segunda-feira, 8 de agosto de 2011

O homem da minha vida....

Numa época que todo mundo procura uma alma gêmea, percebi que - de verdade,verdadeira - o homem da minha vida sempre esteve ao meu lado: meu pai. Ontem foi aniversário dele e o primeiro que passei longe: ele foi, merecidamente, viajar. Foi com a mulher dele e, sabiamente, deixou as três filhas no Brasil. Acho que precisava de uma folga e uma segunda lua de mel, já que ele completou 20 anos de casado...coisa rara hoje em dia.

Meu pai e eu, quando eu era menor, éramos muito grudados. Eu me lembro que não queria que ele namorasse, depois que se separou da minha mãe, porque tinha medo de "perder o meu território". E aí foi um trabalhão para que eu aceitasse que, apesar de ser meu pai, ele também precisava de uma companhia. Lembro de algumas namoradas que ele teve e, talvez ele seja melhor para falar sobre isso, mas eu gostava de todas elas. Ele se casou quando eu tinha 7 ou 8 anos, não me lembro. Me lembro que o casamento dele foi lindo e eu adorei ser daminha com um vestido vinho e o cabelo de poodle (que doeu para fazer e, hoje, acho que eu fiquei ridícula, mas na época eu quis muito usar um cabelo encaracoladíssimo). E desse casamento ganhei dois presentes: minhas duas irmãs mais novas. Sempre quis ter irmãs e ele me deu duas.

O que mais me lembro? Me lembro de quando eu ganhei meu primeiro patins, coloquei no apartamento dele e caí com um prato de cachorro quente. Me lembro de uma bandeja de brigadeiros que eu derrubei na área de serviço, no meu aniversário de 5 anos e recolhemos tudo e servimos na festa (a área estava SUPER limpa,gente!). Lembro de passeios, viagens ao Guarujá...e muito mais coisa que faria deste post um MEGA post.

E aí que,por coisas da vida, acabei me perdendo um pouco desse paizão. Não, não brigamos. Sim, ele sempre foi super presente. Mas a vida acabou colocando alguns obstáculos no caminho que me afastaram dele e eu sinto muito por isso. Por esse motivo, talvez, meu presente para este aniversário do meu pai seria a filha que um dia eu e fui e, acho eu, não sou mais.

Se eu pudesse dar um presente "não físico" para meu pai seria de volta aquela filha que ele tinha quando eu tinha 5 anos...que colocava o pai acima de tudo,que ligava todos os dias, chorava para ir embora e insistia para dormir na casa da avó. Se eu pudesse voltar no tempo, não teria deixado nada e nem ninguém "minar" (não é bem essa palavra que eu queria, mas não acho outra melhor) o que a gente tinha. Se eu pudesse, mudaria todo um passado que deixou ele chateado, mas que não posso consertar. Se eu pudesse dar um presente para ele, seria ser a filha perfeita que ele merece ter.

Pai, sei que você vai ler isso e espero que saiba que é do fundo do meu coração: de todos os homens, você é, com certeza, o homem da minha vida. E a partir do seu aniversário (e de todas as conversas que tivemos esse ano) eu vou fazer o meu melhor para ser a garotinha (e filha mulher) que eu era aos meus cinco anos de idade.

Te amo imensamente...

2 comentários:

Gabi Rosa disse...

ai Tati, e a emoção chegou até aqui...

Bjs pro paizão!

IdéiaSubstancial disse...

Oi minha linda que saudadeeeeeeeeeee de vc! Nossa quanto tempo não te vejo por lá e a gente sente falta das amigas blogueiras... Amei o post muito sincero como tudo q vc escreve. Bjãoooooooooooooo enorme.