para nós fica a dica de que ser uma cinderela nos dias de hoje é não esperar o príncipe encantado e colocar a mão na massa. Como disse a Dabni Rubro, queimamos sutiãs para ser independentes e não deprimidas porque estamos sem namorados!!

PS: Papai Noel,mesmo assim...se quiser mandar um namorado pra mim de presente, não se acanhe!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O melhor conselho não é usar filtro solar...

...mas sim NÃO BEIJAR UM AMIGO SEU!!

Sim,caros leitores e caras leitoras. Eu cometi essa besteira. Tá certo que tem gente que fez isso e seu deu bem. Aparentemente não é o meu caso. Eu tô achando que perdi um bom amigo.

Não posso ficar dando muitos detalhes a pedido do próprio. Resumindo a missa, num dia desses, por aí, acabei ficando com esse amigo e...BATATA! Desde então a amizade não foi a mesma. Ainda não sei se eu realmente me arrependi disso. Acho que não. Gostei e admito. Mas sinto falta do amigo que eu tinha. Sinto falta de contar as coisas para ele, das broncas que ele me dava e até do papo sem noção.

Isso acabou. Pelo menos é o que parece. Até que ponto vale a pena perder uma amizade por causa de um beijo?

Não sei...o dia que eu souber de verdade, conto para vocês.

Um tapinha não doi???

Não, seus mentes poluídas... não estou falando desse tapinha que vocês estão pensando. Safadjeeeeeenhas!

Esse fim de semana eu descobri uma coisa que me deixou muito chateada. Minha filha me contou que a babá estava batendo nela. Assim, do nada. Falou isso não só para mim, mas para mais duas outras pessoas e, para todos nós, contou a mesma história. Fico pensando o que leva uma pessoa a fazer isso.

Não,povo. Eu não sou totalmente contra a lei da palmada, mas eu não espanco a minha filha por qualquer coisa. Ultimamente a Madu, depois de fazer qualquer coisa errada (e confesso que ela faz mesmo), olhava aterrorizada e dizia: Não me bate! Não me bate! Eu me sentia A mãe repressora porque achei que ela fazia isso por medo de mim. Mas não. Provavelmente era medo da reação da babá.

Claro que, se ainda estou escrevendo para vocês, é porque eu NÃO matei a criatura. Mas já a demiti. Madu está na casa da avó paterna enquanto eu trabalho e em janeiro ela vai para a escolinha que uma senhora montou no prédio que eu moro. Em fevereiro, de volta à escola, uma coisa que ela sempre quis.

Fiquei pensando que tipo de trauma uma situação como essa pode causar em uma criança. A minha filha é esperta e bocuda então me contou o que estava acontecendo assim que a situação começou. Eu consegui brecar antes que algo pior acontecesse. Mas...e esse povo que tem por aí, que não se dá conta do que acontece em casa??

Triste...muito triste!

Encontrinho 2011

Então... Vamos marcar nosso encontrinho para a semana do dia 17 de janeiro??
Sei que a Gabi, do Oficina Chic estará por aqui.

Quem topa???

Minha ideia é que seja na Galeria dos Pães. Gostam??

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Ser solteira...

Acho que muitos que acompanham o blog devem achar que estou desesperada atrás de um namorado. Na verdade, não é isso. Gosto de ser solteira. Gosto de estar no trabalho, decidir passear depois e não ter que dar satisfação para ninguém. Gosto de comprar um sapato e não precisar dizer que "foi uma pechincha" ou que "era velho e você nem notou". Gosto de ir e vir sem precisar ligar para uma pessoa. Gosto de dormir até tarde quando estou sem a Madu. Gosto de estar comigo mesma.

Estar solteira tem muitas vantagens, é verdade. Além do mais, a máxima do "antes só do que mal acompanhada" para mim é regra de ouro. Antes sozinha do que ao lado de um manézão apenas para ostentar no Facebook a frase "Tati está em um relacionamento sério". Fora que, estando solteira, posso passar o sábado à noite na casa de uma amiga assistindo filmes de mulherzinha, comendo brigadeiro e chorando quando o Brad Pitt morre no filme. Isso não tem preço. Sem contar as aulas de maquiagem em plena madrugada com uma outra amiga solteira.

Mas...tudo tem um "mas". Sinto falta de ter alguém que tope tomar vinho branco em casa. Sinto falta de uma pessoa para quem posso ligar quando estou triste e receber mimos desse alguém. Sinto falta de dormir de conchinha numa noite fria. Sinto falta de deitar no sofá para assistir DVD e comer pipoca. Sinto falta de ter que prestar contas do que eu comprei (mesmo que isso seja chato). Sinto falta de ter alguém que me elogie quando me arrumo. Sinto falta de querer me arrumar para alguém. Sinto falta de cafuné na cabeça. Sinto falta de companhia. Sinto falta de alguém que participe da minha vida.

E assim seguimos: solteiras querendo estar comprometidas e comprometidas desejando uma noite de solteirice. E lado a lado esses dois grupos caminham, numa relação simbiótica que muda o tempo todo e todo o tempo.

PS: Hoje, em especial e sem motivo, sinto mais ainda a falta de um certo alguém...nem preciso dizer quem. :(

Reflexões de um fim de semana

Fim do ano é, vamos combinar, uma época "bunda", como diz a Clau do Vaquinha Gertrudes (olha lá do lado...leitura obrigatória!). Tá certo que eu adoro festa, mas esse ano não estou nada animada. Não sei se é porque minha programação deu uma mudada ou se eu esperava outra coisa de 2010.

Resolvi fazer uma análise ontem sobre o ano de 2010. No começo deste ano eu tinha tomado uma série de decisões e concluí que este seria o meu ano. Mas não. Não foi. Aconteceram coisas boas? Com certeza sim. Meu emprego novo (na MLA), a Madu cada vez mais linda e, porque não, Mr.Right? Acho que, colocando numa balança, o ano foi mais "bom" que ruim. Por outro lado, fiz muitos planos que não aconteceram.

Por isso eu decidi. 2011 será o meu ano. Vou tirar da gaveta projetos antigos, ser uma mãe mais presente (ainda não sei como, mas vou pensar em como estar mais ao lado da minha filha) e vou continuar acreditando no amor.

As coisas não estão fáceis ultimamente...ando tendo recaídas, mas estou bem. São recaídas saudáveis. São recaídas de memórias boas de uma linda história de amor. E assim começo a semana.

Ho ho ho pra todo mundo...tá chegando!!!

domingo, 19 de dezembro de 2010

Cantinho do Leitor: Amor de Metrô

E aí que eu acabei descobrindo mais um amor de metrô. E esse deu certo. Foi além da linha do trem. E aconteceu em terras estrangeiras.

O amigo de uma amiga, que vamos chamar de João, resolveu estudar fora. Segundo essa minha amiga, ele é o esteriótipo típico brasileiro: cabelo compridinho, queimado de sol, estilo surfista, fala arrastada, charmoso. Ainda de acordo com ela, o cara fez um estrago na Europa. Pois bem...eis que um dia, João e um amigo resolveram pegar o metrô para alguma balada. E lá conheceram duas meninas, uma delas, a Maria. Os quatro engatam uma conversa e os meninos descobrem que as meninas tinham como destino uma festa diferente da deles. Mudança de planos imediata: o destino dos meninos seria, agora, a festa das meninas. Foram. E João acabou ficando com a Maria.

E ficaram mais uma vez. E outra. E outra. E foram morar juntos. E ela veio passar um tempo no Brasil. E aí,o resultado? Desde 2005 o carioca João conseguiu o coração da francesa Maria.

E Maria? Bom, ela soube agarrar um marido no metrô parisiense!!

sábado, 18 de dezembro de 2010

A maldade que existe dentro de nós...

Se praga de mãe realmente for eficiente, estou perdida. Acho que estou pagando por todos os trocentos erros do passado. Esses dias estava conversando com uma amiga sobre, claro, relacionamentos. A gente estava dando risada de todas as coisas que fizemos lá atrás e analisando se elas teriam alguma relação com o nosso presente. E eu concluí que sim.

Não sei, mas acho que já comentei aqui que eu fui muito ruim com os garotos quando eu era mais nova. Muito mesmo. E quando eu digo muito mesmo é muito MESMO! Eu sempre tinha o cara que eu, imbecilmente (agora eu acho imbecil, mas não achava no passado), chamava de "trouxa da vez". O "trouxa da vez" sempre era apaixonado por mim e estava junto com a minha mãe na árdua missão de fazer com que eu aceitasse namorá-lo. Acontece que a minha mãe fazia uma campanha tão grande para o candidato que o efeito era o contrário: eu passava a odiar o cara. Até aí eu poderia dizer "não, obrigada" e seguir em frente. Mas não. Eu tinha a necessidade idiota de ser constantemente paparicada, mimada e elogiada. E os caras faziam tudo isso. E eu me sentia a rainha do mundo.

Um dia minha mãe, num correto ataque de fúria, me disse que eu não era a pessoa mais linda do mundo,nem a mais importante e que um dia eu passaria pelo mesmo caminho que todos aqueles caras que eu chamava de trouxa. Eu ria. Nunca pensava que gostaria de ninguém tão fortemente e nem que faria de tudo para chamar a atenção de um cara. Mas aconteceu. Acho que, sendo sincera, não aconteceu só com uma pessoa. Nem só com o Mr.Right (ok que com ele foi o mais forte). Eu gostei de vários caras que me viam tão atraente como um sanduíche de alface. E aí eu sofria. Eu chorava. Me descabelava. E...minha mãe dizia: Eu te disse.

Não me orgulho dessa maldade toda, mas acho que fazia parte de algum orgulho tonto que eu tinha dentro de mim. Esse mesmo orgulho fez com que eu perdesse pessoas que poderiam ter sido bem bacanas na minha vida. O diabinho que azucrinava a minha orelha deve estar rindo da minha cara no momento.

E os "trouxas da vez"? Bom...eles estão se casando, noivos, namorando....mas não mais disponíveis para a trouxona aqui....

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Quem quer se manisfesta.

Então que é assim. Uma constatação. Um fato. Quem quer algo ou alguém corre atrás. Manda e-mail, mensagem, sinal de fumaça. Liga, responde mensagem no celular, conversa no MSN. A pessoa não te ignora. Ela mostra que pensa em você. Ela faz com quem você saiba que, mesmo com tantos problemas, tantas preocupações e tudo mais, ainda assim, durante um segundo do dia dela, ela pensou em você. Acho que são pequenas manifestações que mostram quando uma pessoa se importa com você. Não são presentes que fazem isso, são atitudes. É o fato da pessoa se preocupar em mandar notícias.

Hoje em dia as pessoas estão cada vez menos preocupadas em se fazer presentes. Acham que são garantidas apenas pelo fato de estar namorando com uma pessoa. Não temos mais buquês de flores no trabalho, não temos mais mensagens de bom dia, não temos mais um "estou pensando em você". Não. Ao invés disso temos mensagens apenas quando precisam de nós.

Não estou falando de algo ou alguém em particular. Estou falando de modo geral, pelo que tenho conversado com amigos e amigas. A frieza está tomando conta da relação. Ou pelo menos essa é a impressão que se tem.

Não estou namorando e ultimamente tenho me decepcionado tanto com os caras que têm aparecido que nem tenho em mente um namoro agora. Procuro uma pessoa que, no momento, não existe. E acho que, quanto mais se busca, menos se acha. As coisas acontecem quando têm que acontecer. Não posso, então, dizer que essa falta de atenção é sofrida por mim. Não agora. Já foi, em relacionamento anteriores. Mas não mais. O que eu acho que acontece hoje é a falta de manutenção da "não relação" quando se conhece alguém.

Explico. Quando estamos "saindo" com uma pessoa, estamos conhecendo esse alguém. Acho que é a hora de se fazer presente. Não sendo grudento ou grudenta, mas mostrando que se importa. Uma mensagem de bom dia ou de boa noite basta. Um "queria estar com você" ou algo do gênero. Se fazer presente é importante. Sabe por quê?

Porque,por mais que não seja esse o recado, eu acabo entendendo esse descaso como: Ele simplesmente não está a fim de você. Quem está se manifesta.

Músicas da minha vida...

Dia desses eu estava ouvindo meu IPod, como eu faço todos os dias vindo para o trabalho, quando comecei a analisar os motivos de cada música que estão nele. E aí, engraçado, para cada música que eu tocava eu soltava um "mas essa foi a música da minha vida"! E concluí: ou eu não sei qual é a minha vida ou eu já tive várias vidas nessa vida! (entenderam?)

Música é uma coisa forte. A gente lembra de momentos interessantes, marcantes, diferentes, alegres, tristes. E aí a música que representa a frase é: se chorei ou se sorri, o importante é que emoçoes eu vivi!Não que eu seja fã do Roberto Carlos, mas essa frase é totalmente verdade.

Resolvi dividir com vocês as músicas e situações que, até hoje, eu rio (ou choro) quando penso:

1 - Turu turu turu: Sabem qual é? Esse turu turu turu aqui dentro / que faz turu turu quando você passa... OK, é Sandy. Não, eu não gosto dela. Mas a música é bonitinha e quem mandou para mim foi o cara que eu dei o meu primeiro beijo. Lembro que ele me disse uma vez que ouvia essa música e lembrava de mim. Ah! ELE gostava da Sandy.

2 - Always: Bon Jovi! Não tem como não lembrar das tardes em Vinhedo, pensando no menino que eu(e a escola inteira) gostava. Ah! O menino nunca deu bola para mim.

3 - Oceano: A letra é linda, vamos combinar! Mas o que me marcou nela é que um dia, há aaaaaaanos luz atrás, fui a um karaokê com as amigas, em Vinhedo, e o professor de música cantou essa. E olhando nos meus olhos. Tirando o fato de que ele era sem noção, a atitude foi fofa.

4 - Qualquer uma da Cèline Dion: Podem me chamar de brega, mas eu AMO Cèline Dion e ponto final. Além disso, todo mundo tem direito à uma cota de breguice na vida,né?

5 - Dona, do Roupa Nova: A música era da Viúva Porcina, do Roque Santeiro. Nada a ver comigo, claro. Mas a letra mostra a mulher que eu gostaria de ser: forte, decidida...e que pisa nos homens.

Hoje eu não sei qual é a música que mais me representa. Alguém tem alguma sugestão??

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Como agarrar um marido: Convenção!

Tá bom, é mentira. Não é uma convenção. Mas estou percebendo que tenho tantas leitoras e leitores de São Paulo que eu pensei em marcar um encontrinho com vocês. E estou falando sério. O que acham?

Pensei em organizarmos alguma coisa em janeiro,depois das festas e quando todo mundo já descansou da loucura do fim do ano, mas ainda não mergulhou na loucura de um novo ano.

A la "tio William Bonner" no Twitter: quem concorda com o encontrinho em janeiro diga EU! E sugira uma data, por favor.

Coisas estranhas acontecem OU Contos de Hollywood OU Meu amor de metrô

Eis que ontem eu fui a um karaokê com uma amiga. O mesmo de quarta passada. Sim, eu gosto de karaoke. Sim, eu acho karaoke divertido. Sim, eu sei que é brega, mas já disse que todos temos direito a algo brega na vida.

E aí que estou sentada no bar comendo a minha batatinha frita quando meu celular apita com a seguinte mensagem:

Menina, me liga. Coisas estranhas aconteceram. Coisa de filme. Beijos,Paris

Tá, não era a Paris Hilton, mas eu não vou falar nem a inicial dessa amiga porque minhas outras amigas também são leitoras. E aí que eu não retornei e um tempo depois ela me liga e conta a história surreal. E gente, é surreal mesmo! Mais surreal que a história do cara do bar, que me deixou sozinha sentada depois de cinco minutos de conversa (post antiiiigo).

A história é a seguinte: Paris trabalha e vai de metrô e,como todo mundo que anda de metrô, ela tem os chamados "amores de metrô".

Pausa na história para a explicação: Amores de metrô são aquelas olhadas que damos nas pessoas, sabemos que são bonitonas mas nem perguntamos o nome das criaturas. Uma conhecida minha dizia que era apaixonada pelo Pedro, um cara que ela viu numa estação da Paulista e nunca soube nem o nome. Mas ele tinha cara de Pedro e esse virou o nome dele desde então. Fato é que essa conhecida nunca mais encontrou o cara...mas ainda jura que ele é o amor da vida dela.

Voltando. Paris teve os amores de metrô, mas ele nunca chegavam nem ao fim do primeiro capítulo,sabem? Até ontem. Ontem, dia chuvoso e frio em São Paulo. Paris precisava resolver algumas pendências e pegou o metrô rumo à Paulista. No meio do caminho ela dá de cara com...sei lá, Gerard (homenagem à Clau, do Vaquinha). Gerard e Paris trocaram olhares e desceram do vagão. E ficaram se olhando. Paris seguiu o seu caminho, mas deu aquela olhada básica para trás e...Gerard a estava seguindo!

Resumindo a missa, minha gente: eles conversaram um pouco (ainda não soube exatamente quanto tempo) e trocaram informações básicas (AKA nome, idade e profissão). Aíííí, de repente e não mais que de repente, Gerard solta: Posso te beijar?. Se fosse uma criatura tonta como eu, certamente Paris mandaria um "Você tá louco?" que até o pessoal que estava no outro trem ouviria. Mas Paris não. Paris é moderna. Paris é pra frente. Paris é...Paris,né? Ela soltou um aham e se beijaram.

Diz ela que existem alguns detalhes sórdidos na história, que eu ainda não fui informada e estou morrendo de catapora de tanta curiosidade. Calma, povo...a coisa não saiu do beijo, se é que me entendem. Depois conto os tais detalhes.

Aconteceu a famosa troca de telefone e agora estamos confabulando se o cara vai ligar. Sinceramente, achamos que não. Mas é bom não criar expectativa nenhuma. O importante é que esse foi o primeiro amor de metrô que não ficou na imaginação...

Mini post: Revolta

Então tá,né? Podem ter certeza de que, se os homens puderem deixar a gente com a pulga atrás da orelha, eles VÃO deixar. Se eles puderem deixar vocês pensando, eles VÃO deixar.

Por isso eu gosto tanto da minha cachorrinha...tão mais simples.

Tomou Doril e...sumiu!

Você está apaixonada. Tudo está correndo bem. Vocês se dão bem, passeiam, namoram, curtem um ao outro. Bater papo é muito gostoso. Dormir juntinho é maravilhoso. Até o frio é melhorzinho quanto estão juntos. Até quem um dia...

Ele já não liga mais toda hora. As mensagens no celular vão de 355 mil para 5, com sorte. O MSN fica ausente o tempo todo. Ele alega falta de tempo, muito trabalho, cansaço excessivo. Promete que será apenas uma fase, que precisa ficar quieto, que vai te ligar assim que o trabalho der uma sossegada. E assim, com essa sutileza de um elefante furioso, ele some.

Sumiço. Acho que inventaram o chá disso faz tempo e esqueceram de me mandar uma amostra grátis para testes. Acho que o marketing da empresa que está fabricando o chá de sumiço trabalha apenas com o público masculino. Só assim para explicar como "ele" desapareceu.

"Ele" em questão não é ninguém relacionado a mim. "Ele", no caso, é um "não sei definir o quê" de uma amiga minha. Falei sobre eles ontem. Ele é o do "eu te amo", lembram? Temos novidades dele...uma mensagem estúpida no celular. E só. "Estou na aula". Assim. Sucinta.

Fico pensando os motivos que levam um homem a simplesmente desaparecer da vida de uma mulher. Medo de dizer a verdade do porquê ele não quer mais? Medo da mulher chorar na frente dele? Covardia? Não sei. E, sinceramente, não quero saber.

Poxa, o que custa telefonar ou chamar para uma conversa e dizer: Não te quero mais por isso, isso, isso e isso. Daí a menina chora, se descabela e aprende. E na hora da fossa, ela pode se dar ao luxo de saber o que aconteceu. Mas não. Eles preferem desaparecer sem mais, nem menos. E aí a gente fica anos tentando entender o que foi feito de errado, o que mais poderia ter sido feito, o que não poderia...

Dar um fora em alguém nunca é fácil. Eu passei por isso, você passou por isso, sua mãe passou por isso e até a sua avó! Mas é muito mais fácil quando se sabe o motivo e quando se tem o fora em questão. Ficar supondo que tenha sido um fora e que talvez tenha sido por um determinado motivo é brincar com o coração das pessoas.

Sim, eu sei que mulheres também fazem isso e acho que a atitude é tão indigna quanto à do homem. Vou começar uma campanha pelo "Fora direto já!". Vamos incentivar as pessoas que querem terminar um relacionamento a fazê-lo da melhor forma possível, deixando claro para a pessoa que o romance acabou e os motivos para que isso acontecesse.

Eu já aderi. E você?

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Micro post: Novo blog

Caaaalma...não larguei o "Como agarrar um marido?". Isso não vai acontecer nunca! Quer dizer...o dia que eu me casar (Deus, faça com que isso aconteça um dia e antes do fim do mundo, please) eu vou abrir o "Agarrei um marido. E agora?"...

Maaaas...criei o "Passion For Fashion - Brasil". Me visitem lá também? Clica aqui.

MILF...ahn???

Há quase um ano atrás, na agência que eu trabalhava, existiam uns caras que trocavam eventualmente, três palavras comigo por semana. Daí veio a festa dos quatro anos do lugar e fomos todos encher a cara comemorar. Bebida vai, bebida vem...e os tais caras olham para mim e:

Caras - Definitivamente você é uma MILF, Tati.
Tati - Ahn?
C - MILF. Mother I'd Like to Fuck
(Sacaram? M-I-L-F)
T - Sem comentários...

Eis que comecei a lembrar disso. Procurei na internet porque eu achei que era invenção deles e...gente, a coisa é idiota demais. TODOS os sites pornôs trazem a palavra MILF. Não. Eu não entrei em nenhum dele. Mas o Google indica,né? Eu li na págian do Google. O que eu posso fazer?

Fiquei pensando a respeito e juntei com o que eu disse na Gloss desse mês: um cara que se aproxima e mantém contato com uma mulher que tem filhos quer algo sério. Não,minha gente, a coisa não é bem por aí. O que acontece é que certos homens tem fantasias, fetiches, taras (dêem o nome que quiserem) por mulheres com filhos. (Alôô...um pouco bizarro,não?) Portanto, concluindo o raciocínio, não...não é todo cara que saberá que eu tenho a Maria Eduarda que vai entender a situação e vai manter contato porque me acha bacana e encara o "kit casinha". Muitas vezes o cara só quer ter a chance de tirar o "I'd Like" do MILF e deixar MIF.

MIF? Mother I Fucked...

PS: Pai, perdão a postagem grossa demais...mas é a realidade da vida...!

Safado, cachorro, sem vergonha...

Este post revolta é uma homenagem às minhas amigas I, M e N. Não vou falar quem é, mas com certeza elas vão se manifestar no meu MSN. O que essas três mulheres têm em comum? "São amigas da Tati", vocês pensarão. Sim, mas elas têm mais do que isso em comum. O coração delas está nas mãos de um tipinho que se acha o último gloss da Sephora da prateleira em tempos de natal.

Elas são profissionais formadas, independentes, trabalham e não devem satisfação para ninguém. Mas estão nas mãos de homens que:

a) Não ligam para elas. Literalmente. Dizem que vão ligar e...ligaram pra vocês? Não? Pra elas também não.

b) Combinam baladas, festas, programas e não comunicam no momento da decisão. Algo do tipo: não queria que você fosse, então já me programei e estou te comunicando para não ficar TÃO chato.

c) Ignoram quando elas falam sobre sentimento. Uma delas disse: eu te amo. Ela está esperando até agora uma resposta, mesmo que seja: que pena...eu não te amo.

E o gloss Sephora não dá nem sai de cima. Ele quer manter a vítima perto. Quando ela está desencanando, ele surge. E reinicia-se o círculo vicioso. Assim. Se livrar dele é tarefa bem complicada, quase missão impossível.

Aí que, numa dessas...um deles vai para uma festa e depois a gente descobre que, pelo visto, a coisa foi boa. O outro começa a namorar e esquece de comunicar a outra. A última ainda está esperando a resposta do "eu te amo".

Por isso eu digo...a mulher que entender um homem e lançar um livro dominará o mundo!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Mini post: Meios de comunicação

Tanta gente tem entrado em contato que fico meio confusa para responder para todo mundo e faço uma salada de frutas sem tamanho. Para facilitar a nossa vida (mais a minha que a de vocês, é verdade), vou deixar todos os meus canais de contato virtual.

Facebook: Tatiana Fanti
MSN: tatifanti@hotmail.com
Twitter: @tatianafanti

Quem quiser bater papo é só me achar!

Maaaaas...prometam que não vão deixar de comentar no blog. Meu dia só é feliz quando eu ganho um moooooonte de visitas de gente que lê o nosso cantinho!!!

Quem não dá assistência,abre a concorrência...

Crédito: D'Lírios







Esse ditado vale para relações hetero ou homossexuais. A oportunidade deste post surgiu há um tempão atrás, de um texto que a Flávia me mandou e de conversas que andei tendo com vários amigos e amigas. E o dito popular é uma realidade: quem não dá assistência, abre mesmo a concorrência.

A coisa é simples: se alguma coisa na relação não está legal, a parte incomodada vai começar a olhar para os lados. E é aí que os problemas começam. Tenho uma amiga que está enrolada com um cara que tem namorada há anos. O cara mora em outra cidade e a visita sempre. Saem, se curtem e ela,claro, está apaixonadinha. Mas ele namora uma outra fulana já tem um bom tempo. Pergunto: vocês acham que se o namoro estivesse 100% perfeito ele estaria com essa amiga minha? Claro que não. O cara do bar, no espaço curtíssimo de tempo que conviveu comigo, me disse uma coisa que achei verdadeira: quando você está satisfeito em uma relação, não há necessidade de uma terceira pessoa.

Fácil assim,certo? Errado. Cada vez mais as pessoas conversam cada vez menos e a falta de diálogo ocasiona os problemas de relacionamento, que ocasionam a insatisfação, que culminam numa traição. Talvez conversar mais com o namorado ou namorada seja a solução para o problema. Ou talvez a relação seja o problema. E aí é hora de repensar se vale ou não estar com essa pessoa. Aonde esse relacionamento vai chegar? Existe um futuro que seja certo e positivo? Ou a relação é baseada no comodismo?

E se a traição é em pensamento? Se você está com uma pessoa e pensa em outra? Como se faz? Pagar o risco para ver os motivos de tanto pensar ou deixar a oportunidade passar por conta de uma relação que, se você pensa em outra pessoa, não deve estar tão boa assim?

Não tenho as respostas para nenhuma dessas perguntas. Na verdade essas perguntas são as que fiz junto com um mundaréu de gente que tenho conversado sobre. E aí que eu resolvi colocar tudo aqui e coletar opiniões.

Quem não dá assistência, abre a concorrência, mas...quem não tem assistência, faz o quê??

Eles ficam com as loiras...e casam com as morenas!

Logo no começo do blog eu escrevi um post que é um dos mais lidos até hoje, sobre as namoradas e a loira do banheiro. A coisa rendeu comentário até dizer chega. Aí que eu me toquei de uma outra coisa: os homens brincam com as loiras,mas casam com as morenas. Amigas loira, não me matem, eu sou uma de vocês! Amigas morenas, comemorem, vocês merecem!

Analisando a história, a loira-mor, Marilyn Monroe. Ela foi amante do Kennedy e loira. Ele casou com a Jackie. Morena. Me lembro de uma cena do Legalmente Loira (adoro!) que o Warner diz para a Elle:

"Se quero ser um advogado sério preciso me casar com uma Jackie e não uma Marilyn"

E a vida seguiu assim. Ele não terminou com a loira e nem com a morena, mas mostrou um pensamento que existe na sociedade da vida real. As loiras chamam mais atenção, é verdade. Não sou eu, loira, que estou falando. São as pessoas em geral. Mas são as morenas mais levadas a sério. Pode ser coincidência, mas isso é fato.

Eu estou sentindo isso na pele ultimamente. Acho que estou atraindo o tipo de homem que namora ou fica com uima morena e curte uma noite com a loira que vos fala. Sério. Deve ser um dom de caçar homens ao estilo Kennedy. Não sei se o erro é meu, se estou numa fase de aproveitar a vida e que se dane o resto ou se é o mundo que está ficando louco e eu não estou sabendo lidar com isso.

Seria a solução mudar a cor dos cabelos? Mudar para marte? Mudar o rumo da vida? OU simplesmente assumir que eles só querem se divertir com as loiras...mas levam para o altar as morenas?

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Ho-Ho-Ho: Secret Santa das Blogueiras

Eu já disse um trilhão de vezes aqui o quanto eu não esperava que este espaço aqui tivesse a dimensão que tem. Dia 15 deste mês completaremos quatro meses e batemos 24 mil visitas!! Estou achando isso o máximo.
Mas o máximo mesmo é o número de amizades que tenho feito. Amizades virtuais, mas acho que num mundo tão pequeno quanto é o nosso hoje, com a internet e tudo mais, que acaba tendo o mesmo valor de uma amizade real. Não tenho linhas para citar as amigas que fiz só com o blog: Roberta, Tati Muneratti, Vanessa, Maju e por aí vai. Pessoas com quem converso no MSN, troco figurinhas no Facebook e passo hooooras no TIMphone (né,Rô?!). E acabei tendo uma doce surpresa: a Gabi, do Oficina Chic, me convidou para um amigo secreto de blogueiras. Achei uma doçura da parte dela. E aí que a revelação foi combinada em forma de post, que programei agora durante o dia para entrar no ar às 19h.

O mais engraçado disso tudo é que, quando eu me inscrevi no site, tinham algumas blogueiras que eu nem conhecida direito. Conhecia a Sophi e a Gabi, do Oficina Chic e a Tati, do Phinerrima. Daí conheci a Vivi e a Tatty. No dia do sorteio eu já tinha um certo contatinho com as participantes,mas torcia para que o site fosse bonzinho e fizesse com que eu tirasse uma pessoa que eu saberia o que dar. Pois bem...

Não sei se tenho sorte, pé quente ou se o "logarítimo do site" (como disseram as minhas amigas de Vinhedo ontem) foi bacana comigo. A pessoa que eu tirei, além de gente boa, tem o nome mais lindo do mundo!! E ela éééééééééééé:

TATI MUNERATTI!!!!!!!!!! Minha super xará, dona do Phinerrima (leiam,leiam,leiam!!), amiga de MSN e fofa que eu adoro de paixão.

Tatinha, nem te conto como eu torci desde o começo para tirar você. Fiquei super feliz!!! Teu presentinho chega aí essa semana, com certeza!! Já tenho seu endereço!!

E é isso, gente boa! Viva o Natal! Viva o Secret Santa das blogueiras!!!!

Saudade....

Madu e o tio Clement, diretamente da França
Eu preciso pedir licença para todos vocês. Este é um post atípico...e só para constar o valor de uma amizade.

Ontem foi o nosso tradicional amigo secreto das meninas do Clube da Lulu. Já falei aqui que essas são as minhas melhores amigas. Esse ano, a coisa teve uma saudade especial e uma participação inusitada: foi o primeiro sem a Fér e o Clement, que se mudaram para a França. Mesmo com eles longe, fizemos questão que participassem e montamos a logística da coisa. Enquanto eles enfrentavam a neve francesa, nós curtíamos um churrasco na beira da piscina.
Dia desses, coincidentemente ou não, li em um dos blogs amigos um post sobre saudade. Gosto de pensar que só no Brasil existe uma palavra que defina o sentimento que a gente sente quando algo ou alguém se perde ou vai para longe. Saudade. É o que as meninas do Clube da Lulu sentem da Fér. O tempo todo. Em toda comemoração. Em todo jantar. Sempre que temos uma reunião do grupo todo - ou parte dele. E do Clèment também. Ele, agora, faz parte da nossa vida e do nosso grupo de agregados.

 O dia de ontem foi especial. Gosto de voltar para Vinhedo, rever o pessoal e passar algumas horas na cidade que cresci e que me apresentou os melhores amigos que eu poderia ter. Voltei com a Mirella conversando sobre a amizade do grupo e concluímos que é especial e inexplicável. É uma amizade sem cobranças, uma amizade onde, por mais que uma pessoa vá morar do outro lado do Atlântico, o coração ainda está unido. Amizades que, tenho certeza, irão além da vida. Afinal de contas, vamos precisar de uma panelinha no céu. Ou qualquer que seja o lugar que iremos depois dessa!!!
Madu com a tia internacionalmente vinhedense


Quando a surpresa acaba...

Quem tem entre 25 e 30 anos com certeza se lembra do Kinder Ovo, o chocolate que vem com surpresinha.
Crédito: Divulgação

E aí que o Kinder Ovo era coqueluche no auge dos meus 12, 13 anos. O povo era maluco pelas lembrancinhas que vinham e a mesada era toda investida nesse doce. A verdade seja dita, o chocolate nem era o mais importante. A gente queria mesmo a surpresinha. Me lembro que, naquela época, eu viajei para Curitiba para ver a minha prima Samara, acho que dois anos mais nova. TODO o dinheiro que meu pai me deu eu torrei em Kinder. Pior: não comemos nada...a gente só queria a coleção dos bichinhos bundudinhos. E hoje? Bem, hoje o Kinder Ovo ainda existe, mas perdeu para outras mil engenhocas inventadas pelos vendedores de doce, criadores de vídeo games e por aí vai. O Kinder Ovo perdeu a graça. Ele já não supera as nossas expectativas. Virou senso comum.

Acho que isso é comum acontecer entre as pessoas. Às vezes a gente cria uma expectativa sobre algo ou alguém e depois....simplesmente se decepciona. Falo isso no amor, na amizade, com ídolos. Explico. Quando eu era mais nova, eu venerava a Ana Paula Padrão. Meu sonho era conhecê-la e, melhor ainda, trabalhar com ela. Até o dia que eu descobri que ela faria uma palestra na PUC que era fechada mas eu, sabe-se lá Deus como, consegui entrar. Eu a conheci e,gente, que frustração. Nada de mais. Depois de anos eu trabalhei em uma agência cujo dono é amicíssimo dela e aí a presença da moça era constante no lugar. Sabe o que ela virou? Carne de vaca, como dizem por aí. Super comum. Aquela aura imaculada que eu tinha foi por água abaixo. Ela virou comum.

Nos relacionamentos isso é ainda mais perigoso. Lembro quando eu falei aqui sobre paixões platônicas. A gente idealiza aquilo e, pode ser que aconteça como pode ser que não. E quando acontece a gente já idealizou tanto, pensou tanto, quis tanto e imaginou tanto que a realidade pode ter sido frustrante. E aí você fica chateado, a pessoa se chateia e corre-se o risco de jogar algo bacana no lixo porque nossa mente criou algo que não existia.

O que eu quero dizer com isso tudo é que não podemos idealizar uma pessoa. Não estou falando da idealização imaginária, aquela que a gente cria uma pessoa que não existe. Estou falando daquela idealização de endeusamento que temos quando conhecemos ou nos interessamos por alguém. É mais ou menos aquela imagem que o aluno tem do seu professor. O cara (ou a mulher) é um semi Deus. Daí você encontra a professora no mercado e se decepciona porque ela é uma pessoa comum. O mesmo acontece com a pesosa que estamos interessada (ou têm interesse na gente). Pensamos tanto que corremos o risco de criar um mundo que não existe e aí vem o banho de água fria.

E por que eu estou dizendo tudo isso? Porque acho que isso aconteceu com uma pessoa semana passada. Acho que eu caí do "falso pedestal" que foi criado pra mim há muito tempo atrás. Acho que não superei expectativas que foram criadas. Acho que foi meio decepcionante para essa pessoa. Estranho isso. E bem chato. Acho que eu gostaria que tivesse sido diferente...

domingo, 12 de dezembro de 2010

Quando Sandy virou Britney...

Meu santo irmão, quando éramos mais novos, vivia falando para os amigos dele: Minha irmã é igual à Sandy, uma santa. Não,isso não era elogio. Era crítica mesmo. Isso porque, crescendo em Vinhedo (ou tendo amigas tão calmas quanto eu), nossos programas eram muito lights. Balada? Imagina...quase nunca mesmo. Resumindo o passado: tive uma adolescência muito sossegada, sonho de todo pai e mãe, acredito eu.

Aí que as pessoas crescem...as coisas mudam e a nossa cabeça também. Aliás, ainda bem. Já pensou uma mulher de 50 agindo como uma garotinha de 15? Seria, no mínimo, uó! E eu cresci. Cresci e passei por muita coisa que me fez entender que você dar um beijo em uma pessoa que não vai ser seu marido não te faz uma galinha.

A primeira grande transformação aconteceu quando eu trabalhei como promoter e assessora de imprensa de uma balada aqui de São Paulo. Imaginem que, para mim, trabalhar em uma balada era o auge da minha mudança de vida. Para os meus pais foi o auge do absurdo. Lá eu tomei o meu primeiro grande porre. Daqueles para nunca mais esquecer e nunca mais repetir. Conheci um cara que gostei bastante (o da Austrália). Fiz amigos que não esqueço nunca e que carrego até hoje. E virei mulher.

A menina que eu era se transformou em uma mulher. Eu aprendi que usar vestido não me deixaria vulgar. Aprendi que o que somos não muda conforme a roupa que vestimos. Comecei a perceber que a grande maioria (sem generalizar, claro) dos homens não quer saber se você é inteligente. Na balada ele só quer saber se você é bonita e gostosa. Aprendi, principalmente, que eu não sou uma mulher da balada. Eu sou muito mais que isso.

Me despi da menininha inocente e virei uma mulher consciente de quem sou e do que poderia ser. Claro que não despiroquei total e passei a ficar com todo mundo que chegava perto de mim, mas aprendi que eu podia ser simpática e conhecer pessoas sem ter que beija-las no fim da noite. Percebi que, vamos admitir, é muito bom para o nosso ego entrar em um lugar e ser notada. Mas, acima de tudo, aprendi a fazer isso de maneira saudável.

Não. Não sou santa. Já fiz várias coisas que depois me perguntei: “Como assim?”. Mas a minha pergunta não era pela gravidade do fato, mas por ter feito algo que, nos meus anos de adolescente, eu condenava. Explico, para ninguém achar que é algo super ilícito: eu beijei um cara do escritório que eu trabalhava e depois quase nem bom dia eu dei para ele; tomei um porre junto com o pessoa da mesma agência e beijei um ex-cliente (que quebrou um copo sem querer no meu tornozelo e me rendeu uma cicatriz infeliz) e coisas do gênero. Como estão vendo, nada grave, mas beeem diferente para mim.

E assim, no meio de tanta mudança, a caipira de Vinhedo aprendeu a conviver saudavelmente com a cosmopolita de São Paulo....

sábado, 11 de dezembro de 2010

Se toda panela tem sua tampa...

...será que eu sou uma frigideira??

Essa pérola eu soltei em um dos meus surtos solteirísticos há aaaaaanos atrás. Até comunidade no orkut eu abri. E olha que tinha gente adepta,viu? Daí que começamos a pensar que, hoje em dias, até as frigideiras têm tampas! E viva o progresso!

Brincadeiras à parte, resolvi me aprofundar no post anterior, sobre pessoas certas. Acho linda a ideia de uma alma gêmea, de uma pessoa que te completa por inteiro, que te faz se sentir total. Mas, cá entre nós, como pode existir apenas UMA pessoa que nos faça bem?? Explico e aí não envolvo apenas o amor marital (nossa, falei bonito agora).

Somos todos pequenos átomos de um todo. Cada pessoa, dentro de suas habilidades, características, personalidade e por aí vai, pode ajudar uma(s várias) pessoa(s). Entenderam? Não. Vamos lá. É como se eu Tati, dentro do que eu sou, ajudasse uma outra pessoa a ser melhor num determinado momento. Complicou,né? Vamos lá de novo... meus pais.

Quando meus pais se casaram, ambos eram muito jovens e imaturos, creio eu. Os dois, vivendo aquela relação simbiótica (de novo, falei lindo...), amadureceram e seguiram suas vidas. A personalidade difícil da minha mãe fez com que meu pai aprendesse que ele precisa impor as suas vontades,independente do que ele poderia ouvir. Minha mãe, por sua vez, entendeu que não é sempre que ela pode ter aquilo que ela quer, na hora que ela quer. Fora que os dois fizeram o mundo melhor,né...eu nasci! Isso quer dizer que, naquele período de tempo que ficaram juntos, um era a pessoa certa do outro.

Eu e o pai da Madu. Por mais complicada que tenha sido a relação, por um tempo ele foi a minha pessoa certa. Na época que nos conhecemos eu queria um namorado. Todas as minhas amigas namoravam e eu queria pertencer ao grupo. Na época funcionou. Depois degringolou, mas isso não é o importante daqui.

E a coisa vai por aí...acho que as histórias,quando acabam, acabam porque não podemos fazer mais nada por aquela pessoa. Quando não acaba,quando as pessoas "vivem felizes para sempre" é porque querem estar juntas e não porque precisam. Elas encontraram a pessoa que é a certa por um longo período de tempo.

Para sempre? Não sei...para sempre é muito longe e não podemos medir.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Balanço da semana....

Aproveitando, antes de começar, eu programei dois posts para o fim de semana: um sábado e um domingo. Podem aparecer por aqui porque teremos textos novos. Eu estarei em Vinhedo (me espereeeem), mas o blog não vai parar! Adoro saber que vocês passam por aqui nos dias de folga da correria.

Enfim...preciso confessar que essa semana foi das boas. Não sei o que dizia meu horóscopo, mas provavelmente tinha que ser coisa legal. Eu saí com uma amiga muito animada, cantei em um karaokê (coisa que eu sempre gostei) depois de muuuuuuuito tempo sem ir a nenhum, trabalhei bastante, vi a minha filha acordada todos os dias, paguei para ver uma coisa (não posso contar, sorry) e decidi seguir em frente com a minha vida (obrigada Paulinha e você sabe quem...). Abri meu coração e a minha cabeça para o que der e vier. Não vou mais julgar, analisar, pensar e não ir em frente. Acho que precisamos seguir, caminhar, dar a cara ao tapa e chorar mais uma vez se precisar.

Da minha semana, tiro somente coisas boas e a expectativa de que algo muito bom pode acontecer um dia...

Encerro a minha sexta com a certeza de que dias muito melhores virão. Para mim, para você, para nossos leitores, para todo mundo que merece e quer ser feliz.

Seguindo em frente...lá na frente tem gente!

Eu sempre soube que esse dia chegaria. Sempre pensei em quando e em como seria. Mas não foi nada demais. Foi um dia como qualquer outro. A diferença? Consegui entender que seguir em frente não é um mal necessário. É apenas necessário.

Desde o dia que comecei esse blog penso em como seria o dia que eu simplesmente resolvesse "enterrar" Mr.Right nos arquivos especiais do meu coração. Pensei que o blog deixaria de existir afinal, comecei a escrever para aliviar a minha cabeça. Mas daí que o blog virou algo muito maior e percebi que, independente do Mr. ao meu lado, o nosso cantinho tem que continuar. Depois pensei que teria um vazio mental enorme, visto que passei muito tempo dos meus dias pensando nele. Hoje acho que não. Hoje eu lembro direitinho do que me disse a Isis, uma das minhas amigas mais antigas, e a Taci, minha luluzete: Ele vai ficar no meu coração, mas em formato de um passado gostoso que vivemos.

Não. Não aconteceu nada entre nós dois nesses dias e eu nem estou ficando maluca. Acontece que esse dia chegaria. Sejamos francos e francas: ele está lá, casado com ela. Eu não quero ser a outra e nem cogitamos essa situação. O mundo está aí, se mostrando pra mim. O que mais eu posso fazer? Sentar? Não. Viver.

Gostei dele. Muito. De verdade. Mas vou guardar esse sentimento e essa história com o mesmo carinho que a vivi. Vou olhar para trás e pensar que tive uma pessoa que me fez muito feliz. Que me fez ver que existem homens bacanas no mundo e,obrigada Deus, ele não é o único!

Vocês devem estar se perguntando o que aconteceu. Ela caiu? Ela bateu a cabeça? Tomou Gardenal? Não. Eu li um texto no Rodas de Notapé (olha o link lá do lado...) sobre amor. Achei extremamente inteligente. Como pode, em 6 bilhões de pessoas no mundo, apenas UMA ser a certa para a gente. Minha mãe casou duas vezes. Duas vezes com duas pessoas certas. Meu pai casou duas vezes. Duas vezes com as pessoas certas para ele. Meu paidrasto casou três vezes. Durante aquele tempo aquelas foram as pessoas certas. E a vida é feita de momentos...cabe a nós esticar esses bons momentos ou viver o tempo que eles foram feitos para serem vividos. O texto da Paulinha me fez abrir os olhos. Isso somado com outro acontecimento, mas que não posso contar porque prometi que não falaria nada aqui no blog. Quem sabe um dia eu possa falar pra vocês.

Enfim...é isso. Vamos seguir em frente. Porque lá na frente, tem gente!

Sabe quando...?

...você está numa correria danada, mas tão danada que você não tem tempo de respirar?

...você aprende que as coisas nunca são do jeito que você queria?

...você esperava uma reação de uma ação e não sabe qual vai ser?

...você fez besteira, mas ao mesmo tempo acha que não foi besteira e depois pode ser que tenha sido?

...você não sabe de mais nada?

Pois é....estou mais ou menos assim esses dias. Muito trabalho, muita coisa para fazer, muita coisa que aconteceu e muita confusão mental. No meio desse turbilhão de coisas, vou para Vinhedo curtir as amigas e descansar um pouco.

Preciso pensar em tantas coisas e, ao mesmo tempo, gostaria de não pensar em nada. Queria fechar o olhor e abrir com tudo resolvido: meu trabalho todo feito, minha vida toda em ordem, minha casa toda organizada e meu coração resolvido...

O fator etílico...

Um amigo meu de looooonga data (acho que mais de dez anos) costuma dizer que a sua inibição é menor quanto maior é o nível de álcool no seu sangue. Não tem nada que seja mais verdadeiro do que isso. A bebida que você toma te despe não só do glamour da sua noite, mas de todos (ou quase todos) os seus pudores.

Eu sou uma pessoa fácil de se embebedar. Dependendo do dia, dois coquetéis são suficientes para que eu não consiga lembrar o caminho da minha casa. Sério. Não bebo muito,mas sou fraca para álcool. E isso já resultou em grandes desgraças...

Quarta-feira fui com uma amiga a um karaokê. Gostoso demais. Ambiente super bacana e muita empresa em confraternização. Em tempo: lá NÃO é lugar de agarrar um marido, principalmente porque está todo mundo na cantoria e,bem,a não se que você arrase no microfone, você começa o romance pagando mico. Enfim: quatro Sex on the Beach depois e eu não me lembro como eu coloquei o pijama e fui para a cama. Milagrosamente não passei mal,coisa que odeio. Mas lembrei de passagens da minha vida que, acho eu, muita gente nem sonha (oi pai, oi mãe), mas que aconteceram.

Meu primeiro grande porre, com mais de 20 anos de idade, foi desesperador. Eu tomei toda e qualquer bebida que tinha álcool no bar, incentivada por duas loucas amigas minhas. O resultado? Fui carregada por elas até o carro, fui carregada pelo porteiro até a casa delas, vomitei toda água que eu tinha no corpo (e a que eu não tinha também) e caí. O dia seguinte foi mais desesperador ainda: dor de cabeça, enjôo e uma ressaca moral de matar a Odete Roitman sem a Cássia Kiss!

Mas, como boa caipira de Vinhedo que eu sou (e me orgulho), nunca tive um porre de fazer uma besteira enooooooorme. Conheço gente que já fez: acordou ao lado de uma desconhecida (tinha que ser homem a pessoa...), beijou vários e depois se arrependeu, tirou a roupa no meio da balada e por aí vai.

O fator etílico. Ele comanda a nossa falta de pudores e valores quando estamos com álcool no sangue. E aí paro para pensar: será que todas essas loucuras que fazemos quando estamos bêbados nada mais são do que desejos do nosso incosciente? Desejo de tentar o novo, de desafiar a você mesmo, desejo por uma pessoa que você não tem coragem de dizer, desejo...puro e simples.

Não sei...o que eu posso dizer é que, graças a Deus, meu fator etílico nunca me fez fazer nada que eu não faria se estivesse sóbria. Só vomitar.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

#TT: Traição e Tesão

Espero que ela não fique brava, mas se ficar eu apago este post. Tenho uma leitora que tem um blog. Não vou linkar aqui, se ela quiser, pode colocar nos comentários. A conheci pelo blog e tivemos momentos interessantes de conversa. Eu a admiro pela coragem de se abrir diante de uma situação delicadíssima.

Não a conheço pessoalmente, mas posso compartilhar com vocês o que sei sobre ela: ela tem 36 anos, dois filhos (acho eu) e é casada há um ano com um cara que, segundo ela, é uma ótima pessoa. E o que eu mais admiro nela é a sua franqueza e sinceridade. Isso já nos afastou, nos aproximou, nos fez discutir e hoje nos faz ser amigas virtuais em fase inicial. Vou chamar essa pessoa de Ana.

Ana, como disse, é casada há um ano. Senhora de si e dona de uma personalidade ímpar, Ana é contra traição. Mas o conceito de traição,pelo que entendi, se difere dos nossos. Não sei explicar direito e esse nem é o tópico do post. Prefiro não correr o risco de distorcer as palavras dela. O que me interessa nessa história é que Ana ama o marido. Mas sente tesão por um cara que, aparentemente, sente o mesmo por ela. Em seu blog, Ana tem dividido esses conflitos com uma maturidade e sapiência que eu jamais teria.

Esse “affair” está acontecendo e o marido sabe de tudo. Não. Ana não transou com o cara do tesão. Ana conversou com o marido, que anda relutante em aceitar a visão que ela tem: amor e tesão não andam juntos. Quer dizer, podem andar juntos, mas também podem andar separados. Análise minha: ela sabe pensar como a maioria dos homens.

Ana me colocou para pensar. Como podemos separar amor de tesão? Será que a minha criação caipira me fez não aprender essa lado da vida? Não consigo ir para a cama com alguém que não me envolvo emocionalmente apenas pela pele. Quer dizer, fiz isso uma vez e me senti um lixo depois. Não. Não condeno quem faça. Admiro. Sério. Eu queria poder ceder aos desejos sem me sentir mal depois. Acho que somos modernas e livres para fazer o que quiseremos, sem julgamentos. Mas eu vivo do meu próprio julgamento...

Não sei o fim da história de Ana. Nem sei se terá fim. Mas é fato...a pior traição é aquela que acontece da gente para a gente.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O que querem as mulheres?

Nos chamam de complicadas. E somos mesmo. Na TPM. Já falei sobre isso em outro post e, como saí da minha há uns bons 15 dias, não quero me estressar pensando que daqui outros 15 ela estará de volta. Foco no tema. O que queremos? O que queremos é simples: ser feliz.

A felicidade para a mulher, meu caro homem leitor (temos?), pode ser resumida em tantas coisas: uma promoção no emprego, um sapato novo, uma mudança no corte de cabelo, um encontro com as amigas, vencer um bingo e ganhar um Tupperware quando você nunca venceu nem raspadinha de lotérica. A gente consegue ser feliz com pequenas coisas. Mas, amigo, precisamos de vocês para que a nossa felicidade seja completa. A grande maioria das mulheres procura uma companhia.

Não. Não queremos ser sustentadas por vocês. Como disse a Dani Rubro em um comentário, não queimamos sutiãs para anos depois precisarmos que um cara pague o nosso mercado. Não queremos ser adornos em eventos corporativos. Queremos jantar à luz de velas em casa, mesmo que o cardápio seja pizza. Queremos emprestado o seu moletom quando estivermos com frio. Queremos andar no shopping de mão dada. Queremos até reclamar do seu futebol.

O que as mulheres querem é simples...não passar em branco na vida. Queremos ser lembradas como mulheres, amigas, mães, esposas, profissionais. Queremos que nossos filhos se emocionem quando lembram de pequenas coisas que fizemos por eles. Queremos que nossas amigas dividam conosco cada momento marcante que acontece com elas.

O que queremos? Fazer a diferença na vida de alguém. Talvez na sua...

Mini Post: O que fazer...

...quando o dia está corrido, o tempo está curto, o almoço foi engolido e vai sobrar coisa pra fazer e tempo para dar conta?

Sentar?
Chorar?
Arregaçar as mangas e ir em frente?

Tudo isso, na verdade...

Vão me perdoar pela ausência de post vespertino? Prometo que, no fim do dia,coloco coisas novas...

Querido Papai Noel

Gostaria de dizer que este ano eu fui uma boa menina, mas acho que seria uma grande mentira. Mamãe sempre me disse que somente as boas meninas ganham presentes então estou em uma grande enrascada. De qualquer forma, seguro morreu de velho e resolvi escrever. Vai que, numa dessas, sobra presente para quem não foi tãããão boazinha assim e a minha carta é a escolhida....

2010 foi um ano bem interessante para mim. Tão intenso que não sei dizer o que aconteceu entre Janeiro e Março. Ah,sei sim. Pedi demissão de um escritório e comecei em outro. Nisso posso dizer que estou realizada: se antes eu tinha uma chefe chata, hoje tenho uma beeeem legal. Bota legal nisso. A gente trabalha e se diverte,coisa que eu sempre quis ter na vida. Até entrar nessa agência nova, voltei a dar aulas naquela escola que trabalhei antes da Madu nascer. E lá conheci uma pessoa especial. E,por ela, não sei se fui uma boa menina.

Papai Noel, perdoe por não colocar aqui na cartinha o nome dessa pessoa. Hoje em dia as pessoas googlam tudo e se eu escrever aqui,já viu...pode ser uma confusão sem tamanho. Mas o senhor sabe quem ele é e talvez receba uma carta dele também. Enfim. Nos conhecemos e nos apaixonamos. Mas a gente não poderia ter se apaixonado. Fico pensando se Deus (aliás, você tem o endereço dele? Tô precisando mandar uma carta também) tem algo a ver nessa história toda. Será que todos os nossos atos têm um dedinho divino? Não sei, mas entendo que este não é o seu setor. Voltando ao assunto: nos apaixonamos e por um tempo vivemos esse amor (?). Viajamos juntos para Campos do Jordão, um lugar que eu ia com a minha família na infância e pude voltar com ele. Ficamos em casa assistindo filme. Passeamos no shopping. Cozinhamos juntos. Andamos de carro procurando o que fazer. Planejamos um futuro que sabíamos que poderia nunca existir. E tudo isso porque ele estava comprometido com uma outra pessoa que eu, ainda bem, não conheço. Conhecer tornaria tudo mais errado e mais complicado. E tudo foi tão bom e passou tão rápido que não tivemos tempo de analisar como a coisa poderia ser resolvida. E daí, numa conversa de cabeça quente e coração machucado, terminamos nosso conto de fadas que mais parece a história de Romeu e Julieta (sem o fim trágico,mas com fim (?) triste).

Essa pessoa se casou em outubro. E desde então não nos falamos. Tirando dois e-mails trocados ontem, mas acho que isso é o que menos conta hoje. Desde então não nos falamos, mas não tem um dia que eu não pense nele. Ou ele é o meu primeiro pensamento ao acordar ou o último a dormir. Sonho com ele. Sonho com a gente juntos, conversando. Nunca são sonhos, “pesados” (se é que o senhor me entende...). São sempre sonhos onde estamos conversando, passeando e aproveitando o tempo que temos junto. Não sei se são sonhos ou encontros em um plano diferente desse em que podemos viver aquilo que nossos corações querem, mas nossas cabeças precisam negar.

Meu pedido de presente não é tão simples, mas não custa tentar. Para quem conseguiu fazer a casa da Barbie da Lelê e da Vivi passar pela chaminé quando eu tinha 6 anos de idade, meu pedido pode ser “fichinha”. Eu queria uma resposta. Não uma resposta do futuro, mas uma explicação para tudo isso. Por que duas pessoas se conhecem e se apaixonam sendo que não podem ficar juntas? Por que fazer com que duas pessoas se cruzem? Como lidar com tudo isso sem machucar ninguém? Como abrir meu coração de verdade para uma pessoa sendo que outra o ocupa?

Meu presente, Papai Noel, é que eu comece o ano que vem mais serena, menos afoita, menos desesperada por resolver coisas que estão fora do meu controle. Quero ter forças para enfrentar o que vem pela frente, nessa história doida que escrevemos todos os dias e que se chama Vida. Quero serenidade, paciência e força. Quero saber colocar essa pessoa num lugar especial do meu coração, mas deixar que outra pessoa entre, sem que eu seja falsa ou use esse novo alguém para esquecer um outro.

Você me ajuda, Papai Noel? Acha que pode ajudar uma menina não tão boazinha, mas que quer ser feliz, sem agredir ninguém?

Obrigada.

Beijos,

Tatiana

PS: Se não for pedir demais e você puder trazer sapatos, roupas e bolsas eu agradeço....

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O que será que será?

Este pode ser um post polêmico entre uma pessoa (que não é Mr.Right) e eu. Talvez ele me xingue ou talvez ele me agradeça pela sinceridade tardia. Eu conto depois o resultado de tudo isso. Já aviso que posso dar uma distorcida nos fatos relativos às datas para não comprometer ninguém. Vocês sabem que a exposição é somente minha e daqueles que me autorizam a tal.

Desde que eu tive a Maria Eduarda trabalhei em três agências de comunicação. Duas delas foram no período pós-parto (que para mim foi até um ano e meio dela...) e a outra é a que eu estou agora. Numa dessas agências (que eu não vou dizer qual) eu reparei em uma pessoa logo no começo do trabalho. Não conversávamos demais, mas almoçávamos algumas vezes juntos. Acho que trocamos ideias mesmo quando a minha filha nos visitava, vez ou outra e sempre levada pelo pai dela (isso antes de terminarmos). Ou seja a nossa comunicação se resumia a pedir para arrumar a impressora, exibir a Maria Eduarda e compartilhar os amigos em almoços esporádicos. Nada além disso. Dos poucos homens que existiam no escritório, ele me chamou a atenção por algum motivo que não sei explicar.

Um dia, conversando com uma amiga que também trabalhava lá, o nome do moço surgiu na conversa. As referências, preciso dizer, não foram as melhores: ele vivia em um relacionamento iô-iô com uma fulana que morava perto de onde Judas perdeu as botas e, para completar, uma outra amiga nossa era apaixonadíssima por ele. Parte daquela época eu ainda vivia com o pai da Madu então, apesar de ter interagido na conversa, aquelas informações eram tão interessantes quanto pastéis de alface.

Tempos depois eu terminei com o pai da Madu e passamos a conversar um pouco mais: além da ajuda com a impressora, trocávamos eventuais “bom dia”s na parte da manhã. Um dia ele pediu meu MSN e um tempo depois eu troquei de emprego. Fato é que durante esse tempo que se passou e até hoje, continuamos conversando pela internet e pelo celular. Uma relação virtual e semi-real difícil de ser explicada. Acho que, vez ou outra, ele me acha um tanto quanto lunática. Outras vezes, me acha fútil. Outras diz que eu sou muito legal. Eu, simpática que só, respondo apenas HAHAHAHA. Geralmente eu faço isso quando não sei o que dizer. (Embora, ultimamente, conforme posts anteriores, eu tenha usado a expressão SEI LÁ para quando não tenho nada inteligente para falar)

Não sei se ele sabe, mas muitas das coisas que ele me disse e eu discordei dele, me fizeram pensar. Muitas. Ele é uma pessoa sensata. É mais velha que eu (calma, não estou te chamando de tiozão) e acho que fala coisas que são igualmente mais inteligentes do que as que eu digo. Acima de tudo isso, é uma pessoa que nunca me julgou quando abri meu coração e contei sobre Mr.Right. Nem quando falei do cara da balada. Nem quando contei sobre o cara do bar. No máximo ele diz: Caramba, o cara solta uma frase idiota dessa e você sai com ele. Eu te chamo para jantar e você não aceita. E ri. Ri despretensiosamente e pergunta o que ele precisava ter feito para ter saído comigo há agum tempo atrás, antes até da minha confusão amorosa. E eu?

Bom, eu já dei mil respostas que eu mesma – muitas vezes – não entendi direito. Dei argumentos tão fortes quanto uma criança de 2 meses de idade. Já falei que não sairíamos porque estava chovendo, porque estava sol, porque eu estava com o cabelo oleoso, porque eu estava com sapato colorido...todas as desculpas esfarrapadas mais idiotas do mundo. Já o chamei de fácil demais, disponível demais e já tomei na fuça: ele já devolveu isso mostrando coisas que fiz e escrevi no blog e ele leu.

Confesso que não entendo a nossa relação...ele não é meu amigo, mas é meu amigo. É uma das pessoas que mando mensagem quando estou triste, quando estou feliz, quando quero contar que comprei um gloss da Kiehl's e me arrependi dois minutos depois. É uma pessoa que quero falar, mas ao mesmo tempo não quero falar. Alguém que tenho curiosidade de encontrar, mas não quero encontrar. Talvez por medo do que possa acontecer. Talvez por medo de decepcionar o cara, já que ele tem uma imagem de mim que não sei se é a real. Talvez por...sei lá. Tem muito talvez.

Fato é que combinamos umas trezentas vezes de nos encontrarmos e nunca dá certo. Já combinamos almoço em um dia de sol e, no dia do almoço, chuva torrencial. Já marquei de vê-lo em um bar e ele ardeu em febre e ficou doente. Já marcamos de ir ao shopping e ele teve trabalho.

E aí, eis que penso: o que será que será?

Era uma vez... a princesa moderna

Todo mundo tem uma lembrança da infância que marca verdadeiramente. Algumas dessas lembranças viram motivo de terapia, assassinatos em série, estupradores e por aí vai. Outras, no entanto, nos deixam memórias gostosas de se lembrar e compartilhar com filhos e netos. Caso eles existam,claro.

Me lembro claramente de como a minha madrinha me desejava “feliz aniversário” todos os anos. O telefone tocava e eu dizia “alô”. A voz dela, sempre calma e suave começava: Há XX (idade que eu estava completando) anos atrás, nascia uma princesinha que os pais deram o nome de Tatiana. Nossa, como eu adorava ouvir aquele discurso todo...me sentia mesmo uma princesa. Vez ou outra ela falava que um dia eu acharia um príncipe, me casaria com ele e seríamos felizes para sempre, tal qual num conto de fadas.

Hoje eu me lembro com saudade daqueles tempos em que eu realmente acreditava que eu era uma princesa, que meus pais fizeram festa no reino e que um dia eu encontraria um príncipe tipo o da Bela Adormecida. Mas a realidade é bem diferente. Frustrante, diga-se se passagem. A princesa moderna não fica mais no castelo, cantarolando com os passarinhos e cozinhando bolos e tortas. Ela não passa os dias arrumando os cabelos e dançando pelo palácio. A princesa moderna não ganha um sapatinho de cristal da fada madrinha. A princesa moderna não vê seu príncipe encantado chegar em um cavalo branco. Não.

A princesa moderna precisa trabalhar para pagar as contas. Ela precisa entender que só vai ganhar o sapatinho de cristal se ela mesma for até a loja buscar um e, antes disso, ela precisa sonhar que ele não seja um it shoe e esteja esgotado nas lojas. A princesa moderna busca um lugar de igualdade com os homens. E,pior, o príncipe encantado – quando vem e com muita sorte – tem um carro no lugar do cavalo. Na pior das hipóteses seu príncipe vem de ônibus, metrô ou trem. E o príncipe não vem modelo séculoXV. O príncipe moderno não abre a porta do carro, não te elogia a cada cinco minutos e nem te carrega no colo. Não. Ele te pede cerveja, assiste futebol e odeia os bailes.

Romeo não grita na varanda de Julieta. Ele manda um SMS para ela. O mensageiro real não manda convites de casamento da realeza. Ele publica scraps no Facebook. Um pintor da nobreza não faz mais retratos do casamento. Ele tira foto com o Blackberry e posta nas redes sociais. Um autor romântico não escreve um livro clássico sobre o evento. Ele filma e coloca em tempo real no Facebook. Até aí...detalhes.

A tristeza mora em perceber que, hoje em dia, princesas e príncipes não ficam juntos porque quere ser felizes para sempre. Eles ficam juntos porque parecer ser lógico, porque deram a palavra deles, porque engravidaram, porque “antes só do que mal acompanhado” e por mais um monte de motivos que fazem Shakespeare revirar no túmulo como bacon fritando. Acabaram-se os contos de fadas. Vivemos a realidade. Passarinhos não falam com a gente, ratinhos não nos ajudam no trabalho e a Fera quase nunca vira príncipe no final, aliás, a tendência é que vire cada vez mais fera.

Essa semana acordei nostálgica...e desejando que minha madrinha estivesse certa e que eu realmente fosse a Princesa Tati à espera de um príncipe que venha me resgatar....

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Mini post: O que é do homem...

...o bicho não come.

Já diz o ditado. Acho que não soube me expressar no post anterior. Caaaalma, minha gente, não estou correndo atrás do Mr.Right e nem dizendo que vou ter um caso com ele. Não é isso o que ele e nem eu queremos. O que eu quis dizer é que eu posso estar pirando porque eu não mandei nada no celular dele.

Enfim...já estou tocando a minha vida para frente, como todo mundo tem lido. Não estou correndo atrás dele, ele não está correndo atrás de mim e eu não esperava dele um e-mail carinhoso. A tendência é que a gente não se fale mais como antigamente. Mas não é por isso que preciso odiá-lo ou ser grossa.

Não. Não estou esperançosa. Isso não existe pra mim. Hoje não temos chance. Se um dia teremos? Como eu disse: o que tiver que ser, vai ser....se ele tiver que ser meu, vai ser. Se eu tiver que ser dele, vou ser. Se tiver que acontecer outra coisa, vai acontecer.

Fiquem calmas...estou bem. De verdade.

A resposta de Mr.Right....

Eis que Mr.Right me mandou notícias...respondeu ao meu e-mail sobre a revista Gloss (sim, não contei...mas mandei a foto pra ele...foi mais forte que eu). E jogou uma mini bomba que eu fiquei com a pulga atrás da orelha. O e-mail diz:

Olá,
Comigo tudo bem, obrigado. Parabéns pela revista, espero que faça sucesso.
Desculpa não ter respondido sua mensagem pelo celular, você sabe que não posso mais receber e nem mandar mensagens.

Desejo seu melhor.

Abraços.


Tá...o abraços doeu na minha alma. Mas o que me deixou encafifada foi a parte da mensagem no celular. Das duas, uma...ou eu tomei um porre e mandei mensagem no celular dele e não me lembrou ou eu não entendi direito o que ele quis dizer. Será que foi algo do tipo: Não te respondi o e-mail pelo celular porque eu não posso mais ou Não respondi a mensagem que você mandou no meu celular? Eu juro que não me lembro de ter mandado nada para ele. Alguém aqui se lembra de algo do tipo? Sejam a minha memória, please.

Enfim...eu respondi:

Oi,tudo bem?
Que mensagem que te mandei??? Eu não me lembro de ter mandando mensagem nenhuma no seu celular... eu jamais faria isso porque sei que poderia te prejudicar. O que tinha na mensagem??
Vc já está em SP?
Beijos,
Tati


Ah...sei lá. Vamos ver o que ele responde e SE ele responde. Posso dizer que meu coração veio parar na boca quando vi o e-mail dele...

Começo de semana....

Antes de mais nada, estou viva. A internet do escritório resolveu fazer greve pela manhã, por isso a falta de posts.

E, para começar a nossa semana, recomendo que vejam a matéria da Isto É, sobre paquera. A coisa funciona da seguinte forma: eles escreveram um texto (ohhhh...que novidade) sobre paquera e depois fizeram um teste para que você saiba qual é o seu perfil na paquera. Eu fiz o teste e o meu resultado foi: educada. Achei, gente, super verídica a coisa. O perfil que descreveram era beeeem o meu mesmo. Para quem quiser fazer o teste, o link da matéria é este aqui.

Sobre o cara do bar: nenhum contato dele, graças a Deus. Um entendeu bem o recado do outro e viva a vida que se segue. Ainda acho estranho tudo que aconteceu, mas é errando que se aprende e aí está a mágica da vida e de se viver. Quem perdeu foi ele, não eu. Pelo contrário, lucrei:me livrei de um chato!

E é isso, pessoal... ainda vou ler todos os comentários do fim de semana e prometo responder a todos.

Boa semana para nós...

domingo, 5 de dezembro de 2010

As mentiras que nós contamos para eles...

1 - Não pensei em você um minuto do dia sequer. Você acha que eu não tenho mais nada para fazer?
2 - Não, não me arrumei toda para jantar com você. É que eu tive uma reunião no trabalho com um cliente importante.
3 - Esse sapato? Foi uma pechincha.
4 - Claro que essa roupa não é nova! Você é que está prestando pouca atenção ao que eu visto.
5 - Tadinho do cachorrinho...ele me seguiu na rua e eu não pude fazer nada. Podemos ficar com ele?
6 - Imagina...eu era quase virgem quando te conheci.
7 - Aquele seu amigo fortão? Nunca reparei nele.
8 - Claro que eu não quero me casar. Acho que está tão fora de moda isso...
9 - Eu adoro futebol! Muito mais legal do que assistir filme...
10 - Sua mãe? Uma graça de pessoa.

É...todo mundo carrega um pouco de Pinóquio dentro de si...

sábado, 4 de dezembro de 2010

Pacote completo...

Aproveitando a minha matéria da Gloss (aliás, viram que fofa a Maduzinha,né?), resolvi falar um pouco sobre isso... já abordei o tema antes, mas é sempre bom reforçar. Ser mãe solteira cansa. Mas cansa mesmo.

Cansa porque a sua vida é um eterno planejamento: Posso sair? Com quem eu vou deixar? Será que é certo tirar um tempo que ficaria com a minha filha para bater papo em barzinho? Mas cansa mais ainda ter que enfrentar o sumiço dos homens. Sim, porque ninguém (ou quase ninguém, sejamos justas) quer assumir o pepino alheio. E os que estão dispostos devem estar evaporando da crosta terrestre.

Eu estou numa fase de grande descrença em relacionamentos. Acho que estou quase assumindo que, como disse a minha mãe um dia, nasceu para ficar sozinho. Assim simples. Tem gente que veio ao mundo para aprender que relacionamento não é fácil. E isso não quer dizer que ela precise VIVER um relacionamento. Ela precisa TENTAR VIVER um relacionamento. Deve ser o meu caso. Acho que eu preciso aprender a ser feliz sozinha. A não depender de alguém me cobrindo de beijos e abraços. A ficar em casa e curtir o que eu mais tenho de precioso. E só. Muita gente vive assim. Por que eu não poderia viver também?

Ter a Maria Eduarda foi a melhor coisa que poderia ter me acontecido na vida e isso é um fato. Mas conviver com a série de "problemas" que ela me trouxe não é fácil. Ficar pensando em como vai ser o futuro pode ser dolorido vez ou outra. Estar sozinha quando ela fica doente é complicado. Ver a casa vazia quando ela está no pai e não ter com quem ficar não é fácil. Mas a vida é aprendizado...a gente é forçado a aprender e crescer. E crescer dói. Só quem passa por isso sabe.

É,pessoal...acho que preciso rever o que é Pacote Completo pra mim. Para a maioria pode ser: marido, filhos e cachorro, mas para mim provavelmente será: filha e cachorra.

As mentirar que eles contam pra nós...

1 - Te ligo.
2- Claro que eu estava pensando em você.
3 - Não tenho olhos para mais ninguém.
4 - Você não está gorda.
5 - Claro que eu não acho a Angelina Jolie mais bonita. Você pra mim ganha de todas.
6 - O celular estava sem sinal.
7 - Não quero atrapalhar seu sono. Vou chegar tarde do trabalho. Melhor te ligar amanhã de manhã.
8 - Pra mim só existe você.
9 - Eu estou procurando um relacionamento sério.
10 - Prefiro ir ao shopping com você a assistir futebol na televisão.
11 - Adoro a sua mãe.
12 - Vamos sair,sim. Claro.
13 - Um dia, quem sabe.
14 - Dormi com pouquíssimas mulheres na vida.
15 - (continuando a 14) Mas a melhor foi você.

E por aí vai. E,pior...acho que já ouvi todas ela...

Tsc,tsc,tsc

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Mini post: bye bye cara do bar

E assim...uma semana depois acaba a carreira do cara do bar no blog.
O que ele quer eu não posso dar. Ele quer um lanchinho e eu sou uma refeição completa.

Quem perdeu foi ele e não eu.

Mini post... nós na Gloss

Eu e Madu...

Oooops...I did it again...

Gente, confesso que estou cansando. Cansando mesmo. Para que os joguinhos no relacionamento se no fim vai todo mundo terminar junto? Por que fazer aquele drama “Eu finjo que não estou nem aí e você finge que acredita em mim”? Não tem sentido. Jogos no relacionamento são gostosos quando são de conquista. Quando tem aquele intuito de dar o frio na barriga da relação. Mas da relação e não da “um dia isso aqui pode ser que vire uma relação”. E aí me cansa.

Verdade seja dita, pessoas. Eu tenho 27 anos e uma filha de 2. Eu não quero me casar ano que vem ou no outro (mas, se acontecer, quem sou eu pra dizer não...). Mas não quero ter ao meu lado uma pessoa que não tenha o mesmo objetivo que eu: ter um companheiro. Não quero um namoro por um namoro. Não quero rotular relacionamento nenhum apenas porque acho legal mudar meu estado civil nas redes sociais. Eu quero uma pessoa que queira ir ao cinema, que goste de assistir DVD deitado na cama ou comendo pipoca no sofá.

Alguém que tope passear no parque, ir ao teatro, viajar. Não quero alguém me ligue somente quando estiver sozinho e queira qualquer outra coisa que não seja companheirismo. Para sexo, existem as prostitutas. E me desculpe quem discorda. Acho muito legal essa história de P.A (pai, perdão a expressão chula... P.A é Pinto Amigo), mas para quem sabe que a coisa não passa de sexo e ponto final. Sexo para mim não é sexo. Sexo pra mim é fazer amor. É estar ao lado de uma pessoa que se gosta e se quer estar junto.

Não, eu não penso que tenho que dormir apenas com as pessoas que vão virar maridos. Eu sei que a coisa não funciona assim. Mas não quero, neste momento, alguém somente para suprir a carência sexual. Não estou nessa fase da minha vida. Eu quero alguém que queira a mesma coisa que eu: uma companhia para a vida. Não. Não penso em casamento já e já disse. Nem um namoro pra agora. Mas quero uma perspectiva de, um dia quem sabe, estar ao lado de alguém legal.

Me pergunto, minha gente, onde estão esses homens que querem a mesma coisa. Ou eles quase não existem mais ou então eu estou conseguindo filtrar somente aqueles que NÃO querem isso. Posso me arrepender amargamente de escrever isso no blog, mas daí eu peço desculpas e espero que fique tudo bem. Mas tenho que dizer: não acho que estou sabendo escolher direito ou não estou sabendo entender os sinais que os homens estão me mandando. Sério. E explico: não sei qual é a do cara do bar. Sei que uma semana não é tempo o suficiente para saber qual é a dele, mas eu bem que tento entender. Ele fala comigo todos os dias pelo MSN. Diz que vamos tentar nos encontrar e aí...não nos encontramos. Ontem, quinta, fui ao shopping com as amigas e ficamos de tentar nos ver depois do meu shopping e de um jantar dele. Mandei mensagem 23h. Resposta dele: estou enrolado, beijos. Fui para a minha casa. Mandei uma resposta idiota, confesso. Mais ou menos uma hora depois ele respondeu minha idiotice com um: Sem comentários. Não gostei. Tati faz a besteira número 1 da noite. Depois conversamos um pouco e ele diz: podemos nos ver agora, quer? Sim, eu sei que a pessoa inteligente falaria um NÃO bem sonoro. Mas não eu, a trouxa que vos escreve. Eu fui. Acabamos nos vendo. E eu, no meio do caminho, acabei vendo como isso foi um grande erro. Por quê? Porque ele vai pensar que basta estalar os dedos para POODLE da Tatiana sair correndo em direção a ele.
Eu errei feio nisso. Confesso. Mas também confesso o que me fez ir até lá. Basicamente: eu gostei dele. Gostei e não sei lidar com isso. Minha cabeça já é naturalmente confusa e o que conversamos me fez mais confusa ainda. Depois que saímos na sexta passada, ele disse que teve um relacionamento anterior bem complicado e que deixou várias marcas. Disse a ele que eu não cobraria nada, a única coisa é que eu não queria ser “a garota da terça-feira”, ou seja, não queria ser mais uma da coleção dele. Ele me pareceu sensato quando me respondeu que era uma pessoa que já tinha passado da idade da p...aria (se é que me entendem) e que ele era um cara sério, que sai pouco e com responsabilidades. Perguntei qual a expectativa que eu poderia ter e ele: a expectativa de que construindo um presente saudável, se tem um futuro estável. Achei a ideia dele sensata. Acho que ele me parece ser uma pessoa sensata. Acho que pode ser uma pessoa bacana na minha vida. Mas o meu passado, as minhas mágoas só têm feito com que eu faça besteira em cima de besteira. E aí que eu vou acabar fazendo uma tão grande que ele vai acabar sumindo. Enfim...é isso. Desculpem o post giga, mas eu tinha que contar minha zona mental para vocês.

É minha gente...os homens são de marte...e de morte!!!!