quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Direto do meu baú: uma história antiga...

Não sei como eu nunca escrevi isso por aqui... a história é antiga, mas vale para dar uma movimentada para o blog!

O NÃO-RELACIONAMENTO

Num café da manhã desses qualquer, conversando com uma amiga, comentei com ela sobre um (na época) bom amigo. Contei para ela que esse amigo e eu nos falávamos várias vezes por dia, todos os dias, por telefone e por mensagens instantâneas (leia-se BBM). Além disso, saímos para jantar vez ou outra e nos encontrávamos sempre. Mencionei que tudo isso não envolvia um beijo na boca sequer? Não? Conto agora. Não tinha beijo na boca.

Minha amiga ficou de boca aberta pela revelação. Na verdade eu mesma ficava pasma contando a história para ela. Por quê? Porque me contaram que a pessoa que você fala várias vezes por dia, brinca, ri, chora, sai, dá conselhos, conta as novidades é – geralmente – aquela que você se relaciona. Se relaciona relacionando mesmo. Dando beijo na boca, andando de mãos dadas e ficando boba de apaixonada. Das três coisas citadas eu só tinha o andar de mãos dadas.

Depois de contar isso para essa amiga e ouvir o “parecer” dela, fiquei com a pulga atrás da orelha e passei a me perguntar se era mais difícil ter um relacionamento ou ter um não-relacionamento. Concluí que o não-relacionamento é bem pior.

O não-relacionamento exige não ter cobranças. Ou você é do tipo que cobra os seus amigos com relação a aonde eles estão, com quem, o que estão fazendo? Se for esse o seu caso...terapia já, porque tem algo de muito errado com você. O não-relacionamento reserva o momento surpresa, que é quando uma das partes do não-relacionamento vai aparecer se relacionando com uma pessoa que nem existia nessa história. E aí, de não-relacionamento você será apenas a “amiga legal que te deu um super apoio quando precisei”. E você? Bom, você vai ficar se perguntado o que aquela “zinha” tem que você não tem. E não vai descobrir porque se perguntar para o seu não-relacionado ele vai te achar louca porque, bem...na cabeça dele o não-relacionamento era apenas uma coisa de camaradas.

Eu fui atrás de algumas histórias parecidas com essa e não achei. Quer dizer, achei, mas não tinham a pegada forte de um não-relacionamento. Era uma coisa mais...sadia, por assim dizer. Descobri que ninguém era tão maluca quanto eu para se enfiar numa roubada dessa.

O tempo passou. O não-relacionamento evoluiu para duas saídas envolvendo beijo. A última para ficar na história de tão furada. Ele me beijou e depois, no fim da noite, disse que a amiga que estava comigo era linda e que ele queria o telefone dela. Eu não matei o fulano (por burrice), não me matei (por inteligência) e mantive a amizade com a amiga (que é uma fofa e não tinha nada com essa história). Mas fiquei um (bom) tempo sem falara com ele. O duro é que um círculo social em comum faz com que você encontre a pessoa mais do que espera e foi isso que aconteceu.

Hoje o não-relacionamento passou para “somos conhecidos e dividimos um mesmo núcleo social”. Ele se casou com uma ex-namorada problemática e eu estou aqui, escrevendo para vocês.

Se me arrependo desse final? Nadinha...a vida me reserva um relacionamento de verdade. E bem melhor.

3 comentários:

Anônimo disse...

Eu vivo constantemente me perguntando o motivo pelo qual eu penso tanto em vc, Tatiana Fanti. Vc me conhece, mas não sabe quem eu sou aqui e isso pouco importa... De vez em quando leio o que vc escreve e cada vez me convenço mais que vc não tem o q aparentemente deseja por que vc se auto-sabota. Freud explica isso, mas eu não. Vc já contemplou pessoas pífias e dignas de pena com o seu tempo. Sem falar no pai que vc escolheu para a pobrezinha da sua filha. O Shrek é um lorde Inglês perto dele. O coronel Jesuíno era um marido exemplar para a Sinhazinha perto do que ele era pra vc. Raul Seixas era sóbrio perto dele. Vc é tão inteligente. Pare de deixar as oportunidades passarem por vc enquanto vc se lamenta pelo Facebook. Oq vc qr já esteve na sua frente e vc não enxergou ou não quis enxergar. O tempo não pára...

Xibalicious disse...

Ah, deixa eu movimentar mais então? rs... Vivi quaase a mesma coisa. Mas eu era a parte que não estava nem imaginando o possível relacionamento... nunca teve beijo, mas já teve uma declaração amorosa e bem complicada. Tanto que hoje, “somos conhecidos e dividimos um mesmo núcleo social”. Ele namora, eu tbm, e pronto, nada além. Mas que é engraçado passar por isso, ah, isso é!

Tati disse...

Com certeza eu valorizaria muito mais seus comentários se vocë mostrasse quem é.
É muito fácil se esconder atrás do anonimato....