sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Sobre relacionamentos...

"Converse. Não estar pronto não significa não gostar. Não querer agora não significa não querer nunca. Não há insulto em pedir tempo. Não há ofensa em ter dúvidas. Lembre: o outro lado também hesita, embora às vezes não diga, embora talvez nem perceba."


Adoro o Ivan Martins. Não sei vocês conhecem, mas ele é colunista da revista Época. A Ivy me manda a coluna dele toda quarta-feira. E essa semana ele escreveu um dos melhores textos que eu já li na minha vida. De tudo o que estava escrito, o que mais me marcou foi o fragmento (falei bonito...) lá de cima. 


Relacionar-se com alguém é conversar. É se arriscar. A vida é um jogo e sempre que temos uma pessoa que não seja a gente no meio, as apostas precisam ser feitas. É fácil? Não, não é. A gente sofre? Sofre. Mas a vida é aprendizado. 


Eu aprendi essa semana a não sofrer mais pelo passado. Aprendi que a gente precisa entender que, quando arrisca, corre o risco de perder. Aprendi que eu tenho os melhores amigos do mundo. Fiquei morena. 


E no meio disso tudo, eu aprendi que as pessoas especiais podem passar pela nossa vida e não ficar nela. E nisso a gente só aprende.


Se relacionar com o mundo é isso...é dar a cara a tapa. É cair e levantar. É limpar a poeira e dar a volta por cima. Se relacionar com as pessoas é correr o risco de se machucar. Mas também é correr o risco de conhecer gente bacana.


Eu me relaciono com o mundo todos os dias. E espero ser assim até o fim da minha vida. E, quem sabe, depois dela também...

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Um novo eu


Sim...eu mudei. Tirei o loiro. Não, não foi de propósito. Na verdade eu cortei o cabelo ontem e aí ficou manchado demais por conta daquelas luzes meio ombré. Aí o Didier, meu fiel cabeleireiro, disse que se eu quisesse assumir meu lado "roqueira doidona" eu poderia ficar com aquela cor. Como eu estou longe disso, resolvemos (ele resolveu, na verdade) que escureceríamos o cabelo até que eu fizesse as luzes de novo (previsto para semana que vem).

De verdade? Me acho estranha...uma alma loira numa cabeça morena. Não sou muito fã. Mas me surpreendi com os elogios. Engraçado isso.

Resolvi compartilhar a mudança com vocês. Uma amiga brincou que estou na fase "Carrie morena" da minha vida. Achei graça.

Tá aqui...depois de um dia conturbado, e que passou, minha gente... resolvi mudar.

"Um belo dia resolvi mudar...e fazer tudo o que eu queria fazer..."

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Quem procura, acha...

Post não planejado, mas eu precisava desabafar em algum lugar. Podem me chamar de mula, de anta, de paquiderme e tudo mais que vocês quiserem porque eu estou me achando tudo isso mesmo.

Sabe aquele dia que você não tem o que fazer da vida ou que você acorda e pensa: "Como eu vou acabar com o meu dia hoje?"? Então...eu devo ter acordado assim. Isso porque, do nada, eu resolvi ver se a Noiva Cadáver aderiu ao Facebook. Isso mesmo, minha gente...eu resolvi que eu queria procurar isso, depois de escrever um post lindo dizendo que já não estava mais nem aí.

Acontece que eu percebi que estou aí sim...a foto é uma foto do casamento do Mr.Right. Uma foto dos dois,claro. E isso doeu no fundo da minha alma. Eu não pensei que uma simples foto pudesse doer láááá no fundo. Desculpem a todos, mas é verdade. Eu fui fraca, fui caçar enguiço e achei! Achei em formato de foto.

É isso, minha gente... só precisava colocar num "papel" ou então enlouqueceria.

Fica a dica: quem procura, acha...e acaba chorando...

Modernidades do século XXI

Tem coisas nesse mundo que eu ainda estou aprendendo a entender. Essa história de "estar conhecendo" trezentas pessoas ao mesmo tempo é uma delas. Tenho amigas que se arrumam três vezes na semana para encontrar três caras diferentes. E elas se lembram dos detalhes da vida de cada um deles. O argumento? "Estou testando qual dos três é a melhor opção. Quando eu me decidir, mando os outros dois passear". Argumento inteligente? Talvez, quem sabe...

Eu já disse que sou um ser meio "caipira" para essas coisas. Acho que a gente precisa ter foco nesse vida e mirar em todos pode querer dizer não acertar nenhum. Mas vejo uma certa lógica no raciocínio delas. Quando a gente fecha o nosso leque de opções para uma única pessoa, precisa ter certeza de que a outra parte está na mesma sintonia que você. Aí o único investimento pode ser certeiro e todo mundo vive feliz. Mas...e quando você está na tentativa da tentativa da tentativa? Será que o caminho é, realmente, ter mais de uma opção?

E mais...do jeito que as coisas estão doidas hoje e está cada vez mais difícil encontrar uma pessoa bacana, como é que a gente consegue mais de uma opção se está complicada de achar apenas uma? Se alguém souber, me conta o segredo...

Ah...as modernidades do século XXI onde opção não é mais opção...é quase que uma obrigatoriedade...!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Carpe Diem...Vita Brevis.

Há muito tempo atrás, não sei nem se ela vai se lembrar, ganhei da Fér um livro chamado Vita Brevis, do mesmo autor de "O mundo de Sofia". O livro conta um pouco sobre a vida de Santo Agostinho, mas isso não é o motivo do post... o que eu me lembro mesmo é que, junto com o livro, a Fér me mandou uma cartinha que terminava assim:

"Carpe Diem. Vita Brevis."

Basicamente, numa tradução, o que a Fér me escreveu foi "Aproveite o dia. A vida é breve." Se me perguntarem o motivo do presente e do cartão, eu vou ficar devendo, porque eu não me lembro. Mas deve ter sido em alguma época que eu precisava ouvir isso. E nem sei se ela sabe, mas essa frase vem me acompanhando há um bom tempo. Sempre que eu tenho uma situação que fico enrolando para resolver, penso no fim daquele bilhete. O que eu quero dizer neste post é que, muitas vezes a gente fica se prendendo a pessoas e situações que vão acontecer (ou não) lá na frente e isso impede que a gente viva o hoje.

Eu sempre fui uma pessoa que pensa lá na frente. Que não vive o hoje. Eu vivo hoje pensando no amanhã e quando não penso no amanhã, quero tentar saber como vai ser ano que vem. Isso me impede que viva o que a vida está me dando hoje. E isso precisa parar. Por isso que eu decidi ontem (para ser bem sincera) que eu vou viver um dia de cada vez. Sim, tenho meus planos. Sim, tenho minhas ideias de vida. Mas não. Não vou viver pensando nelas e como elas vão acontecer. Eu simplesmente vou viver o hoje. Vou planejar o daqui a pouco e não mais o láááááá na frente. Vou sentir o que a vida me dá hoje.

Carregar o hoje para amanhã? Só se ele valer muito a pena. E por quê?

Carpe Diem, leitores. Vita Brevis.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Rótulos

Ontem eu estava pensando sobre rótulos e o quanto a gente precisa classificar as coisas. Estado civil, preferências por isso ou por aquilo e por aí vai. E tudo isso por conta de uma conversa que eu tive.

Há muito tempo atrás uma amiga muito querida mas cujo contato que tenho hoje é pouco começou a sair com um moço. Naquela época ela reclamava da falta de um estado civil definido. Eu estava no auge do meu relacionamento com Mr.Right e me lembro que nós três conversávamos sobre a importância que a mulher dá ao rótulo de "meu namorado". Ele (Mr.Right) explicava para essa amiga que ela precisava viver um dia de cada vez e deixar a coisa acontecer. E ela fez isso. E hoje os dois estão morando juntos, quase um ano e meio depois daquela conversa.

Fico me perguntando de onde vem tamanha necessidade de rotular tudo. "Estou namorando". "Estou ficando". Ou simplesmente "Estou tico tico no fubá". Ok...eu sei que o "tico tico no fubá" pode ser um martírio, mas o que é indefinido hoje, pode ser definido amanhã. E aí, sem pressa, um relacionamento é construído.

Junto com tudo isso, ontem eu assisti "Amizade Colorida" e fiquei pensando, também, sobre isso. Será que uma amizade assim não é o começo de tudo? Será que esse tipo de relacionamento, livre de rótulos e cobranças não pode ser a porta de entrada para um relacionamento verdadeiro, entre duas pessoas que se gostam, mas que não querem um rótulo assim, de sopetão?

Queria a opinião de vocês, leitoras e leitores sobre isso. Rótulos e amizades coloridas. Funcionam? Não funcionam? O que acontece?

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Poesia para o dia mudar...e a gente também

Uma amiga querida (BEIJO, IVY) mandou este texto para mim. Repassei para algumas pessoas igualmente queridas e decidi dividir com vocês...meus queridos leitores. (Perceberam que eu estou querida hoje,né? hahahaha)


Não importa aonde você parou...
Em que momento da vida você cansou...
O que importa é que sempre é possível e necessário "Recomeçar".
Recomeçar é dar uma chance a si mesmo...
É renovar as esperanças na vida e o mais importante...
Acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período?
Foi aprendizado...
Chorou muito?
Foi limpeza da alma...
Ficou com raiva das pessoas?
Foi para perdoá-las um dia...
Sentiu-se só por diversas vezes?
É porque você fechou as portas até para os anjos...
Acreditou que tudo estava perdido?
Era o início da sua melhora...
Pois é...
Agora é hora de reiniciar...
De pensar na luz...
De encontrar prazer nas coisas mais simples de novo...
Que tal um novo emprego?
Um corte de cabelo arrojado...
Diferente?
Um novo curso...
Ou aquele velho desejo de aprender a pintar...
Desenhar...
Dominar o computador...
Ou qualquer outra coisa...
Olha quanto desafio...
Quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus, o esperando.
Está se sentindo sozinho?
Besteira...
Tem tanta gente que você afastou com o seu "período de isolamento"...
Tem tanta gente esperando apenas um sorriso seu para "chegar" perto de você.
Quando nos trancamos na tristeza...
Nem nós mesmos nos suportamos...
Ficamos horríveis...
O mal humor vai comendo nosso fígado...
Até a boca fica amarga!
Recomeçar...
Hoje é um bom dia para começar novos desafios.
Onde você quer chegar?
Ir alto...
Sonhe alto...
Queira o melhor do melhor...
Queira coisas boas para a vida...
Pensando assim trazemos para nós aquilo que desejamos...
Se pensamos pequeno...
Coisas pequenas teremos...
Já se desejarmos fortemente o melhor e, principalmente, lutarmos pelo melhor, o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é o hoje o dia da faxina mental...
Joga fora tudo que te prende ao passado...
Ao mundinho de coisas tristes...
Fotos...
Peças de roupa, papel de bala...
Ingressos de cinema, bilhete de viagens...
E toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados...
Jogue tudo fora...
Mas, principalmente, esvazie seu coração...
Fique pronto para a vida...
Para um novo amor...
Lembre-se: somos apaixonáveis...
Somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes...
Afinal de contas...
Nós somos o "Amor".
"Sou do tamanho daquilo que vejo e não do tamanho da minha altura".

Carlos Drummond de Andrade

O retorno de Maria Helena....


Vocês se lembram do meu lado psicótico, conhecido como Maria Helena? Aqueeeeele meu alter-ego criado por mim para testar o “Cara da Austrália”? Já falei sobre ela aqui. Quem quiser rir, leia e morra de rir.

Pois então...desde o episódio da Maria Helena o cara da Austrália é conhecido, entre as minhas amigas, como O Maria Helena. E O Maria Helena, que hoje não mora em São Paulo, veio para a capital paulista. E sugeriu que a gente se encontrasse. Eu confesso, leitoras e leitores, que eu tremi na base e, antes que ele chegasse aqui,planejava encontrar com ele. Muito pela curiosidade de vê-lo “ao vivo” depois de mais de cinco anos. E também porque eu queria testar o que aconteceria.

Aí que o Maria Helena chegou justamente na mesma época que chegou aquele moço que eu estava conhecendo (o que é, hoje, apenas um amigo). E aí, minha gente, eu amarelei. Amarelei e confesso que amarelei mesmo. Ele até propôs um vinho em casa e eu aceitei, mas a Madu agiu em meu favor e acabei tendo que amarelar de vez. E acho que, se a Madu não agisse, eu mesma agiria.

Tenho certeza de que muitos estão me achando uma burra e outras pessoas estão me aplaudindo. Apesar da curiosidade em saber como ele está, não me arrependo de não ter encontrado com ele em nenhum dos sete dias que ele ficou por aqui. Simplesmente pelo fato de que, se estou com alguém, ainda que no status de “conhecendo melhor”, não consigo “sacanear” a pessoa e estar com mais de uma ao mesmo tempo, mesmo que sem segundas intenções (que eu sei que da parte do Maria Helena existiam).

E...? E que o moço desistiu de tentar me conhecer melhor e eu acabei sem o moço que vale a pena (e vale, minha gente) e sem ver o Maria Helena. Mas eu fiquei em paz comigo. Em paz porque, apesar de não ter nada com o moço, eu estava me envolvendo em uma história e não seria correto pagar para ver em uma história que já vivi. E fiquei em paz comigo porque eu sei que, correndo riscos, eu me livrei de me envolver com uma pessoa que quer tudo, menos envolvimento.



quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Quase um ano depois...


Essa semana vai fazer um ano do casamento (sim, o dia mesmo) do Mr.Right. Acho que preciso dividir com vocês um pouco de como está a minha cabeça essa semana. Não que o post será depressivo, mas o blog foi criado por conta desse personagem da minha vida, então nada mais justo do que atualizar vocês... :)

Há quase um ano atrás eu estava na casa da Talita, me distraindo e rezando para que eu não chorasse (muito) com o acontecimento do dia. Hoje eu penso que eu me sentiria pior, mas no dia eu acho que me sentia péssima. Essa semana (sábado,para ser exata) o casal completa um ano de casados. O que eu desejo? Nada. Se eu desejar felicidades, vou ser hipócrita. Se eu desejar que sejam infelizes, serei malvada. Então eu não desejo nada. Melhor nada do que algo ruim, concordam?

Nesse um ano, nos falamos (MUITO) pouco e não nos vimos. Para quê? Para ficar chorando por uma história que precisou ser interrompida? Para lembrar de um sentimento que existiu, foi forte, mas não tem mais lugar? Para sofrer mais? Não. Confesso que, no começo, vontade não me faltou. Vontade de ir aos lugares que eu sei que ele vai. Vontade de passar por perto de onde ele trabalha. Vontade de pesquisar com os amigos como estão as coisas. Só que aí eu sempre pensei: O que eu ganho com isso? Nada. O que eu perco? Muita coisa.

Em 365 dias desde o casamento (que, não sei se vocês sabem, mas achei um vídeo que hoje nem existe mais na internet e nem perguntem como eu achei, porque exigiu um trabalho de três dias de busca incessante) nos falamos umas 5 ou 6 vezes. No começo meu coração ia até a boca, meu estômago embrulhava e eu queria morrer de felicidade só com o OI dele no meu Skype. Hoje isso não acontece mais.

Costumo dizer que existem sentimentos que a gente sabe que existem, mas ele começam a fazer parte da gente até que a gente não sinta mais muita coisa. Acho que é isso. Não sei. Semana passada eu, num (ato idiota,claro) rompante sem explicação, resolvi perguntar de onde era a foto do skype dele. Horas depois ele responde e trocamos meia dúzia de palavras. Sabe o que aquilo representou pra mim? Liberdade. Liberdade porque, ao contrário das outras 4 vezes em que nos falamos, eu não suei, não tive ataque cardíaco, não tive ânsia. Eu falei com ele com a mesma calma que estou sentada no meu sofá escrevendo este post pra vocês. E isso foi uma vitória.

A cabeça, claro, ainda prega algumas peças. Essa semana eu sonhei que encontrava com Mr.Right no trabalho dele e, apesar de andarmos de mãos dadas, ele me dizia que havia aprendido a amar Natasha (que, confesso agora, é chamada desde sempre de Noiva Cadáver, por mim e por quem me conhece) e que estavam felizes. Mudou a cena do sonho e eu fuçava no orkut da Noiva Cadáver e descobria que eles estavam com uma filha pequena, chamada ERBA CATARINA. Quando eu acordei, devo confessar que, do sonho todo, o que me chocou foi o nome da criança...ERBA CATARINA. Até agora eu me pergunto de que raio de lugar meu cérebro tirou um nome desse.

No fim das contas, o que eu quero contar para vocês é que, finalmente, depois de um ano e um pouquinho eu estou preparada e de coração aberto para uma nova pessoa. Entendi que o que a gente viveu foi lindo, mas acabou. Por que acabou não interessa mais. Não dá para passar o resto da vida avaliando. E aí que depois desse tempo todo (e depois de sair com alguns caras que foram meio furados) eu acho que estou pronta para dar meu coração, com calma e segurança, para alguém que esteja com vontade de estar ao meu lado. Alguém livre de amarras. Alguém imperfeito e que aceite as minhas imperfeições. Alguém que queira ser testemunha da minha vida e que eu testemunhe a dele.

Se eu realmente não desejo algo para Mr.Right e Natasha, a Noiva Cadáver? Tá bom, eu desejo, vai... que a filha deles (caso eles tenham) realmente não se chama ERBA CATARINA.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Valorização


Este post pode me trazer problemas com algumas pessoas. Pensando bem, vai causar se a carapuça servir e, se servir, que seja uma lição.

Eu sou super favorável à liberdade da mulher. Acho que merecemos mesmo sair por aí, fazer o que der na nossa telha sem ser julgadas ou queimadas na fogueira. Maaaas...acho que, com a liberdade, a gente conquista também o dever de saber agir com sabedoria e não enfiando o pé na jaca. Só que o que eu tenho visto hoje é muito mais pé na jaca do que a mão na consciência.

De verdade, não sei se foi a minha criação “semi-caipira”, as amizades com a cabeça no lugar ou se eu nasci assim mesmo, mais conservadora. Fato é que, do alto dos meus quase 28 anos e meio de vida, eu passei a noite com pouquíssimos caras. Poucos mesmo. Já comparei com algumas amigas e salvo duas ou três (literalmente), a minha “listinha” é sempre a mais “inha” mesmo. Eu me orgulho disso. Tirando um (ou dois,vai, para ser mais real) erro de percurso nessa lista (leiam “nomes que eu gostaria de tirar”), não me arrependo do que aconteceu. Aconteceu com pessoas bacanas e que, de alguma forma, acrescentaram alguma coisa na minha vida. Para esses caras, um recado (se é que algum deles lê isso aqui...): sintam-se especiais, porque eu sou mesmo chata.

Mas na verdade esse post não é sobre isso. Esse post é sobre valorização. A nossa valorização. O valor que a gente dá pra gente mesmo e como isso se reflete para todo mundo. Explico: quando eu termino um relacionamento (ou quando terminam comigo uma história que eu gostaria que fosse um relacionamento), eu não consigo sair no mesmo dia e beijar uma pessoa. Talvez, quem sabe, seja mesmo meu lado careta, mas acho que beijar um outro cara não vai me fazer sentir melhor ou resolver o meu problema. Quando eu voltar para casa, sozinha (no meu caso...no seu pode ser que você volte acompanhada), o término e a frustração vão continuar ali comigo.

Só que cada vez mais eu tenho visto por aí gente que não pensa assim. Amigas minhas. Amigas de amigas minhas. E as amigas das amigas das minhas amigas. O número é crescente. E não entendo. Sei que cada um é dono do seu nariz, mas porque não se valorizar? Conheço gente que terminou ontem e ontem mesmo beijou um cara. Não finalizou (se é que me entendem) porque a consciência bateu. Desta vez. Pela primeira vez. Um pequeno, mas grandioso passo para a valorização.

E sabe o que está por trás dessa falta de valor? A carência afetiva em excesso. A vontade quase desesperadora  de estar com alguém, mesmo que, de verdade, você esteja sem ninguém. É o medo de ficar sozinha. O medo de se encarar sozinha. O medo de ser sua própria companhia. E para isso passar se aceitar e entender que você é o seu melhor par é o caminho ideal.

O triste disso tudo é que cada vez mais a mulherada está fácil. E cada vez menos os homens acham o joio no meio do trigo. E aí quem realmente vale a pena, fica no meio dos demais. E para se destacar? É o que eu ainda estou tentando entender...

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Recomeçar...

Na última vez que eu escrevi, escrevi sobre o luto (seja ele qual fosse). Um dos comentários, o da Isabela, me chamou a atenção e eu não só vou mandar um e-mail para ela quanto resolvi fazer este post sobre recomeço.

Recomeçar é começar de novo. É construir novos sonhos, fazer novos planos, pensar em uma vida diferente daquela que, encaremos os fatos, não existe mais. Reconstruir requer uma força que nem sempre a gente tem. Melhor ainda, nem sempre a gente ACHA que tem a força que REALMENTE tem. Reconstruir exige tempo, exige paciência, exige uma perseverança que dá preguiça só de pensar em ter que conseguir tê-la. Mas é necessário.

Tocar a vida para frente entendendo que a gente pode fraquejar, mas nunca desistir é uma obrigação que a gente tem. Você tomou um fora? Sei que é dolorido. Sei que é difícil. Sei que a gente se sente a última mulher da face da Terra e, pior, a última mulher da face da Terra e o cara NÃO te quer. E a gente precisa viver essa tristeza. Precisa sim chorar litros de lágrima. Precisa xingar toda a raça masculina (ou feminina, se você for homem). Precisa ter um tempo para recolher os pedaços. Mas, Isabela e todo mundo que está lendo esse post, uma hora o seu luto precisa acabar e você precisa seguir em frente.

Engraçado...nesse momento penso naquele cara que disse pra mim semana passada que não está pronto para abrir o coração dele. Acho que está no mesmo momento que a nossa leitora Isabela. E está no mesmo momento que eu estava até pouco tempo atrás. E eu entendo. Entendo ele e a Isabela. E quero que os dois (e todo mundo que vive esse mesmo momento) entendam que para ele passar, a vontade vem em primeiro lugar.

Todo mundo merece (merece,não, DEVE) ser feliz. Todo mundo precisa acreditar que por mais que não tenha dado certo o relacionamento anterior, você precisa ter o coração aberto para o novo. O novo pode ser muito bom. O novo pode ser o curativo que você precisa para ser feliz. O novo pode ser inesperadamente especial, deliciosamente bom. O novo pode ser a tampa da sua panela. E, por mais que a sombra do antigo, do "falecido" ainda esteja viva, ela tende a ficar cada vez menor. Basta a gente querer.

"Querer é poder", diz um velho ditado. E com razão. Quando a gente quer mudar, a gente muda. Não em 24 horas, não em uma semana, mas muda aos poucos...cada dia um pouco mais. Até que... mudamos, amadurecemos, evoluímos. A sombra do antigo já não existe mais e, quando existe, é para lembrar que aquilo só nos fortaleceu e nos fez crescer.

Eu tive um período de luto de quase um ano. Foi bom para mim? Não completamente. Mas também não foi completamente ruim. O período de luto que tive serviu para entender que existe um mundo lá fora e que eu não poderia pagar para o resto da vida o preço de uma escolha que não foi minha. E quando eu resolvi abrir o coração, abri para uma pessoa que está vivenciando seu próprio luto e que, hoje, precisa somente da minha amizade. Isso é ruim? Não necessariamente.

É ruim por uma questão de "timing": o tempo dele está diferente do meu. Meu relógio está pronto para um relacionamento, o dele ainda está buscando esse tempo certo. Estamos condenados ao fracasso? Não acho. Acho que hoje precisamos ser amigos, como ele mesmo disse. Amigos que se divertem, que se confortam, que gostam da companhia um do outro e que se entendem, porque eu já passei pelo que ele passa. E isso não é ruim...posso ser o band-aid dele nesse recomeço. Assim como ele me ajudou a ver que existe vida pós-luto, seja ele de quanto tempo for.

Isabela e todo mundo que está recomeçando: a missão não é fácil, mas necessária. Junte forças para lutar pela sua felicidade. Isso é o que todo mundo merece e pra isso que estamos nessa Terra: ser feliz. Nem que pra isso seja preciso recomeçar mais de mil vezes...

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O luto

Luto é um mal necessário. A gente precisa dele para seguir em frente. Não interessa qual é o seu tipo de luto: morte de um ente querido, perda de um animalzinho, uma amizade quebrada. A gente precisa viver a tristeza para que, depois disso, uma nova vida se abra para a gente.

Eu contei aqui que tinha conhecido uma pessoa. Essa pessoa está em luto ainda. Luto por um relacionamento relâmpago que não deu certo. E ele descobriu ontem que precisa viver o luto ao invés de tentar seguir em frente sem pular essa fase. E aí eu rodei. De novo, diga-se de passagem.

Sabe o que é mais engraçado? Eu fique chateada, claro. Mas eu entendo esse cara. Eu passei pelo que ele passou há um ano atrás e eu sei que não adianta a gente mascarar um sentimento. A gente precisa viver isso até o fim, ir até o fundo do poço pra depois começar a subir e se reerguer. Fiquei mais chateada porque ele "precisou" de mim para descobrir isso. Mas ele é uma pessoa maravilhosa que espero que ainda volte para a minha vida, quando ele estiver preparado para um relacionamento.

O luto pode demorar ou não. Vai de acordo com a cabeça de cada um, creio eu. Meu luto passou, mas vira e mexe se manifesta em forma de saudade. Uma saudade estranha, diferente daquela de um ano atrás. Mas ainda assim, saudade. E eu, quando achei que estava pronta e me abri de coração, dancei novamente.

E aí é que está a graça da vida...a gente precisa se abrir para ela e saber que pode doer, mas ainda assim...não estamos deixando de viver.

Para esse moço, uma pessoa incrível, desejo que ele se recupere o mais rápido possível. Porque a vida passa e se a gente não vive, ela não está nem aí...e continua passando...

terça-feira, 11 de outubro de 2011

"Porque a vida segue. Mas o que foi bonito fica com toda a força. Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga. E a gente lembra. E já não dói mais. Mas dá saudade. Uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer a tona, o que o coração vive tentando deixar pra trás." 

Caio Fernando Abreu.

Coisas da vida

E aí que eu não consigo mais muito tempo para postar aqui. Não é falta de vontade, nem preguiça, nem nada. É falta de tempo mesmo. Mas resolvi tirar as teias de aranha do blog e voltar. Mesmo porque eu tenho visto que vocês continuam entrando e é falta de respeito com quem me lê, entra aqui e nunca acha nada de novo.

O que temos de novo? Fora o trabalho insano, mas que AMO de paixão, está aparecendo no meu caminho uma pessoa bem bacana. Não vou dar detalhes de nada porque eu descobri que olho gordo existe e ele pode sim gorar as coisas. Mas o cara é uma pessoa bacana e um pouco mais velha do que eu, o que significa que (talvez) ele seja mais maduro do que os caras que andei esbarrando por aí. Estamos nos conhecendo e estou, ao contrário do que o meu normal, querendo ir com MUITA calma. Numa velocidade de tartaruga manca, se é que me entendem.

Fora isso, o que mais? Madu está me deixando louca. É um doce de crianças, mas o gênio dela é tão ou mais difícil que o meu. Isso acaba gerando conflitos e eu esqueco, muitas vezes, que ela tem apenas três anos. Agora a mania dela é assistir TODOS OS DIAS o filme Mamma Mia! Eu adoro a Meryl Streep e tenho pena porque ela, em casa pelo menos, está rouca de tanto cantar. Juro que eu fico o dia cantando todas as músicas do filme e a pequena criatura acorda 6h da manhã e diz: "Bom dia...posso assistir Mamma Mia?" Certeza de que é Deus me castigando porque fazia meu pai assistir "E o vento levou..."! Maaaaaaaaaaaaaaas...tudo tem um lado bom. Ontem ela comeu maçã! Sim...a criança está comendo frutas. Deus sabe a vitória que é isso.

De verdade, acho que isso é o que eu tenho de novo pra contar. A não ser que vocês queiram um relatório completo de como está o trabalho. Acho que ninguém quer, né?

Volto mais...prometo!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Atualizações

Eu confesso que enquanto escrevo esse post eu deveria estar escrevendo um release. Tudo bem que estou em casa, mas o tanto de coisa pra fazer é enorme e eu realmente deveria estar trabalhando. Mas não, eu resolvi postar. Primeiro porque eu sinto falta e segundo porque não estou com vontade de escrever mais nada de trabalho, afinal de contas, uma hora a gente precisa se desligar.

E a vida, pessoal, como anda? Meu último post foi meio de revolta,né? Mas era o que eu sentia na época e agradeço a todos os comentários. Vamos ver os próximos capítulos e aí a gente vai atualizando aqui.

O que eu posso contar? Por enquanto, não muita coisa. Vou me reservar o direito de ficar um pouco calada sobre as atualizações da vida pessoal porque eu não quero gorar nada. Mas posso contar que ando beem contentinha,viu, minha gente? Apesar de tudo, estou caminhando pra (quem sabe) uma coisa bacana e aí eu conto para vocês.

Estou com algumas histórias para contar... vou sentar e escrever direitinho e aí vamos publicando. Mas, para começar a terça divertidamente, preciso dividir o que a minha prima me contou durante o almoço de domingo. Ela foi para a balada e a amiga dela ficou com um amigo...QUE CARREGA NO BOLSO UM CARIMBO COM O NOME DELE E A FRASE: ADD NO FACE! Isso mesmo...a pessoa carimba as garotas com o nome + add no Face.

Corram todos e preparem seus carimbos. Eu já tenho os meus:
- Balada: Tatiana Fanti, add no Face
- Eventos de clientes: Tatiana Fanti, add no LinkedIN
- Visitas formais, mas nem tanto: @tatianafanti, follow no Twitter

Aí, dependendo da ocasião, saco o carimbo! hahahahaha

Fala a verdade..esse foi bizarro!