segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Quando a surpresa acaba...

Quem tem entre 25 e 30 anos com certeza se lembra do Kinder Ovo, o chocolate que vem com surpresinha.
Crédito: Divulgação

E aí que o Kinder Ovo era coqueluche no auge dos meus 12, 13 anos. O povo era maluco pelas lembrancinhas que vinham e a mesada era toda investida nesse doce. A verdade seja dita, o chocolate nem era o mais importante. A gente queria mesmo a surpresinha. Me lembro que, naquela época, eu viajei para Curitiba para ver a minha prima Samara, acho que dois anos mais nova. TODO o dinheiro que meu pai me deu eu torrei em Kinder. Pior: não comemos nada...a gente só queria a coleção dos bichinhos bundudinhos. E hoje? Bem, hoje o Kinder Ovo ainda existe, mas perdeu para outras mil engenhocas inventadas pelos vendedores de doce, criadores de vídeo games e por aí vai. O Kinder Ovo perdeu a graça. Ele já não supera as nossas expectativas. Virou senso comum.

Acho que isso é comum acontecer entre as pessoas. Às vezes a gente cria uma expectativa sobre algo ou alguém e depois....simplesmente se decepciona. Falo isso no amor, na amizade, com ídolos. Explico. Quando eu era mais nova, eu venerava a Ana Paula Padrão. Meu sonho era conhecê-la e, melhor ainda, trabalhar com ela. Até o dia que eu descobri que ela faria uma palestra na PUC que era fechada mas eu, sabe-se lá Deus como, consegui entrar. Eu a conheci e,gente, que frustração. Nada de mais. Depois de anos eu trabalhei em uma agência cujo dono é amicíssimo dela e aí a presença da moça era constante no lugar. Sabe o que ela virou? Carne de vaca, como dizem por aí. Super comum. Aquela aura imaculada que eu tinha foi por água abaixo. Ela virou comum.

Nos relacionamentos isso é ainda mais perigoso. Lembro quando eu falei aqui sobre paixões platônicas. A gente idealiza aquilo e, pode ser que aconteça como pode ser que não. E quando acontece a gente já idealizou tanto, pensou tanto, quis tanto e imaginou tanto que a realidade pode ter sido frustrante. E aí você fica chateado, a pessoa se chateia e corre-se o risco de jogar algo bacana no lixo porque nossa mente criou algo que não existia.

O que eu quero dizer com isso tudo é que não podemos idealizar uma pessoa. Não estou falando da idealização imaginária, aquela que a gente cria uma pessoa que não existe. Estou falando daquela idealização de endeusamento que temos quando conhecemos ou nos interessamos por alguém. É mais ou menos aquela imagem que o aluno tem do seu professor. O cara (ou a mulher) é um semi Deus. Daí você encontra a professora no mercado e se decepciona porque ela é uma pessoa comum. O mesmo acontece com a pesosa que estamos interessada (ou têm interesse na gente). Pensamos tanto que corremos o risco de criar um mundo que não existe e aí vem o banho de água fria.

E por que eu estou dizendo tudo isso? Porque acho que isso aconteceu com uma pessoa semana passada. Acho que eu caí do "falso pedestal" que foi criado pra mim há muito tempo atrás. Acho que não superei expectativas que foram criadas. Acho que foi meio decepcionante para essa pessoa. Estranho isso. E bem chato. Acho que eu gostaria que tivesse sido diferente...

6 comentários:

Bruna disse...

Oi Tati, já criei tantas expectativas e me ferrei..
concordo com vc. bjos

Claudia disse...

conta, conta!!!!

Paulinha disse...

Nossa, concordo totalmente... é péssimo isso. Ninguém deveria fazer isso...

Dani disse...

O Kinder Ovo era mais gostoso quando custava 1 real. :P

Hmmmm pedestal...pedestalizar... joga no Google teoria pedestáltica. :D Uns caras nerds se reuniram para montar uma teoria sobre amores platônicos ao som de Creep do Radiohead. rsssss

Beijo.

Alexandre, não O Grande, mas dou trabalho!!! disse...

Bela definição de reverência ao ser inatingível... interessante, gostei! Sabia que lendo o seu post fui incentivado, ainda mais, a criar o meu blo? É.. fiz isto hoje de manhã depois de ler o que escreveu... bjs querida, te acompanho. Ale

Flávia Lourenço disse...

Nossa... Eu sim posso dizer com todas as letras. ISSO ACONTECEU COMIGO!

Infelizmente puder conhecer melhor o cara no qual havia me apaixonado. E vejam so. Todos queria nos ver juntos porem nao querem me ver sofrer pq ele é um galinha. Com aquela carinha e jeitinho meigo, quase se passa por um anjo. Pelo menos o nome é de anjo, ne Tati?! rs...

Quem diria que por tras dequela pessoa que quando esta a sós comigo é compreensivo, atencioso, gentil, divertido é tambem um galinha, metido quando esta longe. Me descepcionei demais. Ainda temos contato, por parte dele. Procuro nao alimentar aquele sentimento que, infelizmente ainda tenho... Enfim....



Obs. Tati gostei do incentivo que deu, de certa forma, para o rapaz Alexandre em criar seu proprio blog... Tem mais informações dele? Que acompanhar... E nao fique com ciumes ta... Eu amo mais vc...rs... Manda por twitter... please! rs...