terça-feira, 29 de março de 2011

Mãe solteira é...

...difícil!

Há um bom tempo tenho pensado em escrever sobre isso. Já fiz posts sobre ser mãe solteira, mas sempre descubro algo novo que possa ser compartilhado. Não sei (mas gostaria de saber) quantas mães solteiras são leitoras do blog, portanto se manifestem,meninas!

A Maria Eduarda foi qualquer coisa menos planejada. Foi uma burrice, por assim dizer. Uma burrice linda e da qual não me arrependo, mas ainda assim...burrice. Engravidei de um cara que, segundo todos e eu concordo, não é a pessoa certa para se ter filho. Ele estava despreparado e a surpresa não foi um fator que contribuiu para o amadurecimento dele. Fato é que as coisas entre a gente não deram certo e eu tive que encarar o desafio de criar uma filha sozinha.

A coisa, minha gente, não é fácil. Quer dizer, deve ser simples pra Sandra Bullock, que tem um filho e um exército de gente que pode ajudar a cuidar do menino. Eu não tenho esse exército. Ano passado a coisa era mais fácil. Eu tinha uma pessoa que morava na minha casa e a minha vida era mais flexível de segunda a sexta. Eu podia ir ao cinema, sair com as amigas, espairecer a cabeça. Hoje eu não tenho mais ninguém que more em casa então saio do trabalho e corro para casa para ficar com a Madu. E a vida segue assim de segunda a sexta.

Fins de semana? Quando ela fica com o pai (ou os avós paternos) meu fim de semana consegue ser mais agitado. É um tempo que eu tenho para mim...para fazer o que eu quiser. Só que nem sempre eu consigo me planejar...tem dias que ela tem que ir para o pai e me ligam dizendo que não vão poder ficar com ela. Acabo me desprogramando para ficar com a Madu. Quando dá ela me acompanha na programação, mas vez ou outra tenho que abdicar de alguma coisa mais legal porque ela não pode ir junto. Nos fins de semana que ela fica comigo, procuro ir para a casa da minha tia porque lá tem crianças que ela pode brincar. E assim a vida vai...

Fico pensando se no meio dessa programação intensa existe espaço para uma terceira pessoa. Um namorado. Hoje eu não sei. Hoje eu estou com um trabalho que eu amo, mas que tem um ritmo intenso. Se eu puder ficar até 22h todos os dias vai ter trabalho a ser feito. E aí me divido entre o trabalho e a filha. Duas coisas que demandam absurdamente a minha atenção. E como ficaria mais uma pessoa? Acho que não fica. Com o A. as coisas não funcionaram porque senti que ele estava com uma atenção muito pequena. Para namorar uma pessoa você tem que estar disponível e eu não estava. Fora que, com uma terceira pessoa, acho que teria que "doar" o pouco tempo livre que eu tenho e que daria para a minha filha e isso eu não quero. Não agora.

Queria que existisse uma fórmula mágica que a gente pudesse esticar o tempo ou criar babás que cuidem dos filhos para a gente viver um pouco. Tem dias que adoraria sair do trabalho e dar uma volta ou ir a um barzinho, mas hoje não posso. Tenho que mover mil pauzinhos para conseguir umas horas de diversão que, muitas vezes, nem compensam o trabalho todo.

E, com tudo isso contado, concluo: preciso ser amiga da Sandra Bullock...divido a babá com ela e saio para passear. Será que ela tem facebook? hehehehe

14 comentários:

Raquel M.B.G. disse...

Quando você se apaixonar de verdade vai arranjar tempo para tudo. Espere para ver...sorte! abraços

Anônimo disse...

Concordo com a Raquel.. qdo vc se apaixonar arruma tempo pra tudo... por isso não deu certo com o A. Boa sorte !

Anônimo disse...

Não sei se é bem assim... Também sou mãe solteira... o que percebi é que quando se está apaixonada, o que aconteceu comigo rescentemente, é que vc tem que se esforçar bastante para tudo fluir, o que aconteceu também, é que me desgastei bastante para dar conta dos meus dois amores, meu filho e namorado, e que depois de um tempo esse esforço passou a ser mais desgastante do que eu realmente gostaria... mas a história é longa... só sei que não é tão simples assim...

Claudia disse...

Eu imagino que deve ser uma barra mesmo, Tati, mas acho que vc está idealizando como deve ser uma mãe casada. Quer dizer, vc pelo menos tem uma folga a cada 15 dias, mas nós não temos nunca. Faz 7 anos desde que tive um fim de semana inteiro só pra mim, coisa que vc faz com frequência. O que deve ser mais puxado para a mãe solteira é a noite, dar bahno, janta, por pra dormir, etc sem ter ningém pra dar uma força, mas eu sempre vejo vc saindo, indo em baladas, festas etc e mãe casada que não tem com quem deixar criança não faz isso nunca. Não idealize a grama do vizinho porque um dia vc pode descobrir o quanto a sua era verde. É claro que estamos falando da vida prática, e não da emocional. E claro que com a emocional, concordo com vc- deve ser mais difícil aguentar a barra sozinha. Mas volto a dizer, mães casadas sofrem pra cacete tb- mas não tem folga de vez em quando. bjs, te amo.

Gabriela Rosa disse...

É amiga, ñ é simples...
Nossos casos são um pouco diferentes: meu Davi ñ foi planejado, foi desejado! Se ele fosse planejado certamente ñ estaria aqui agora! rs
Éramos casados e entramos em acordo pra eu parar de tomar remédio e aconteceu. Ñ reclamo de nada apesar de td q aconteceu no casamento. Assim como ñ tenho nd a reclamar da maternidade. Apesar da separação conturbada tudo foi contornado e no meu caso tios, dindas e avós brigam pra ficar com ele, então é só eu pensar e lá toca o tel c/ alguém chamando pra passear. Eu é quem sou chata e ñ deixo! Mas ainda assim é difícil.

bjs

Obs: Me coloca na estatística de mãe-solteira aí! rs

Nai disse...

É meio complicado, a única coisa que eu pensei ser difícil ser mãe solteira é a questão financeira, ou quando a criança está doente, que tudo é só você.
Ser mãe casada te dá alguém pra dividir cuidados, pra financiar as coisas mais improváveis, mai ste trás um desgaste imenso.
Não é fácil o combo: trabalhar fora+ cuidar da casa+ filho + de si e ainda ter marido cobrando atenção, querendo namorar, quando se dorme super tarde e acorda cedo. Eu queria muito ter pelo menos um dia do mês só pra mim, poder dormir o quanto quiser, ir no cinema, fazer compras, fuxicar com as amigas e sair pra dançar, podia ser até uma vez a cada 3 meses,rsss

Nai disse...

Não é preconceito, mais eu acho que deve ser mais fácil pessoas com filho namorarem alguém na mesma condição.
Porque se apoiam e entendem melhor os conflitos, a situação do outro. Meu marido tem filhos, e confesso que muitas vezes não tive maturidade suficiente para entender algumas coisas que hoje entendo numa boa. Que cada um tem um pedaço do coração dele, mais que muitas vezes algumas coisas precisam ser feitas para tudo andar na santa paz de Deus. E as coisas melhoraram anos luz depois que fui mãe. Até férias em casa já rolou, algo que antes me dava frio na espinha só de imaginar.

Monica Tinoco disse...

leio sempre mas vc sempre me deixa com um nó na garganta tão grande q nem consigo comentar... deve ser barra mesmo... imagino...ou melhor nem consigo imaginar!!!

Mas força gata..como sempre teve!!!!

bjokas

Mi disse...

tem que ter muito jogo de cintura
beijinhos

Paulinha disse...

Tati,
Depois do comentário da Claudia, me deu vontade de pegar ela no colo e dar um beijo! hahahha... brincadeira. Mas é E.X.A.T.A.M.E.N.T.E. o que ela falou.

Lendo seu post, sinceramente, morri de inveja qdo vc disse que de segunda a sexta vc não sai. Pq eu não saio NUNCA. Dá pra contar nos dedos qtas vezes eu saí nos últimos dois anos. No fds eu NUNCA saio, nunca. Nunca tem ninguém pra dividir o Teteu comigo, pq qdo o Maico tá em casa eu tb quero ficar com ele e o Teteu tb quer ficar com os dois. Acabo não saindo nunca...

Vou fazer um post de ombro amigo pra vc! Heheheheh...
Sério, se vc sai mais de uma vez por ano(pra cinema, barzinho ou balada) eu morro de inveja de vc. Desde q o Teteu nasceu eu saí uma vez prum barzinho, mês passado.

Daniela Freitas disse...

Muitas vezes casada, vc em q dar atenção pra duas crianças: o filho e o marido, kkkkkkkkkk!!! Minha bb ainda não nasceu, mas o meu marido demanda de mim uma atenção absurda! Nem sei como ele vai lidar com o nascimento da filha...Muitas e muitas vezes á tive q desmarcar saidinhas com as amigas por causa dele!! No começo do casamento ele perguntava aonde eu ia pq nao queria desgrudar de mim até qdo eu ia de um cômodo para o outro da casa, rs!!! É dureza, às vezes os homens são mais crianças q os próprios filhos!!

Claudia disse...

É isso o que a Paulinha disse (opa! Tá devendo colo e beijo!) mesmo, por um lado entendo que tem momentos que devem ser muito solitários e deseperadores, mas quando a gente lê que vc foi no cinema sozinha ou num barzinho, puts! Que vontade de ser mãe solteira por um mês, rs.

Tati disse...

Amigaaaaa, pode ter certeza que quando aparecer o cara certo, ele te ajudará em tudo isso....e tudo se resolve, vc vai ver!

beijokas
Tati

Nathalia disse...

Tati, meu primeiro dia no blog e estou lendo quase todos os posts. hehe

Mais uma mãe solteira para o seu blog! E certamente vem dai também tamanha identificação.

Eu tenho 26 anos e meu filho 6. Olhando pra trás hoje (quem dera tivesse percebido naquele tempo..) consigo ter certeza de que o único namorado que não podia ser o pai do meu filho, é realmente o pai.

É a burrice que me trouxe a coisa mais linda da minha vida. Que me enche de orgulho, que me completa, que me motiva a ir mais longe, que faz meus pais sofrerem de saudade, e tanta coisa boa, que despede de mim todo dia falando Mamae bom trabalho, te amo e até mais tarde.

A realidade de mãe solteira é dura. Lendo o depoimento das casadas, tento entender o lado delas. Mas segurar toooda a criança de uma criança sozinha, as decisoes, a educação, os custos, o estar bem todos os dias, a responsabilidade e a pressão da sociedade por tudo isso que acabo de dizer parece tão mais pesado.

Enfim, cada um defende seu ponto né?

E em relação a achar que o amor da sua vida compreenderá tudo isso... nao sei. Eu encontrei um único grande amor depois do meu filho.. mas depois de dois anos lindos, tive que escutar a maior verdade do mundo e talvez a mais dolorida.. "Nao da mais.. eu vivo uma vida de casado, sem ser casado. E por mais que ame seu filho, tá dificil pra nós"

Num primeiro momento foi um alivio.. pq dividir meus finais de semana com os dois era bem complicado. Dar assistencia pro namorado até altas horas da manhã e estar no outro dia as 7 linda e sorridente no parque com o filho era estafante pra mim. Mas a unica opção q eu tinha ne?! Um amor perdido, um coração partido e a cicatrização eterna me acompanha.

E que saudade de poder sair de casa sem pensar em voltar rápido, porque tem alguem cuidando dele pra mim.