sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O parto...

Este post é homenagem à Paulinha, do Rodas de Notapé (clica aqui para ler). Antes do post, preciso confessar que eu sou loira com todo o poder da expressão: conheço a Paulinha há pelo menos dois anos, converso virtualmente com ela e nunca me toquei que ela era ela!

Um parto que realmente foi um parto. Todo mundo morre de rir com a história de como a Madu nasceu, mas eu achei meio traumatizante. Ok que não se compara aos partos que a gente assiste no Discovery Home&Health...mas me deixou marcas, além da cicatriz.

Tudo começou no dia 3 de junho de 2008. Sol brilhava, os passarinhos cantavam e eu sentia uma cólica meio esquisita. Era dia de visitar Aninha, minha gineco fofa e amiga de anos. Cheguei lá no começo da tarde e ela me disse que Madu nasceria no mesmo dia porque eu já tinha um dedo de dilatação e aquela cólica esquisita era contração. Claro que eu, depois de esperar nove meses para ver a carinha da minha filha, NÃO estava preparada para aquilo. Sério. Tive trocentos dias para me preparar e não me preparei. Acabei combinando com a Aninha que ela nasceria no dia seguinte e que eu teria 24 horas de preparação psicológica. Saí de lá com a Aninha dizendo "Nos falamos à noite, quando você me ligar implorando para ir para a maternidade". Eu ri. Fui para a casa dos pais do pai da Madu e fiquei lá,curtindo meu trabalho de parto e sem preparo psicológico para enfrentar a cirurgia. Dispensável dizer que a operação mais complexa que eu fiz até então era cortar o freio superior da boca.

Pai da Madu resolveu ir ao futebol clássico de toda terça e eu, imbecil, concordei que ele fosse. Isso, pessoas, eram 7 da noite. Às 9 eu estava urrando de dor e xingando o mundo porque ele não aparecia do futebol, as contrações estavam de dois em dois minutos (de verdade, porque para todo mundo eu falava que estava de cinco em cinco porque eu não queria ir para o hospital) e eu não sabia o que fazer mais. Liguei para a Aninha e ela, rindo, mandou que eu fosse para o São Luiz. São Luiz? Que mané São Luiz...eu queria um buscopan e dormir para me preparar para o parto no dia seguinte...E lá fui eu, urrando de dor.

Cheguei lá pronta para uma injeção imediata e qual não foi a minha surpresa ao ser colocada num aparelho monstruoso que mede a intensidade da sua contração? Tava intensa...não bastava a minha palavra? E fiquei lá...longos 20 minutos. A médica que me atendeu perguntou se eu pensava em parto normal e eu, munida de todo o conhecimento do "Histórias de um bebê" e "Vida de um bebê", e disse que SIM. Aí a médica: Então se prepara, vai doer seis vezes mais. Confesso que lá acabou o meu parto normal (graças a Deus a Madu era grande e o cordão dela estava enrolado, impossibilitando o parto normal MESMO) e o que eu mais queria era uma injeção.

Da sala de pré-parto para o centro cirúrgico, quase chorando e implorando pelas minhas duas médicas. Eis que entra uma pessoa vestida de verde e fala umas coisas que não entendo. Perguntei para ela sobre a minha médica e dãããããã...aquela era a Aninha. Fomos para a sala de parto e lá começou a tormenta da anestesia. Eu chorei porque tinha medo de morrer e ela me consolou:

Olha só...fecha os olhos antes da anestesia. Se você abrir os olhos e estiver em um campo gramado verde, cheio de coelhinhos aí você pensa: ferrou. Mas se abrir e estiver ainda aqui, tá tudo certo! E deu tudo certo...não vi coelho nenhum.

O parto correu bem...eu falei como uma matraca e simulei um surto de nervoso quando parei de respirar por nervoso. Aí ela me deu um "se toca,garota" e tudo voltou ao normal. Na hora da Madu nascer, ela disse: Olha, ela tem cabelo escuro! E eu, mais que depressa: Sem problemas, puxa já umas luzes...

E Madu veio ao mundo...linda, bochechuda (sério...ela parecia o sapinho da Hello Kitty), às 2:14 do dia 4 de junho. Viram...eu disse que ela nasceria um dia depois daquela consulta fatídica! E depois que ela nasceu...meu mundo se encheu de luz, alegria, felicidade (e mimos, choros,fraldas e por aí vai...)

10 comentários:

Juliana Maciel disse...

Ounnnnnn histórias de parto são hilárias mesmo, mas com certeza esse foi O momento de nossas vidas de mãe, né?
A Clau já deve ter te socado por vc não querer o parto normal, né, hahahaha!!! Beijão!!!

metanameta.blogspot.com

Bruna disse...

Esse post fez-me lembrar o parto da minha irmã.

Beijos
@Brunamotablog
Blog Woman Chic

Viviane Tassi Brabos disse...

Ai Tati, essa história me rendeu dor de barriga de tanto rir. Tudo na sua vida é assim? Um espetáculo é, hahaha.

Bjão

Nessa Frazão disse...

Rsrs, ai deixa eu parar de rir que eu faço o comentário!

kkkkkkkkkkkkkkk

Sua história é incrível. O meu foi bem parecido. Pelo fato de ter sido uma cesáriana. Meu filho também era grande e o cordão estava enrolado no pescoço. Tadinho :(

Mas eu não senti contração, dor nenhuma. Ufa! Ainda bem que a minha gino* viu isso antes, que ele não poderia nascer de parto normal.

Beijokas...

Paulinha disse...

HAHAHAHHAHA...
Tati, essa história é MTO legal!!!

E eu linkei na sua entrevista, pro povo poder correr de lá pra cá!

Ah, lembra que vc tava mto grógue e falou assim que sempre ficava nervosa quando tomava anestesia ou uma coisa assim? E vc nunca tinha tomado anestesia!! hahahahahahahah...
Ótemo!!!

Dani disse...

Eu quero sentir todas as dores do parto...e assim evitar de cometer essa loucura de novo. rsssss

Qdo a minha mãe me teve foi uma loucura... ao invés de eu descer, eu comecei a subir. O médico teve que subir na mesa do parto e me empurrar pra baixo. Qdo eu finalmente nasci, ele me pegou pelas pernas e começou a dizer os índices de inflação do país...aí eu cai no berreiro. rssss Não foi preciso tomar um tapinha no bumbum... rssss

Bjo.

ciça disse...

huahuaha!

Que divertido, tati... vc foi o que nós chamamos de "paciente pitizenta"... (aquela que dá pití!) kkkk

Mas pelo menos tem história para contar.

bjos e ótimo fds!!

Ciça

www.pilatesforhealth.blogspot.com

ciça disse...

huahuaha!

Que divertido, tati... vc foi o que nós chamamos de "paciente pitizenta"... (aquela que dá pití!) kkkk

Mas pelo menos tem história para contar.

bjos e ótimo fds!!

Ciça

www.pilatesforhealth.blogspot.com

analice disse...

ola,

mesmo todas as coisas sao bons momentos...

parabens...]

Tati disse...

Ai amiga, adorei a historia...não sei pq não tinhamos converado sobre esse dia ainda né?

A madu é a coisa mais linda!

Beijos amiga querida

Tati