terça-feira, 26 de abril de 2011

É dor que desatina sem doer...

Às vezes fico pensando em tudo o que eu já vivi em 27 anos. Muita, mas muita coisa boa aconteceu e algumas bens ruins. Isso acontece com todo mundo, eu sei. E aí fiquei pensando na dor. E em como elas são curadas e passam ou então vivem numa eterna cicatrização. Ou então elas estão ali e são doloridas não sendo. Não sei bem explicar como, mas a sensação é essa. Nada dói até que alguém coloca o dedo na ferida e aí você sente aquela pontada que incomoda muito, mas não machuca.

Sinto isso sempre que alguém fala da Leila, a minha cachorrinha que já está morta. Carrego uma culpa enorme por tudo o que aconteceu com ela e falar sobre isso ainda me dói. Mas é uma dor que sinto e não sinto ao mesmo tempo. Será coisa de maluca? Não sei. Acho que é uma dor que me acostumei a sentir e agora já não é tão dolorida mais. Sinto uma saudade enorme dos tempos que eu era criança em Vinhedo e ela me esperava sentada na porta do meu quarto quando eu passava o fim de semana na casa do meu pai. Sinto por ter ido morar sozinha aos 19 anos e era despreparada para isso. Como resultado eu perdi a cachorra que mais amei na vida. Me dói lembrar dos aniversários dela e do dia que eu tive que a deixar com um desconhecido. Me dói ter isso no meu passado. Me sinto como se tivesse abandonado uma filha.

Sinto essa dor dolorida que não dói sempre que penso na minha história com Mr.Right. Talvez esses dias doam um pouco mais porque conversei com a minha mãe. Mas também expliquei, como estou dizendo no post, que é uma dor diferente. Uma dor que está no coração, machuca a alma, mas não arde como ferida aberta. Acho que, assim como a Leila, vou me acostumar a essa dor.

Não estou triste, por incrível que pareça... mas fiquei pensando em como isso nos afeta. Na verdade, um comentário no meu blog me fez pensar nisso. Será que, mesmo depois de muitos anos e vida vivida, ainda vou sentir isso?

7 comentários:

Helena Pavan Guimarães disse...

Acredito que o tempo muda a gente Tati!!!!!
Com certeza voce não vai mais se sentir assim. afinal isso passa...os valores mudam...
Beijo
Helena

Luciana De La Vega disse...

O que eu aprendi é que ninguém passa por esta vida sem uma dor.
E dor mesmo, daquelas de se jogar no chão, por que uma cadeira ou cama não suporta o peso de tanta dor.
E não é a dor que deixa de existir, que diminui e sim a gente que fica forte e consegue suportá-la. E vamos ficando mais forte até superá-la.
Lendo teu post lebrei de uma dor, que me fazia sentir como uma música do Michael Jackson. Wanna Be Startin' Somethin'
Na parte que ele diz:
It's too high to get over (yeah, yeah)
Too low to get under (yeah, yeah)You're stuck in the middle (yeah, yeah)
And the pain is thunder (yeah, yeah)


(é Alto demais para superar (Yeah, yeah)Baixo de mais para render-se (Yeah, yeah)Você fica preso no meio (Yeah, yeah)E a dor é fulminante (Yeah, yeah))

E hoje, cinco anos depois, (é, não é de uma hora para outra. hehehe) Penso que tudo aquilo, hoje, para mim é refresco. Muito fácil, algo que enfrento com uma mão nas costas.
Acho que um dia será assim contigo sobre o Mr.Right. Já com tua cachorrinha, sei o amor que sentimos por um bixinho. Sei que vemos o amor por nós nos olhinhos deles. Então acho que mesmo quando tu ficares mais forte a ponto da dor não doer mais a lembrança dela sempre terá um sabor amargo.

Espero não ter feito um comentário muito londo e desanimador. =S

Mudando de assunto. Sei que te devo meu endereço. Estou até com vergonha. Me desculpe! Mas eu não sei mandar DM pelo twtter (loira mode on) e nunca sei quando estou mandando um recado só para ti ou para que todos leiam lá no face book. Eu não domino bem estas midias. Assim que eu descobrir como mandar DM eu te envio. O que pretendo fazer esta semana.

Beijokas.
http://loiradecorderosa.blogspot.com/

Nathalia Lacerda disse...

Tati, descobri seu blog tãooo por acaso e tão em boa hora!
Sabe quando uma pessoa fala tudo o que você ta sentindo e nao consegue descrever??
Pois bem... esse seu post parece ter sido escrito por mim.
Eu nunca entendi como tem dores que ainda doem, por situações que você já entendeu que não te traziam futuro, mas permanecem ali, te incomodando, em uma "eterna cicatrização".

Pronto! Achei a palavra do um momento, que pra mim, tem sido longo demais.. ETERNA CICATRIZAÇÃO.

Espero chegar no momento forte o bastante que nossa amiga Luciana descrever, e olhar pra trás forte e mais feliz.

Nao é o caso agora :(

Alê Crol disse...

Olá,
Tudo bom,eu adoro o seu blog e tudo que você escreve.A dor da alma é a pior, a que mais castiga, a que mais fere e machuca. Mas passa, acaba adormecda com o tempo. Acredito que a dor serve em determinados momentos para nos alertar e nos lembar de nós mesmos e de quanto somos fragéis.
Beijo grande!http://quotidianoale.blogspot.com/
E passa lá no

Gabriela Rosa disse...

Essa dor da alma é demorada pra cicatrizar né?? Eqdo cicatriza a pele q foi machucada ainda fica sensível...

Mas como tudo na vida passa, um dia isso vai passar!

bjs

naofiqueemcasa disse...

Ai Tati... Quer uma notícia ruim?
Tem dores que eu não esqueço nunca... Elas ficam adormecidas mas sempre aparecem pra dar um oi! rs
Bjusss

Lari disse...

Eu te entendo, Tati. Tive uma "história" com um cara há algum tempo e mesmo já tendo passado tanta coisa nova (e boa) na minha vida, por eu saber que não vai dar em nada e que eu fiz o que podia, outro dia encontrei com ele por acaso e foi como se uma faca tivesse sido enfiada no meu peito. Tudo que eu achei que tinha cicatrizado voltou a doer e me machucar.
Tem uma frase da Rose Kennedy que diz: "It has been said 'Time heals all wounds'. I do not agree. The wounds remain. In time, the mind, protecting its sanity, covers them with scar tissue and the pain lessons. But it is never gone".
Traduz muito do que eu penso.

Bjus!