domingo, 12 de dezembro de 2010

Quando Sandy virou Britney...

Meu santo irmão, quando éramos mais novos, vivia falando para os amigos dele: Minha irmã é igual à Sandy, uma santa. Não,isso não era elogio. Era crítica mesmo. Isso porque, crescendo em Vinhedo (ou tendo amigas tão calmas quanto eu), nossos programas eram muito lights. Balada? Imagina...quase nunca mesmo. Resumindo o passado: tive uma adolescência muito sossegada, sonho de todo pai e mãe, acredito eu.

Aí que as pessoas crescem...as coisas mudam e a nossa cabeça também. Aliás, ainda bem. Já pensou uma mulher de 50 agindo como uma garotinha de 15? Seria, no mínimo, uó! E eu cresci. Cresci e passei por muita coisa que me fez entender que você dar um beijo em uma pessoa que não vai ser seu marido não te faz uma galinha.

A primeira grande transformação aconteceu quando eu trabalhei como promoter e assessora de imprensa de uma balada aqui de São Paulo. Imaginem que, para mim, trabalhar em uma balada era o auge da minha mudança de vida. Para os meus pais foi o auge do absurdo. Lá eu tomei o meu primeiro grande porre. Daqueles para nunca mais esquecer e nunca mais repetir. Conheci um cara que gostei bastante (o da Austrália). Fiz amigos que não esqueço nunca e que carrego até hoje. E virei mulher.

A menina que eu era se transformou em uma mulher. Eu aprendi que usar vestido não me deixaria vulgar. Aprendi que o que somos não muda conforme a roupa que vestimos. Comecei a perceber que a grande maioria (sem generalizar, claro) dos homens não quer saber se você é inteligente. Na balada ele só quer saber se você é bonita e gostosa. Aprendi, principalmente, que eu não sou uma mulher da balada. Eu sou muito mais que isso.

Me despi da menininha inocente e virei uma mulher consciente de quem sou e do que poderia ser. Claro que não despiroquei total e passei a ficar com todo mundo que chegava perto de mim, mas aprendi que eu podia ser simpática e conhecer pessoas sem ter que beija-las no fim da noite. Percebi que, vamos admitir, é muito bom para o nosso ego entrar em um lugar e ser notada. Mas, acima de tudo, aprendi a fazer isso de maneira saudável.

Não. Não sou santa. Já fiz várias coisas que depois me perguntei: “Como assim?”. Mas a minha pergunta não era pela gravidade do fato, mas por ter feito algo que, nos meus anos de adolescente, eu condenava. Explico, para ninguém achar que é algo super ilícito: eu beijei um cara do escritório que eu trabalhava e depois quase nem bom dia eu dei para ele; tomei um porre junto com o pessoa da mesma agência e beijei um ex-cliente (que quebrou um copo sem querer no meu tornozelo e me rendeu uma cicatriz infeliz) e coisas do gênero. Como estão vendo, nada grave, mas beeem diferente para mim.

E assim, no meio de tanta mudança, a caipira de Vinhedo aprendeu a conviver saudavelmente com a cosmopolita de São Paulo....

9 comentários:

Anônimo disse...

legal

Anônimo disse...

ameiiiiiiiiiiiiiiiii,,,,,,,,,

Luciana De La Vega disse...

Teus posts são sempre ótimos.
Este é demais!
Adorei.

http://loiradecorderosa.blogspot.com/

Bruna disse...

O tempo vai passando e vamos mudando.Gostei do post.
bjos

Oficina Chic disse...

Realmente aprendemos a viver com o passar dos anos, e com as mudanças da vida..
Achei seu texto demais, foi muito bom ler e imaginar coisas da minha vida tb!
Beijos, Gabi

Paulinha disse...

Nossa, que bom q vc mudou! Jamais diria que vc um dia pareceu com a Sandy... hahahah... que bom, isso foi um elogio, tá? hahahahahah...
bjs

Fairy disse...

Acho muito legal a forma como você escreve e não está nem aê para o que irão pensar, e tudo mais. Já fui assim e me rendeu muita dor de cabeça... Corajosa! Admiro isso!
Me identifiquei horrores com tudo que você escreve, também fui Sandy e ano passado... Bem, acho que estava mais para a Lindsay Lohan.. Hahahaha
LOUCURA!! Mas acabou. Droga. Outra fase, outro momento. Beijos!!

Jenny disse...

meninaaaa quem te viu quem te ve hein Sandy!!! abalando SP rsrs

adorei o post
bjao
ps: te seguindo

Flávia Lourenço disse...

Nunca fui e nunca serie nada parecida com a Sandy. Britney, pode ate ser... Agora tenho que compartilhar com vc o momento Amy que passei. Pois é, Amy... Vamos a ele...

Encontrei uns amigos em um barzinho para assistirmos o ultimo capítulo da novela Passione. Isso msm, fomos pro bar ver novela (rs). So que ja estava meio que ja comemorando meu aniversário. E cerveja vai, cerveja vem, ate bombeirinho eu tomei, ah, nao posso esquecer da cachaça mineira, fiquei muito louca. Em umas das minhas idas pra fora do bar conversar com um amigo quase dei de cara no chão. Tropecei no degrau que da acesso a fora do bar. Bati com o braço no portão, me cortei. E o povo me zuando. Entrei na dança e depois finji que nada tinha acontecido (rs). Depois disso tinha que fazer algo mais ne. Afinal depois dessa ainda me deram vodka pura. O fim nao foi muito bom. Acabei entrando em prantos depois de uma cena que protagonizei com o dignissimo. Graças a uma amigo que me levou pra casa nao pude fazer nada a mais. Deixa pra la... So queria contar mesmo do tombo no bar. E outra o cassete do meu chefe ta aqui querendo fofocar sobre os assuntos do Terra e nao consigo produzir nada. Mals Tati... rs...

Bjosss