quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Uma para todos...e nenhum para ela...

Essa postagem é sobre uma pessoa. Mas poderia ser sobre várias. Poderia ser sobre você, sobre uma amiga, sobre uma tia, uma prima, uma pessoa do trabalho. Poderia ser até sobre mim. Por quê? Porque a história é recorrente: mulher se apaixona, namora, se decepciona e se joga para o mundo. Mas até que ponto ela se joga saudavelmente? Aí é que mora a questão.

A gente tende, para esquecer de um amor, cair literalmente de boca aberta no mundo. Se a ideia é esquecer o João, que seja ao lado do Caio. Ou do Fábio. Ou do Thiago. Ou do Pedro. O nome é o de menos. O que importa é não estar sozinha numa sexta à noite. O perigo disso é que nesse bolo de nomes e situações a gente corre o risco de se perder. E se perder significa não saber mais quem é você.

Fiquei pensando nisso depois de analisar o meu comportamento (e o de algumas amigas) depois de um término de relacionamento. E concluí que a gente tende a seguir o mesmo padrão: fica triste, se arrepende da tristeza e jura que só vai aproveitar a vida sem se envolver. Aí faz isso, sai com vários, não engata relacionamento nenhum e entra na parte da carência, que faz com que você faça mais e mais besteiras. Funciona? Não. Só te arruma mais um problema.

Descobri que não me adianta nada ter o Caio, o Fábio, o Thiago ou o Pedro, citados lá em cima. Nenhum deles que ir ao cinema. Nenhum deles te chama para passear no Parque do Ibirapuera. Nenhum deles quer saber se você brigou com a sua mãe. Não. Eles só querem te chamar de "delícia" e te levar para "curtir a night". Depois? Depois o problema é seu.

Sejamos realistas...isso é SER de todos e não TER todos. Uma graaaaaaande diferença que só faz aumentar o vazio depois que a gente chega em casa, tira a maquiagem e veste aquele pijama ridículo do Snoopy ("ninguém está comigo mesmo...que diferença faz vestir um pijama horrorento e um lindinho?") para dormir, sempre sozinha. 

O que fazer para mudar? Aprender, de verdade, que a felicidade não está em ter alguém ao lado "curtindo a night" ou te chamando de "delícia" numa sexta-feira. Aliás, melhor não ter isso, mas estar disponível para deixar a vida te levar e apresentar aquele alguém que queira saber da chata da sua amiga fofoqueira...ou que ache lindo aquele velho e surrado pijama do Snoopy. E melhor...que te abrace e durma com você quando você estiver vestindo ele.

E ponto final...

5 comentários:

Flá disse...

Poxa vida, e por que não ficar de boa,mesmo sem alguém pra saber da briga com a amiga fofoqueira e whatever? Sei lá, eu terminei um relacionamento (que ia fazer 7 anos esse ano...) e apesar de querer cair na esbórnia só pra ver como eh (hauihaiuhaiuhiuaa), o que eu qro mais do que tudo,tudo,tudo é ficar bem comigo mesma....Não me desvalorizar se um cara só quiser ficar cmg uma noite ou sofrer horrores porque não tenho alguém pra me abraçar qndo tô de pijama de ursinho...

Ter alguém é bom e faz falta,mas conseguir ser feliz de qqr forma é o melhor aprendizado que uma pessoa solteira pode ter! É isso que eu busco,e espero MESMO um dia conseguir!

Gisele disse...

Sei muito como é isso, pois minha situação é um pouco parecida com a sua. Não saio muito, mas teve uma época que queria me sentir livre para me entregar a novos sentimentos, a fazer coisas diferentes e tal. Foi bom, mas para descobrir que não sou aquela pessoa que estava tentando ser.

Hoje sou melhor resolvida, sou solteira, costumo dizer que namoro meu filho de 3 anos e só.

Estou me cuidando, fazendo novas amizades, rezando bastante. Parei para pensar...que na verdade, eu tenho tudo e na boa, estou feliz. Tanto é que as pessoas agora vem me perguntando...' O que aconteceu? Você está mais bonita...tá namorando???' Pois é, não estou. Mas estou ME amando...e isso está sobressaindo até no meu espirito quanto mais na minha pele.

Tudo isso que voce descreveu, é fato que todas vamos vivenciar. Mas não ache que seja ruim. É bom para NOS conhecermos melhor, definir com mais clareza QUEM somos, O QUE querermos da VIDA, ONDE queremos ir!!

Beijinhos,

Gi

Paulinha disse...

Gostei, Tati! Acho que o travesseiro pós-balada é a melhor balança pra consciência da gente acusar (ou não) se a vida tá boa, se estamos vivendo de acordo com o que REALMENTE queremos!
Concordo. Qdo bate esse vazio, é pq é melhor caminhar por outros cantos.
bjs

Natália disse...

Verdadíssima Tati!! Eu sempre digo, que após um término, a gente precisa de um tempo pra gente, seja lá quanto tempo este período dure... A gente precisa estar de bem com a gente mesma, pra não cair nesta carência que às vezes faz a gente se arrepender de atos mais tarde.

A sensação de chegar em casa, e ir dormir sozinha, sem nenhum carinho nem que seja por torpedo, telefonema... ou até mesmo sabendo que se está "sozinha" é bem ruim. Mas passa. Eu sou a prova viva (e sei que muitas também são) de que passa. E tudo fica bem de novo. Graças a Deus.

Importante é a gente não se descuidar... não descuidar da nossa mente, alma, corpo... tudo!

Beijos!

Fernanda disse...

Você conseguiu expressar de uma forma clara e muito sensivel uma coisa que no fundo todas as mulheres querem CUIDADO, é simples a gente quer alguem que se importe, pra quem nossa personalidade e nosso carinho, façam a diferença, também já cansei de procurar "companias" que me enxergam como passatempo, ficam comigo até encontrar alguem que valha a pena namorar, ligar, conversar, presentear, amar... por isso já não invejo menininhas populares que saem todo fds embaladas a vacuo num vestidinho colado, elas provavelmente também dormem com pijaminhas do Snoopy