quarta-feira, 28 de março de 2012

Como agarrar um marido?


Taí a pergunta que dá nome ao blog. E que todo mundo quando entra aqui a primeira vez, acha que vai achar a resposta. Engano. Estou certa de que está cada vez mais difícil encontrar alguém bacana nesse mundão. E olha que gente é o que não falta afinal, são sete bilhões de pessoas no mundo. Ok que o número fica mais baixo se tirarmos as mulheres, os gays, os casados, as crianças e os velhinhos. Beeeem mais baixo, diga-se se de passagem.

E aí que nestes quase dois anos de blog (acreditam que já são quase dois anos???) eu não descobri a fórmula mágica do casamento e, claro, não agarrei marido nenhum. Pelo contrário. Em dois anos tive um namoro que não deveria ter acontecido (leia-se Mr.Right), um namoro de dois meses que eu não sei nem o porquê de ter começado e alguns casos que não passaram de dois encontros (fenomenal,hein?). E encarei tudo isso de diferentes formas: chorei, me descabelei, fiquei com raiva, indignada... Hoje eu resolvi assumir a diversão da procura.

Sim, minhas leitoras e meus leitores. Chega uma hora que a gente precisa parar e começar a dar risada. Rir é o melhor remédio e, para a nossa felicidade, não dá rugas (ao contrário de chorar), como me explicou a dermato do meu coração, Dra Carla Vidal (beijo,Carla!). E eu resolvi dar risada. Muita risada. Acaba sendo divertido olhar para trás e ver o tanto de besteiras que a gente fez. E aprender com as besteiras. E encarar que aquelas do passado não serão as últimas e que até o nosso último suspiro a gente vai fazer mais e mais asneiras. E rir delas.

Enfim, pessoal, querido. Não descobri como agarrar um marido – ainda. Mas descobri que dar risada disso tudo é muito mais legal do que olhar para trás e se arrepender. Melhor ter feito do que ter vivido vendo a vida passar.

Como agarrar um marido? Não sei...ainda estou tentando...

segunda-feira, 26 de março de 2012

A tal da química...

Quando eu estava na escola a matéria que eu mais odiava era química. Não entendia nada de moléculas, nem de fórmulas e muito menos sabia o significado daquele monte de elementos da tabela periódica. O mundo, pra mim, seria perfeito sem a tal da química.

Aí eu cresci e passei a dar importância a outro tipo de química, igualmente complicada àquela do colégio: a química do relacionamento. Já falei sobre isso em posts anteriores, mas sempre em contextos diferentes. E sempre afirmei que a química é algo necessário para um relacionamento dar certo e, ao contrário do que dizem, ela não se constrói: ou você tem ou não tem.

Sexta-feira eu jantei com um moço. A conversa sempre foi boa, o "perfil" dele era bem bacana, mas não tivemos a química. Tentei, eu juro que tentei. Mas, feliz ou infelizmente, sou movida a frio na barriga. Se quando o cara dá a mão pra você e você não sente nada, esquece. Desse mato não sai cachorro nenhum. Não, eu não espero a musiquinha de fundo quando se dá um beijo, mas eu espero, sim, um pouco de mágica. Não aquela mágica hollywoodiana, mas a mágica de que, naquele momento, o seu mundo parou. Será que é devaneio meu?

Eu já vivi essa sensação do mundo parar completamente, de tudo ficar em silêncio (mesmo que você esteja em uma balada punk) e do coração disparar e sinceramente acredito não sentir isso de novo. Já tive uma vez, foi lindo e estou contente com isso. Mas espero, pelo menos, ter uma sensação que chegue perto disso. Ou que pelo menos faça meu coração bater mais forte e sentir saudade (e vontade) de repetir o encontro.

Dito isso, não preciso dizer que esse pretendente a pretendente vai ter que procurar outra candidata. Por mais que ele seja uma pessoa maravilhosa e disposta a um relacionamento verdadeiro, eu preciso sentir as tais "borboletas no estômago". Além disso, não sei se é um erro meu, mas não gosto de nada muito fácil e nem de gente muito "disponível". O cara jantou comigo na sexta e no sábado me mandou um coração via SMS. Meio rápido,não? Ou então eu não senti o que ele sentiu e é por isso que fiquei "incomodada"?

Fato é: a tal da química importa, e muito. E é muito mais complexa do que uma simples tabela periódica...

sexta-feira, 23 de março de 2012

Ciclos


Quando eu estava na escola aprendi que o ciclo da vida era nascer/crescer/reproduzir/morrer. Simples assim. Ninguém contou o que acontecia no meio de tudo isso. Ninguém contou que o ciclo era muito mais complexo. Aliás, ninguém contou que não era O ciclo, são VÁRIOS ciclos.

Estou em uma fase de muitas mudanças, internas e externas, que contarei logo mais por aqui. Por enquanto, posso adiantar que estou encerrando ciclos e abrindo novos outros. Estou buscando realizar objetivos que sempre tive e que, talvez por medo, nunca tenha tido coragem de seguir. Aí chega a hora que a vida te coloca para pensar e, acima de tudo, agir. Estou na fase de agir. Se lamentar e ficar para pra quê? Sem sentido, não é?

E nessa fase de encerramento de ciclos é sempre curiosa a mistura de sentimentos que temos: ora uma euforia e felicidade e ora tristeza e dúvida. Será que estamos tomando o caminho certo? Será que as pessoas que estão nesse ciclo vão ficar nos seguintes? Ou será que vamos ser enterrados no baú do passado? Pensar em tudo isso gera medo, dúvida, ansiedade...tudo junto e misturado, como dizem por aí.

Quis dividir com vocês essa minha visão de passagens na vida. E a complexidade que tudo isso envolve. Ainda não posso contar quais são as mudanças, mesmo porque pra todo mundo vai ser sem significado nenhum, mas pra mim significam bastante.

Aliás, ainda bem que mudamos...porque se não mudássemos, hoje seria um dia em que eu estaria bem chateada. Passado feeelings, sabem? E, como eu mesma disse, seguir em frente é preciso.

Sigamos. 

segunda-feira, 19 de março de 2012

Primeiras impressões do Par Perfeito


Primeiro de tudo...se você procura diversão, o Par Perfeito é o seu lugar. Sério. A quantidade de pessoas sem noção que aparecem por lá é inacreditavelmente enoooorme. Junte a isso o número de pessoas que escrevem mal. E os apelidos e fotos? Não tem como descrever, mas vamos lá.

1 - Tenho que deixar claro aqui que se o seu intuito é parecer um ser humano normal, não coloque apelidos como "gatinho_manhoso", "cara_cheiroso" ou qualquer coisa do gênero. Não quer ser identificado? Inventa um nome de gente, mas nos poupe de ler nomes infantis. Ou então, aguente que as pessoas vão rir, sim, mesmo que você seja um cara legal. 
Gente, isso é sério...o que tem de gente que coloca apelidos ridículos não tem tamanho. Não dá vontade de olhar o perfil da pessoa. A foto tem que ser MUITO boa para você considerar falar com o "cara_cheiroso". E principalmente começar a namorar e falar pra todo mundo como se conheceram.

2 - Não coloque fotos suas correndo feliz na praia (ou arrumando a sunga ao sair do mar). Não é legal e queima o seu filme.
Leitores e leitoras, é igualmente enooooorme o número de pessoas que colocam fotos que nem a mãe deles adoraria ver. Tem desde um cara saindo do mar e arrumando a sunga (aquela coisa bem delicada que os homens fazem em público) até uma mulher sentada na areia se sentindo a Brooke Shields em “A Lagoa Azul”. Essas fotos são totalmente queima-filme, mas garantia de diversão.

3- Faça uma abordagem delicada. E ponto final.
Quem gosta de ser chamada de delícia é a margarina. Gostosa? Como você sabe, já provou? Sério...mulher gosta de elogios delicados, mesmo que seja para ser chamada de simpática. Gostosa, delícia, apetitosa e vitaminada a gente prefere deixar para os pedreiros.

Enfim, gente boa, de uma maneira geral, achei meio furado o site. Tem muita gente que não me atraiu em nada. Muita gente procurando sexo casual e muita gente que é realmente sem noção. Recebi dezenas de e-mails de pessoas acima dos 50 anos de idade. Sei que os mais velhos estão atrás das mais novas, mas OI??, não leu o meu perfil? Não estou buscando ninguém acima dos 35. Nem abaixo dos 25, ok? E sim, recebi mensagens de garotos de 19 anos. E quis morrer de catapora.

Análise do primeiro dia: ri muito, me diverti horrores e achei, entre milhares de furadas, um perfil de um cara que me escreveu e é bem bacana. Nos falamos via facebook. Pelo menos, num bando de um milhão de furadas, existiu um cara bacana. Para o primeiro dia de aventura virtual, foi um bom resultado.

sábado, 17 de março de 2012

Sim,eu fiz...e agora?

Podem rir porque é engraçado. Mas hoje, num sábado à noite e na casa da minha melhor amiga, me inscrevi no Par Perfeito. Fiz, a princípio, o plano gratuito. Respondi a um questionário gigantesco sobre a minha vida e sobre quem eu busco. Engraçado...me senti preenchendo aqueles testes de compatibilidade.

Aí que depois que você descreve (de modo genericamente detalhado...) a sua personalidade e coloca o que você espera no seu par, você tem a opção de fazer uma busca. Selecionei homens (claro) com idade de 28 a 35 anos, que more no Brasil. Até que veio bastante gente. Por bastante gente, leiam: gente bizarra e gente interessante. Ok,eu assumo...tem mais bizarra do que interessante. De uma busca de 15 páginas eu selecionei uns sete perfis. Aí mandei o que eles chamam de piscadinha e uma mensagem genérica, do site mesmo, fazendo o contato. Não sei ainda como mexer direito no programa, mas vou aprender e conto para vocês o que for acontecendo.

Ato de desespero? Não acho. Fiquei curiosa em saber quem está nestes sites. Deve ter gente interessante que, assim como várias outras pessoas interessantes, não estão sabendo direito como achar alguém no mundo real. E nessas, quem sabe?

Fica a dica pra quem quer procurar gente bacana (no meio de gente esquisita). Ou apenas para quem quer dar muita risada, porque alguns perfis...socorro!

sexta-feira, 16 de março de 2012

How old are you???


Meu último post foi sobre diferença de idade. Perguntei isso porque o que mais tem por aí são casais com diferenças astronômicas. E que, muitos deles, parecem se dar bem de verdade.

Eu confesso que nunca me relacionei com nenhum cara mais novo que eu . No máximo, a minha idade. Talvez porque a minha cabeça seja meio de mais velha. Talvez porque eu não tenha paciência com caras mais novos. Não sei. Fato é que nunca fiquei com ninguém abaixo dos meus (atualmente) 28 anos.

E mais velhos? Nunca tinha passado a barreira dos 5 anos de diferença. Eu e o pai da Madu, acho eu, temos 4. Aí eu fiquei com um cara de 38 anos. Achei que seria beeeem diferente. Que o cara tivesse uma cabeça mais séria e uma postura mais madura com relação a relacionamentos. Ledo engano. O cara era maduro, trabalhador, gente finíssima...mas não estava preparado (ou não queria mesmo) um relacionamento sério.

Não acho que a idade seja um fator realmente determinante em um relacionamento. Acho que a cabeça e o que o casal quer são muito mais importantes do que a data de nascimento que consta no RG. Aliás, de verdade, a idade que importa é aquela que está em nossa cabeça. Desde que haja bom senso, claro (coisa que, me perdoem, Suzana Vieira não tem).

Então é isso...o importante é ser feliz, no matter what!

terça-feira, 13 de março de 2012

Diferença de idade...isso importa?

Post rápido e "a la" Pesquisa do Ibope.

Reparo que cada vez mais a diferença de idade entre casais se faz presente. Tá, tirando as "Danielas Albuquerques e Susanas Vieiras" da vida - que a gente realmente NÃO entende, será que a diferença de idade é algo que faz taaaaaaaaaaanta diferença assim?

E pergunto mais: qual é a diferença de idade aceitável para vocês? Tanto com a mulher mais velha quanto com um homem mais velho?

Me contem?

PS: Não...não estou saindo com um pivete. É curiosidade mesmo.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Reflexões...(meio tontas, mas OK)


O tempo vai passando e,com ele, a gente muda. Ontem mesmo eu coloquei no Facebook uma “piadinha” dizendo que passei de “alto,bonito,rico,solteiro,fiel e com 20 poucos anos” para “hetero, apresentável, fiel (pelo menos tenho essa esperança) e acima dos 30”. E dei risada com o meu pensamento que, por mais que tenha sido piada, é verdadeiro.

Não vou ser hipócrita...eu sinto falta de uma companhia. De segunda a sexta nem tanto, mas a coisa aperta aos fins de semana. Talvez porque a maioria das amigas estejam namorando e acabam fazendo programas de casais. Fato é que as 48 horas do sábado e do domingo são especialmente mais difíceis. Nada que me mate, que fique bem claro. E aí que, pensando nessa tal companhia que me falta, percebi o quanto o meu perfil de cara ideal foi mudando.

No começo eu queria aquele perfil de O cara. Um tipo meio Rodrigo Santoro, sabem? Mas aí o tempo passa, o Santoro não aparece e eu percebi que talvez a minha lista de exigências fosse um pouco longa demais. Aí você vai cortando alguns requisitos. E vê que continua difícil. E corta mais. Até chegar naquela: legal e que seja atraente (para mim e não para o mundo). Ou então simplesmente entrega pra Cristo e pensa: Cansei de procurar. Que me achem.

Ontem eu estava andando no shopping com a Madu e comecei a pensar em como seria legal se eu conhecesse um cara que tivesse filho. Sim,porque um cara assim entenderia a minha (louca) vida de mãe e não estaria mais naquele pique de baladas e bla bla bla. A gente poderia encarar programas em família. E eu acho que seria uma ótima madrasta. Seria boadrasta. Tá bom que a ideia de ser madrasta me assusta um pouco porque minha experiência na área não é lá das melhores. Por outro lado, sabendo o que eu sei, acho que me esforçaria para ser a melhor madrasta do mundo. Aí, tendo pensado nisso em 15 minutos, eu concluí que realmente seria um cara legal, que tivesse filhos. E uma ex-mulher bacana. Aí todos conviveriam em paz e os natais seriam animados. Muita alucinação?

Enfim...continuei andando no shopping e rindo de tudo isso. Tanto dos pensamentos quanto da vida. Acho engraçado como algumas coisas acontecem e mudam a gente pra sempre. Nunca pensei que seria mãe solteira e que teria que encarar ter um “kit casinha” sem ter o kit completo. E acho que estou me saindo bem na missão. Tropeço, caio, me machuco, mas levanto. A vida tem que ser assim,né?

E enquanto o “legal e acima dos 30” não aparece, eu vou levando a vida, tocando meus projetos para frente. E rindo. Porque rir é sempre o melhor remédio!!!

sexta-feira, 9 de março de 2012

A grama verde




Sabe aquele ditado: “a grama do vizinho é sempre mais verde”? Então. Muita gente concorda com a verdade que existe (ou não) nele. Mas, e quando você é a grama, em teoria, mais verde?

Comecei a pensar nisso esses dias. Eu e algumas amigas já passamos pela situação de ter caras comprometidos cantando de galo em cima da gente. Isso é normal. Quando a gente está em um relacionamento não vira cego e, deixando a hipocrisia de lado, a gente olha para o mundo sim. Isso, no entanto, não significa que, por mais que você ache aquele cara lindo, vai sair com ele e trair seu namorado. Você está apenas observando o mundo. O seu namorado provavelmente faz a mesma coisa.

Mas...voltando ao fato da grama verde. Há um bom tempo eu não saio com ninguém. Parte porque me falta tempo e parte porque me falta gente. Ultimamente os caras que têm se aproximado estão namorando. Por que eles se aproximam de mim? Não sei. Acho que, sendo justa, cada um tem um motivo diferente e não cabe a mim colocar aqui. Fato é que a minha opinião sobre ser a “grama verde” está mudando.

Há algum tempo (não muito) atrás, eu achava o máximo pensar que o cara que tinha namorada estava dando bola pra mim. Acho que nosso ego sempre precisa de uma massagem e é bom saber que um cara que tem uma pessoa acha que você é, pelo menos em um dado momento, melhor do que a que ele tem. Mas comecei a discordar de mim. E isso só aconteceu porque, sejamos sinceras, a grama verde só é mais verde enquanto ela é novidade. Depois ela queima, começa a murchar e o jardineiro escolhe voltar para o seu jardim ou simplesmente deixa a grama morrer de vez. OU então ele continua visitando o jardim, mas cada vez menos. Isso te completa? A mim não.

Estou passando por algumas (boas) mudanças e meu tempo anda escasso. Sendo bem verdadeira, como sempre fui aqui, não tenho sentido falta de um cara que “compareça” e pronto. Sinto falta de um cara bacana para compartilhar as coisas boas e as dúvidas que aparecem vez ou outra. E sendo a grama verde, me desculpem, isso não existe. O cara não quer saber se você está bem ou não está bem. O cara, aliás, nem quer saber de nada. Só quer saber de pastar vez ou outra. E disso eu cansei faz tempo.

Mudei. Mudei mesmo sabendo que tenho um passado que me condene. Mudei porque a gente precisa melhorar cada dia mais. E mudando, o mundo muda junto com você. Estou numa fase que, apesar de sentir falta, não estou esperando romance, nem borboletas. Eu estou focada no trabalho e num mundo novo que vai se abrir e não quero sair desse foco. Se aparecer alguém bacana, muito que bem. Se não aparecer, na hora certa ele virá.

Enquanto isso eu cultivo a minha grama verdinha...esperando um jardineiro que cuide exclusivamente do meu jardim, que florescerá na hora certa.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Ser mulher...e mais!

Não poderia deixar de passar por aqui nesse dia tão especial. Ao mesmo tempo, não acho que a mulher mereça um único dia. Todos os dias deveriam ser dia da mulher. Porque, cá entre nós, ser mulher não é fácil. Ser "mulherzinha" em pleno século XXI, menos ainda.

Feliz, ou infelizmente, não vou fazer uma postagem recheada de clichês. Vou dizer aqui que eu AMO ser mulher. Sério. Se eu fosse homem, provavelmente eu seria uma drag queen. Ou então um gay bem afetado. Tudo porque eu tenho paixão pelo universo feminino e admito que eu sou mulherzinha SIM. Adoro um salão de beleza, me divirto discutindo sobre maquiagem, passo horas pensando no look do dia seguinte. Mas vivo toda a pressão de uma mulher da nova era.

Ser mulher em 2012 significa ser mãe, profissional, amiga, namorada, amante, psicóloga, faxineira e por aí vai. Não somos mais donas de um único caminho. Precisamos andar pela nossa vida fazendo mil manobras e sendo mil em apenas uma. Difícil? Não...acho que damos conta do recado.

Por isso, pessoal, fica aqui a minha homenagem a todas nós...que somos guerreiras, mas femininas, selvagens com delicadeza e, acima de tudo, fieis a nós mesmas.

Feliz dia da mulher. A gente merece.

segunda-feira, 5 de março de 2012

As Pontes de Madison, O príncipe das maré, eu e mais um monte de gente


A mulherada adora um filme de chorar. De preferência um com final trágico. Nunca entendi muito o porquê, apesar de ser eu mesma uma criatura que ama chorar em filme. Eu entendi a nossa necessidade de assistir a um romance que termina bem mal...a gente chora a história do outro e a nossa própria.

A gente chora o namoro que não deu certo. A gente chora a morte do bicho de estimação. A gente chora por aquela viagem que nunca aconteceu. E chorando a gente desabafa, lava a alma e o coração. E esvazia a cabeça. Sim, porque tanta água saindo deve deixar a cabeça da gente mais leve. Ou deveria.

Tenho, na vida, dois filmes de chorar que são os campeões de audiência: As Pontes de Madison e O Príncipe das Marés. O que eles têm em comum? Além de serem estrelados pelas minhas duas atrizes preferidas (Meryl Streep e Barbra Streisand), os dois falam sobre lindas histórias de amor que não terminam bem. Me desculpem os leitores que nunca assistiram a nenhum dos dois filmes por ter contado o final, mas os dois são tão antigos que já devem ter passado mais do que Lagoa Azul no SBT.

E acho que gosto desses filmes porque, ao contrário das comédias românticas que sempre acabam bem, esses dois filmes falam da realidade. Nem sempre a gente tem o “viveram felizes para sempre”. Aliás, acho eu, não temos nunca o “felizes para sempre”, mas sempre temos o “viveram”.

A Meryl Streep, em “Pontes”, viveu uma dona de casa que conseguiu ter a história de amor da vida dela em quatro dias. O cara quis que ela fugisse com ela e ela não foi. A cena de cortar o coração é quando ela o vê, ele num carro na frente do carro dela e ela com a mão na maçaneta, pronta para abrir a porta enquanto o farol está vermelho. O farol abre, ela tira a mão da maçaneta. O carro do moço vira para a esquerda e o carro dela, para a direita. E ela cai no choro. Anos se passam e ela morre. O moço de mil anos atrás já morreu e teve as cinzas dele jogadas nas pontes do condado de Madison. O último desejo dela é ser cremada e ter as cinzas jogadas no mesmo lugar. Os filhos dela, que descobrem o romance só depois da morte da mãe, acabam por realizar o desejo dela. A cena final é de cortar o coração.

Barbra Streisand em “Príncipe” vire uma psiquiatra ricaça e casada que lida com uma mulher com sérios problemas psiquiátricos. Numa das crises, a paciente tenta o suicídio e, para entender a mulher, a personagem de Barbra pede ajuda para Nick Nolte, que interpreta o gêmeo da paciente. Ambos são casados e infelizes e se apaixonam perdidamente. Vivem um romance lindo. Até que ele, quase no fim, a espera na frente do consultório dela, depois de voltar de uma viagem para a casa dele. Ela o vê, corre em direção a ele, o abraça e diz que o defeito dele é “voltar para casa”. E chora. Ele, numa outra cena, dirige o carro a caminho de casa e diz que aquele amor o fez ver quem ele realmente é. E que sempre, todos os dias, enquanto ele dirige para casa, o nome daquela mulher sai da boca dele como um sussurro, como um alívio. E sobem os créditos. Fim.

Triste? Sim. As leitoras mais sensíveis devem estar com os olhos marejados. Triste, mas verdadeiro. Atire a primeira tecla quem não tem um amor mal-resolvido. Atire o primeiro mouse quem não sente uma dorzinha lá no fundo, por menor que seja, ao se lembrar de um grande amor que não foi seu. Algumas pessoas sortudas conseguem sentir isso e terminar com essa pessoa. Outras sentem e vivem uma história linda e não terminam com a cara metade. A grande maioria, no entanto, não passa por isso. Vive uma vida inteira sem ter sentido o que é O grande amor.

A minha pergunta é: vale a pena sermos Meryl, Barbra e,por que não, Tati? Vale mesmo ter vivido e sentido a sensação do amor pleno, mas não ter terminado com ele? Ou vale mais a ignorância já que, o que não é vivido não é sentido?

Essa é a pergunta de um milhão de dólares...

quinta-feira, 1 de março de 2012

Psiu...você!


Você. É,você mesmo. Você que eu nem sei se entra nesse blog. Você que nem sei mais nada. Simplesmente você.

Fazia um bom tempo que não lembrava de você. E eu estava bem assim. Aí entrou um engravatado no metrô com um perfume igual ao seu. Claro...você e mais algumas milhares de pessoas no mundo devem usar a mesma fragrância. Engraçado...até o ano passado eu sabia o nome, hoje eu só me lembro da marca, mas não exatamente do nome. Acho que isso é um sinal de que – devagar e sempre – a coisa está passando. E nesse dia, do engravatado do metrô, eu fechei os olhos e fiquei lembrando de quando eu sentia o seu cheiro e me sentia em casa. E essa lembrança deixou o meu dia nostalgicamente mais feliz.

Depois disso me distrai no MP3. Tenho o hábito de sempre pular a música 64, que era a nossa, para que eu não fique lembrando. Até o dia que, perdida em pensamentos, esqueci que a próxima música era a 64. E ela tocou. Tocou inteira. Eu ouvi. Depois de mais de um ano, ouvi os mais de três minutos da música e lembrei de quando você me mandava em pedaços no meu celular cada vez que você tinha que viajar. E sorri. Sorri porque a cada mensagem meu coração transbordava de alegria.

Aí ontem, vasculhando a minha caixa de e-mails enviados eu achei. Lá, em uma pasta de 2010, uma dúzia de e-mails enviados por mim. Todos falando sobre a gente. Sobre um futuro que a gente nem sabia que existia. Não sei se por estar em uma semana assustadoramente mais sensível eu decidi ler um por um. E li. Li todos. E, não é surpresa nenhuma, senti uma dorzinha chata. E até uma invejinha “branca” daquela Tati plenamente feliz de 2010. Invejinha por saber que, daquele jeito, aquela Tati não vai mais existir. Mas calma...não se sinta mal. A Tati que morou em Vinhedo por 10 anos também não vai mais existir. Graças a Deus a gente caminha e evolui. Algumas coisas melhoram, outras nem tanto.

Eu cogitei, depois de ler todos aqueles e-mails, te escrever um novo. Mas pra quê? Dizendo o quê? O que anda acontecendo na minha vida? Não teria motivos, já que o que acontece na minha vida não te interessa há um bom tempo. Confesso que pela primeira vez na minha vida impulsiva eu controlei a minha ansiedade e não te escrevi. Não mandei mensagem. Não fiz nada, apesar de ainda saber seu telefone de cor. Aliás, curioso que “de cor” em inglês é “by heart”. Tem tudo a ver, já que eu enterrei a nossa história dentro de algum lugar no baú do meu coração. E baú de coração é aquela coisa, sabe...uma hora a porta do baú se abre e a gente não percebe. Essa é a hora de mandar o baú para o conserto.

E sabendo que alguma coisa eu tinha que botar pra fora, sentei e escrevi essa carta, que nem sei se vai chegar até você, visto que eu estou a publicando em um blog e não te mandando por e-mail (o que seria a minha atitude impensada...e insensata). Vai ficar aqui, imortalizada na internet. Um dia, quem sabe, você ache. Ou não. Quem sabe...?

Enfim, é isso. Escrevi. Coloquei para fora. Sem melodramas. Apenas palavras sinceras de uma pessoa que sente falta (às vezes) de um tempo gostoso que passou.

Espero que você esteja bem. E que, vez ou outra, sinta inveja branca do você de pouco menos de dois anos atrás. Sabe por quê? Porque o você de dois anos atrás estava a lado do meu eu...